Evento reforça memória e homenagens
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (8/1) o decreto que cria o Prêmio Eunice Paiva de Defesa da Democracia. A assinatura ocorreu durante o evento que marcou os dois anos dos ataques de 8 de janeiro à Praça dos Três Poderes, em Brasília, que simboliza a democracia brasileira. O prêmio tem como objetivo homenagear pessoas que tenham contribuído de maneira significativa para a preservação, restauração ou consolidação da democracia no país.
A criação do prêmio ganhou relevância após a atriz Fernanda Torres vencer o Globo de Ouro no último domingo (5/1) por sua interpretação de Eunice Paiva no filme “Ainda Estou Aqui”.
Diálogo com Fernanda Torres
Fernanda Torres conversou por telefone com Lula após a conquista do Globo de Ouro. Durante a ligação, a atriz sugeriu que o ato em defesa da democracia, realizado nesta quarta (8/1), fosse feito “em nome da Eunice Paiva, uma mulher defensora dos direitos humanos”. Eunice, que inspirou o papel da atriz, viveu uma tragédia durante a ditadura militar: seu marido, Rubens Paiva, engenheiro e político, foi cassado, torturado e morto pelo regime, e seu corpo nunca foi encontrado.
Eunice dedicou a vida a buscar o paradeiro do marido, o ex-deputado Rubens Paiva, e se tornou um grande nome da defesa dos direitos humanos no Brasil.
Significado da premiação
De acordo com o Palácio do Planalto, a premiação “evoca a memória de luta de Eunice em favor da resistência democrática e da defesa dos direitos humanos”.
O Prêmio Eunice Paiva será concedido anualmente pelo Observatório da Democracia da Advocacia-Geral da União.