Clássicos de Spielberg lideram bilheterias dos cines drive-in nos EUA
A volta dos cines drive-in também trouxe a reboque filmes antigos de Hollywood, que têm sido projetados como alternativa à falta de novos lançamentos. Este fenômeno fez com que dois clássicos liderassem as bilheterias dos EUA no fim de semana passado. Dois dos filmes mais populares de Steven Spielberg, o primeiro “Jurassic Park” (de 1993) e o icônico “Tubarão” (1975), foram os que mais venderam ingressos entre sexta (19/6) e segunda (22/6), data em que se comemorou o Dia dos Pais nos EUA. De acordo com o site Deadline, “Jurassic Park” rendeu US$ 517 mil e “Tubarão”, quase empatado, fez US$ 516 mil, bem mais que os líderes da semana anterior, os títulos de 2020 “O Homem Invisível” (US$ 383 mil) e “Trolls 2” (US$ 275 mil). No Brasil, o repertório das sessões de cines drive-in têm sido bastante eclético, com alguns espaços, como o Drive-in – Cine Belas Artes, oferecendo filmes cultuados como os exemplares americanos citados. Mas a maioria tem insistido em filmes que estiveram recentemente nos cinemas – e que também tiverem lançamento recente em streaming. Por conta disso, o filme mais assistido no Brasil no fim de semana passado foi “Jumanji: Próxima Fase” com público de 1.344 pessoas. O Top 3 incluiu ainda “Coringa”, com 1.294 espectadores, e “O Homem invisível”, visto por 974 pessoas. Saiba mais aqui.
Ex-ator mirim de Os Batutinhas é preso por drogas nos EUA
O ator Bug Hall, que viveu o Alfafa na versão dos anos 1990 de “Os Batutinhas”, foi preso nos Estados Unidos, acusado de estar usando drogas inalantes. De acordo com o site TMZ, ele estava hospedado num hotel no interior Texas. A polícia foi acionada no sábado (20/6) pelos funcionários do hotel devido ao temor de que ele estivesse sofrendo uma overdose — o que não aconteceu. Ele acabou sendo levado preso pelas autoridades quando os policiais encontraram embalagens de aerosol, que estavam sendo usadas para inalação de gases químicos. De acordo com as autoridades, ele admitiu culpa e foi preso por posse e ingestão de substâncias químicas voláteis. Hoje com 35 anos, Hall nunca repetiu o sucesso da infância, mas continuou atuando em produções baratas e séries de TV, como “CSI”, “Nikita” e “Revolution”. Ele também participou do remake mais recente da franquia centenária (“Os Batutinhas” é da época do cinema mudo), figurando como sorveteiro e entregador em “Os Batutinhas: Uma Nova Aventura” (2014).
Boca a Boca: Série de epidemia do diretor de Alguma Coisa Assim ganha trailer
A Netflix divulgou o trailer da nova série brasileira “Boca a Boca”. Criação do cineasta Esmir Filho (“Alguma Coisa Assim”, “Os Famosos e Os Duendes da Morte”), a série gira em torno de uma epidemia que afeta adolescentes de uma cidadezinha no interior do Brasil. Após uma festa com muita pegação, uma garota acorda infectada por um vírus transmitido pelo beijo. Logo, vários jovens que foram à festa começam a manifestar os sintomas horríveis da infecção, colocando a comunidade em pânico. A repressão que se segue também alimenta o medo entre os jovens de que seus segredos sejam descobertos. “Boca a Boca” é o segundo projeto da Netflix em parceria com a produtora Gullane (a primeira foi “Ninguém Tá Olhando”, de Daniel Rezende), desta vez em conjunto com a Fetiche Features, de Esmir Filho. A equipe de produção também destaca a cineasta Juliana Rojas (de “As Boas Maneiras”), que divide a direção dos episódios com Esmir – assim como alguns roteiros. O elenco é formado por Denise Fraga (“Hoje”), Michel Joelsas (“Malhação”), Thomás Aquino (“Bacurau”), Luana Nastas (“Vazante”), Kevin Vechiatto (“Turma da Mônica: Laços”), Grace Passô (“Temporada”), Bianca Byington (“Santos Dumont”), Caio Horowicz (“Califórnia”), a modelo Iza Moreira e a novata Esther Tinman. A estreia está marcada para 17 de julho.
