
Divulgação/Globo
Gerson Brenner morre aos 66 anos em São Paulo
O ex-galã da Globo estava internado no Hospital São Luiz e convivia com severas sequelas desde que foi baleado em uma tentativa de assalto em 1998
Despedida de um galã
O ator Gerson Brenner morreu na noite desta segunda-feira (23), aos 66 anos de idade, em São Paulo. O artista consolidou-se como um dos grandes galãs da Globo nos anos 1990, mas teve sua trajetória interrompida bruscamente em 1998, ao ser baleado na cabeça durante um assalto.
Luta pela vida
A informação do falecimento foi confirmada pela esposa do artista, Marta, em declaração ao Portal Leo Dias. O veterano encontrava-se internado no Hospital São Luiz, localizado no bairro do Itaim, na capital paulista.
A fatalidade que transformou a vida do ator ocorreu em 17 de agosto de 1998, na rodovia Ayrton Senna. A apenas quatro capítulos do fim da novela “Corpo Dourado”, ele parou o carro para trocar um pneu, caiu em uma armadilha de criminosos e levou um tiro na cabeça durante a tentativa de roubo do veículo. O disparo causou danos irreversíveis, resultando em meses de coma e distúrbios motores e de fala que o afastaram definitivamente da atuação.
Trajetória na TV
O público atualmente pode acompanhar o trabalho do veterano na reprise de “Rainha da Sucata” (1990) no bloco “Vale a Pena Ver de Novo”. Na trama, ele interpreta o homônimo Gerson, um dos três “filhinhas” da inesquecível dona Armênia, vivida por Aracy Balabanian. O núcleo fez tanto sucesso que o elenco formado por Aracy, Brenner, Marcello Novaes e Jandir Ferrari repetiu os papéis na novela “Deus nos Acuda” (1992).
Antes desse marco, o artista atuou em “Kananga do Japão” (1989), na extinta Manchete, e migrou para a Globo na bem-sucedida “Top Model” (1989). A novela serviu de vitrine para jovens talentos que fariam muito sucesso depois, como Adriana Esteves, Gabriela Duarte, Drica Moraes, Flávia Alessandra e Marcelo Faria. Ao longo da década, ele acumulou participações em novelas como “Lua Cheia de Amor” (1990), “Perigosas Peruas” (1992) e “Olho no Olho” (1993). Em seguida, retornou à Manchete em “Tocaia Grande” (1995) e amargou o fracasso de “Vira Lata” (1996) na volta à Globo.
Último trabalho
Sem contrato fixo na emissora carioca, o ator foi estrelar as minisséries “O Olho da Terra” (1997) e “Por Amor e Ódio” (1997) na Record. O protagonismo nessas produções garantiu seu retorno triunfal à Globo como o Jorginho de “Corpo Dourado” (1998).
O romance de seu personagem com Alicinha, interpretada por Danielle Winits, tornou-se um dos maiores atrativos da atração. O casal ofuscou os protagonistas vividos por Cristiana Oliveira e Humberto Martins, rendendo até uma apresentação da dupla Chitãozinho & Xororó em seu casamento na trama. Com o atentado sofrido pelo ator, a equipe precisou alterar o encerramento da obra, cancelando a festa que reuniria o elenco para exibir apenas um momento romântico da dupla principal.