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    Miguel Falabella sai da Globo após quatro décadas

    5 de junho de 2020 /

    Miguel Falabella foi comunicado na quinta-feira (4/6) que não terá seu contrato renovado na Globo. Contratado pela emissora desde 1982, seu vínculo se encerra em setembro. O ator, roteirista e diretor é mais um veterano enquadrado na “nova fase” da Globo, que decidiu encerrar contratos de longo prazo com autores e artistas sem trabalhos em andamento ou planejados. Foi a mesma justificativa para a não renovação do contrato com Aguinaldo Silva em janeiro e de vários atores tradicionais de novelas. Autor de “Sai de Baixo”, “Toma Lá Dá Cá”, “Pé na Cova”, “A Vida Alheia” e várias novelas (“Salsa e Merengue”, “A Lua Me Disse”, “Negócio da China”), Falabella vinha tendo dificuldades em aprovar novos projetos nos últimos anos. Seu trabalho mais recente foi “Eu, a Vó e a Boi”, série de comédia lançada diretamente na Globoplay no ano passado. A produção foi encomendada por Gloria Perez no curto período em que a autora atuou como assistente de Silvio Abreu na direção de teledramaturgia. Mas a verdade é que a relação de Falabella com a área de criação da Globo não vinha bem nos últimos anos, devido a vários projetos que não saíram do papel. Durante o Festival de Gramado, ele chegou a dizer que não pretendia renovar seu contrato com a emissora. “Acho que não quero renovar porque eu fico muito preso e quero liberdade. Se eles dizem não a um projeto meu, não tenho outra porta para bater”, disse ao UOL. Agora, em nova entrevista ao portal, Falabella que o processo de afastamento foi “muito delicado”, mas tem do que reclamar. “Tenho quase 40 anos de Globo. Fui tratado sempre como um príncipe. Nunca atrasou um dia o pagamento. Me ajudaram quando precisei de assistência médica. São verdadeiros pais”. O autor também tem consciência que, mesmo fora da Globo, seu trabalho não deixará de ser exibido na tela da emissora, como aconteceu com as reprises bem-sucedidas de “Sai de Baixo” no canal pago Viva – que chegou a inspirar um curto revival e até mesmo um filme. Sobre os próximos passos, Falabella disse ser “bacana, na minha idade (63 anos), ter uma oportunidade de se reinventar. A gente se reinventa”. E acrescentou: “Projetos tenho vários. Desde que saiu a notícia, não paro de receber propostas”. “Vou ter a oportunidade de abrir novas vertentes, exercitar novas linguagens”, concluiu.

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  • Filme

    Selma: Filme premiado de Ava Duvernay é liberado de graça nas plataformas digitais dos EUA

    5 de junho de 2020 /

    Depois de a Warner liberar a versão digital de “Luta por Justiça” (2019) de graça para o público americano, a Paramount seguiu a tendência e está oferecendo acesso gratuito a “Selma: Uma Luta Pela Igualdade” (2014) durante o mês de junho nos EUA. O anúncio acompanha os protestos que agitam o país e pedem um fim da brutalidade policial e o racismo estrutural após a morte de George Floyd, um homem negro desarmado em Minneapolis que foi sufocado por policiais brancos na rua à luz do dia. “Esperamos que este pequeno gesto incentive as pessoas em todo o país a examinar a história de nossa nação e refletir sobre as maneiras pelas quais a injustiça racial afeta nossa sociedade. A mensagem principal de ‘Selma’ é a importância da igualdade, dignidade e justiça para todas as pessoas. Claramente, essa mensagem é tão vital hoje quanto em 1965”, disse o estúdio em comunicado. A diretora do longa, Ava DuVernay, também chamou atenção para a disponibilização gratuita em sua conta do Twitter. “Precisamos entender de onde viemos para fazer estratégias para onde estamos indo. A história nos ajuda a criar o modelo”. Indicado ao Oscar de Melhor Filme, “Selma” retrata a marcha dos direitos civis comandada por Martin Luther King Jr., que em 1965 reunião uma multidão numa passeada de cinco dias no estado do Alabama, que foi da cidade de Selma até Montgomery, em defesa da garantia do direito ao voto dos afro-americanos. O longa trouxe David Oyelowo no papel de Martin Luther King Jr., e incluiu em seu elenco Carmen Ejogo, Tessa Thompson, Andre Holland, Colman Domingo, LaKeith Stanfield e a apresentadora Oprah Winfrey. Sua música-tema, “Glory”, composta pelo músico John Legend e o rapper Common (também no elenco), venceu o Oscar de Melhor Canção Original.

