Criador da série da HBO pede para turistas respeitarem Chernobyl



O roteirista e produtor Craig Mazin, criador de “Chernobyl”, decidiu se manifestar sobre a onda turística deflagrada na Zona de Exclusão de Chernobyl após o sucesso da minissérie. Ele postou um recado no Twitter para os turistas interessados pelo local do acidente nuclear.

“É maravilhoso que ‘Chernobyl’ tenha inspirado uma onda de turismo para a Zona de Exclusão. Vi as fotos por aí. Se você visitar, lembre-se que uma terrível tragédia ocorreu por lá. Comportem-se com respeito por todos os que sofreram e se sacrificaram”, escreveu.

Boa parte das visitas ocorreram na cidade de Pripyat, na Ucrânia, vizinha à fábrica, que viu seu turismo aumentar em até 40% desde que a série entrou no ar.

A cidade abriu para o turismo apenas em 2011, quando seu nível de radiação foi considerado suportável, e só pode ser acessada por meio de uma excursão licenciada.

Mas muitos visitantes tem postado fotos inapropriadas nas redes sociais, até ensaios sensuais no cenário devastado. Uma garota que posou de topless em Pripyat chegou a receber diversos comentários raivosos. “Seu próximo ensaio será em Auschwitz? O que está errado com você?”, escreveu uma pessoa, citando um campo de concentração nazista em que milhares de judeus foram assassinados.

Também há muitos turistas que acham divertido fazer fotos com cara de “desesperado” na cidade.

Quem vai lá se divertir, entretanto, esquece que o local continua, até hoje, contaminado com radiação do desastre e ela deve perdurar por mais algumas décadas.





Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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