
Wikimedia Commons
Dono do OnlyFans morre aos 43 anos após enfrentar câncer
O empresário comprou a plataforma em 2018 e transformou o negócio em um império de bilhões de dólares durante a pandemia
Despedida precoce
O empresário Leonid Radvinsky, dono da plataforma OnlyFans, faleceu aos 43 anos de idade em decorrência de um câncer. O falecimento foi confirmado nesta segunda-feira (23/3) por um porta-voz da companhia através de um comunicado enviado à imprensa.
“Estamos profundamente tristes em anunciar a morte de Leo Radvinsky. Leo [morreu] em paz após um câncer […] Sua família solicitou privacidade neste momento difícil”, informou a nota oficial.
Crescimento da plataforma
Radvinsky atuava como diretor e acionista majoritário da Fenix International Limited, empresa controladora do OnlyFans. O executivo adquiriu a plataforma em 2018, dois anos após a fundação pelo britânico Tim Stokely, e comandou o crescimento meteórico da rede durante o período de isolamento social da pandemia de covid-19.
O sucesso transformou a vida do empresário de perfil discreto. A revista Forbes calculava a fortuna pessoal dele em US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões), colocando-o na posição de 870º homem mais rico do planeta.
Trajetória e polêmicas
Nascido na cidade ucraniana de Odessa, o executivo mudou-se ainda criança para Chicago, nos Estados Unidos, e formou-se em economia pela Northwestern University em 2002. Durante a recente guerra em seu país natal, ele realizou doações superiores a US$ 1,3 milhão em criptomoedas para ajudar a Ucrânia.
O início de sua carreira, no entanto, foi marcado por controvérsias. Aos 17 anos, ele fundou a Cybertania, uma empresa acusada de fornecer acesso a senhas hackeadas para sites pornográficos. Para esconder o envolvimento, Radvinsky utilizou o nome de sua mãe na documentação corporativa. Antes do OnlyFans, ele também gerenciou negócios voltados para transmissões adultas via webcam.
O futuro do OnlyFans agora é incerto. De acordo com informações recentes divulgadas pela agência Reuters, a plataforma já negociava a venda de uma participação majoritária para a empresa de investimentos Architect Capital, em uma transação que avaliava a companhia em cerca de US$ 5,5 bilhões.