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  • Série

    13 Reasons Why: Netflix encerra uma de suas séries mais faladas

    5 de junho de 2020 /

    A Netflix lançou nesta sexta (5/6) a 4ª e última temporada de “13 Reasons Why”, série que já foi uma das mais comentadas e polêmicas da plataforma. O desfecho tem direito a morte, colapso mental, o resgate das fitas trágicas e até uma nova visão de além-túmulo de Hannah Baker. Mas se despede, em meio à formatura dos personagens, como uma sombra da produção original. Baseada no livro “Os Treze Porquês”, de Jay Asher, a atração foi lançada como minissérie em 2017, mas “causou” tanto com suas cenas gráficas de suicídio e espiral de depressão que atraiu muitos curiosos e, graças a essa grande audiência, acabou “renovada”. No final, foram quatro temporadas. A primeira continuação ainda manteve alguma ligação com a carga emocional original, mas a pressão conservadora fez com que a produção fosse, pouco a pouco, suavizando sua abordagem. Até a 1ª temporada ganhou reedição da Netflix, visando eliminar seus aspectos mais controversos, que pudessem ser considerados gatilho de suicídio. No meio do caminho, a HBO lançou “Euphoria”, muito, mas muito mais forte que “13 Reasons Why”, deixando claro que a série de streaming tinha ficado para trás. De fato, a última temporada aproxima-se até de “Pretty Little Liars”. Ainda que seu “eu sei o que vocês fizeram no verão passado” não tenha gerado uma irmã gêmea abandonada que ninguém nunca viu, a conclusão é praticamente a mesma – uma dissociação de personalidade. Mas “13 Reasons Why” deixou um bom legado, ao ajudar a encerrar o tabu em torno da depressão adolescente e chamar atenção para a grande quantidade de casos de suicídio nessa faixa etária. A série também será lembrada por projetar a então novata atriz australiana Katherine Langford, intérprete de Hannah, que, depois de se tornar o pesadelo dos pais americanos, fez “Com Amor, Simon” (2018), “Entre Facas e Segredos” (2019), apareceu na versão de streaming de “Vingadores: Ultimato” (2019) e vai estrelar uma nova série de fantasia da Netflix, “Cursed – A Lenda do Lago”, como principal protagonista. Na prática, porém, o protagonista de “13 Reasons Why” era Dylan Minnette, já conhecido por vários filmes, como “Os Suspeitos” (2013), “Goosebumps: Monstros e Arrepios” (2015) e “O Homem nas Trevas” (2016). Clay, o seu personagem, foi quem realmente e(in)voluiu de forma traumática ao longo da história, quase como garoto-propaganda da terapia psicanalítica. O elenco jovem ainda incluiu Alisha Boe (“Atividade Paranormal 4”), Brandon Flynn (“True Detective”), Justin Prentice (“Awkward.”), Devin Druid (“Mais Forte que Bombas”), Miles Heizer (“Parenthood”), Christian Navarro (“Vinyl”), Ross Butler (“Teen Beach 2”) e o brasileiro Henry Zaga (“Teen Wolf”). O mais curioso é que a produção, desenvolvida pelo dramaturgo Brian Yorkey, vencedor do Pulitzer pela peça “Next to Normal”, deveria ter sido originalmente estrelada pela cantora Selena Gomez, no papel de Hannah. Mas os problemas de saúde e carreira musical da estrela pop impossibilitaram a negociação. Mesmo assim, ela decidiu se envolver como produtora, inaugurando uma nova etapa em sua carreira. A atração também teve como destaque a participação do cineasta Tom McCarthy, do filme vencedor do Oscar “Spotlight” (2015). Ele comandou os dois primeiros episódios. E depois sumiu nos bastidores, numa função executiva. Confira abaixo o trailer da temporada final, já disponível em streaming.

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  • Etc

    Lili Reinhart se assume bissexual após se separar de Cole Sprouse

    5 de junho de 2020 /

    A atriz Lili Reinhart, intérprete de Betty Cooper em “Riverdale”, assumiu-se bissexual durante uma série de Stories em seu Instagram, na quarta passada (3/6). Após terminar seu namoro com o colega de elenco Cole Sprouse, intérprete de Jughead Jones na série, ela fez vídeos para convidar seus seguidores a participar de uma passeata LGBTQIA+ em apoio ao movimento Black Lives Matter, integrando-se aos protestos contra o racismo estrutural dos EUA como uma “bissexual orgulhosa”. “Embora nunca a tenha anunciado publicamente antes, sou uma mulher bissexual orgulhosa”, disse a atriz de 23 anos. “E eu vou me juntar a este protesto hoje. Venha juntar-se.“ Reinhart também aproveitou para abordar no Twitter sua indignação contra o assassinato de George Floyd por policiais brancos no mês passado. “Quero dizer que tenho vergonha do racismo que existe neste país. Somos ensinados a ver nossos policiais como prestativos e amigáveis quando aprendemos sobre “líderes” na escola primária. Nossos ‘líderes’ falharam conosco”, ela . “Não consigo imaginar o horror de se preocupar em não ser protegido por seus ‘líderes’ por causa da cor de sua pele. Eu sei que existe um privilégio branco e nunca consegui entender completamente como é ser oprimido por causa da minha raça. Não tenho todas as palavras certas, mas estou ao seu lado. #BlackLivesMatter.” O ex-namorado da atriz também tem participado dos protestos que estão sacudindo os EUA. Cole Sprouse revelou que até foi preso durante uma manifestação em Santa Monica, Califórnia, na segunda-feira (1/6).

