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Divulgação/Paramount

Música|1 de janeiro de 2026

Novo “Bob Esponja” e “A Empregada” estreiam nos cinemas

Quarta animação do personagem da Nickeloden para o cinema e o suspense estrelado por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried são os destaques da semana


A quarta animação de Bob Esponja para o cinema é a estreia mais ampla desta quinta (1/1). A programação também inclui um suspense de humor sombrio com Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, um drama indie premiado e dois dramas europeus de cineastas conceituados. Confira os detalhes

 
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1 🎞️ BOB ESPONJA: EM BUSCA DA CALÇA QUADRADA | Paramount Pictures
2 🎞️ A EMPREGADA | Paris Filmes
3 🎞️ SE EU TIVESSE PERNAS, EU TE CHUTARIA | Synapse
4 🎞️ JOVENS MÃES | Vitrine Filmes
5 🎞️ EU, QUE TE AMEI | Autoral Filmes

🎞️ BOB ESPONJA: EM BUSCA DA CALÇA QUADRADA | Paramount Pictures

▶ Assista ao trailer

 

O quarto longa da franquia animada busca resgatar o espírito narrativo das primeiras temporadas da série — aquele humor surreal, nonsense e “bobo, mas bonzinho” que conquistou a base original de fãs. Diferente dos filmes anteriores, este investe deliberadamente no arco emocional de Bob, explorando a insegurança de um personagem eternamente otimista que agora questiona se não é levado a sério pelos adultos.
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A narrativa funciona como uma adaptação visual de um tema clássico na série: a jornada de comprovação e amadurecimento. Bob busca um certificado de aventureiro para mostrar ao Sr. Sirigueijo que não é “apenas uma criança”, e para isso invoca o Holandês Voador — um pirata fantasma que vê no protagonista uma possibilidade de quebrar seu feitiço. O roteiro reconstrói elementos do universo de Bob Esponja sob uma ótica de intriga metafórica: a “calça quadrada” deixa de ser apenas um símbolo visual icônico e torna-se uma representação de identidade, crescimento e aceitação pessoal — um dispositivo que dialoga tanto com a nostalgia do público infantil quanto com a reflexão dos adultos que acompanham o personagem há décadas.
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A produção com orçamento de US$ 55 milhões busca equilibrar diferentes estilos de animação, incluindo sequências estilizadas que representam estados emocionais — técnica pouco comum na franquia. Patrick ganha pela primeira vez um papel genuinamente dramático, funcionando como espelho das dúvidas de Bob em vez de servir apenas como alívio cômico. O filme dirigido por Derek Drymon (“Hotel Transilvânia 4: Transformonstrão”) está repleto de easter eggs e referências a episódios clássicos, além de homenagens visuais e narrativas ao criador Stephen Hillenburg, falecido em 2018.
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🎞️ A EMPREGADA | Paris Filmes

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Adaptação do romance best-seller de Freida McFadden, “A Empregada” é transformado por Paul Feig (“Um Pequeno Favor”) em um thriller psicológico que explora as dinâmicas de controle e manipulação dentro de uma mansão suburbana. Sydney Sweeney (“Euphoria”) interpreta Millie, uma ex-presidiária em liberdade condicional repetidamente rejeitada em entrevistas quando seu passado obscuro é revelado. Nina Winchester (Amanda Seyfried, “Mamma Mia”) a aceita rapidamente como empregada, mas a coloca em um quarto pequeno no sótão — o primeiro sinal de isolamento que estrutura toda a narrativa.
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A trama acompanha a deterioração psicológica de Millie à medida que Nina exerce controle absoluto: suja propositalmente os cômodos para forçá-la a limpar, humilha-a constantemente, e mantém seu marido Andrew (Brandon Sklenar, “É Assim que Acaba”) em estado de chantagem emocional. Quando Millie se vê atraída por Andrew e encontra interesse correspondido, ela entra em um triângulo amoroso que expõe os segredos mais obscuros da família.

Feig prioriza o humor sombrio sobre a construção simples que tornou o livro tão eficaz, investindo em sequências que diluem a potência psicológica original. A força das reviravoltas, porém, permanece suficientemente robusta para sustentar o suspense.