Coisa Mais Linda: Nova versão de Garota de Ipanema na série é cantada por filha de Tom Jobim
A série “Coisa Mais Linda” estreou na Netflix na sexta passada (19/6) com uma novidade em seus primeiros minutos. A música que toca na abertura, a famosa “Garota de Ipanema”, ganhou nova interpretação. Na 1ª temporada, a canção composta por Tom Jobim e letrada por Vinícios de Moraes em 1962 era entoada em inglês pela cantora britânica Amy Winehouse (1983-2011). Agora, a música surge em outra gravação, feita em português por Maria Luiza Jobim, a caçula do maestro. A menina que Jobim venerou em “Samba de Maria Luiza” tem agora 33 anos, já fez parte do duo Opala e lançou seu primeiro disco solo, “Casa Branca”, no ano passado. Veja abaixo uma apresentação com o repertório do disco, gravada em fevereiro no programa “Cultura Livre”, da TV Cultura, com direito a outras canções de Tom Jobim.
Netflix vai produzir continuação do clássico animado A Fuga das Galinhas
A animação “A Fuga das Galinhas” teve sua continuação confirmada nesta terça (23/6) pela Netflix. A notícia coincide com os 20 anos do lançamento do filme original e foi anunciada durante um painel digital do Festival de Annecy. Grande sucesso de crítica e maior bilheteria de uma animação em stop-motion de todos os tempos, “A Fuga das Galinhas” contava a história de um grupo de galinhas que tenta fugir do galinheiro para não virar torta. A sequência vinha sendo planejada há pelo menos dois anos, mas o envolvimento da Netflix é novidade. A produção permanece a cargo do estúdio Aardman, especializado em animação com massinhas e responsável pelo original. O primeiro longa foi assinado pelos lendários inovadores do stop-motion da Aardman, Peter Lord (“Piratas Pirados!”) e Nick Park (“Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais”), que agora serão apenas produtores. Desta vez, a direção é de Sam Fell (“ParaNorman”), que estreia na Aardman. A volta dos dubladores não foi confirmada, mas o longa do ano 2000 destacava Mel Gibson (“Coração Valente”) como o galo que inspirava a fuga do título. “A Fuga das Galinhas 2” ainda não tem previsão de estreia.
Trailer revela antologia de curtas feita por diretores famosos em quarentena
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Feito em Casa” (Homemade), uma antologia de curtas realizados durante a quarentena preventiva contra a pandemia de covid-19, assinada por uma equipe seleta – e impressionante – de 17 cineastas de várias regiões do mundo. A prévia dá uma ideia de como são variadas e criativas as histórias materializadas sem ajuda de equipe e nas condições de cada diretor em isolamento social. Cada curta tem de cinco a sete minutos e uma das curiosidades da produção é que ela registra a primeira parceria entre o diretor chileno Pablo Larrain (“Neruda”) e a atriz americana Kristen Stewart (“As Panteras”), que vão trabalhar juntos a seguir em “Spencer”, cinebiografia da princesa Diana. Larrain é o produtor do projeto e ele encomendou um dos curtas a Stewart, que fez em Los Angeles seu segundo trabalho no formato, após estrear como curtametragista em “Come Swim”, de 2017. Ela não é a única atriz americana a assinar um dos curtas. Maggie Gyllenhaal contribuiu com um filme de Vermont, fazendo sua estreia como diretora, antes de lançar seu primeiro longa na função, “The Lost Daughter”, adaptação de Elena Ferrante estrelada por Dakota Johnson. Seu curta é estrelado por seu parceiro, o ator Peter Sarsgaard – e, segundo Larrain, é o mais surpreendente de todos. Além das atrizes, outra “iniciante” é a diretora de fotografia Rachel Morrison (“Pantera Negra”), que também assina um dos curtas na véspera de descortinar seu primeiro longa, “Flint Strong”, cinebiografia de uma boxeadora olímpica. Mas a lista também inclui cineastas experientes e premiados, como o italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”), a japonesa Naomi Kawase (“Esplendor”), o malinês Ladj Ly (“Os Miseráveis”), o casal libanês Nadine Labaki e Khaled Mouzanar (“Cafarnaum”), a zambiana Rungano Nyoni (“Eu Não Sou uma Bruxa”), a mexicana Natalia Beristáin (“No Quiero Dormir Sola”), o alemão Sebastian Schipper (“Victoria”), o chinês Johnny Ma (“Viver para Cantar”), as britânicas Gurinder Chadha (“A Música da Minha Vida”), de origem indiana, e Ana Lily Amirpour (“Garota Sombria Caminha pela Noite”), de origem iraniana, o americano filho de brasileiros Antonio Campos (“Simon Assassino”), o chileno Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica”) e, claro, o próprio Larrain, que descreve a experiência da antologia como um “festival de cinema muito estranho, bonito e único”. O filme estreia na próxima terça, dia 30 de junho, em streaming.