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  • Série

    A Juíza: História de Patrícia Acioli, executada por policiais, vai virar série

    5 de junho de 2020 /

    A história da juíza Patrícia Acioli, assassinada em 2011, em Niterói (RJ), vai inspirar uma série de streaming, numa co-produção com o mercado americano. Intitulada “A Juíza”, a atração obteve investimento privado para desenvolvimento de três temporadas, informou a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. Na série, desenvolvida pela roteirista Laura Malin (“Embarque Imediato”) e produzida pela Estúdio Escarlate, a juíza vai se chamar Pilar e condenar policiais criminosos envolvidos em mortes de inocentes, residentes em comunidades. Cada episódio contará um caso diferente, ao estilo das séries procedimentais americanas. Segundo O Globo, são histórias que lembram a recente morte do menino João Pedro, de 14 anos, em operação policial em São Gonçalo (RJ). Patrícia Acioli, conhecida por condenar milicianos e policiais criminosos, era juíza em São Gonçalo. Ela foi executada com 21 tiros em agosto de 2011. Onze policiais foram condenados por esse crime, entre eles o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, que na época do assassinato comandava o 7º Batalhão de Polícia Militar da cidade. Sua morte gerou comoção no país, mas Flávio Bolsonaro preferiu atacá-la nas redes sociais pela “forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais”. Para o então deputado estadual, que empregava milicianos e era vizinho do policial que executou a vereadora Marielle Franco em 2018, isso “contribuiu para [ela] ter muitos inimigos”. Em maio passado, o desgoverno do clã Bolsonaro nomeou o advogado de um dos assassinos, Zoser Plata Bondim Hardman de Araújo, que também defendeu vários milicianos, para o cargo de Assessor Especial do ministro da Saúde. Acioli foi executada por ter descoberto um esquema de pagamento de propina de traficantes para a polícia de São Gonçalo, com o objetivo de manter o funcionamento das bocas-de-fumo na cidade e transformar assassinatos encomendados em autos de resistência – quando o boletim de ocorrência informa que o acusado morreu ao resistir à prisão em suposta troca de tiros. Delações premiadas feitas por um dos próprios policiais presos revelou que os PMs recebiam de R$ 10 mil a R$ 12 mil por semana do tráfico de drogas da região. A pesquisa de Laura Malin analisou alguns dos 10 mil casos de pessoas mortas em confronto com policiais no Rio de Janeiro entre 2001 e 2011, especialmente as mortes registradas como auto de resistência, para escrever a série. A 1ª temporada contará com oito episódios, mas não há informação sobre qual plataforma exibirá a série.

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  • Série

    El Presidente: Amazon estreia minissérie sobre escândalo de corrupção da FIFA

    5 de junho de 2020 /

    A Amazon lançou nesta sexta (5/6) a minissérie “El Presidente”, uma produção original latina do serviço Prime Video, inspirada pelo escândalo de corrupção na FIFA. Disponibilizada com pouca divulgação, a atração teve seu primeiro trailer completo apresentado há apenas um dia e somente no canal de YouTube do Prime Video para a America Latina. Veja abaixo, em espanhol e sem legendas. A série explora o escândalo que abalou o mundo esportivo ao acompanhar Sergio Jadue, ex-presidente de um pequeno clube de futebol chileno, que saiu do anonimato para se tornar peça-chave na denúncia da trama de corrupção, ao ser alçado à presidência da federação de seu país. Pego em flagrante de corrupção pelo FBI, ele denunciou o esquema que somou US$ 150 milhões, envolveu a organização da Copa América de 2015, o presidente da federação Argentina de futebol Julio Grondona, o ex-presidente da CBF José Maria Marin e resultou na prisão de vários outros dirigentes de futebol ligados à CONMEBOL, CONCACAF e FIFA. O elenco destaca Andrés Parra (“Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico”) no papel principal, além de Karla Souza (“How to Get Away with Murder”), Paulina Gaitán (“Narcos”) e Luis Margani (“Labia”), que interpreta Julio Grondona e é o narrador da história. Criada pelo roteirista argentino Armando Bó, vencedor do Oscar por “Birdman” (2014), a atração conta com oito episódios dirigidos por Natalia Beristain (“Luis Miguel: La Serie”), Gabriel Díaz (“Bala Loca”) e pelo próprio autor. Todos os capítulos foram disponibilizados pela Amazon nesta sexta.

