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Divulgação/Sony Pictures Television

Série|11 de fevereiro de 2026

James Van Der Beek, astro de “Dawson’s Creek”, morre aos 48 anos

Ator lutava contra câncer colorretal desde 2023 e contou com ajuda dos integrantes da série clássica para pagar o tratamento

Pipoque pelo Texto ocultar
1 Luto em Hollywood
2 Luta contra o câncer
3 O impacto de “Dawson’s Creek”
4 Além do drama teen
5 O talento cômico
6 Últimos trabalhos
7 Homenagens dos colegas

Luto em Hollywood

O ator James Van Der Beek, eternizado como o protagonista da série clássica “Dawson’s Creek”, dos anos 1990, faleceu nesta quarta-feira (11/2) aos 48 anos. A notícia foi confirmada pela família em um comunicado emocionante no Instagram: “Nosso amado James David Van Der Beek partiu pacificamente esta manhã. Ele enfrentou seus dias finais com coragem, fé e graça”.

Luta contra o câncer

O ator lutava contra um câncer colorretal diagnosticado em 2023, e contou com ajuda dos integrantes da série clássica para pagar o tratamento. Em setembro, o elenco de “Dawson’s Creek” se reuniu em Nova York para um evento beneficente em sua homenagem. Idealizado por Michelle Williams, o encontro contou com a leitura do roteiro do piloto da série, mas Van Der Beek estava muito debilitado para participar presencialmente, enviando apenas uma mensagem de vídeo para os fãs.

O impacto de “Dawson’s Creek”

Nascido em Connecticut, Van Der Beek começou no teatro Off-Broadway ainda no ensino médio. Sua grande chance veio em 1997, ao ser escalado como Dawson Leery, o aspirante a cineasta sonhador de “Dawson’s Creek”, baseado nas experiências do criador Kevin Williamson (também criador da franquia “Pânico”). A série, exibida pela The WB (atual The CW) por seis temporadas, tornou-se um fenômeno cultural e também lançou as carreiras de Katie Holmes, Michelle Williams e Joshua Jackson. A cena em que Dawson chora após ser dispensado por Joey (Holmes) virou um meme que transcendeu a própria série, algo que o ator encarava com bom humor.

Além do drama teen

Embora marcado pelo papel de Dawson, Van Der Beek construiu uma carreira versátil. Em meio ao auge da série, protagonizou o drama esportivo “Marcação Cerrada” (Varsity Blues, 1999), que se tornou um clássico cult para a geração MTV. No filme, ele interpreta Jonathan “Mox” Moxon, um quarterback reserva inteligente e rebelde que é forçado a assumir a liderança do time de futebol americano da escola West Canaan, no Texas. Mox entra em conflito direto com o treinador autoritário (Jon Voight), que exige vitória a qualquer custo, inclusive sacrificando a saúde dos jogadores. O papel de Mox, um atleta que prefere ler “O Apanhador no Campo de Centeio” a decorar jogadas, consolidou Van Der Beek como ídolo teen e lhe rendeu o prêmio de Melhor Atuação Masculina no MTV Movie Awards.

Buscando se distanciar da imagem de bom moço, Van Der Beek assumiu um papel radicalmente diferente em “Regras da Atração” (The Rules of Attraction, 2002), adaptação do romance de Bret Easton Ellis. Ele viveu Sean Bateman, um traficante de drogas universitário cínico, manipulador e sexualmente predador — nada menos que o irmão mais novo de Patrick Bateman, o serial killer de “Psicopata Americano”. O filme explora um triângulo amoroso niilista e destrutivo entre Sean, a virgem Lauren (Shannyn Sossamon) e o bissexual Paul (Ian Somerhalder). A performance intensa e sombria de Van Der Beek chocou os fãs de Dawson, provando sua versatilidade ao encarnar um “vampiro emocional” em uma sátira ácida sobre a juventude privilegiada e vazia.

O talento cômico

Após vários papéis dramáticos, o ator se reinventou como comediante na sitcom “Don’t Trust the B—- in Apartment 23” (2012), onde interpretou uma versão exagerada e egocêntrica de si mesmo, ao lado de Krysten Ritter.

Em 2017, surpreendeu novamente ao criar, produzir, roteirizar e estrelar a comédia “What Would Diplo Do?”, a primeira série roteirizada do canal Viceland. Na trama, ele interpretou uma versão fictícia do famoso DJ e produtor musical Diplo (com quem já havia colaborado em um vídeo promocional). A série retrata Diplo como um gênio musical socialmente inepto, incapaz de entender as nuances das relações humanas, apesar de conseguir “falar com 60 mil pessoas ao mesmo tempo” através de sua música. A atuação cômica e a metalinguagem da série foram elogiadas pela crítica, consolidando o talento de Van Der Beek para a sátira e o humor absurdo.

O ator também também teve papéis recorrentes em “One Tree Hill”, “How I Met Your Mother”, “CSI: Cyber” e dublou o vampiro Boris na animação “Vampirina”, da Disney.

Últimos trabalhos

Mesmo durante o tratamento, o ator continuou trabalhando. Ele competiu na 28ª temporada de “Dancing With the Stars” e apareceu como o personagem Griffin no “The Masked Singer” em 2025. Seu último papel será póstumo: ele gravou participações na série “Elle”, prelúdio de “Legalmente Loira” produzido pelo Prime Video, com estreia prevista para julho. Em nota, a Amazon MGM Studios lamentou a perda: “James começou sua carreira como um ícone adolescente amado, e o público se conectou com a amplitude e profundidade de seu trabalho desde então… Estamos profundamente tristes com sua passagem”.

Homenagens dos colegas

A morte de Van Der Beek gerou comoção entre amigos e parceiros de cena. Sarah Michelle Gellar, a eterna Buffy e sua colega de geração, escreveu: “Estou tão triste por sua linda família. Embora o legado de James viva para sempre, essa é uma perda enorme não apenas para sua família, mas para o mundo. F*da-se o câncer”.

Chad Michael Murray, que contracenou com ele em “One Tree Hill”, descreveu-o como “um gigante”: “Suas palavras, arte e humanidade inspiraram a todos nós – ele nos inspirou a sermos melhores de todas as formas”.

Krysten Ritter, sua co-estrela em “Apartment 23”, postou uma foto dos dois com a legenda: “Humano lindo por dentro e por fora. Inteligente, engraçado, empático, gentil, talentoso e pura magia. Estou de coração partido”.

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