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Morre Nilton Cesar, cantor da Jovem Guarda, aos 86 anos
Ícone da Jovem Guarda estava internado em São Paulo. Artista deixa legado de hits como "A Namorada que Sonhei" e "Amor Amor Amor"
Adeus ao “Príncipe das Baladas”
A música romântica brasileira perdeu nesta quarta-feira (28/1) um de seus grandes nomes. Nilton Cesar, cantor e compositor que marcou época nos anos 1960 e 1970, morreu aos 86 anos em São Paulo. A informação foi confirmada pela família nas redes sociais. Segundo o radialista Eli Corrêa, amigo próximo, o artista estava internado na capital paulista desde a semana passada, mas a causa da morte não foi divulgada.
Trajetória de sucesso
Nascido em Ituiutaba (MG) em 1939, Nilton Guimarães adotou o nome artístico Nilton Cesar ao se mudar para o Rio de Janeiro, aos 17 anos, para evitar confusão com outro cantor da época. Iniciou a carreira na Rádio Tupi em 1960 e ganhou destaque durante a Jovem Guarda, recebendo o apelido de “Príncipe das Baladas”. Seu maior hit, “Férias na Índia”, vendeu cerca de 500 mil cópias e lhe rendeu discos de ouro em 1969, consolidando sua fama nacional.
Legado romântico
Nilton Cesar eternizou muitas outras canções no imaginário popular, como “Amor… Amor… Amor”, “Muito Eu Chorei” (versão de “O Sole Mio”) e “A Namorada que Sonhei” (também conhecida pelos versos iniciais “Receba as Flores que lhe Dou”). Ele foi da Jovem Guarda para o bolero e o brega romântico que explodiu logo em seguida, explorando sempre sua característica marcante: arrastar a pronúncia da letra “R” em todas as interpretações, antecedendo em décadas um costume popularizado por Galvão Bueno nas narrações de futebol da Seleção Brasileira.
A cantora Edith Veiga lamentou a perda: “Hoje a música chora… A amizade é linda quando começa, mas dolorosa quando termina”. O artista deixa esposa e dois filhos.
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