
Divulgação/EMI
Renato Russo vai ganhar novo filme de diretor de novelas da Globo
Longa-metragem focará na vida adulta do líder da Legião Urbana, e segue tendência de sucessos sobre Ney Matogrosso e Gal Costa
Novo retrato nas telonas
O líder da Legião Urbana, Renato Russo, ganhará uma nova cinebiografia. Sob a direção de Mauro Mendonça Filho, diretor de novelas como “Travessia”, “O Outro Lado da Vida” e “Amor à Vida”, a produção pretende começar a escalar o elenco em março. A informação foi publicada pela coluna Play, do jornal O Globo, nesta sexta-feira (23/1). O longa, intitulado “O Que é Demais Nunca é o Bastante”, é uma parceria entre Globo Filmes, Tambellini Filmes e Downtown Filmes, com filmagens previstas para este ano.
De onde vem o título?
O título faz referência a uma frase da canção “Teatro dos Vampiros”, lançada em 1991. Diferente de produções anteriores, o roteiro de Mauro Mendonça Filho e Felipe Sholl focará na vida adulta de Renato, explorando o auge como vocalista e seus dilemas pessoais, incluindo a luta contra o vício em álcool e drogas e sua sexualidade. Em 1990, o músico declarou-se homossexual, corrigindo posteriormente para pansexual.
Trajetória no cinema
Este é o segundo filme a mergulhar na história do cantor. Em 2013, o público acompanhou “Somos Tão Jovens”, dirigido por Antonio Carlos da Fontoura, que focou na juventude de Renato (vivido por Thiago Mendonça) e no nascimento da banda Aborto Elétrico, tocando apenas no começo da Legião Urbana. Além das biografias diretas, a obra do artista também inspirou adaptações de suas letras, como o longa “Eduardo e Mônica” (2022), dirigido por René Sampaio.
Tendência das cinebiografias musicais
O anúncio de “O Que é Demais Nunca é o Bastante” consolida uma forte tendência do cinema nacional em celebrar ícones da música. Recentemente, o público lotou salas para conferir “Meu Nome é Gal” (2023), sobre Gal Costa, “Meu Sangue Ferve por Você” (2023), sobre Sidney Magal, e “Homem com H” (2025), cinebiografia de Ney Matogrosso. O gênero também se expande para o streaming, como visto na série “Raul Seixas: Eu Sou” (2025).
Renato Russo faleceu em 1996, aos 36 anos, em decorrência de complicações da Aids. Sua trajetória, marcada por letras que se tornaram hinos geracionais e por uma postura pública corajosa sobre suas vulnerabilidades, ainda geram assunto três décadas após sua morte, como a polêmica envolvendo o uso da música “Que País É Esse?” por Romeu Zema, governador de Minas Gerais, que gerou ameaça de processo do filho do cantor no ano passado.