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Divulgação/Neon

Filme|1 de fevereiro de 2026

Roteirista de concorrente do Brasil no Oscar é preso no Irã

Mehdi Mahmoudian, coautor de "Foi Apenas um Acidente", foi detido após assinar carta com críticas ao aiatolá Ali Khamenei


Pipoque pelo Texto ocultar
1 Prisão política no Irã
2 Concorrente do Brasil no Oscar
3 Denúncia de crimes contra a humanidade
4 Apoio do diretor

Prisão política no Irã

Mehdi Mahmoudian, um dos roteiristas do filme “Foi Apenas um Acidente”, foi preso no sábado (31/1) em Teerã. A detenção ocorreu após ele assinar, junto com outros ativistas, uma carta aberta com críticas severas ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Mahmoudian divide os créditos do roteiro com o diretor Jafar Panahi e os escritores Nader Saïvar e Shadmehr Rastin.

Concorrente do Brasil no Oscar

A prisão acontece em um momento de visibilidade internacional para a obra. “Foi Apenas um Acidente” disputa duas estatuetas no Oscar 2026: justamente Melhor Roteiro Original, além de Melhor Filme Internacional, categoria na qual enfrenta o brasileiro “O Agente Secreto”. O longa, que está em cartaz nos cinemas do Brasil, narra a história de quatro ex-prisioneiros políticos que acreditam ter encontrado seu antigo torturador.

Denúncia de crimes contra a humanidade

Segundo a revista Variety, a carta assinada por Mahmoudian e outros 16 ativistas — incluindo o próprio Panahi — denuncia a repressão violenta contra manifestantes no país. “O assassinato em massa e sistemático de cidadãos que corajosamente saíram às ruas para pôr fim a um regime ilegítimo constitui um crime organizado de Estado contra a humanidade”, afirma um trecho do documento.

Os signatários acusam o governo de usar munição real contra civis, prender e perseguir milhares de pessoas e obstruir cuidados médicos a feridos, classificando tais atos como “traição ao país”.

Apoio do diretor

Jafar Panahi, que venceu a Palma de Ouro em Cannes no ano passado pelo mesmo filme, divulgou um comunicado em defesa do colega. O cineasta revelou que conheceu Mahmoudian na cadeia, quando ambos eram prisioneiros políticos, e o convidou para colaborar nos diálogos do longa.

“Mehdi Mahmoudian não é apenas um ativista dos direitos humanos e um prisioneiro político. Ele é uma testemunha, um ouvinte e uma presença moral rara — uma presença cuja ausência é imediatamente sentida”, declarou Panahi. O próprio diretor foi condenado no ano passado a um ano de prisão por “atividades de propaganda” contra o regime, que ele evitou por estar no exterior promovendo seu filme. Após o Oscar, Panahi pretende voltar ao Irã para cumprir sua sentença.

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