
Divulgação/Paramount
“Pânico 7” bate recorde histórico de estreia da franquia
Novo terror teve maior abertura da saga e impulsionou as bilheterias do fim de semana nos Estados Unidos
O desempenho recorde
O lançamento de “Pânico 7” superou todas as projeções do mercado cinematográfico no seu fim de semana de estreia. A produção da Spyglass Media, em parceria com a Paramount, arrecadou US$ 64,1 milhões no mercado doméstico americano e mais US$ 33,1 milhões no exterior.
Com um total global de US$ 97,2 milhões logo na abertura, a sequência alcançou a marca de melhor estreia da história da franquia de terror. O feito quebrou com muita folga o recorde anterior estabelecido por “Pânico 6”, que faturou US$ 44,4 milhões nos primeiros dias de exibição nos Estados Unidos, em março de 2023.
Público gostou mais que a crítica
O retorno da atriz Neve Campbell como Sidney Prescott se provou um forte atrativo para o público. Mesmo amargando uma avaliação extremamente negativa de apenas 34% por parte dos críticos no Rotten Tomatoes, a resposta da audiência se manteve positiva com 78% de aprovação no pipocômetro do mesmo site e uma nota “B-” no CinemaScore — um patamar considerado alto para o gênero.
O chamariz para o público contou com uma estratégia de exibição premium inédita para a saga. “Pânico 7” foi o primeiro título da saga a ser projetado nas salas IMAX, um formato que, junto com as demais telas especiais, foi responsável por 40% da bilheteria total de abertura.
Como ficou o pódio do fim de semana?
A 2ª colocação no ranking do final de semana ficou com a animação “Um Cabra Bom de Bola”. O filme voltado para a família sofreu uma queda de apenas 29% em relação à semana anterior e arrecadou US$ 12 milhões em seu terceiro final de semana em cartaz. Produção da Sony, o desenho animado já acumula números expressivos nas bilheterias: US$ 73,9 milhões no mercado norte-americano e US$ 130 milhões mundiais.
A nova adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes”, com Margot Robbie e Jacob Elordi, fiou em 3º com US$ 6,9 milhões na América do Norte. A obra, que demonstra forte apelo comercial fora dos Estados Unidos, já alcançou um total mundial de US$ 194 milhões.
O impacto da fusão milionária
A divulgação dos números recordes de bilheteria ocorreu simultaneamente a um abalo corporativo na indústria do entretenimento. Na sexta (27/2), a Paramount-Skydance, de David Ellison, avançou oficialmente na compra da Warner Bros. Discovery, após a desistência formal da Netflix em cobrir a oferta bilionária pelo estúdio.
A união das duas gigantes prevê uma reorganização significativa no panorama de Hollywood – o primeiro filme mais visto do fim de semana é da Paramount e o terceiro é da Warner. Considerada a maior compra da história do entretenimento, a operação reduzirá de cinco para quatro o número de estúdios tradicionais em atividade e vai gerar concentração no mercado, após uma onda de demissões em massa.