
Divulgação/Universal
“Wicked: Parte 2” bate recorde com estreia de US$ 150 milhões nos EUA
Sequência arrecadou US$ 226 milhões mundialmente e registrou a maior abertura de um musical da Broadway em todos os tempos
Sequência de musical surpreende nos EUA
“Wicked: Parte 2”, segundo capítulo da adaptação cinematográfica do musical da Broadway, arrecadou US$ 150 milhões na América do Norte e US$ 226 milhões mundialmente em sua estreia. O filme da Universal Pictures liderou a arrecadação do fim de semana, após o público responder ao lançamento com entusiasmo, atribuindo nota A no Cinemascore. As pesquisas de saída do Comscore foram excelentes, com crianças particularmente encantadas, embora a crítica tenha sido mais comedida, com 71% de aprovação no Rotten Tomatoes. No exterior, a produção também registrou estreia recorde, com US$ 76 milhões em 78 mercados.
Quais recordes foram quebrados?
A produção da Universal superou vários recordes de abertura. Nos EUA, registrou a maior estreia de todas as adaptações da Broadway, ultrapassando “Wicked” de 2024 (US$ 112,5 milhões) e se tornando a terceira maior entre musicais, atrás apenas de “O Rei Leão” (2019) e “A Bela e a Fera” (2017), sem ajuste de inflação.
Tornou-se também a segunda maior abertura da Universal nos EUA, atrás apenas de “Jurassic World” (US$ 208,8 milhões); a segunda melhor do fim de semana antes do Dia de Ação de Graças, atrás de “Jogos Vorazes: Em Chamas” (US$ 158,1 milhões); e o segundo lançamento de três dias mais forte de 2025, atrás apenas de “Um Filme de Minecraft” (US$ 208,9 milhões). Globalmente, o filme também superou “Wicked” e se classificou como a maior estreia mundial de uma adaptação da Broadway em todos os tempos.
Por que o filme surpreendeu?
O desempenho superior ao esperado se deu por conta do poder de compra do público feminino: quase 70% do público da sexta-feira nos Estados Unidos era formado por mulheres. Isto mudou as regras do mercado, que nos últimos anos tem desconsiderado o público feminino na construção de blockbusters. Outra regra quebrada foi a de que produções estreladas por mulheres não tem apelo comercial abrangente. No filme, Ariana Grande (“Não Vou Embora”) vive Glinda, a Bruxa Boa, e Cynthia Erivo (“Assassinato no Expresso do Oriente”) interpreta Elphaba, a Bruxa Má do Oeste. O elenco inclui ainda Jeff Goldblum (“Jurassic World: Domínio”) e Michelle Yeoh (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”). A direção é de Jon M. Chu (“Podres de Rico”).
Como os outros filmes se saíram no Top 5?
A Fox Searchlight estreou “Família de Aluguel”, comédia dramática estrelada por Brendan Fraser, em 1.925 cinemas nos EUA. A produção, aclamada pela crítica e pelo público, arrecadou US$ 3,3 milhões, ficando em 5º lugar e se tornando o mais recente drama adulto a enfrentar dificuldades no mercado norte-americano. As avaliações e pontuações do público são fortes (86% no Rotten Tomatoes e nota A no CinemaScore), o que pode ajudar o filme a se manter em cartaz por mais tempo. Já o lançamento no Brasil só vai acontecer em 8 de janeiro.
O resto do Top 5 foi formado por títulos remanescentes. O 2º lugar ficou com “Truque de Mestre: 3º Ato”, que acrescentou US$ 9,1 milhões em seu segundo fim de semana, uma queda de 56% em relação à estreia. Em 10 dias, a produção da Lionsgate soma US$ 36,8 milhões nos EUA, mas foi mais bem-sucedida no exterior, com US$ 109 milhões para um total global de US$ 146 milhões. Um quarto filme já está em desenvolvimento.
“Predador: Terras Selvagens” ficou em 3º lugar com US$ 6,5 milhões em seu terceiro fim de semana, enquanto “O Sobrevivente” veio logo atrás em 4º, com US$ 6,1 milhões em sua segunda semana. “Predador”, que custou US$ 105 milhões, arrecadou US$ 76 milhões nos EUA e US$ 159,6 milhões globalmente, deve se pagar e até dar lucro, mas “O Sobrevivente”, com orçamento de US$ 110 milhões, gerou apenas US$ 27 milhões na América do Norte e US$ 48,3 milhões mundialmente.