Kevin Conroy, melhor dublador de Batman, morre aos 66 anos

O ator Kevin Conroy, conhecido por dublar o herói Batman em diversas animações do personagem, morreu nessa quinta (10/11) após uma curta batalha contra o câncer. Ele tinha 66 anos. Dono de […]

Divulgação/The CW

O ator Kevin Conroy, conhecido por dublar o herói Batman em diversas animações do personagem, morreu nessa quinta (10/11) após uma curta batalha contra o câncer. Ele tinha 66 anos.

Dono de uma voz profunda e grave, Conroy foi amplamente aclamada pelos críticos e fãs de quadrinhos, com muitos considerando sua voz como a melhor representação do Cavaleiro das Trevas na animação.

Conroy nasceu em 30 de novembro de 1955, em Westbury, NY. Ele estudou atuação na The Julliard School, ao lado de outro grande nome da DC: Christopher Reeve, primeiro intérprete do Superman no cinema.

Ele começou a sua carreira na TV, atuando em séries, novelas e telefilmes como “How to Pick Up Girls!” (1978), “Outro Mundo” (entre 1980 e 1981), “Kennedy” (1983), “Pacto do Terror” (1985) e “Dinastia” (1985-1986). Sua estreia no cinema só aconteceu em 1992, quando estrelou o filme “Chain of Desire”.

Nesse mesmo ano, interpretou pela primeira vez o papel que marcaria a sua carreira. Ele dublou o personagem principal em “Batman: A Série Animada”, que revolucionou as séries animadas entre 1992 e 1995, apresentando um Batman mais sombrio que nos filmes da época. A série foi responsável por lançar a personagem Arlequina e também trazia o ator Mark Hamill (o Luke Skywalker de “Star Wars”) no papel do Coringa.

“Kevin era a perfeição”, disse Hamill em um comunicado, ao saber da morte do colega. “Ele era uma das minhas pessoas favoritas no planeta, e eu o amava como um irmão. Ele realmente se importava com as pessoas ao seu redor – sua decência brilhava em tudo o que fazia. Toda vez que eu o via ou falava com ele, meu espírito se elevava.”

Mesmo após o fim da série, Conroy continuou dando voz ao Batman em vários outros projetos da DC, incluindo as franquias de games “Batman: Arkham” e “Injustice”.

Seu Batman também apareceu em várias outras séries animadas do Universo DC, como “As Novas Aventuras do Batman” (1997-1999), “Superman: A Série Animada” (1996-2000), “Batman do Futuro” (1999-2001), “Super Choque” (2000–2004), “Liga da Justiça” (2001-2004), “Liga da Justiça Sem Limites” (2004-2006), além de inúmeros longas para o mercado de vídeo, destacando “Batman: A Máscara do Fantasma” (1993), “Batman e Mr. Freeze: Abaixo de Zero” (1998), “Batman: O Mistério da Mulher Morcego” (2003), “Batman: O Cavaleiro de Gotham” (2008), “Superman & Batman: Inimigos Públicos” (2009), “Superman & Batman: Apocalipse” (2010), “Liga da Justiça: A Legião do Mal” (2012), “Batman: A Piada Mortal” (2016), “Batman e Arlequina” (2017) e “Liga da Justiça: Os Cinco Fatais” (2019), entre muitos outros.

Conroy era tão ligado ao herói que ele o dublou até em animações do “Scooby-Doo”.

Falando sobre seu trabalho como Batman numa entrevista de 2014, o ator disse que “ele é um personagem tão icônico. Ele é uma parte tão importante da paisagem cultural americana. É uma coisa incrível fazer parte e ter contribuído.”

Ele também teve a oportunidade e interpretar a versão live-action do personagem em um episódio da série “Batwoman”, exibido em 2019 (durante o crossover “Crise nas Infinitas Terras”), quando surgiu como o Bruce Wayne envelhecido de um universo alternativo, numa referência à série animada “Batman do Futuro”, que ele dublou com grande sucesso.

Além de dar a voz ao Homem-Morcego, ele também escreveu a história em quadrinhos “Finding Batman”, na qual narrou a sua experiência interpretando o personagem enquanto também aceitava sua própria sexualidade. Conroy foi o único ator abertamente gay a interpretar Batman.

Seu crédito mais recente foi no game “MultiVersus”, lançado no início do ano. Mas ele chegou a gravar participação como Thomas Wayne, o pai do herói, na nova série animada “Batman: Caped Crusader”, ainda inédita.

Ao saberem da morte do ator, várias celebridades manifestaram sua admiração por seu trabalho e personalidade. Veja abaixo algumas dessas homenagens, que vão de Tara Strong, a dubladora da Arlequina, até ao atual chefão do DC Studios, James Gunn.