
Divulgação/Amazon Prime Video
“Jack Ryan” previu ação dos EUA na Venezuela? Web aponta “profecia” da série
Cena da 2ª temporada viraliza após prisão de Nicolás Maduro e criador Carlton Cuse se manifesta sobre previsão
A cena profética
A realidade imitou a ficção? Uma cena da 2ª temporada de “Jack Ryan”, lançada originalmente em 2019, viralizou nas redes sociais após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro neste fim de semana. No trecho, o analista da CIA interpretado por John Krasinski descreve a Venezuela como “a maior ameaça no cenário mundial”, superando potências como Rússia e China, o que motiva uma ação dos EUA no país sul-americano.
“O fato é que a Venezuela é indiscutivelmente a maior fonte de petróleo e minerais do planeta”, diz o personagem, questionando por que um país tão rico estaria mergulhado em uma crise humanitária. O diálogo menciona um presidente fictício que “quebrou a economia nacional pela metade” e elevou a pobreza em 400%, traçando paralelos assustadores com o cenário atual.
Ficção x Realidade
As semelhanças não param no discurso. Na série, o desfecho envolve uma operação arriscada com helicóptero no Palácio Presidencial para remover o líder corrupto — algo que ecoa a ação real das forças especiais norte-americanas, embora na ficção uma multidão enfurecida invade o palácio após descobrir a fraude nas eleições para depor o presidente.
Criador reage à coincidência
Diante da repercussão, Carlton Cuse, co-criador da série, negou qualquer intenção profética. “O que sempre te surpreende como contador de histórias é com que frequência os eventos do mundo real alcançam a ficção”, disse ele ao Deadline. “O objetivo daquela temporada não era profecia — era plausibilidade. Quando você baseia uma história em dinâmicas geopolíticas reais, a realidade tem um jeito de fazer rimas.”
Cuse explicou que a escolha da Venezuela como cenário foi baseada em sua relevância estratégica e tensão histórica, não em uma tentativa de prever o futuro. “Nosso trabalho era fazer a situação parecer crível.”
O produtor ainda ponderou: “Sempre que os Estados Unidos usam força no exterior, é um momento que merece reflexão. Só posso esperar que as coisas caminhem para a estabilidade e paz para as pessoas que vivem lá.”