Rocketman: Taron Egerton vira Elton John em trailer legendado
A Paramount divulgou o trailer legendado de “Rocketman”, que traz o ator Taron Egerton (“Kingsman: O Círculo Dourado”) como o músico Elton John. A prévia acompanha boa parte da carreira do cantor, de seu começo como pianista tímido até seu estouro com cantor de figurinos exóticos. Ao contrário do que aconteceu em “Bohemian Rhapsody”, o próprio ator canta as músicas destacadas na trilha, com incentivo de Elton John, para dar mais realismo à interpretação. E outro fato curioso é que “Rocketman” tem direção de Dexter Fletcher, que completou sem créditos “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia blockbuster do Queen. O roteiro é de Lee Hall (“Billy Elliot”) e o elenco da produção também inclui Jamie Bell (o “Billy Elliot”) no papel de Bernie Taupin, fiel parceiro de composição do astro pop, Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”) como a mãe do cantor e Richard Madden (“Game of Thrones”) na pele do empresário John Reid. A estreia está marcada para 30 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Ator de Empire é preso por suspeita de forjar ataque racista e homofóbico contra si mesmo
O ator Jussie Smollett, da série “Empire”, foi preso na manhã desta quinta-feira (21/2) em Chicago, nos Estados Unidos. Ele se entregou para polícia na madrugada e foi encaminhado à delegacia, após ser acusado de forjar um ataque racista e homofóbico contra si mesmo. Segundo a polícia, ele armou a agressão porque queria um salário maior. Ainda hoje, as autoridades decidirão se ele poderá ser liberado para aguardar julgamento ou se precisará de pagar fiança para ser solto. A foto acima foi feita na delegacia, no momento de seu fichamento. O superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, informou em entrevista coletiva concedida nesta quinta que Smollett pagou US$ 3,5 mil para os irmãos nigerianos Olabinjo e Abel Osundair forjarem o ataque. Johnson foi muito duro contra Smollett. Ele chamou o ato de “vergonhoso e egoísta”, pois a polícia de Chicago teve de gastar tempo e dinheiro para investigar um caso que, em um primeiro momento, foi tratado como um crime sério de ataque de ódio. Para o superintendente, Smollett tem de pagar pelo o que fez. “Jussie Smollet tomou proveito da dor e raiva que o racismo [provoca] para benefício próprio e promover sua carreira”, falou Johnson. “Por que alguém, especialmente um afro-americano, usa tais artifícios para fazer uma acusação falsa.” Para Johnson, Smollett precisa “pedir desculpas para a cidade de Chicago, que ele enganou, admitir o que ele fez e ser homem o suficiente para arcar com os gastos que a polícia dispensou neste caso”. De acordo com a polícia, Smollett estaria insatisfeito com o seu cachê na série e armou esse ataque para conseguir ganhar comoção e, de alguma forma, receber um aumento salarial. Anteriormente a isso, Smollett mandou uma carta para a rede Fox simulando uma correspondência de ódio contra ele próprio. Como essa estratégia não deu o resultado que ele esperava, ele também forjou o ataque. Vale lembrar que, antes da polícia de Chicago apresentar a hipótese da busca por aumento salarial, a investigação teria vazado que o objetivo do falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. A prisão é a última reviravolta no caso de Smollett, que foi atacado por dois homens que gritavam palavras racistas e homofóbicas, ao sair de um restaurante em 29 de janeiro. O caso inspirou uma grande onda de solidariedade, mas começou a ficar estranho conforme a polícia avançou em sua investigação. Apesar do ator ter testemunhado que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros, de origem nigeriana, como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. A polícia teria encontrado evidências em suas casas e eles se tornaram colaboradores da investigação, transformando o próprio Jussie Smollett em suspeito. Eles teriam “confessado” para não enfrentar acusações de agressão, segundo reportou o canal Fox 32 Chicago. No final de semana, a polícia de Chicago emitiu um comunicado afirmando que os testemunhos dos suspeitos tinham causado “uma mudança drástica” na investigação, e que os investigadores gostariam de entrevistar Smollett mais uma vez. O ator contratou advogados e se recusou a dar novo depoimento. Assim, acabou indiciado na quarta (20/2) e recebeu ordem de prisão. Por meio de seus advogados, ele negociou se entregar voluntariamente. Caso seja considerado culpado, pode encarar uma possível sentença de um a três anos de prisão, além de precisar pagar os custos da polícia de Chicago nessa investigação. Entretanto, seus advogados prometem novas reviravoltas, com uma “defesa agressiva”, segundo comunicado. Em meio a esta polêmica, a Fox diminuiu a participação do ator em “Empire”. Suas aparições estariam sendo cortadas e seu papel diminuído para limitar suas vindas ao set de gravação. Em hiato desde dezembro passado, “Empire” volta a exibir episódios inéditos em 13 de março nos Estados Unidos. A série é exibida pelo canal pago Fox Life no Brasil.
