
Instagram/Luciana Gimenez
Luciana Gimenez ameaça processo após aparecer em documentos de Jeffrey Epstein
Apresentadora negou conhecer bilionário condenado por crimes sexuais após seu nome aparecer em material liberado pela Justiça dos EUA
Transferências “de mim para mim mesma”
Luciana Gimenez veio a público negar qualquer envolvimento com Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais. O nome da apresentadora apareceu em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, em registros de transações financeiras do Deutsche Bank. Em vídeo, Luciana explicou que nunca conheceu Epstein e que os dados referem-se a transferências internas entre suas próprias contas: “Foram transações da minha conta de investimentos para a minha conta pessoa física. Transações internas do banco… foram de mim para mim mesma”.
Erro de contexto e impacto familiar
A apresentadora detalhou que o governo americano solicitou ao Deutsche Bank registros financeiros de um determinado período, sem filtrar nomes individualmente. “O banco pegou os papéis, mandou para a Justiça americana, que tornou isso público, e lá está meu nome”, esclareceu. Luciana afirmou que já encerrou sua conta na instituição e que processará quem a acusou de receber dinheiro ilícito. Ela também relatou o abalo emocional em sua família, mencionando que seus filhos, Lucas Jagger e Lorenzo Gabriel, foram expostos ao conteúdo em ambientes escolares.
Izabel Goulart citada
Outra brasileira mencionada nos arquivos foi a modelo Izabel Goulart. Em uma troca de e-mails de 2011 anexada ao processo, Epstein afirmou a um associado que Izabel teria ficado em seu apartamento em Nova York seis anos antes. A modelo negou categoricamente a informação. Em nota, esclareceu que dividiu um apartamento com outras modelos na época, cedido pela agência, e que nunca se hospedou com o financista: “Izabel repudia qualquer tentativa de associarem seu nome a de Jeffrey Epstein e reforça que sempre prezou e exigiu extremo profissionalismo”.
Interesse no Brasil
Os documentos judiciais também revelam o interesse de Epstein em figuras e negócios brasileiros. O empresário Eike Batista foi citado como alvo de interesse comercial, mas também negou qualquer contato com o financista ou seus emissários. Além dele, sua ex-mulher, Luma de Oliveira, foi mencionada em conversas sobre o fascínio de Epstein por mulheres brasileiras – investigações apontam que ele cogitou comprar uma agência de modelos no país para facilitar seus crimes.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi outro nome mencionado cinco vezes em e-mails de 2018, onde o financista o chamava de “o cara” (“the real deal”) em conversas com Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump e amigo de Eduardo Bolsonaro. Nos diálogos, Bannon afirmava que seu “garoto” ganharia no primeiro turno, enquanto Epstein pedia para manter o envolvimento com o brasileiro “nos bastidores”.
Até o nome de Luiz Inácio Lula da Silva apareceu nos documentos. Em um e-mail de setembro de 2018, Epstein afirmou ter recebido uma ligação do linguista Noam Chomsky “com Lula na linha”, diretamente da prisão em Curitiba. O Palácio do Planalto negou veementemente a informação, declarando que “a citada ligação telefônica nunca aconteceu”.