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  • Filme

    Kevin James surpreende com papel de vilão sádico em suspense ultraviolento

    5 de junho de 2020 /

    A distribuidora indie Quiver lançou nesta sexta (5/6) nos EUA o candidato a cult “Becky”, um suspense ultraviolento de baixo orçamento, que se diferencia da vasta quantidade de títulos similares em VOD pelo elenco famoso e inesperado. Para começar, o vilão é vivido pelo comediante Kevin James (“Segurança de Shopping”), que não só desempenha um raro papel dramático como o interpreta com excesso de sadismo. Ele encarna o líder de uma gangue neonazista que invade a casa de uma família para torturar os pais da personagem-título, uma adolescente rebelde que conhece o paradeiro de algo que os criminosos procuram. Outro comediante, Joel McHale (“Community”), vive o pai, enquanto Amanda Brugel (“The Handmaid’s Tale”) interpreta a madrasta. Mas o grande destaque da produção é Lulu Wilson, que já tinha chamado atenção em “Objetos Cortantes”, “A Maldição da Residência Hill” e “Annabelle 2: A Criação do Mal”. Com apenas 15 anos, ela tem uma filmografia maior que muitos veteranos e pode ser considerada o principal atrativo da produção. Na trama, Lulu é a terrível Becky, que dá enorme trabalho para os pais. Mas por pior que se comporte, isso não é nada perto do que a mini-Rambo faz com os invasores. Além de “Rambo”, outra comparação possível é com o Kevin de “Esqueceram de Mim”, num contexto de terror de sobrevivência. Filme B assumido em todos os seus exageros viscerais, “Becky” é o terceiro longa da dupla Cary Murnion e Jonathan Milott, que também assina os cultuados “Cooties: A Epidemia” (2014), com Elijah Wood, e “Ataque a Bushwick” (2017), com Dave Bautista. Ainda sem previsão para chegar ao Brasil, “Becky” dividiu a crítica, agradando mais aos jornalistas profissionais (67% de aprovação dos críticos top do Rotten Tomatoes) que aos blogueiros amadores (57%). Ficou curioso? Confira abaixo o trailer e o pôster, divulgados no começo da semana.

