
Instagram/Jordana Morais
BBB 26: Internautas expõem suposto uso de cotas e atuação política de Jordana
Integrante aprovada na Casa de Vidro tem nome ligado a documento de concurso do TJDFT e a partidos políticos
Tensão pré-reality
Às vésperas da estreia do BBB 26, marcada para segunda-feira (13/1), Jordana Morais, escolhida na Casa de Vidro do Centro-Oeste após superar Chaiany Andrade, tornou-se alvo de polêmica envolvendo debates sobre cotas raciais e a divulgação de sua atuação profissional em gabinetes políticos em Brasília. Os temas ganharam repercussão horas antes do início do reality da Globo e dominaram as discussões sobre a estreia da edição.
Usuários das redes sociais localizaram um registro em nome da advogada — ou de uma possível homônima — em um concurso público realizado pelo Cebraspe em 2015. O documento referente à seleção do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) lista a candidata entre aqueles que optaram por concorrer às vagas reservadas para pessoas negras.
A reportagem do portal Metrópoles verificou a existência do registro, informando que o nome “Jordana Ribeiro Morais” aparece na relação de inscritos para os cargos de analista e técnico judiciário na modalidade de cotas. Na ocasião do certame, a sister tinha 18 anos e não foi aprovada. A divulgação do arquivo gerou debates online sobre o uso do sistema de ações afirmativas, evocando comparações com situações vividas por participantes de edições anteriores do reality.
Histórico profissional em Brasília
Além da questão do concurso, a trajetória profissional de Jordana no serviço público também ganhou destaque. Registros da Câmara dos Deputados indicam que ela exerceu a função comissionada de Assistente Técnico no gabinete da liderança do União Brasil até abril de 2025, com vencimentos na faixa de R$ 7 mil. A exoneração do cargo foi publicada oficialmente em 3 de abril do ano passado.
Reportagem do portal Metrópoles mencionou a possibilidade de uma atuação posterior junto à equipe do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), embora membros do Partido Liberal tenham negado vínculo empregatício formal, descrevendo a relação como de natureza pessoal. Não há registros de nova nomeação no Diário Oficial da Casa após a saída do União Brasil.
O que diz a equipe da sister?
A equipe responsável pelas redes sociais da participante se manifestou por meio de nota, afirmando que agora sister concorreu às vagas destinadas a candidatos negros e pardos. Segundo o comunicado, a identificação racial de Jordana era compatível com as exigências do edital. “O IBGE define como parda a pessoa que se identifica como de mistura de duas ou mais opções de cor ou raça, incluindo branca, preta ou indígena. É o caso da Jordana”, explicou o comunicado publicado nos Stories do Instagram..
Em meio à repercussão, o colunista Gabriel Perline afirmou que o pai de Jordana é negro, argumento utilizado nas discussões online sobre o caso.
Outro ponto crucial destacado pelos representantes é o fato de Jordana nunca ter trabalhado no órgão público mencionado. A nota esclarece que a inscrição não resultou em contratação efetiva, o que esvaziaria a tese de benefício indevido.
“Importante destacar que a Jordana não foi investida em nenhum cargo público decorrente do concurso. Denúncias infundadas, mesmo quando travestidas de zelo, também produzem desinformação”, finalizou o texto da assessoria.
Jordana é filha de um homem preto. Em suas redes sociais, existem vários registros com o pai, que é motorista de ônibus. Veja aqui alguns posts: pic.twitter.com/vWnEMCkDoG
— Gabriel Perline (@GabPerline) January 11, 2026
🚨🚨🚨 ATUALIZAÇÃO DO CASO JORDANA
Ela já foi exonerada do cargo comissionado que ocupava na Câmara dos Deputados, atuando com a liderança do partido União Brasil. Portanto, entrou no #BBB26 sem este emprego, que ela teve por dois anos.
— Gabriel Perline (@GabPerline) January 12, 2026
