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Guia do streaming: Os 10 melhores filmes de fevereiro
Lista reúne os principais lançamentos do mês na Prime Video, HBO Max, Mubi, Apple TV e Disney+
A relação dos melhores lançamentos do mês coloca em perspectiva os principais filmes recentes disponibilizados em streaming, apontando opções para a programação de cinema em casa. A lista contempla desde blockbusters de qualidade até títulos consagrados do circuito de arte. Confira a seleção de janeiro.
🎞️ VALOR SENTIMENTAL | Mubi
Um dos filmes mais elogiados do ano, o novo drama de Joachim Trier volta a juntar o diretor com a atriz Renate Reinsve após o sucesso internacional de “A Pior Pessoa do Mundo”. Candidato da Noruega e rival do brasileiro “O Agente Secreto” no Oscar 2026, o drama também traz Stellan Skarsgård (“Duna”), Inga Ibsdotter Lilleaas (“Traídos pela Guerra”) e Elle Fanning (“Predador: Terras Selvagens”) no elenco.
A narrativa acompanha duas irmãs que enfrentam a relação complexa com o pai cineasta, enquanto ele prepara um novo filme no qual planeja retratar aspectos da vida familiar. A chegada de uma jovem atriz americana (Fanning), escolhida pelo pai para interpretar uma das filhas na produção, intensifica as tensões entre passado e presente, memória e representação. O roteiro, coescrito por Trier, explora traumas geracionais, o poder reconciliador da arte e os limites entre vida privada e criação artística.
O longa estreou no Festival de Cannes 2025, onde venceu o Grande Prêmio do Júri. Desde então, acumulou 57 prêmios em diversos festivais internacionais, além de mais de 280 indicações, incluindo a nove estatuetas do Oscar. Recomendadíssimo, tem 96% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes.
🎞️ PREDADOR: TERRAS SELVAGENS | Disney+
A continuação da longeva franquia sci-fi apresenta, pela primeira vez, a trama pela perspectiva de um jovem predador. Considerado o menor e mais fraco de seu clã, Dek decide provar seu valor em um dos planetas mais hostis do universo, repleto de criaturas letais, para conseguir um troféu capaz de impressionar os demais Yautja. Interpretado por Dimitrius Schuster-Koloamatangi (“The Panthers”), o alienígena embarca numa missão de autoafirmação que rapidamente inverte suas expectativas — de caçador, ele se vê no papel de presa.
Outra novidade da história é a presença de Thia, androide interpretada por Elle Fanning (“The Great”) e fabricada pela Weyland-Yutani Corporation — a mesma corporação do universo “Alien”. A personagem, parcialmente destruída após um acidente, negocia sua sobrevivência ao oferecer ajuda ao jovem predador em meio aos perigos do planeta. Com diálogos afiados, Fanning fornece o alívio cômico de uma história que pula de uma cena de ação para outra sem parar. Ela também interpreta Tessa, outra androide com personalidade distinta, demonstrando versatilidade ao representar ambos os papéis.
Com a proposta de expandir a mitologia Yautja, o enredo revela aspectos inéditos da cultura e psicologia dos caçadores extraterrestres, além de finalizar com uma cena de grande consequência para o futuro da franquia, agora totalmente revitalizada pelo diretor Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”). “Terras Selvagens” é o terceiro “Predador” do cineasta, que tirou o pó da propriedade da 20th Century Fox com “A Caçada”, lançado em streaming em 2022 como o melhor filme do “Predador” desde a estreia em 1987, e manteve o nível elevado com a animação “Predador: Assassino de Assassinos”, que chegou em setembro na Disney+ sob elogios rasgados da crítica – 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além do mesmo diretor, todos os três filmes foram escritos pela mesma pessoa: Patrick Aison (da série de terror “Wayward Pines”), em seus primeiros roteiros de longa-metragem.