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  • Etc

    Regina Duarte diz que ainda é secretária de Cultura

    5 de junho de 2020 /

    A ex-atriz Regina Duarte revelou em seu Instagram que ainda não virou ex-secretária da Cultura. Num post confuso, em que parece acusar bolsonaristas de sabotagem, Regina desabafou: “E sigo Secretária”. A afirmação acontece três semanas depois dela dizer que tinha “ganhado um presente”: “O Presidente Bolsonaro me propôs, a partir de agora, assumir a Cinemateca”. Em outras palavras, em vez de anunciar sua demissão, Bolsonaro deliberou seu rebaixamento para o comando da Cinemateca Brasileira. O anúncio foi feito entre risos num vídeo publicado nas redes sociais, em que Bolsonaro afirma ainda que Regina estava com saudade da família e que a mudança seria para o “bem” dela, em respeito ao “passado” da ex-atriz e “por tudo o que representa para todos nós”. Só que o prêmio de consolação era presente de grego. O cargo para o qual Regina foi nomeada por Bolsonaro não existe. Era fake, porque a Cinemateca deixou de ser administrada diretamente pelo governo federal há quatro anos, quando teve sua gestão transferida para uma organização social, a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto). Desde então, o governo faz um repasse anual à Roquette Pinto para gerir o espaço. Mas como a proposta de Bolsonaro para a Cultura é o sucateamento, as verbas foram diminuindo até sumirem. No ano passado, a previsão era de entrada de R$ 13 milhões, mas só R$ 7 milhões foram transferidos até dezembro. Neste ano, nada. Por conta disso, Associações ligadas ao setor audiovisual lançaram um manifesto em defesa da Cinemateca Brasileira na quinta-feira (4/6), reclamando do desgoverno Bolsonaro A nomeação fake de Regina serviu de pretexto para o ministério do Turismo, pasta em que a Cultura foi jogada, determinar que a Cinemateca seria estatizada. Em comunicado, o ministério informou que a Acerp já não responde mais pela preservação do acervo da Cinemateca. Entretanto, o desgoverno, que se elegeu com proposta desestatizante, não deu prazo para a incorporação da entidade. O comunicado conclui dizendo apenas que “a Cinemateca Brasileira, que detém uma parcela significativa da memória audiovisual e documental brasileira, prosseguirá sob a Direção da secretária Regina Duarte​”. Em seu novo post no Instagram, Regina não citou a Cinemateca. Na verdade, ela parece ignorar completamente o vídeo de 20 de maio, que ainda está em seu feed. Veja abaixo. Para falar que segue secretária, Regina fez um longo preâmbulo em que assume sua inexperiência e seus embates contra uma “torcida nas mídias, nas redes sociais”, feita por quem está “muito mais preocupado com ideologias do que com Cultura”. Parece até que reclama de bolsonaristas. Só que não. “… e por falar em Cultura… aceitei assustada o convite para a Missão. Aceitei por amor ao meu País, por paixão irrefreável por Arte e Cultura, por confiança no governo Bolsonaro. Aceitei porque muita gente, muita gente mesmo, quando cruzava comigo, em qualquer lugar, com o olho brilhando de esperança, dizia: ‘Aceita, Regina’!”, contou. “Minha inexperiência em gestão pública foi crucial para que eu descobrisse, até com certo atraso, que o Projeto de Cultura com que sempre sonhei era inviável, porque eu estava enredada num universo muito mais preocupado com ideologias do que com Cultura. As pressões cotidianas de gente que desconhece a máquina da administração pública foram companheiras constantes. Sempre me pareceu nítido que havia uma torcida nas mídias, nas redes sociais para que a minha gestão não se consolidasse”, escreve, como quem se desculpa pelo fracasso de sua gestão. Então, vem a surpresa: “E sigo Secretária”. Sem mencionar o caos causado na Cinemateca por conta de seu “presente”, ela interpreta o papel de líder cultural. “Não me permito sair deixando incompletas lutas e conquistas para o Setor Cultural. Um exemplo? A Convocação pelo Ministério do Turismo, da reunião do Conselho Gestor da ANCINE para que o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) seja liberado. Editais que darão novo fôlego à Cultura Brasileira serão novamente possíveis”, escreveu. O conselho gestor do FSA deveria ter sido convocado há pelo menos um ano e quem tira o fôlego da Cultura Brasileira é o desgoverno que protela para cumprir o mínimo de suas obrigações burocráticas. “Trabalho ainda na edição de um vídeo com textos e imagens que falam do Projeto de Cultura que pude construir com minha Equipe. Não foi pouca coisa. Em breve vou ter a alegria de comunicar as ações que minha passagem pela Secretaria Especial da Cultura deixa como legado a quem me suceder”, ela afirma. Esse material citado tende a ser outra surpresa bombástica sobre fatos que contrariam evidências. Por enquanto, a única realização visível da rainha da sucata cultural é a transferência do comando de sua pasta de Brasília para o limbo. Ver essa foto no Instagram … e por falar em Cultura… … aceitei assustada o convite para a Missão. Aceitei por amor ao meu País, por paixão irrefreável por Arte e Cultura, por confiança no governo Bolsonaro. Aceitei porque muita gente, muita gente mesmo, quando cruzava comigo, em qualquer lugar, com o olho brilhando de esperança, dizia: “Aceita, Regina”! Minha inexperiência em gestão pública foi crucial para que eu descobrisse, até com certo atraso, que o Projeto de Cultura com que sempre sonhei era inviável, porque eu estava enredada num universo muito mais preocupado com ideologias do que com Cultura. As pressões cotidianas de gente que desconhece a máquina da administração pública foram companheiras constantes. Sempre me pareceu nítido que havia uma torcida nas mídias, nas redes sociais para que a minha gestão não se consolidasse. E sigo Secretária. Não me permito sair deixando incompletas lutas e conquistas para o Setor Cultural. Um exemplo? A Convocação pelo Ministério do Turismo, da reunião do Conselho Gestor da ANCINE para que o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) seja liberado. Editais que darão novo fôlego à Cultura Brasileira serão novamente possíveis. Trabalho ainda na edição de um vídeo com textos e imagens que falam do Projeto de Cultura que pude construir com minha Equipe. Não foi pouca coisa. Em breve vou ter a alegria de comunicar as ações que minha passagem pela Secretaria Especial da Cultura deixa como legado a quem me suceder. Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) em 4 de Jun, 2020 às 7:54 PDT Ver essa foto no Instagram Oba! 😉 Meus queridos, este vídeo representa a concretização de um um sonho. O Presidente Bolsonaro me propôs, a partir de agora, assumir a Cinemateca , órgão da Secretaria Especial de Cultura que cuida da proteção do acervo e também do desenvolvimento da cinematografia brasileira . Trata-se de duplo presente : vou poder ficar mais próxima da minha família (minha paixão) e também participar mais de perto e ativamente de um setor da Secretaria de Cultura : o áudio visual, a tele dramaturgia, outras paixões da minha vida. Ter a possibilidade de dispor do equipamemto de ponta da Cinemateca Brasileira para criar , fazer Cultura … é prêmio ! É uma honraria . E agora, enquanto este sonho não se concretiza burocraticamente … nos próximos dias vocês vão poder acompanhar uma Série de Vídeos contendo projetos e realizações dos meus últimos 2 meses de trabalho como Secretária Especial da Cultura. Neles faço questão de mostrar metas e o legado que minha Equipe e eu desenvolvemos para continuar contribuindo com os amados brasileiros que fazem e consomem Arte no Brasil.☺️💓🇧🇷🥰🥰🥰🥰🥰 Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) em 20 de Mai, 2020 às 7:57 PDT

