Crítica: Meu Nome É Sara retrata sobrevivente adolescente do Holocausto



A história de “Meu Nome É Sara”, baseada em fatos reais, passa-se na Ucrânia durante a ocupação nazista do país, na 2ª Guerra Mundial. Porém, como o filme é norte-americano, o tempo todo fala-se inglês, exceto quando entram em ação os comunicados dos invasores alemães, que chegam a ser traduzidos para o inglês, para que a população os entenda (!).

A personagem do título tem 15 anos de idade e sua família inteira foi morta pelos nazistas. Para conseguir ser acolhida, trabalhar numa fazenda e poder sobreviver, assume a identidade de uma amiga e esconde sua origem judaica.

Só que o casal de fazendeiros e seus filhos que a acolhem têm outros problemas, além de serem roubados e saqueados pelos alemães e pelos russos. Eles têm questões familiares e amorosas que complicam a situação de Sara e exigem dela ajustes difíceis, além de um jogo de cintura que ela terá de aprender rapidamente. Esses elementos complicadores é que despertam interesse numa trama que já foi bastante explorada pelo cinema.



A realização cinematográfica do estreante Steven Oritt é boa e a atriz protagonista, Zuzanna Surowy, uma revelação e um achado para o papel.



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Antonio Carlos Egypto é psicólogo educacional e clínico, sociólogo e crítico de cinema. Membro fundador do GTPOS - Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual. Autor de "Sexualidade e Transgressão no Cinema de Pedro Almodóvar","No Meu Corpo Mando Eu","Sexo, Prazeres e Riscos", "Drogas e Prevenção: a Cena e a Reflexão" e "Orientação Sexual na Escola: um Projeto Apaixonante", entre outros. Cinéfilo desde a adolescência, que já vai longe, curte tanto os clássicos quanto o cinema contemporâneo de todo o mundo. Participa da Confraria Lumière, é associado da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) e edita o blog Cinema com Recheio



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