A Caminho da Lua: Bela animação da Netflix ganha primeiro trailer dublado
A Netflix divulgou fotos, pôster e o primeiro trailer de “A Caminho da Lua” (Over the Moon), sem legendas. As opções são a dublagem original e a versão dublada em português. A prévia é muito bonita e sugere a melhor animação já produzida para a plataforma. A animação acompanha a história de Fei Fei, uma garota que cresceu com histórias românticas sobre a existência de uma mulher na lua, separada de seu grande amor há milênios. Conforme ela cresce e os adultos questionam sua fé na fábula, ela decide provar a todos que a história é real. Para isso, claro, constrói um foguete em seu quintal capaz de levá-la ao espaço. O trailer apresenta bem essa parte, mas a trama não acaba aí, como demonstram os instantes finais, que revelam a existência colorida de vida na lua. A direção é de Glen Keane, animador de clássicos da Disney, como “A Bela e a Fera” e “A Pequena Sereia”, e diretor do curta “Dear Basketball”, vencedor do Oscar 2018. E refletindo as feições asiáticas dos personagens, as vozes originais são dubladas por astros como Sandra Oh (“Killing Eve”), John Cho (“Star Trek”), Margaret Cho (“Drop Dead Diva”) e Phillipa Soo (“The Code”), além de Cathy Ang (vista na série “Ramy”), que dubla a protagonista. A ideia do filme surgiu com as produtoras Peilin Chou e Gennie Rim, que trabalharam, respectivamente, em “Os Incríveis” na Pixar e “Kung Fu Panda” na Dreamworks Animation. E foi transformada em roteiro por Audrey Wells (“Quatro Vidas de um Cachorro”), que enfrentava uma doença terminal e quis deixar o filme como uma “carta de amor” para seu marido e sua filha. “Só fomos descobrir depois de um ano trabalhando com ela, quando ela contou que estava doente e não tinha muito tempo”, contou Chou, em uma conversa com a imprensa. “Ela queria realmente deixar esse filme para falar sobre o que acontece quando as pessoas se vão, esse amor que dura para sempre. Era muito importante para ela que essa mensagem pudesse ficar com seu marido e sua filha para sempre”. Wells conseguiu assistir uma primeira versão do filme, antes de falecer em outubro de 2018, aos 58 anos. A animação vai estrear este ano, mas ainda não teve a data revelada, pois a Netflix gosta de avisar tudo na véspera. Veja abaixo o trailer, nas versões dubladas com as vozes originais e em português.
Lucifer é oficialmente renovada para 6ª temporada
A Netflix oficializou a renovação de “Lucifer” para sua 6ª temporada. O anúncio foi feito pelas redes sociais, um ano após a plataforma ter forçado os produtores a dizerem que a 5ª temporada seria a última. “Lucifer” virou uma série da Netflix em 2018, depois que a Fox, responsável pela exibição original, cancelou o programa ao final da 3ª temporada. Mas, assim que fez a primeira renovação, em junho de 2019, a plataforma também avisou que a série acabaria nos próximos episódios. A showrunner Ildy Modrovich chegou a avisar aos fãs revoltados que, daquela vez, o cancelamento era irreversível e que “uma luta não mudaria as coisas”, já que não existia a menor possibilidade de “Lucifer” ganhar uma 6ª temporada. Com isso, o último capítulo da vindoura 5ª temporada foi batizado de “Uma Chance de Final Feliz”, e sua sinopse diz: “O último episódio de Lucifer, a última briga com o pai”. Desde o anúncio do fim da série, os episódios supostamente finais foram desmembrados em duas partes. O detalhe é que essa divisão quase dobrou o número de capítulos encomendados, valendo praticamente por duas temporadas. A reta final de Lucifer teria inicialmente apenas 10 episódios, mas a Netflix decidiu estender o total para 16, visando permitir aos produtores encerrar a trama de forma apropriada – e quase já assumindo o arrependimento. Neste meio tempo, a WBTV (Warner Bros Television) ainda negociou