
Instagram/Julio Iglesias
Justiça da Espanha arquiva investigação contra Julio Iglesias
Tribunal Superior alega que supostos crimes de tráfico humano e agressão sexual teriam ocorrido no exterior e com vítimas não residentes no país
Arquivamento do processo
Os promotores do Tribunal Superior da Espanha arquivaram, nesta sexta-feira (23/1), uma investigação preliminar sobre o cantor Julio Iglesias. A decisão considerou a falta de jurisdição do tribunal espanhol, uma vez que os supostos crimes teriam sido cometidos no exterior e os acusadores não possuem residência no país.
O grupo de defesa dos direitos humanos Women’s Link Worldwide apresentou a queixa em 5 de janeiro, representando duas mulheres que teriam trabalhado nas residências de Iglesias no Caribe por um período de 10 meses em 2021. A denúncia baseou-se em investigações jornalísticas da emissora Univision e do veículo espanhol elDiario.es.
As acusações e a defesa
As acusações contra o cantor de 82 anos incluíam tráfico de pessoas para trabalho forçado, servidão, agressão sexual e violações dos direitos dos trabalhadores. Em publicações nas redes sociais, Julio Iglesias descreveu as alegações como “completamente falsas”. Procurada pela agência Reuters, a gravadora Sony recusou-se a comentar o caso e os representantes do artista não retornaram os contatos.
O gabinete do promotor esclareceu em documento oficial que o Tribunal Superior não pode julgar o caso porque os episódios teriam ocorrido na República Dominicana e nas Bahamas. Além disso, as supostas vítimas não são espanholas, o que limita a aplicação do princípio de jurisdição universal conforme a jurisprudência da Suprema Corte local. Os promotores ressaltaram, no entanto, que a acusação ainda pode ser solicitada nas instâncias judiciais dos países onde os fatos teriam acontecido.