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Oruam é considerado foragido após desligar tornozeleira 66 vezes
Justiça do Rio decretou nova prisão do rapper após STJ cassar habeas corpus por violações no monitoramento
Paradeiro desconhecido
A Polícia do Rio de Janeiro considera o rapper Oruam foragido da Justiça. Os agentes não encontraram o artista para cumprir novo mandado de prisão expedido nesta semana, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cassar o habeas corpus que o mantinha em liberdade. A decisão foi motivada pelo descumprimento reiterado das regras de monitoramento eletrônico.
Violações em série
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) informou que o aparelho de monitoramento do cantor está desligado desde o último domingo (1/2). O histórico de infrações é extenso: desde a instalação da tornozeleira, no final de setembro de 2025, o sistema registrou pelo menos 66 violações.
O ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, revogou o benefício na segunda-feira (2), citando o comportamento do réu como determinante. Segundo a decisão, Oruam deixava a bateria do equipamento descarregar por longos períodos, o que inviabilizou a fiscalização e demonstrou “desrespeito às decisões judiciais e risco concreto à ordem pública”. Diante disso, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio, oficializou a ordem de prisão preventiva.
Defesa nega falha proposital
O advogado Fernando Henrique Cardoso contestou a versão das autoridades. A defesa alega que “não houve qualquer desligamento proposital da tornozeleira” e justifica as falhas apontando problemas técnicos no dispositivo, que, segundo ele, precisou ser trocado.
Entenda as acusações
Oruam responde a duas acusações de tentativa de homicídio qualificada. O caso ocorreu em julho de 2025, quando policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram à casa do cantor, no Joá, Zona Oeste do Rio, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente. Durante a ação, o rapper e outras pessoas presentes teriam arremessado pedras contra os agentes. Ele chegou a ficar preso por mais de 60 dias no Complexo de Gericinó antes de obter a liberdade provisória que acaba de perder.