com a Netflix a permissão para o ator Tom Ellis aparecer como Lúcifer no crossover do Arrowverso, “Crise nas Infinitas Terras”, exibido na rede americana The CW. A participação foi um sucesso imenso, com grande repercussão na mídia, o que pode ter sido decisiva para convencer a plataforma a reconsiderar o cancelamento. Desde fevereiro, a plataforma vinha tentando fechar todos os contratos para anunciar a renovação – com os produtores, a WBTV, elenco e principalmente com o ator Tom Ellis, o intérprete de Lúcifer, que negociou um aumento. Agora, os produtores terão que criar uma nova história sobre o que Lúcifer faria após o fim de toda a sua história. Mas há bastante tempo para isso. A primeira parte da 5ª temporada só recebeu data de estreia na segunda passada (22/6), marcada apenas para 21 de agosto. Confira o anúncio da renovação abaixo, que afirma que a 6ª temporada será a final. “Tipo, a final final”. Até parece. the devil made us do it. 😈 #lucifer will return for a sixth and final season. like, FINAL final. pic.twitter.com/o27z6ToMaV — Lucifer (@LuciferNetflix) June 23, 2020
Produtor do sucesso Resgate, da Netflix, é preso por crime sexual
O produtor e agente de talentos David Guillod foi preso na segunda-feira (22/6), após se entregar voluntariamente à polícia de Santa Barbara, na Califórnia, para responder acusação de estupro de quatro mulheres entre 2012 e 2015. Trata-se de mais um magnata da indústria do entretenimento a enfrentar a justiça desde o surgimento do movimento #MeToo, inspirado pelas vítimas de outro produtor, Harvey Weinstein, que acabou condenado à prisão. Guillod, de 53 anos, é produtor de sucessos como “Atômica” (2017), estrelado por Charlize Theron, e o recente “Resgate” (2020), com Chris Hemsworth, que a Netflix afirma ser seu filme mais visto em todos os tempos. Seu advogado, Philip Kent Cohen, disse à imprensa que Cohen nega todas as acusações e que “ele espera poder limpar seu nome no fórum apropriado”. Ao todo, ele enfrenta 11 acusações de estupro, sequestro para estupro e estupro de vítima sob influência de drogas em três incidentes separados em 2012, 2014 e 2015 contra quatro mulheres, segundo uma cópia da acusação que a promotoria tornou pública. Três das vítimas teriam sido atacadas em Santa Bárbara, onde o produtor está sendo processado, e uma em Los Angeles em 2012. Seus nomes são mantidos em sigilo. A atriz Jessica Barth, dos dois filmes do ursinho “Ted”, identificou-se como sendo uma das vítimas, mas ela não aparece entre as acusadoras. Em relato nas redes sociais, Barth disse que foi drogada e agredida sexualmente por Guillod em 2012. A denúncia tornou-se pública em 2017 com o movimento #MeToo, após outra atriz contar relato semelhante, chamando atenção do movimento para o nome do produtor. Uma das vítimas anônimas que estão no processo foi identificada como funcionária do produtor. Ela recebeu R$ 60 mil para assinar um acordo de confidencialidade, mas mesmo assim o denunciou, seguindo o exemplo de outras mulheres, de acordo com o jornal Los Angeles Times. “Uma quantidade esmagadora de evidências foi reunida no curso desta investigação para contestar essas acusações”, afirmou o advogado de Cohen, observando que os testes de DNA foram negativos e que testemunhas confirmam a versão de Guillod dos fatos. “As acusações foram apresentadas depois que o xerife do condado de Santa Bárbara realizou uma investigação exaustiva junto ao departamento de polícia de Los Angeles”, disse a promotoria em seu próprio comunicado. “O acusado está atualmente na prisão do condado de Santa Bárbara, com fiança fixada em US$ 3 milhões”, informa o texto, destacando ainda que não há data para que ele se apresente diante de um juiz. Se for condenado, Cohen pode ser pegar entre 21 anos de encarceramento até prisão perpétua.