Dogman traz explosão de feiura e violência para refletir
“Dogman”, o novo filme de Matteo Garrone (de “Gomorra”), não é fácil de se ver. É tenso, sofrido, violento, passa-se numa ambientação feia, suja. As escolhas estéticas não visam a produzir belezas, embora haja belas tomadas cinematográficas. A intenção é nos colocar numa vida dos infernos, em que predominam a opressão e a impotência. Como o filme é contado do ponto de vista de Marcelo (Marcello Fonte), o Dogman do título, e ele é o homem pequeno e gentil que é oprimido, o que vivemos junto com ele é a impotência. E por mais pacíficos que sejamos, torcemos pela vingança. Nas condições apresentadas, aparentemente não há outro caminho possível. O que é complicado e, até certo ponto, assustador. Quem quer que se coloque a favor da justiça pelas próprias mãos está rejeitando o caminho da democracia e da lei. Convalidando a barbárie, portanto. Em “Dogman”, estamos na periferia suspensa entre a metrópole e o deserto, em que a lei do mais forte predomina. Marcelo tem uma oficina de higiene e beleza para cães e está em contato harmônico com sua comunidade pobre e sem perspectivas naquele beco do mundo. A opressão que ele sofre se expressa por meio do personagem Simoncino (Edoardo Pesce), um brutamontes, ex-boxeador, que aterroriza todo o bairro, mas coloca Marcelo nas piores situações à base da intimidação e da força. Marcelo está acomodado nessa situação absurda, a ponto de até proteger ou cuidar dos ferimentos de seu algoz. Mas tudo só se agrava, a explosão da bestialidade humana acontece. E, consequentemente, a vingança inspirada nos cães presos nas gaiolas. Em um contexto em que a simples sobrevivência envolve riscos tão altos e escolhas muito complicadas de se fazer, realmente o que fica é a sensação de impotência. Quando tal sentimento prevalece, é fácil aprovar o caminho da violência como solução, quando, na verdade, ela é sempre um problema a mais. O diretor Matteo Garrone tem firmeza e intensidade nesse trabalho, que conta com um ator excepcional, como Marcello Fonte, merecidamente premiado no Festival de Cannes e pela Academia Europeia. Seu desempenho nos faz ficar em suspenso durante toda a projeção, atentos aos menores movimentos e expressões do personagem, sofrendo com ele e torcendo por ele. “Dogman” exige muito do espectador, mas tem muito a dar, também. Encarar uma realidade tão dura, insuportável, obriga a refletir sobre ela e a ter um posicionamento consistente diante do que a vida pode nos apresentar, gostemos disso ou não.
Querido Menino realiza um retrato honesto do vício nas drogas
Se há um adjetivo que cabe para o filme “Querido Menino”, dirigido por Felix Van Groeningen (“Alabama Monroe”), é honesto. É um trabalho que foca na dependência química de drogas na adolescência, a partir do livro de memórias de um pai, que viveu esse drama, e também do livro do filho, que foi o protagonista da situação. O fato de combinar duas narrativas complementares, a do pai, David Sheff, e a do filho, Nic Sheff, cria algum ruído na comunicação. No entanto, a combinação das duas visões torna o problema exposto muito autêntico, verdadeiro. A trajetória do pai, sempre muito presente na vida do filho – que acaba por desconhecê-lo e de não ser mais capaz de ajudá-lo, gerando uma angústia brutal – , é algo vivido intensamente pelos familiares do dependente. No filme, a mãe e os irmãos sofrem igualmente. Não há quem possa ficar ileso à situação. Pode contribuir, porém, entender a droga, o prazer que ela traz e a consequente busca