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  • Etc

    Instagram censura segunda fake news de Regina Duarte

    5 de junho de 2020 /

    O Instagram estampou um alerta de fake news sobre uma publicação feita pela ex-atriz Regina Duarte. É a segunda vez que a plataforma utiliza informações verificadas por agências de checagem de fatos para indicar que ela compartilha dados inverídicos sobre a pandemia da Covid-19. A primeira foi em abril e dizia respeito ao uso da cloroquina no combate à doença. Na quinta-feira (4/6), o selo de “notícia falsa” foi estampado sobre conteúdo que tentava minimizar a covid-19 ao afirmar que pandemias acontecem a cada cem anos e seguem um padrão. A informação é, digamos, imprecisa e as datas citadas não batem com a realidade. Um “verificador independente” a serviço do Instagram concluiu que se trata de notícia falsa porque pandemias não seguem um padrão, as datas envolvidas na teoria não refletem fatos históricos e todas as exceções que desmentem a tese foram excluídas da hipótese, como a pandemia de gripe A em 2009, por exemplo. Ao ser flagrada mentindo para seus seguidores pela segunda vez, Regina apagou o post. Mas é possível ver a intervenção do Instagram na cópia abaixo.

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  • Série

    Revival de Veronica Mars chega à HBO brasileira

    5 de junho de 2020 /

    A 4ª temporada de “Veronica Mars” chega na HBO Brasil nesta sexta (5/6), às 21h. A exibição vai acontecer quase um ano após o lançamento nos EUA, onde foi exibida pela plataforma Hulu. A série cultuada da década passada, em que Kristen Bell (“The Good Place”) vivia uma detetive-mirim, ganhou revival de apenas uma temporada, mostrando a personagem adulta, como detetive profissional, sem perder seu mau-humor irônico. Originalmente exibida entre 2004 e 2007, “Veronica Mars” se tornou uma das séries mais influentes deste século. Concebida como uma versão pós-moderna de “Nancy Drew”, seu humor cortante e cheio de referências pop revolucionou as séries de adolescentes, inspirando produções tão diferentes quanto “Gossip Girl” e “Riverdale”, sem esquecer, claro, de “iZombie”, do mesmo escritor, Rob Thomas. No Brasil, a atração ganhou o subtítulo equivocado de “A Jovem Espiã”. Mas a personagem sempre foi uma aspirante a detetive, trabalhando com o pai, o detetive particular Keith Mars, para ajudá-lo a limpar seu nome, após ser considerado incapaz de continuar como chefe de polícia diante da repercussão de um grande caso de assassinato em sua cidadezinha. Vale lembrar que a intérprete da vítima original, que também era a melhor amiga de Veronica, era interpretada por ninguém menos que Amanda Seyfried, estrela do musical “Mamma Mia!”. Além de Kristen Bell no papel-título, os novos episódios também contarão com as voltas de Enrico Colantoni (Keith Mars), Jason Dohring (Logan Echolls), Percy Daggs (Wallace Fennel), Francis Capra (Eli “Weevil” Navarro) e Ryan Hansen (Dick Casablancas). Todo esse elenco – e outros mais – já tinha se juntado num telefilme de 2014, filmado graças ao apoio dos fãs, via financiamento coletivo – numa campanha que bateu recorde de arrecadação no Kickstarter. Ironicamente, a Warner TV achava que não haveria interesse num resgate da série e só percebeu o entusiasmo dos fãs quando os números surpreenderam o mercado. Desta vez, a Warner, que é sócia minoritária da Hulu, esteve bem mais envolvida na produção. A trama da temporada temporã acompanha a volta de Veronica à cidadezinha litorânea de Neptune durante o período de férias conhecido como Spring Break nos EUA, quando se envolve numa investigação da agência de detetive de seu pai (Enrico Colantoni). A trama repercute assassinatos de jovens de férias em Neptune, além de refletir a divisão social da cidade, que coloca as famílias da elite, que querem acabar com a farra do spring break, contra a classe trabalhadora, que lucra com o turismo. Além dos atores originais, o revival ainda contou com participações de J.K. Simmons (vencedor do Oscar por “Whiplash”), Clifton Collins Jr. (“Westworld”) e Patton Oswalt (“Agents of SHIELD”). O final dividiu opiniões, devido à morte de um dos protagonistas originais. Segundo o criador, Rob Thomas, a decisão visava chamar atenção dos fãs e motivar a encomenda de uma nova temporada, que, entretanto, acabou não se materializando – pelo menos, até o momento. De todo modo, a trama foi concluída. Confira abaixo o trailer original da 4ª temporada.

