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Divulgação/Globo

Reality|16 de fevereiro de 2026

BBB 26: O melhor Big Brother Brasil de todos é também o pior

Elenco histórico é sufocado por excesso de merchandising, que empurrou até a formação do Paredão para fora do programa ao vivo

Pipoque pelo Texto ocultar
1 O Paradoxo do BBB 26
2 Virou infomercial
3 Um sábado vergonhoso
4 Apagão histórico no domingo
5 Um programa sem narrativas
6 Descaso com o espectador
7 Crise na TV, sucesso no streaming
8 Uma edição para nunca se rever

O Paradoxo do BBB 26

O Big Brother Brasil 26 vive o maior paradoxo de seus 25 anos de história. Nas redes sociais e na Globoplay, o público acompanha a melhor edição em muito tempo: um elenco caótico que entrega intrigas 24 horas, estratégias geniais, alívio cômico, tretas, traições, reviravoltas, três expulsões e cinco desclassificações em apenas um mês. No entanto, quem sintoniza na TV Globo assiste a outro programa: uma versão retalhada, sem contexto e transformada em um “Shoptime com provas”, onde o merchandising engole a narrativa.

Virou infomercial

A desconexão entre o que acontece na casa e o que vai ao ar atingiu seu ponto mais crítico neste fim de semana. A Globo parece ter abdicado de contar a história de seus protagonistas — como a favorita Ana Paula Renault e o vilão Alberto Cowboy — para priorizar a entrega comercial de seus patrocinadores, que garantem um faturamento superior a R$ 1 bilhão, mas cobram um preço alto: a paciência da audiência.

Um sábado vergonhoso

No sábado (16/2), dia da expulsão de Edilson Capetinha, que convulsionou as redes sociais, a Globo dedicou cerca de 2 minutos à agressão e à desclassificação do participante, pulando em seguida direto para as consequências de um dinâmica da noite anterior, sem se preocupar com a repercussão da quinta baixa do elenco. Exibida na Globoplay, até a dura do apresentador Tadeu Schmidt no elenco, sobre as agressões no confinamento, foi totalmente cortada da edição da TV aberta.

Em seguida, o programa dedicou 10 minutos para duas ações publicitárias consecutivas, envolvendo compras de alimentos e prova. Depois de mais um trechinho de cenas do reality sem cronologia, veio o terceiro bloco de merchan, que durou mais 5 minutos – o destaque do patrocinador do show do dia – e o encerramento. Tudo isso, entre intervalos comerciais.

Apagão histórico no domingo

O desrespeito com o telespectador alcançou um nível inédito no domingo (15/2). Pela primeira vez em 25 anos, a formação do Paredão não foi exibida ao vivo na TV aberta. O público que assistia pela Globoplay foi surpreendido por uma votação iniciada sem aviso prévio e sem a voz do apresentador Tadeu Schmidt, gerando confusão.

Após o destino dos emparedados ser decidido no silêncio do streaming, a TV aberta exibiu um compacto apressado para dar lugar, ao vivo, a uma longa e enfadonha Prova Bate e Volta patrocinada. A dinâmica serviu mais para vender creme hidratante do que para criar tensão, transformando o clímax da semana em um infomercial.

Até mesmo a revelação de que o Anjo Gabriela Saporito iria para a Sapucaí com Chaiany Andrade foi negligenciada na transmissão principal. Entretanto, isso deverá ocupar cinco minutos da edição desta segunda (16), num compacto de nada interessante com a estampa do patrocinador do rolê aleatório, que durou mais tempo no trânsito que no próprio sambódromo.

Um programa sem narrativas

O problema não é o tempo de tela vendido, mas o que é sacrificado por ele. O embate mais aguardado da edição, em que Ana Paula chamou Alberto Cowboy de “covarde” e disse que sua “cabeça é má”, eletrizou as redes sociais, mas foi sumariamente ignorado pela edição televisiva do fim de semana.

Outro exemplo gritante de descaso narrativo envolveu a estratégia brilhante do grupo de Ana Paula. Ao descobrirem que a câmera do Líder é estática nos quartos, os aliados passaram a combinar votos andando pela casa, para que Jonas Sulzbach nunca captasse uma conversa inteira. Essa astúcia inédita, que prova a qualidade do elenco, não teve um segundo de exibição na TV. O mesmo ocorreu com o primeiro porre da vida de Milena Moreira e o surto dela após voltar da Prova do Líder e atacar as roupas de Cowboy. Tudo cortado para dar espaço a VTs de marcas.

A edição também prefere reduzir a complexidade de Ana Paula a alívio cômico em flertes com Jonas, favorecendo o enredo do rival, enquanto a verdadeira articulação do jogo é substituída por tutoriais de como usar produtos.

Descaso com o espectador

A questão mais intrigante é que o BBB é um dos principais, senão o principal produto da Globo. Por movimentar mais de R$ 1 bilhão de faturamento, gera uma expectativa imensa. Mas neste ano seu status é de simples “tapa-buraco”. Nas quartas, dia de futebol, o BBB entra quase na madrugada. Além da partida do dia, a emissora ainda exibe o “Segue o Jogo”, mini-mesa redonda que sabe que é inconveniente a ponto de colocar na tela um cronômetro para avisar quanto tempo falta para o BBB começar.

Achatada por futebol, carnaval, merchan, quadros fixos e provas, tem sobrado pouquíssimo tempo para aquilo que os espectadores querem realmente ver: os participantes participando.

A crítica especializada e o público têm sido vocais. “Conseguiram um elenco maravilhoso e não conseguem fazer uma edição decente”, resumiu um internauta.

Crise na TV, sucesso no streaming

Este contraste entre o que a Globo exibe e o que o público acompanha pela internet tem impacto evidente na audiência. O público em queda na TV aberta claramente não corresponde ao fenômeno digital. Ao mesmo tempo, a Globoplay bate recordes de consumo por ser o único lugar onde o BBB 26 existe como reality show.

Uma edição para nunca se rever

Neste ano, a TV aberta só está servindo para se acompanhar as dinâmicas transmitidas ao vivo. Infelizmente, são esses episódios ruins que ficam arquivados como a história oficial da edição. Quem no futuro for pesquisar no catálogo da Globoplay para saber por que esse BBB é considerado o melhor de todos os tempos, vai encontrar episódios em que o programa não só decepciona como se mostra o inverso: o pior de todos.

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