Atriz denuncia verdadeiro motivo de sua saída da série Sleepy Hollow
A atriz Nicole Beharie revelou, em entrevista ao jornal New York Times, o verdadeiro motivo de sua saída repentina da série “Sleepy Hollow”, com a morte de sua personagem. Ela denunciou que foi demitida após não conseguir trabalhar doente na produção da Fox, enquanto estava sob tratamento para uma doença autoimune e com ordens médicas para descansar. Pior que isso: ela afirmou ter recebido tratamento diferenciado de seu colega de elenco, Tom Mison, que também ficou doente durante as gravações da 3ª temporada, mas recebeu autorização para passar um mês de descanso, enquanto ela teve que protagonizar um episódio sozinha. “Ele foi autorizado a voltar para a Inglaterra por um mês. Eu recebi o episódio 9 para filmar sozinha. Eu me esforcei e, no final do episódio, tive que passar por tratamento de urgência. E todo os médicos — incluindo os que o estúdio estava enviando — confirmaram: ‘Ei, ela não pode trabalhar agora'”, disse. A intérprete da policial Abby Mills contou que “queria levantar e trabalhar logo”, mas não conseguiu. Por conta disso, acusa os produtores de terem colocado seu nome numa lista negra. “Era muito difícil falar sobre isso na época, porque eu queria trabalhar. Mas fui rotulada como problemática e entrei na ‘lista negra’ de algumas pessoas”, declarou. “Eles interromperam a produção por duas semanas porque fiquei doente”, ela explicou. “Eles enviaram muitos médicos, e eu fiz exames diários para certificá-los de que estava realmente doente, porque eles precisavam retomar a produção. Todos os médicos disseram que eu não estava bem e que precisava descansar. Mas não era o que eles queriam ouvir. Precisei conseguir um advogado”. Assim que ela melhorou, sua personagem foi morta. O que foi um choque até para Tom Mison, como ele revelou em diversas convenções de fãs. Beharie saiu da série em 2016, ao fim da fatídica 3ª temporada. Quando Abbie Millls, policial que investigava os casos sobrenaturais na cidade de Sleepy Hollow, foi morta pelos roteiristas, na verdade sua intérprete estava sendo demitida. “Quando você é uma pessoa de cor ou uma mulher de qualquer raça, ser rotulada de uma maneira pode mudar a trajetória de sua vida, sua saúde e sua carreira”, ela comentou sobre a demissão. Os produtores fizeram uma 4ª temporada sem Beharie, mas a audiência desabou e “Sleepy Hollow” acabou cancelada logo em seguida. Ela demorou a conseguir trabalho depois da demissão e só voltou a atuar numa série três anos depois, num episódio da 5ª temporada da antologia “Black Mirror”, da Netflix. Depois, só apareceu em “Pequenos Incêndios por Toda Parte” (Little Fires Everywhere), lançada em março passado na plataforma Hulu. Mas a carreira está sendo retomada. Seu trabalho mais recente é o filme “Miss Juneteenth”, produção indie premiada no Festival SXSW, que estreou em VOD na sexta (19/6) nos EUA. “Estou reconciliando o que significa ser ator, artista e mulher de cor. As consequências de cometer um erro são maiores. Ninguém quer ser problema. Mas sinto que eu e o mundo como um todo estamos em um lugar diferente agora e estou feliz com isso”, disse. Procurada pelo jornal nova-iorquino, a Fox não quis comentar a denúncia da atriz. “Sleepy Hollow” foi exibida no Brasil pela Fox, Band e Netflix.
Lin-Manuel Miranda revela nova animação da Disney passada na América do Sul
O rumor de que a Disney poderia estar trabalhando em uma animação ambientada no Brasil foi implodido pelo compositor Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”). Em entrevista ao programa “Good Morning America”, da rede ABC, ele revelou que seu novo projeto para a Disney, chamado extraoficialmente de “Encanto”, será realmente uma animação encenada na América do Sul. Só que na Colômbia. “Eu estou escrevendo [músicas para] uma nova animação musical com a Disney Animation. Eu estou colaborando com os caras de ‘Zootopia’ e Jared Bush, que escreveu [o roteiro de] ‘Moana’. Se passa na Colômbia, na América Latina, e isso é tudo o que eu posso dizer antes que Bob Iger [presidente da Disney] apareça na minha casa”, contou. Na verdade, Jared Bush também é um dos “caras de ‘Zootopia’. Ele, Byron Howard e Rich Moore escreveram e dirigiram o filme da Disney que venceu o Oscar de Melhor Animação em 2017. Lin-Manuel Miranda firmou uma forte parceria com a Disney desde “Moana”, aparecendo até como ator em “O Retorno de Mary Poppins”. Seu próximo filme será um registro da peça “Hamilton”, que ele criou para a Broadway. Filmado ao longo de três dias, “Hamilton” será lançado na plataforma Disney+ (Disney Plus) em julho. Veja o trailer aqui.