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    Setor audiovisual lança manifesto em defesa da Cinemateca Brasileira

    5 de junho de 2020 /

    Associações ligadas ao setor audiovisual lançaram um manifesto em defesa da Cinemateca Brasileira. O documento, que conta com apoio de Cinematecas europeias, foi divulgado durante um protesto realizado na quinta-feira (4/6) em frente ao prédio da entidade, que é mais uma vítima do desgoverno Bolsonaro. Ao menos 25 entidades e associações ligadas ao audiovisual brasileiro participaram da manifestação, convocada pela Associação Paulista de Cineastas (Apaci). No texto, os grupos criticam o governo federal, que parou de fazer repasses para a Associação Roquette Pinto (Acerp), responsável pela gestão da Cinemateca. A dívida do governo com a Acerp já soma R$ 11 milhões e a proposta do desgoverno é não pagar, visando estatizá-la. Sem dinheiro, a Cinemateca vai sofrer um apagão – literalmente. “Um eventual apagão elétrico será desastroso, pois atingirá a climatização das salas onde estão arquivados verdadeiros tesouros de seu acervo histórico. Sem refrigeração e inspeção constante, os filmes em nitrato de celulose ficarão expostos ao tempo e podem entrar em autocombustão como já ocorreu em 2016”, diz trecho do manifesto. A conta de luz já está dois meses atrasada. Além disso, contratos com terceirizados, como manutenção e segurança, estão prestes a acabar, e os funcionários da Cinemateca estão com os salários atrasados desde de abril. Tudo isso é fruto da “política cultural” de destruição de Bolsonaro. “Técnicos valiosos e especializados foram demitidos e as atividades foram reduzidas drasticamente. Entre outras coisas, isso se refletiu na subutilização dos equipamentos de ponta, fruto de vultosos investimentos, que correm o risco de sucateamento”, frisou a Apaci. Ao tomar ciência do caos, o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) encaminhou um ofício à Secretaria Especial da Cultura cobrando “informações a respeito da possível ausência de repasse orçamentário que vem prejudicando o funcionamento da Cinemateca Brasileira e causando danos a acervo audiovisual mantido pela citada entidade”. De acordo com o documento, que o jornal O Globo divulgou na sexta (30/5), a secretaria tem agora 54 dias para confirmar se houve ou não repasse à Cinemateca Brasileira. Se confirmada a falta de envio dos recursos — eram previstos R$ 12 milhões para 2020 — , o Ministério Público poderá entrar com uma ação civil pública contra a pasta. Só não se sabe quem responderá por isso. A pasta está sem comando. Regina Duarte foi “saída” por Bolsonaro há três semanas, mas o presidente ainda não publicou sua exoneração no Diário Oficial. Tecnicamente, ela ainda é a responsável por esse problema, embora não esteja mais em Brasília. Pior que isso: Regina sonha em presidir a Cinemateca, provavelmente confundindo a função com curadoria de mostras cinematográficas. Quando demitiu a ex-atriz, Bolsonaro se comprometeu em colocá-la na Cinemateca. Só que, para realizar isso, precisa retomar o controle da entidade, que desde 2018 é gerida pela Acerp, uma organização social (OS) independente. Em comunicado, o ministério do Turismo, onde Bolsonaro jogou a pasta da Cultura, confirmou os planos de “reincorporação” da Cinemateca pela União, declarando que a Acerp já não responde mais pela preservação do acervo. Entretanto, o desgoverno, que se elegeu com proposta desestatizante, não deu prazo para a estatização da entidade. O comunicado conclui dizendo apenas que “a Cinemateca Brasileira, que detém uma parcela significativa da memória audiovisual e documental brasileira, prosseguirá sob a Direção da secretária Regina Duarte​”. Como o desgoverno determinou por conta própria que a Acerp não é mais responsável pela Cinemateca e, por outro lado, nem sequer oficializou o desligamento de Regina Duarte do cargo de secretária de Cultura, a responsabilidade pelo equipamento caiu oficialmente no limbo. Fundada em 1946, a Cinemateca guarda registros inestimáveis, como filmes feitos durante as incursões do Exército brasileiro na 2ª Guerra Mundial, filmes do Brasil do começo do século 20, coleção de imagens raras da TV Tupi, primeira emissora de TV do país, inaugurada em 1950, 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, 245 mil rolos de filmes e 30 mil títulos de cinema, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares de personalidades históricas. O descaso com o acervo precioso que trata da própria História do Brasil só não é maior que o descaso com a saúde dos brasileiros, considerando que, em plena pandemia, o Ministério da Saúde também encontra-se sem titular há três semanas.

