
Divulgação/Vitrine Filmes
Brasil passa em branco no Oscar 2026
"O Agente Secreto" ficou sem prêmios no evento, que foi dominado por "Uma Batalha Após a Outra" com seis troféus, incluindo Melhor Filme
O fim do sonho brasileiro
O Brasil encerrou sua participação no Oscar 2026 sem conquistar nenhuma estatueta. O país chegou à premiação realizada na noite de domingo (15/3) em Los Angeles, com cinco indicações, sendo quatro para o longa-metragem “O Agente Secreto” e uma para o diretor de fotografia Adolpho Veloso pelo trabalho em “Sonhos de Trem”.
Como foram as derrotas?
A sequência de revezes começou na recém-criada categoria de Melhor Elenco, onde a equipe do longa de Kleber Mendonça Filho perdeu para “Uma Batalha Após a Outra”. Na sequência, o cobiçado prêmio de Melhor Filme Internacional ficou com a produção norueguesa “Valor Sentimental”.
Nas disputas individuais, Wagner Moura viu a estatueta de Melhor Ator ir para Michael B. Jordan, por “Pecadores”. A corrida pela Melhor Fotografia também marcou a derrota de Adolpho Veloso para Autumn Durald Arkapaw, de “Pecadores”, que fez história ao se tornar a primeira mulher a vencer a categoria em toda a trajetória do prêmio.
O grande vencedor da noite
“O Agente Secreto” também estava indicado na disputa principal de Melhor Filme, mas a consagração máxima ficou com “Uma Batalha Após a Outra”. A produção levou seis troféus no total e garantiu a Paul Thomas Anderson suas primeiras estatuetas da carreira, com vitórias em Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado.
Sean Penn faturou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pela mesma obra e estabeleceu um recorde com a vitória, apesar de não estar presente na cerimônia. O longa ainda rendeu o Oscar de Melhor Montagem para Andy Jurgensen e a estatueta inédita de Melhor Elenco para Cassandra Kulukundis.
Outros destaques da premiação
O filme “Pecadores” saiu da festa com quatro troféus em mãos. Além do triunfo de Michael B. Jordan e da marca histórica de Autumn Durald Arkapaw, a produção rendeu o prêmio de Melhor Roteiro Original para o cineasta Ryan Coogler e a estatueta de Melhor Trilha Sonora Original para Ludwig Goransson.
Entre as atuações femininas, Jessie Buckley conquistou a estatueta de Melhor Atriz por seu trabalho em “Hamnet” e Amy Madigan foi consagrada como Melhor Atriz Coadjuvante por sua performance como a icônica Tia Gladys de “A Hora do Mal”.
“Guerreiras do K-Pop” levou a estatueta de Melhor Animação e quebrou barreiras quando sua faixa “Golden” se tornou a primeira música de K-pop a vencer como Melhor Canção Original. Já nas divisões técnicas, “Frankenstein” varreu os prêmios visuais com vitórias em Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Penteado, e Melhor Design de Produção. Ele só perdeu Melhores Efeitos Visuais para “Avatar: Fogo e Cinzas”.
Homenagens e uma omissão polêmica
A noite de gala contou com o tradicional tributo aos artistas que faleceram no último ano, incluindo homenagens especiais para Rob Reiner, Robert Redford, Diane Keaton e Catherine O’Hara. O momento, contudo, chocou pela omissão de um nome igualmente importante, encerrando sem dedicar nenhuma menção à atriz Brigitte Bardot no memorial.