Camila Cabello lança clipe em homenagem a seu pai
Camila Cabello disponibilizou o clipe de “First Man”, o oitavo vídeo musical derivado do álbum “Romance”. Trata-se da faixa que encerra o disco, que chegou nas lojas digitais em dezembro passado. Lançado no dia dos pais americano (comemorado em 21/6), o vídeo traz diversas gravações caseiras da infância de Camila, quando ela era uma cantora mirim de karaokê, e principalmente de seu pai, Alejandro, a quem o trabalho é dedicado. Como os fãs devem lembrar, ela cantou a música para o pai na última cerimônia do Grammy, com direito a lágrimas. “Papa, eu fiz isso para você. Obrigado por me amar incondicionalmente, ferozmente e constantemente. Não importa se eu falhar ou for bem-sucedida, não importa se me sentir no topo do mundo ou como a sujeira na sola do meu sapato, lol, você me ama apenas porque me ama, sem que eu precise fazer ou ser outra coisa senão apenas eu. Obrigada infinitamente, por tudo. Obrigada por me mostrar o que é o amor e por me mostrar como ser amada”, ela escreveu na descrição do vídeo no YouTube. A cantora ainda acrescentou, ao fim do vídeo, em espanhol: “Te amo muito papai”. Confira abaixo.
Série que adapta clássico sci-fi Fundação ganha trailer épico
A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer da série baseada em “Fundação” (Foundation), considerada uma das principais obras da ficção científica mundial, escrita nos anos 1950 por Isaac Asimov (1920-1992). A prévia tem introdução do roteirista-produtor David S. Goyer (da trilogia “Cavaleiro das Trevas”) e se revela tão ambiciosa quanto o livro, com fôlego e escala épicos, manifestados na visualização de diferentes planetas e muitos efeitos visuais. O projeto está sendo desenvolvido por Goyer e Josh Friedman (criador de “Emerald City”), em parceria com a produtora Skydance, e destaca os atores Jared Harris (“Chernobyl”) e Lee Pace (“Capitã Marvel”) como protagonistas. Harris interpretará o cientista Hari Seldon e Pace será Brother Day, o atual Imperador da galáxia. Os livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) têm como pano de fundo um futuro em que a Via Láctea está sob o controle do Império Galático. Mas um matemático chamado Hari Seldon desenvolve um método de prever a queda do império. Ele descobre que a atual forma de governo galáctico vai entrar em colapso em mil anos, mergulhando a humanidade numa era de trevas, na qual todo o conhecimento será perdido e o homem voltará à barbárie, levando outros 40 mil anos para que a civilização possa se recuperar. De posse desse conhecimento, ele passa a liderar um grupo conhecido como A Fundação, para preservar a humanidade e criar um novo império. Em 1981, após a trilogia da “Fundação” ser incensada como um dos trabalhos mais importantes da ficção científica moderna, Asimov foi convencido por seus leitores a escrever um quarto livro, que se tornou “Limites da Fundação” (1982). Inspirado, ele escreveu mais uma sequência, “Fundação e Terra” (1986), além de dois prólogos, “Prelúdio para Fundação” (1988) e “Origens da Fundação” (1993), e interligou na sua série vários outros trabalhos, criando um universo estendido por mil anos de História ficcional. Não por acaso, este vasto material já tinha sido considerado ideal para uma série anteriormente. A HBO tentou fazer uma adaptação em 2015, com o co-criador de “Westworld” Jonathan Nolan. Mas o orçamento se provou impeditivo para a TV. Aparentemente, o preço cabe no bolso da Apple. Além de “A Fundação”, Issac Asimov também é conhecido por ter formulado as chamadas “leis da robótica” em outro de seus livros famosos, que já teve, inclusive, adaptação (bastante livre) de Hollywood: “Eu, Robô”, estrelado por Will Smith em 2004. Ainda não há data definitiva para a estreia de “Foundation” (o nome da série em inglês) na plataforma Apple TV+, mas a prévia coloca o lançamento em 2021.












