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Kenny Morris, baterista original de Siouxsie and the Banshees, morre aos 68 anos
Músico foi peça-chave na sonoridade sombria do pós-punk e influenciou bandas como Joy Division e Massive Attack
Pioneiro do pós-punk
Kenny Morris, o baterista que ajudou a moldar a sonoridade tribal e sombria do Siouxsie and the Banshees em seus anos de formação, morreu aos 68 anos. A notícia foi confirmada pelo jornalista musical e amigo de longa data John Robb. O anúncio n~/ao informou a causa e a data exata da morte, mas o legado de Morris na música britânica permanece como um dos pilares do movimento pós-punk e gótico que se originou no Reino Unido no final dos anos 1970.
Legado rítmico e influência
A passagem de Morris pelos Banshees foi breve, durando de 1977 a 1979, mas extremamente influente. Ele entrou na banda em seu segundo show – após a estreia em 1976 com ninguém menos que Sid Vicious, futuro Sex Pistols, tocando bateria com correntes – e se destacou nos dois primeiros álbuns, “The Scream” (1978) e “Join Hands” (1979), além do single “Hong Kong Garden”, que alcançou o Top 10 no Reino Unido. Seu estilo de tocar — focado nos tons, com uso intenso de eco e quase sem o uso de pratos — definiu a estética rítmica do gênero.
Essa técnica “tribal” influenciou diretamente Stephen Morris, do Joy Division e New Order, e foi até sampleada pelo Massive Attack na faixa “Superpredators”, de 1997. Segundo John Robb, Kenny aprendeu a tocar bateria conforme a banda avançava, criando um estilo lírico e distintivo que reinventou o instrumento no cenário punk londrino.
Saída conturbada e mudança de vida
Em setembro de 1979, no auge da turnê de “Join Hands”, Morris e o guitarrista John McKay deixaram a banda abruptamente após uma discussão durante uma sessão de autógrafos. O episódio forçou a vocalista Siouxsie Sioux e o baixista Severin a buscar substitutos às pressas. Siouxsie encontrou mais que um baterista substituto: seu futuro marido Budgie, além do guitarrista John McGeoch, que influenciaram a sonoridade mais gótica da banda.
Após sua saída, Kenny colaborou com outros artistas, como a cantora Helen Terry (conhecida por seu trabalho com o Culture Club), mas gradualmente se afastou dos holofotes musicais.
Destaque nas artes plásticas e memórias
Em 1993, Morris trocou Londres pela Irlanda para se dedicar à sua verdadeira paixão: as artes plásticas. Ele estudou arte, dirigiu uma galeria em Kildare e, mais recentemente, vivia em Cork, onde produzia e ensinava arte. Em 2024, ele realizou uma exposição em Dublin intitulada “A Banshee Left Wailing” (Um Banshee Deixado Lamentando).
Além de seu trabalho visual, Kenny Morris deixa um livro de memórias que está programado para ser publicado ainda este ano. “Ele era doce, articulado, artístico e uma companhia fascinante”, escreveu Robb em seu tributo, destacando a “excentricidade adorável” do amigo que partiu.
Registros do pós-punk
LUTO NA MÚSICA 🎸 Morreu Kenny Morris, baterista original do Siouxsie and the Banshees, aos 68 anos. Ele foi o responsável pela batida tribal que definiu o pós-punk e influenciou nomes como Joy Division. Um ícone que fará falta! 🖤 #KennyMorris #SiouxsieAndTheBanshees #PostPunk #Luto #Musica 🔗 https://pipocamoderna.com.br/2026/01/kenny-morris-baterista-siouxsie-and-the-banshees-morre-68-anos/