🎞️ SISU: ESTRADA DA VINGANÇA | HBO Max
A aguardada sequência do aclamado filme de ação finlandês traz de volta o indestrutível Aatami Korpi para mais uma jornada de violência gráfica e sobrevivência extrema. Após os eventos devastadores do primeiro longa, o veterano tenta reconstruir sua vida transportando os restos da casa onde sua família foi assassinada para um local seguro, buscando uma paz que se recusa a encontrá-lo. O roteiro subverte a premissa de “exército de um homem só” ao colocar Korpi em busca de redenção pessoal através da reconstrução literal e simbólica de seu lar.
A tranquilidade é estilhaçada quando Igor Draganov, um sádico comandante do Exército Vermelho responsável pelo massacre da família de Korpi, descobre que a lenda do “imortal” é verdadeira e decide caçá-lo. O que se segue é uma perseguição brutal através das paisagens desoladas do norte da Europa, onde a engenhosidade letal do protagonista é testada contra um inimigo que conhece suas feridas emocionais. A narrativa expande a mitologia do personagem, mantendo o estilo visceral que consagrou o original, mas adicionando uma camada de tragédia pessoal que justifica a nova onda de carnificina.
Jorma Tommila reprisa seu papel icônico com a mesma intensidade física e silêncio expressivo, enquanto Stephen Lang (“Avatar”) assume o papel do antagonista Draganov, trazendo uma presença ameaçadora que rivaliza com a força da natureza que é Korpi. A direção está novamente a cargo de Jalmari Helander, que mantém a estética suja e crua, com efeitos práticos que enfatizam o impacto de cada golpe e explosão na tela.
🎞️ JUNTOS | Prime Video
A elogiadíssima estreia do diretor australiano Michael Shanks, com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, é um body horror romântico, estrelado e produzido pelo casal da vida real Alison Brie (“Glow”) e Dave Franco (“Truque de Mestre”). Ambientada em uma zona rural isolada, a história acompanha Tim e Millie, companheiros de longa data que acabam de se mudar da cidade para reavivar a relação e buscar uma vida tranquila. O que começa como um drama intimista de relacionamento logo assume contornos perturbadores de sobrenatural, com eventos estranhos afetando o corpo e a psique do casal – recurso que tem rendido comparações a clássicos do terror metafórico.
No desenrolar da trama, Tim (Franco), um músico frustrado, e Millie (Brie), uma professora dedicada, veem sua rotina pacata ser abalada por uma presença misteriosa na casa de campo onde passam a morar. Manifestações inexplicáveis e transformações físicas passam a ocorrer, testando os limites do amor e da identidade de ambos. Conforme os dias avançam, o casal experimenta sensações de fusão corporal e sonhos compartilhados, em um processo que expõe a codependência emocional sob forma literal. Esse elemento de body horror – executado com efeitos práticos e visuais impressionantes – serve para simbolizar os desafios e sacrifícios intrínsecos de uma relação duradoura.
O roteiro equilibra momentos de humor negro e ternura genuína em meio ao surreal, criando uma atmosfera tão inquietante quanto emocionalmente autêntica. Isto porque, além do aspecto horror, o longa funciona como um drama de relacionamento agridoce e aborda temas de individualidade versus união conjugal. Causando frisson desde sua première mundial no Festival de Sundance, “Juntos” é uma das experiências cinematográficas mais singulares do ano, ao explorar até onde duas pessoas podem ir para permanecerem juntas.
🎞️ BRIDGET JONES: LOUCA PELO GAROTO | Disney+
Renée Zellweger volta ao papel de Bridget Jones no quarto filme da franquia. Mas o tom é um pouco diferente das primeiras comédias românticas, pois ela enfrenta o luto pela perda de Mark Darcy (Colin Firth). O filme acompanha Bridget enquanto ela embarca em uma nova fase de sua vida, onde busca lidar com a perda, cuidar dos filhos e também encarar novas possibilidades amorosas.
A produção conta com o retorno de personagens icônicos, como Daniel Cleaver (Hugh Grant), o pai de Bridget (Jim Broadbent), a mãe de Bridget (Gemma Jones), Dr. Rawlings (Emma Thompson), Miranda (Sarah Solemani), Shazzer (Sally Phillips), Tom (James Callis) e Jude (Shirley Henderson), além de contar com novas adições, com destaque para os dois novos interesses românticos. Ela se interessa pelo Sr. Wallaker (Chiwetel Ejiofor), professor na escola de seus filhos e de perfil mais maduro, além de Roxster (Leo Woodall), um jovem com ar irreverente e imprevisível, que desperta seu interesse, apesar dos alertas.