permanente por maiores doses, tentando desfrutar de novo daquele prazer inicial. Entender de que droga se está falando é igualmente importante. No caso, o que dominava era a metanfetamina, que acabou sendo a responsável pelos maiores estragos na vida do jovem. Mas ele passou por quase todas as drogas disponíveis, na busca desse prazer. E depois, para não ter de viver a dor, o desprazer da síndrome de abstinência, na ausência da droga. É isso que acaba produzindo uma ciranda interminável de consumo de psicoativos, indo de um a outro, dependendo das circunstâncias de vida, das necessidades do momento e da disponibilidade dos produtos. Percebe-se como tudo isso é misterioso, tanto para o consumidor, quanto para os que o veem de fora. Como é possível a um pai esclarecido, de ótimo nível educacional e intelectual, desconhecer essa ciranda toda, a ponto de só agir quando a coisa já passou dos limites? Como é possível que um jovem experimente de tudo, no impulso, sem nunca usar sua inteligência e capacidade de discernimento para tentar algum controle sobre a situação? Como é difícil ajudar assim, e mais: como é difícil que o dependente admita que precisa de apoio, tanto das pessoas próximas quanto de especialistas. Todas essas questões “Querido Menino” suscita e, nesse sentido, é um filme que colabora bastante para que se conheça melhor o problema. O que ajuda, também, é o tom adotado na trama. Optou-se pela intensidade dramática baixa, apesar da gravidade do assunto. Isso produz reflexão. Há momentos em que o envolvimento emocional nubla a possibilidade de compreensão. Dois ótimos atores, Steve Carell (“A Guerra dos Sexos”), o pai, e Timothée Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”), o filho, com seus desempenhos precisos e contidos, trazem para o espectador a verdadeira dimensão do problema. Sem desespero, escândalo ou apelo melodramático, tudo fica mais claro e a porta de saída parece finalmente se abrir. Essa é a realidade da maioria dos casos dos que não sucumbiram diante da vida e sobreviveram a esse pesadelo. É dificílimo e demorado. Mas é possível. “Querido Menino” trilha esse caminho mais equilibrado enquanto cinema e faz um trabalho relevante. E honesto.
Lembro Mais dos Corvos traz monólogo de atriz transexual
“Lembro Mais dos Corvos” é um documentário em forma de monólogo, estimulado por perguntas, realizado da forma mais simples possível. Uma conversa filmada no apartamento de uma pessoa trans. No caso, a atriz e diretora Júlia Katharine. Ela vai falando de si, dirigida por Gustavo Vinagre, num roteiro construído pelos dois. Conta as suas experiências, suas histórias, e como ela preenche suas noites de insônia. O que resulta daí é um retrato corajoso da vida difícil dos transexuais, dos transgêneros, a partir de uma situação particular. Que deve ter muito a ver com a de grande parte de seus pares. O filme é uma oportunidade de penetrar no mundo íntimo de alguém que se apresenta ao espectador com uma experiência de vida bem diferente da habitual, da esperada. Sem medo de parecer ridícula, superficial ou esquisita. Ou melhor, driblando esse medo de modo muito competente, Júlia se expõe e conquista o respeito dos que a assistem. Na mesma sessão que exibe “Lembro Mais dos Corvos”, de 82 minutos de duração, é exibido o curta de 25 minutos “Tea for Two”. Realizado por Júlia Katharine, com Gilda Nomacce, a própria Júlia e Amanda Lyra. Uma ficção concebida e dirigida por uma pessoa trans não deixa de ser uma boa novidade no cinema brasileiro. Merece ser conferida.
