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Divulgação/Globo

TV|28 de fevereiro de 2026

Dennis Carvalho, astro e diretor de novelas clássicas, morre aos 78 anos

Artista ajudou a moldar a teledramaturgia da Globo com dezenas de folhetins e papéis marcantes, diante e atrás das câmeras

Pipoque pelo Texto ocultar
1 A despedida de um gigante da TV
2 Por que a causa da morte não foi revelada?
3 Um dos maiores diretores da Globo
4 O sucesso inicial diante das câmeras
5 Personagens marcantes
6 Quais foram as complicações médicas recentes?
7 Os casamentos com estrelas da TV

A despedida de um gigante da TV

O diretor de novelas e ator Dennis Carvalho morreu neste sábado (28/2), aos 78 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo Hospital Copa Star, onde ele estava internado. A causa da morte não foi divulgada.

Por que a causa da morte não foi revelada?

A instituição de saúde manteve o diagnóstico final em sigilo por orientações de privacidade. Em nota oficial, o hospital declarou que se solidariza “com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda” e apontou que a equipe “não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”.

Um dos maiores diretores da Globo

A morte de Dennis Carvalho encerra a trajetória de uma das figuras mais emblemáticas da TV brasileira. O profissional acumulou mais de quatro décadas de contribuições que atravessaram gerações e ajudaram a estabelecer o formato moderno das novelas no país.

A carreira atrás das câmeras foi consolidada por meio de parcerias com os principais dramaturgos da Globo. O ponto de virada ocorreu com “Dancin’ Days” (1978), marco inicial de um longo e frutífero trabalho em conjunto com o escritor Gilberto Braga. A dobradinha com o autor resultou na criação dos fenômenos “Vale Tudo” (1988), “O Dono do Mundo” (1991), “Pátria Minha” (1994), “Celebridade” (2003), “Paraíso Tropical” (2007), “Insensato Coração” (2011) e “Babilônia” (2015), além da aclamada série “Anos Rebeldes” (1992).

O artista também dirigiu tramas de outros grandes nomes da teledramaturgia nacional. A lista de sucessos inclui “Selva de Pedra” (1986), de Janete Clair, “Roda de Fogo” (1987), de Lauro César Muniz, “Fera Ferida” (1993), de Aguinaldo Silva, “Explode Coração” (1995), de Gloria Perez, e “Lado a Lado” (2012), de Claudia Lage, somada à minissérie “Dalva e Herivelto: Uma Canção de Amor” (2010), de Maria Adelaide Amaral e Geraldo Carneiro.

O ritmo intenso de gravações foi interrompido pelas exigências de seu estado físico. O diretor assinou sua última novela no ano de 2018, respondendo pela direção artística de “Segundo Sol”, folhetim ambientado em Salvador e escrito por João Emanuel Carneiro.

O sucesso inicial diante das câmeras

Antes de se dedicar à direção, o paulistano nascido em 27 de setembro de 1947 construiu uma carreira marcante como ator. O contato com a arte começou ainda na infância no elenco da novela “Oliver Twist”, da antiga TV Paulista, e se expandiu para a dublagem com a voz do cabo Rusty na série americana “As Aventuras de Rin Tin Tin” (1954-1959).

O amadurecimento ocorreu na TV Tupi com produções como “Antônio Maria” (1968) e “Ídolo de Pano” (1974). No mesmo período, a estreia nos palcos de teatro aconteceu na montagem do espetáculo “Hair”, que contava com Aracy Balabanian e Sonia Braga.

A transferência definitiva para a Rede Globo aconteceu em 1975, motivada por um convite de Boni com a promessa de que também poderia trabalhar como diretor. Sua estreia como galã da emissora seria na primeira versão de “Roque Santeiro”, mas a trama esbarrou na censura da ditadura, adiando o lançamento de sua imagem no canal para a novela “Pecado Capital” (1975).

Em pouco tempo, o carisma diante das câmeras garantiu a ele o cobiçado posto de galã. O artista dominou o horário das sete no final dos anos 1970 em comédias românticas de grande audiência, como “Locomotivas” (1977) e “Te Contei?” (1978), escritas por Cassiano Gabus Mendes, e “Feijão Maravilha” (1979), de Bráulio Pedroso.

Personagens marcantes

A busca por papéis desafiadores rendeu o convite para a pioneira série “Malu Mulher” (1979), que abordava o feminismo de frente e narrava a rotina de uma divorciada em um período de extremo machismo, logo após a aprovação da lei do divórcio no país. No projeto, ele interpretou o ex-marido da protagonista vivida por Regina Duarte e realizou um de seus primeiros trabalhos na direção.

A coragem continuou em evidência ao assumir o personagem Inácio Newman na novela “Brilhante” (1981), do parceiro Gilberto Braga. A crise existencial do filho de Fernanda Montenegro resultou na primeira representação dramática de um gay na TV brasileira, longe dos clichês do alívio cômico. Tudo, porém, era tratado com grande sutileza, graças à censura rígida da época, que proibia retratar homossexualidade na TV fora das caricaturas preconceituosas, resultando em conflitos internos do personagem e na sua dificuldades de se relacionar com Vera Fischer.

O ator seguiu presente em grandes sucessos de audiência, com participações em “Roque Santeiro” (1985), “Brega & Chique” (1987), “Mico Preto” (1990), “O Mapa da Mina” (1993), “Pátria Minha” (1994) e “História de Amor” (1995). Em produções como “Vale Tudo” e “O Dono do Mundo”, ele exerceu a dupla função de atuar e dirigir.

Além da TV, ele também participou de meia dúzia de longas-metragens. A cinematografia inclui a cinebiografia “Leila Diniz” (1987), do diretor Luiz Carlos Lacerda, e as comédias “A Partilha” (2001) e “Se Eu Fosse Você” (2006), dirigidas por Daniel Filho.

Quais foram as complicações médicas recentes?

O estado de saúde do veterano se tornou motivo de preocupação acentuada no final de dezembro de 2023. O ex-galã precisou ser hospitalizado às pressas para tratar uma septicemia, que evoluiu para um quadro de embolia pulmonar e obrigou a equipe médica a realizar uma cirurgia de emergência para implantar um marca-passo.

A batalha pela vida foi seguida por um período de reabilitação. Após melhorar, o diretor chegou a aparecer na Globo cerca de um ano e meio depois, em uma participação no programa “Caldeirão com Mion”, onde cedeu um depoimento elogiando o trabalho da atriz Alessandra Negrini.

Os casamentos com estrelas da TV

A vida pessoal do realizador foi agitada e marcada por conexões artísticas. O currículo afetivo soma seis casamentos oficiais com grandes atrizes da Globo.

A primeira união durou cinco anos e ocorreu com Bete Mendes, oficializada em 1970. Em 1977, iniciou um relacionamento com Christiane Torloni que durou até 1980, gerando os gêmeos Leonardo (que seguiu a profissão do pai e está com 43 anos) e Guilherme, que perdeu a vida aos 12 anos em um trágico acidente doméstico.

Outro enlace de impacto ocorreu com Monique Alves, a única de suas ex-esposas que já faleceu, vítima de uma leucemia. A relação matrimonial durou apenas um ano, mas rendeu o nascimento da filha Tainá.

Em seguida, casou-se com Tássia Camargo, de 1983 a 1985, e com Ângela Figueiredo, uma convivência curta encerrada em 1987.

O casamento mais extenso começou no ano seguinte com Deborah Evelyn. A relação contabilizou 24 anos de duração, findando em 2012 e originando a caçula da família, Luíza, atualmente com 29 anos.

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