A história é uma adaptação do livro de mesmo nome escrito por Helen Fielding. A autora também assina o roteiro, enquanto a direção está a cargo de Michael Morris (“Better Call Saul”), mais conhecido por seu trabalho em séries. Os três filmes anteriores da franquia, iniciada no cinema em 2001, arrecadaram mais de US$ 760 milhões em bilheterias ao redor do mundo.
🎞️ ETERNIDADE | Apple TV
A comédia indie escrita e dirigida por David Freyne (“Meus Encontros com Amber”) explora questões sobre amor, arrependimento e escolhas impossíveis em um cenário de fantasia. Numa vida após a morte onde as almas têm uma semana para decidir onde passar a eternidade, Joan (Elizabeth Olsen, “WandaVision”) enfrenta uma escolha impossível. De um lado está Larry (Miles Teller, “Top Gun: Maverick”), o homem com quem passou a vida e construiu uma família. Do outro, Luke (Callum Turner, “Rivais”), seu primeiro amor e marido que morreu jovem na guerra e esperou décadas por sua chegada no limbo.
Nesse processo, “Eternidade” transita entre a comédia romântica agridoce e o drama existencial, enquanto Joan revive memórias de cada relacionamento e pondera sobre arrependimentos, segundas chances e o verdadeiro significado do amor eterno. O elenco de apoio reforça o tom leve: Da’Vine Joy Randolph (“Os Rejeitados”) e John Early (“Search Party”) como os excêntricos consultores do pós-vida, responsáveis por guiar as almas em suas decisões.
🎞️ O REFÚGIO | Prime Video
O thriller de ação produzido pelos irmãos Russo (“Vingadores: Ultimato”) se passa no Caribe do século 19, combinando drama histórico com sequências de combate visceral. A trama acompanha Ercell “Bloody Mary” Bodden, uma ex-pirata lendária que abandonou a violência para viver pacificamente nas Ilhas Cayman. Sua tranquilidade é estilhaçada quando seu passado retorna na forma de invasores implacáveis, forçando-a a desenterrar habilidades letais, que jurou nunca mais usar, para defender sua família.
O conflito central explode quando o sádico Capitão Connor, antigo mentor e algoz de Ercell, descobre seu paradeiro e lança um cerco brutal contra a ilha. O que se segue é um jogo de gato e rato, onde a protagonista precisa proteger seu filho, enquanto enfrenta a tripulação de piratas. O roteiro explora a dualidade da personagem, dividida entre a mãe protetora e a guerreira implacável, utilizando o cenário tropical não apenas como pano de fundo, mas como elemento tático nas batalhas de espadas e emboscadas que definem o ritmo da produção.
Priyanka Chopra Jonas (“Citadel”) assume o papel físico e emocional de Ercell, enquanto seu antagonista é interpretado por Karl Urban (“The Boys”). A direção é de Frank E. Flowers (roteirista de “Bob Marley: One Love”), que também coescreveu o roteiro ao lado de Joe Ballarini (“Manual de Caça a Monstros”).
🎞️ OS CARAS MALVADOS 2 | Prime Video
A sequência da animação de sucesso da DreamWorks dá continuidade à saga da gangue de ex-vilões — Sr. Lobo, Sr. Cobra, Sr. Tubarão, Sr. Piranha e Sra. Tarântula — agora reformados e tentando levar uma vida honesta após os eventos do primeiro filme.
Mesmo após se redimirem, os “Bad Guys” enfrentam dificuldades para conquistar a confiança da sociedade e encaixar-se como mocinhos. A situação se complica quando um grupo de criminosas lideradas pela ardilosa Felina os pressiona a participar de um assalto ousado envolvendo um foguete experimental, sem lhes dar chances de recusar. Acuados, eles decidem ir adiante na missão, mas com planos de salvar o dia e provar seu valor como heróis. A narrativa explora as dinâmicas de amizade e confiança dentro da equipe, enquanto entrega sequências vibrantes de perseguições e planos mirabolantes típicos do gênero “heist” (de assaltos elaborados), tudo traduzido para o universo colorido dos desenhos animados.