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  • Etc

    Governo do Rio vai comprar ingressos de eventos culturais para minimizar perdas do setor

    5 de junho de 2020 /

    O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, sancionou a Lei nº 8863, que autoriza a utilização de até 30% dos recursos do Fundo Estadual de Cultura para a compra antecipada de ingressos para eventos culturais. A lei, que engloba cinemas, teatros e casas de shows e espetáculos, visa minimizar o impacto financeiro da pandemia sobre o setor, e foi concebida pelo deputado André Ceciliano (PT), presidente da Alerj. De acordo com o texto, publicado na quinta-feira (4/6) no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, os recursos serão utilizados com “o objetivo de garantir a manutenção dos pagamentos pelos mecanismos culturais enquanto perdurar a proibição de realização de eventos com aglomeração de pessoas.” Desse modo, as casas que receberem o aporte deverão priorizar “o pagamento de seus funcionários de apoio técnico, operacional e administrativo, bem como de seu corpo técnico e artístico.” Segundo a proposta, os ingressos adquiridos através da lei devem ser distribuídos entre a população de baixa renda e alunos do sistema estadual de educação, podendo ser utilizados até o dia 31 de dezembro de 2021. A lei, que entrou em vigor nesta quinta, tem validade até o fim do período de isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus.

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    Senado aprova Lei Aldir Blanc de auxílio à Cultura brasileira

    4 de junho de 2020 /

    O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (4/6), por unanimidade, o projeto de lei que vai destinar R$ 3 bilhões para socorrer o setor cultural durante a pandemia do novo coronavírus. Conhecida como Lei Aldir Blanc, em homenagem ao compositor que morreu vítima de covid-19, a lei prevê um auxílio de R$ 600, em três parcelas, para trabalhadores da arte e da cultura, que Bolsonaro excluiu, via veto, do “coronavoucher” destinado aos trabalhadores informais, de baixa renda e microempreendedores individuais. Como o senado aprovou o projeto sem alterar o texto encaminhado pela Câmara, o texto vai seguir diretamente para a sanção presidencial. O relator do projeto, senador Jaques Wagner, fez um apelo para que o presidente da República sancione o projeto sem vetos. “Eu espero que Sua Excelência, o presidente da República, acolhendo o apelo de seus líderes, e me somo a esse apelo como Relator desta matéria no Senado, que Sua Excelência possa aprovar o texto sem vetos para que esse recurso possa rapidamente, como o texto prevê, em 15 dias chegar à ponta para que o remédio não encontre o paciente já em situação terminal”. De autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e de outros 23 parlamentares, o projeto de Lei 1075/2020 prevê também que os espaços culturais terão direito a uma quantia que varia entre R$ 3 mil e R$ 10 mil até o fim da quarentena. Além disso, 20% do total deverá ser aplicado na manutenção de espaços artísticos e no apoio a micro e pequenas empresas culturais, cooperativas e instituições dedicadas à arte que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social. O recurso também poderá ser usado para editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural. De acordo com o texto, os R$ 3 bilhões serão divididos ao meio: 50% vão para os estados e o Distrito Federal e 50%, para os municípios. 80% do valor destinado aos municípios (R$ 1,5 bilhão) serão distribuídos de acordo com o tamanho da população deles. Os outros 20% serão distribuídos de acordo com os critérios do Fundo de Participação de Município (FPM), uma transferência constitucional que leva em consideração fatores como tamanho e renda per capita. A partir do momento em que o dinheiro entra em caixa, o município terá 60 dias para distribuir o apoio emergencial. Para ter direito ao auxílio emergencial, o trabalhador vai precisar comprovar sua atuação social ou profissional nas áreas artística e cultural dos últimos dois anos. Pela proposta, serão analisados os cadastros culturais dos estados, onde os artistas devem estar registrados. O profissional também não poderá ter outro emprego formal ativo e não pode ser titular de benefício previdenciário ou assistencial ou beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, ressalvado o Bolsa Família. E aqueles que já recebem o auxílio emergencial do governo pago a trabalhadores informais também não terão acesso a nova ajuda. O benefício de pessoa jurídica será para espaços culturais e artísticos, micro e pequenas empresas culturais, organizações culturais comunitárias, cooperativas e instituições culturais com atividades atualmente suspensas como prevenção contra a pandemia. Elas precisam comprovar que constam em ao menos um dos cadastros públicos existentes (estadual, municipal, distrital de Cultura, ou de pontos de cultura) para receber o montante. Estas empresas também não podem ter vínculo com a administração pública, Sistema S ou fundações e institutos mantidos por grupos empresariais. Esta lei se tornou emergencial porque Bolsonaro, além de barrar o auxílio de R$ 600 para artistas, não liberou nenhum valor dos fundos de fomento cultural, que superam esse montante. O dinheiro arrecadado desde 2018 para financiar a Cultura encontra-se parado em aplicações financeiras, enquanto o setor atravessa sua mais grave crise econômica. Como reação à essa “política cultural”, deputados, artistas e secretários estaduais e municipais de Cultura decidiram se organizar e negociar uma solução para o setor, via Congresso. Isso se provou necessário porque o desgoverno não tem nem sequer quem responda pela pasta da Cultura, assim como não tem ministro da Saúde em plena pandemia.

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