Diddy é acusado de agressão e estupro pela cantora Cassie

O rapper, produtor e empresário Sean “Diddy” Combs, que já foi conhecido como P. Diddy e Puff Daddy, foi acusado de estupro e abuso pela ex-namorada, a cantora e atriz Casandra Ventura, […]

Instagram/Diddy

O rapper, produtor e empresário Sean “Diddy” Combs, que já foi conhecido como P. Diddy e Puff Daddy, foi acusado de estupro e abuso pela ex-namorada, a cantora e atriz Casandra Ventura, que se apresenta com o nome artístico de Cassie.

O jornal The New York Times teve acesso ao processo e expôs as acusações de Cassie contra Diddy, em que ela alega ter sido “sujeitada a um padrão de controle e abusos ao longo de cerca de uma década”.

A ação, que tramita no tribunal federal de Manhattan, afirma que os abusos começaram logo depois que Cassie conheceu Diddy em 2005, quando ela tinha 19 anos. A cantora de R&B afirma que Diddy “começou a impor um padrão de controle e abuso que incluía forçá-la a usar drogas, agredi-la e estuprá-la, com direito até a filmagens na presença de garotos de programa”. Diddy seria adepto do voyeurismo e teria se masturbado diversas vezes ao ver os rapazes fazendo sexo com Cassie, além de fazer filmagens das relações. Ele ainda a obrigava a assistir aos vídeos posteriormente, relata a apuração do jornal.

Cassie e Diddy terminaram o relacionamento em 2019 e ela declara que o motivo foi Diddy invadir a casa onde ela morava para estupra-la.

 

Agressão “profissional”

Além de namorada, Cassie também era funcionária de Diddy – em 2006, ela assinou com a produtora Bad Boy, de Diddy, para lançar seu álbum de estreia – e os abusos envolveriam até o controle de sua carreira.

Uma das agressões teria acontecido em 2009, quando Diddy viu Cassie conversando com outro agente de talentos, a empurrando para dentro de um carro e chutando seu rosto por várias vezes. Depois disso, Cassie teria sido obrigada a ficar em um quarto de hotel por uma semana para se recuperar dos ferimentos. Segundo o processo, ela pediu para ir para a casa dos pais, mas Diddy teria proibido.

 

Explosão de carro

No processo, Diddy é classificado como uma pessoa “extremamente violenta”, que a agrediu várias vezes, e que a teria obrigado a consumir “grandes quantidades de drogas”, incluindo ecstasy e cetamina.

Numa das passagens mais polêmicas, ele é acusado de mandar explodir o carro do rapper Kid Cudi por ciúme de Cassie. O veículo estava na porta da garagem do artista, que confirmou a explosão. “Isso tudo é verdade”, disse Kid Cudi em comunicado enviado ao New York Times.

O processo também acusa Diddy de pagar US$ 50 mil a um hotel pelas imagens de câmeras de segurança que o flagraram perseguindo a cantora e atirando vasos de vidro contra ela.

Cassie ainda acusa pessoas que trabalharam com o rapper de ajudá-lo a cometer os abusos, com alguns chegando a ameaçá-la. A denúncia contra Diddy inclui associação para praticar crimes.

Desde 2020, Cassie é casada com o personal trainer Alex Fine, com quem tem dois filhos.

 

Diddy nega tudo

Por meio de seu advogado, Diddy negou todas as acusações.

“O sr. Combs nega veementemente essas alegações ofensivas e ultrajantes. Nos últimos seis meses, Combs foi sujeito à persistente exigência de Ventura de US$ 30 milhões (cerca de R$ 146 milhões na cotação do dia), sob a ameaça de escrever um livro sobre a relação deles, que foi inequivocamente rejeitada como chantagem. Apesar de ter retirado a sua ameaça inicial, a sra. Ventura recorreu agora a uma ação judicial repleta de mentiras infundadas e ultrajantes, com o objetivo de manchar a reputação do sr. Combs”, disse Ben Brafman, advogado de Diddy.

Já Douglas Wigdor, advogado de Cassie, disse que os fatos aconteceram de forma inversa. “O sr. Combs ofereceu à sra. Ventura um valor de oito dígitos para silenciá-la e impedir o ajuizamento desta ação, mas ela rejeitou a proposta.”

Atualmente com 54 anos, Diddy é fundador da Bad Boy Records e um dos rappers mais influentes do hip hop.