A ampliação da escala da aventura não afeta o carisma dos personagens, que são baseados nos livros infantis de Aaron Blabey, e mantém o estilo visual inspirado em ilustrações à base de aquarelas que distinguiu o primeiro longa. A direção segue a cargo do francês Pierre Perifel (que comandou o filme original) em codireção com o venezuelano JP Sans (animador de “Rio”), enquanto a dublagem original mantém as vozes de Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”), Marc Maron (“GLOW”), Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) e Craig Robinson (“The Office”) nos papéis principais. As novidades são Danielle Brooks (“Pacificador”) como Felina, além de Natasha Lyonne (“Poker Face”) e Maria Bakalova (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”).
🎞️ BOYS GO TO JUPITER | HBO Max
A animação adulta surrealista segue Billy 5000, um adolescente que trabalha como entregador de aplicativo na Flórida e tenta desesperadamente juntar US$ 5 mil antes da véspera de Ano Novo. Sua rotina de bicos e skate com amigos é interrompida quando ele encontra um pequeno alienígena gelatinoso chamado Donut, que se esconde em sua mochila após uma entrega na fábrica local de sucos.
Billy precisa proteger a criatura das garras da Dra. Dolphin, a implacável CEO da Dolphin Groves Juice Company, que deseja recuperar o alienígena para seus propósitos corporativos. A trama mistura comédia absurda, crítica ao capitalismo e uma estética vibrante criada inteiramente no software Blender, acompanhando o protagonista em uma jornada psicodélica por pântanos e cavernas enquanto ele reavalia suas prioridades.
Escrita e dirigida por Julian Glander em sua estreia em longas-metragens, a produção independente reúne as vozes originais do estreante Jack Corbett (Billy), Janeane Garofalo (“Feito Cães e Gatos”), Grace Kuhlenschmidt (“Search Party”), Miya Folick (“Cora Bora”), Elsie Fisher (“Oitava Série”), Tavi Gevinson (“Gossip Girl”) e Julio Torres (“Problemista”).
🎞️ PAUL MCCARTNEY: MAN ON THE RUN | Prime Video
Dirigido pelo cineasta vencedor do Oscar Morgan Neville (“A Um Passo do Estrelato”), este documentário oferece um olhar inédito sobre o período mais turbulento e criativo da carreira de Paul McCartney: a década de 1970, logo após o fim dos Beatles. A produção se debruça sobre o processo de reinvenção artística de Paul, que precisou superar a dissolução da maior banda da história, críticas severas e incertezas pessoais para encontrar uma nova voz. O filme utiliza acesso exclusivo a arquivos pessoais de McCartney, incluindo vídeos caseiros e fotos nunca vistas tiradas por Linda McCartney, para construir uma narrativa íntima sobre resiliência e renascimento musical.
A narrativa acompanha a fundação da banda Wings, formada por Paul e sua esposa Linda, mostrando desde os primeiros shows improvisados em universidades britânicas até a consagração global com o álbum “Band on the Run” e a turnê “Wings Over the World”. O documentário destaca a dinâmica familiar e profissional do casal, revelando como o amor e a parceria criativa de Linda foram fundamentais para que Paul recuperasse sua confiança. Além disso, explora os desafios de liderar um novo grupo sob a sombra gigantesca de seu passado, culminando na consolidação de uma identidade própria que definiu o rock daquela década.
O filme conta com novas entrevistas de Paul McCartney, que reflete com franqueza sobre esse capítulo de sua vida, além de depoimentos de Ringo Starr e imagens de arquivo restauradas de John Lennon e George Harrison. A produção é da MPL e Polygram Entertainment, com Neville assinando também a produção executiva ao lado de Caitrin Rogers. A obra se diferencia de outros registros por focar na humanidade e vulnerabilidade do músico, desconstruindo o mito para mostrar sua busca por uma segunda vida artística.