
Globoplay/BBB
MPF instaura inquérito para investigar Globo por tortura no BBB 26
Procuradoria analisa dinâmicas do "Exílio", "Quarto Branco" e as crises convulsivas de Henri Castelli para apurar violação de direitos dos participantes
Denúncia no Ministério Público
O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para investigar suspeitas de tortura e tratamento desumano no BBB 26, transmitido pela TV Globo. O próprio órgão confirmou a abertura do procedimento ao portal Splash. A decisão, despachada pelo procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Júlio Araújo, atende a representações sobre possíveis ameaças à integridade física e psicológica dos confinados.
Dinâmicas sob investigação
A apuração detalha episódios polêmicos da atual temporada, como as duas crises convulsivas sofridas pelo ator Henri Castelli durante uma Prova do Líder. O procurador também cita os castigos impostos pelo reality: a dinâmica do “Exílio”, responsável por manter Breno Corã e Alberto Cowboy na área externa, e o “Quarto Branco”, que isolou participantes durante 120 horas oferecendo apenas água e biscoito.
O procurador argumentou que a liberdade de criação das emissoras não serve como escudo para justificar o descumprimento de garantias fundamentais. O texto da decisão ressalta que as emissoras de TV funcionam por meio de concessão pública e devem respeitar os valores éticos e sociais, segundo as diretrizes da Constituição.
De acordo com o site, o MPF pontuou que proibir a tortura e o tratamento degradante é um princípio constitucional inegociável. Segundo a avaliação do órgão federal, usar o sofrimento alheio como forma de entretenimento fere a meta da República de edificar uma sociedade justa e solidária.
Resposta da emissora
A TV Globo teria se manifestado de maneira preliminar no processo alegando fornecer suporte médico constante, contando com UTI móvel e sistemas ágeis de encaminhamento hospitalar. Segundo o Spalsh, empresa defendeu que Henri Castelli obteve assistência apropriada, sendo transferido para unidades externas nas duas ocasiões em que necessitou.
Entretanto, o MPF exigiu que a emissora encaminhe explicações minuciosas sobre os questionamentos, originados a partir de observações da Comissão de Mortos e Desaparecidos.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.