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Divulgação/Fania

Música|22 de fevereiro de 2026

Willie Colón, lenda da música latina, morre aos 75 anos

O cantor e trombonista vendeu mais de 30 milhões de discos, revolucionou a salsa com críticas sociais, além de atuar ativamente na política americana


Pipoque pelo Texto ocultar
1 A despedida do arquiteto do ritmo latino
2 Impacto cultural
3 Grandes parcerias
4 A origem do som que conquistou Nova York
5 Ativismo e incursões na política
6 Hugo Chávez, cinema e Bad Bunny
7 Lembre alguns dos sucessos de Willie Colón

A despedida do arquiteto do ritmo latino

Willie Colón, renomado cantor, trombonista, compositor e ativista social que ajudou a moldar a música salsa urbana, morreu no sábado (21/2), aos 75 anos. O falecimento do artista de ascendência porto-riquenha foi confirmado por seus familiares e pelo seu empresário através de comunicados oficiais publicados nas redes sociais.

Impacto cultural

“Willie não apenas mudou a salsa; ele a expandiu, a politizou, a revestiu de crônicas urbanas e a levou a palcos onde nunca havia sido ouvida antes”, declarou o empresário Pietro Carlos sobre o legado deixado pelo músico. O agente destacou a importância cultural do instrumento principal do veterano, afirmando que “seu trombone era a voz do povo, um eco do Caribe em Nova York, uma ponte entre duas culturas”.

Ao longo de uma trajetória de décadas, o cantor lançou mais de 40 álbuns desde os anos 1960 e alcançou a marca de 30 milhões de cópias vendidas mundialmente. O repertório rendeu indicações a 10 prêmios Grammy e a um Grammy Latino, impulsionado por clássicos como “El Gran Varón”, “Sin Poderte Hablar”, “Casanova”, “Amor Verdadero” e “Oh, Qué Será”, versão em espanhol da música de Chico Buarque, que estourou no mercado latino. Ele também lançou o sucesso “Usted Abusó”, versão do samba canção “Você Abusou”, de Antônio Carlos e Jocáfi, em parceria com Célia Cruz.

Grandes parcerias

O artista trabalhou com grandes nomes da indústria, formando parcerias de sucesso com o roqueiro David Byrne, o rei do mambo Tito Puente, o cantor porto-riquenho Hector Lavoe, a estrela cubana Celia Cruz e o cantor/ator panamenho Rubén Blades. Seu projeto mais aclamado, o disco “Siembra”, gravado com Rubén Blades em 1978, se transformou em um dos maiores sucessos de vendas da salsa por utilizar os ritmos dançantes para debater problemas da sociedade.

Diante da notícia, Blades utilizou sua conta na plataforma X para expressar luto, revelando que confirmou “o que relutava em acreditar” e deixando condolências aos parentes do ex-parceiro.

A origem do som que conquistou Nova York

Criado no Bronx, bairro periférico de Nova York, o músico cresceu sob os cuidados da avó e da tia, que o apresentaram cedo às raízes porto-riquenhas e aos ritmos da América Latina, como o son cubano e o tango. Aos 11 anos, ele começou a estudar flauta, passou pelo clarim e trompete, até finalmente adotar o trombone para se destacar no nascente gênero da salsa. O fascínio pelo instrumento de sopro surgiu ao escutar Barry Rogers tocar na faixa “Dolores”, interpretada por Mon Rivera em parceria com Joe Cotto.

“Parecia um elefante, um leão… um animal. Algo tão diferente que, assim que ouvi, pensei: ‘Quero tocar esse instrumento'”, recordou o compositor em uma entrevista concedida ao jornal colombiano El Tiempo em 2011. Essa escolha foi fundamental para que ele, aos 17 anos, integrasse o núcleo fundador da gravadora Fania Records, criada por Jerry Masucci e Johnny Pacheco em 1964.

O selo foi o grande responsável por consolidar a fusão de jazz, rock, funk, soul e R&B com a velha escola latina que acabaria batizada mundialmente como salsa. O primeiro álbum de Colón, “El Malo”, saiu pela gravadora em 1967, e a parceria se estendeu até os anos 1990. Essa contribuição para a indústria fez a Academia Latina da Gravação entregar a Colón um Grammy especial pelo conjunto de sua obra em 2004.

Ativismo e incursões na política

Além de sua revolução nos estúdios, o trombonista se destacou na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, integrando grupos como a Associação de Artes Hispânicas e a Comissão Latina sobre a Aids. Esse engajamento comunitário rendeu ao cantor a bolsa Chubb da Universidade de Yale em 1991, honraria também entregue a figuras históricas como John F. Kennedy, Moshe Dayan e Ronald Reagan. Sua influência o levou a atuar como assistente especial de David Dinkins, o primeiro prefeito negro de Nova York, e a assumir a função de conselheiro na gestão do prefeito Michael Bloomberg.

Apesar da influência nos bastidores, as tentativas de Colón de ocupar cargos públicos não prosperaram. Ele foi derrotado pelo deputado Eliot Engel nas primárias do Partido Democrata em 1994 e alcançou apenas o terceiro lugar na disputa para defensor público nova-iorquino em 2001. No cenário político nacional, o músico oscilou entre os partidos, apoiando a campanha presidencial de Hillary Clinton em 2008, mas revelando ao jornal Observer que votou no republicano Donald Trump no pleito de 2016.

Hugo Chávez, cinema e Bad Bunny

O temperamento do artista também gerou atritos públicos marcantes ao longo dos anos. A amizade com Rubén Blades chegou ao fim após Colón processá-lo por quebra de contrato devido aos lucros do show “Siembra… 25 Anos Depois”, realizado em Porto Rico em 2003. Em outro episódio conturbado, o cantor utilizou as redes sociais para ofender o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamando o líder político de “podre”.

Fora do universo musical e político, o trombonista arriscou trabalhos como ator no cinema e na televisão. Ele participou dos filmes “Os Vigilantes” (1982), “A Última Luta” (1983) e “Atraídos pelo Destino” (1994), além de gravar episódios das séries clássicas “Miami Vice” e “Bill Cosby”. Mais recentemente, o veterano fez uma aparição no videoclipe da música “NuevaYol”, do astro do reggaeton Bad Bunny. Ele deixa esposa e quatro filhos.

Lembre alguns dos sucessos de Willie Colón

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