 

🎞️ SE EU TIVESSE PERNAS, EU TE CHUTARIA | Synapse

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O segundo drama indie escrito e dirigido por Mary Bronstein (“Yeast”) oferece um retrato visceral e desconfortável da maternidade sob pressão extrema. Rose Byrne (“Vizinhos”) conquistou o Prêmio de Melhor Atriz no Festival Berlim por sua performance como Linda, uma psicóloga que escuta os problemas alheios profissionalmente mas permanece invisível em sua própria vida. Mãe praticamente solo de uma filha com doença misteriosa, que requer tubo de alimentação permanente, Linda enfrenta a ausência prolongada do marido militar, o colapso estrutural de seu apartamento e uma cascata de crises para as quais ninguém — marido, terapeuta, empregador — se mostra disposto a ouvir.
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A diretora também atua no longa como a pediatra da filha de Linda, uma médica autoritária e insensível que constantemente culpa a mãe pelo progresso lento da criança. Bronstein deliberadamente se colocou no papel de uma das figuras que mais negligencia e julga a protagonista para enfatizar a crítica ao sistema médico que ignora as vozes maternas. Outro decisão da cineasta reflete a intenção da trama: a opção de nunca mostrar o rosto da filha. A criança deixa de ser uma personagem convencional e torna-se uma presença sonora mecânica (voz, alarmes, tubos) que expõe, brutalmente, como mães esgotadas podem dessensibilizar-se.

A cinematografia amplifica isso através de close-ups extremos que criam claustrofobia, e apenas raros momentos de alívio visual permitem respiração. O design de som é igualmente central: não há silêncio. Mesmo quando Linda está sozinha, há zumbido, vibrações, monitoramento constante.

Por outro lado, o excesso de metáforas às vezes esbarra na obviedade, como o desabamento do teto como reflexo da desintegração psíquica. E não há resolução, apenas validação de um sentimento silenciado: o de que amar não impede esgotamento, e que cuidar pode destruir quem cuida.
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🎞️ JOVENS MÃES | Vitrine Filmes

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Os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne (“O Garoto da Bicicleta”) conquistaram o Prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes 2025 com este drama que marca sua primeira experiência genuinamente coral — cinco adolescentes, cinco histórias entrelaçadas dentro de uma única casa materna que as acolhe. Jessica, Perla, Julie, Ariane e Naïma representam diferentes estágios da maternidade jovem: algumas felizes com os pais dos bebês, outras abandonadas; algumas com presença familiar constante, outras negligenciadas desde a infância; há dependência de drogas, crises de ansiedade, desejo de abandono, e até negociações para entregar os filhos a famílias abastadas.
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Os Dardenne construíram sua carreira documentando marginais — imigrantes, trabalhadores precarizados, adolescentes em risco — com metodologia estabelecida desde “A Promessa” (1996) e que mantém seu rigor sociológico após 30 anos. A estrutura coral permite costurar uma abundância de dilemas que uma narrativa unitária dificilmente comportaria. O procedimento é característico: a câmera próxima, o realismo visceral (praticamente sem trilha sonora) e a recusa a lições moralizantes. Apesar de a montagem paralela desorientar no início, a opção se revela como estratégia narrativa deliberada — permitindo que histórias distintas ganhem peso equivalente. O prêmio de Melhor Roteiro em Cannes foi merecido pela capacidade de entrelaçar toda a sua diversidade sem nunca recorrer a clichês.
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🎞️ EU, QUE TE AMEI | Autoral Filmes

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Diane Kurys (“Por uma Mulher”) retornou a Cannes após quase quatro décadas com esta cinebiografia que retraça a turbulenta relação entre os atores Yves Montand e Simone Signoret — dois dos maiores ícones da cultura francesa do século 20. Inscrito na seção Cannes Classics, o filme evita a abordagem convencional de celebrar o romance em seu apogeu, optando por investigar seu esfacelamento emocional. Montand (Roschdy Zem, “Os Filhos dos Outros”) é um dos atores e cantores mais celebrados de sua geração; Signoret (Marina Foïs, “As Bestas”) é uma das maiores atrizes de seu tempo. Juntos, formaram um casal aparentemente inseparável, mas assombrado pelas infidelidades públicas de Montand — incluindo seu romance com Marilyn Monroe.
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Kurys estrutura a narrativa não como reabilitação romântica, mas como reflexão sobre paixão, fragilidade e fidelidade. Signoret nunca se permitiu o papel de vítima, reinventando seu lugar no relacionamento mesmo enquanto enfrentava o desgaste do desejo não correspondido. O filme situa a dupla em uma Paris boêmia de cafés descolados e intrigas intelectuais, mas a trama gravita continuamente para a dinâmica de poder na qual Montand exerce liberdade sexual enquanto Signoret negocia seu lugar nas sombras. A abordagem evoca a tendência dramática francesa de enfatizar reflexão e subtexto — conversas são ferramentas mais potentes que ação.
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