
Divulgação/Simon and Schuster
Stephen King critica ação de Trump na Venezuela: “Não se trata de drogas, mas de petróleo”
Autor de terror compara tratamento dado a Maduro e Putin, sugerindo que interesse dos EUA na operação militar visa reservas de petróleo, não combate ao narcotráfico
Crítica à hipocrisia
Stephen King entrou no debate geopolítico. O mestre do terror utilizou suas redes sociais para condenar as motivações de Donald Trump por trás da operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro e na intervenção dos Estados Unidos na Venezuela.
O que disse o escritor?
Em publicação no X (antigo Twitter), King argumentou que a operação americana, oficialmente justificada pelo combate ao narcotráfico, esconde interesses econômicos. “Maduro não é um cara legal, eu concordo. Mas Putin também não é, e Trump estendeu um tapete vermelho para ele”, escreveu o autor.
Para o escritor, a distinção no tratamento dos dois líderes expõe a verdadeira agenda da Casa Branca: “Não se trata de drogas, mas sim de petróleo (que, de certa forma, é uma droga). Quando você pensa que Trump chegou ao fundo do poço, ele se rebaixa ainda mais”
Contexto da prisão
Nicolás Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos no Brooklyn, Nova York, após uma operação surpresa das forças americanas em Caracas no último fim de semana. A justiça dos EUA acusa o líder venezuelano de liderar o “Cartel de los Soles”, facilitando o envio de cocaína em parceria com grupos como as FARC, Tren de Aragua e os cartéis mexicanos de Sinaloa e Los Zetas.
Entretanto, as declarações do presidente americano após a prisão ignoraram drogas ou mesmo temas como democracia e liberdade. Embora a acusação formal contra Maduro foque em “narco-terrorismo”, Trump admitiu de forma clara que a ação se deu por interesse nas reservas petrolíferas venezuelanas, estimadas em US$ 18,4 trilhões. O republicano afirmou que os EUA devem “governar a Venezuela” e abrir o mercado local para empresas americanas.