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Felca comemora condenação de Hytalo Santos por exploração infantil
O youtuber, responsável por impulsionar as denúncias, celebrou a sentença de 11 anos de prisão e agradeceu a pressão popular para solucionar o caso
A força da denúncia nas redes
O influenciador digital Felca utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (24/2) para celebrar a condenação criminal de Hytalo Santos e de seu marido, Israel Vicente, conhecido como Euro. A Justiça da Paraíba sentenciou Hytalo a 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel recebeu a pena de 8 anos e 10 meses por aliciamento e exploração de menores.
O youtuber teve um papel crucial no andamento do processo. Foi a partir de um vídeo investigativo publicado por ele no ano passado que as acusações de aliciamento de menores e de “adultização” de adolescentes envolvendo a “turma” de Hytalo ganharam repercussão em escala nacional, acelerando as ações das autoridades.
O que disse o youtuber sobre a sentença?
Em seu perfil, Felca dividiu os méritos da decisão judicial com o público que cobrou respostas. “Hytalo Santos foi enfim condenado a 11 anos de prisão depois de investigação da denúncia de exploração de conteúdo infantil. O crédito é de cada um de vocês que acompanharam e deram atenção ao caso. A conscientização que fizemos importa”, declarou o produtor de conteúdo.
O influenciador também aproveitou a oportunidade para deixar uma mensagem de incentivo aos seguidores sobre a importância da mobilização civil em casos de crimes na internet. “Nunca pare de denunciar, expor o que está errado, compartilhar informações e lutar pelo que acredita. Somos fortes e a justiça pode demorar, mas chega”, pontuou.
Entenda as acusações do Ministério Público
A prisão do casal ocorreu em 15 de agosto do ano passado, durante uma operação em uma casa alugada na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), os dois influenciadores desenvolveram um esquema criminoso para lucrar com o engajamento gerado por adolescentes.
O MPPB apontou que a dupla aliciava jovens de famílias vulneráveis e de baixa instrução na cidade de Cajazeiras (PB). Após conquistarem o consentimento dos pais por meio de vantagens financeiras e presentes materiais, Hytalo e Euro transferiam as chamadas “crias” para uma mansão em João Pessoa. Lá, conforme a denúncia, os jovens eram submetidos a “múltiplas formas de exploração sexual”, sendo exibidos em redes sociais com trajes sumários, realizando coreografias provocativas e fazendo alusões explícitas a práticas sexuais para inflar a audiência e os ganhos financeiros do casal.
Além do processo criminal, as ações da dupla podem gerar consequências civis milionárias. O Ministério Público do Trabalho da Paraíba ingressou com um pedido de R$ 12 milhões por dano moral coletivo. O órgão exige ainda indenizações individuais variando de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões para cada vítima, valor que, caso seja concedido, deverá ser depositado em contas poupança bloqueadas até que os menores atinjam a maioridade penal.