Estreias: A Morte Te Dá Parabéns 2 enfrenta Sai de Baixo nos cinemas brasileiros
Oito filmes novos chegam aos cinemas nesta quinta (21/2), mas a disputa pelo grande público vai se resumir a “Sai de Baixo – O Filme” e “A Morte Te Dá Parabéns 2”. A comédia nacional tem a distribuição mais ampla da semana, contando com o público da televisão para tentar lotar os cinemas, já que volta a reunir o elenco original da série que foi sucesso na Globo dos anos 1990. Mas é fraquíssima. “A Morte Te Dá Parabéns 2” sai-se um pouco melhor, ainda que não supere o primeiro filme. A sensação é de déjà vu, repetindo situações, o que até é apropriado ao tema – 67& no Rotten Tomatoes. A lista de Hollywood ainda inclui um drama deprimente, “Querido Menino”, em que Timothée Chalamet vive um adolescente viciado em drogas para desespero de seu pai, interpretado por Steve Carell. Os produtores esperavam repercussão na temporada de premiações, mas, apesar de indicações para Chalamet no Globo de Ouro, SAG Awards, BAFTA e Critics Choice, nem a crítica se empolgou – 69% no Rotten Tomatoes. A dica de melhor programa da semana é o suspense dramático italiano “Dogman”. Dirigido por Matteo Garrone (“Gomorra”), acompanha um frágil cuidador de cachorros arrastado para cima e para baixo por um ex-boxeador brutamontes, que diz ser seu amigo enquanto o aterroriza, brutaliza e o faz testemunhar crimes. É uma porrada. Por seu desempenho no papel-título, Marcello Fonte foi considerado o Melhor Ator no Festival de Cannes e o Melhor Ator Europeu de 2018 pela Academia Europeia de Cinema – 78% no Rotten Tomatoes. Também vale conferir o novo filme do iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme em Língua Estrangeira – por “A Separação” (2011) e “O Apartamento” (2016). Diferente de todas as obras de sua carreira, “Todos Já Sabem” foi filmado na Espanha com o casal espanhol Penélope Cruz (“Assassinato no Expresso do Oriente”) e Javier Bardem (“Mãe!”), além do argentino Ricardo Darín (“Truman”). A trama gira em torno da personagem de Cruz, que retorna a sua cidadezinha natal durante um período festivo, apenas para testemunhar uma série de eventos inesperados que trazem vários segredos à tona. Foi o filme de abertura do Festival de Cannes do ano passado, onde não repetiu a empolgação das obras anteriores do cineasta – 71% no Rotten Tomatoes. Há mais dois filmes brasileiros: “Homem Livre”, primeiro longa de Alvaro Furloni, que envereda pelo suspense psicológico ao acompanhar a paranoia de um ex-presidiário célebre convertido em evangélico (Armando Babaioff, de “Prova de Coragem”), e o documentário “Lembro Mais dos Corvos”, monólogo de uma atriz transexual. Veja abaixo os trailers e as sinopses das estreias, que inclui ainda uma comédia francesa. Sai de Baixo – O Filme | Brasil | Comédia É a volta dos personagens icônicos da série de sucesso da Rede Globo, como Caco (Miguel Falabella), Magda (Marisa Orth) e Ribamar (Tom Cavalcante), assim como novos personagens que vão acrescentar à bagunça. A Morte Te Dá Parabéns 2 | EUA | Terror Depois de morrer diversas vezes para quebrar a maldição temporal que a mantinha presa no dia de seu aniversário, Tree (Jessica Rothe) olha para o futuro, tentando escrever uma nova história ao lado de Carter (Israel Broussard). No entanto, o colega de Carter revela que está revivendo sempre o mesmo dia, retomando com outra vítima o fluxo de repetição. E esta não é a única diferença. Desta vez, morrer não será o suficiente para escapar. Querido Menino | EUA | Drama David Sheff (Steve Carell) é um conceituado jornalista e escritor que vive com a segunda esposa e os filhos. O filho mais velho, Nic Sheff (Timothée Chalamet), é viciado em metanfetamina e abala completamente a rotina da família e daquele lar. David tenta entender o que acontece com o filho, que teve uma infância de carinho e suporte, ao mesmo tempo em que estuda a droga e sua dependência. Nic, por sua vez, passa por diversos ciclos da vida de um dependente químico, lutando para se recuperar, mas volta e meia se entregando ao vício. Dogman | Itália | Suspense Marcello (Marcello Fonte), um humilde funcionário da pet shop Dogman, localizada na periferia de Roma, se envolveu em um dos piores crimes já registrados na história da Itália. Dominado por um sentimento de vingança incontrolável, ele decidiu torturar, durante horas, um ex-boxeador que atormentava todos os moradores do bairro em que vivia. Todos Já Sabem | Espanha, França | Suspense Quando sua irmã se casa, Laura (Penélope Cruz) retorna à Espanha natal para acompanhar a cerimônia. Por motivos de trabalho, o marido argentino (Ricardo Darín) não pode ir com ela. Chegando no local, Laura reencontra o ex-namorado, Paco (Javier Bardem), que não via há muitos anos. Durante a festa de casamento, uma tragédia acontece. Toda a família precisa se unir diante de um possível crime de grandes proporções, enquanto se questionam se o culpado não está entre eles. Na busca por uma solução, segredos e mentiras são revelados sobre o passado de cada um. Homem Livre | Brasil | Drama Hélio Lotte (Armando Babaioff) já foi rodeado de fama e dinheiro, e esteve por muito tempo no centro dos holofotes. Hoje, livre da cadeia após anos preso por um crime brutal, o ex-ídolo do rock só tem uma intenção: ser esquecido. O que ele não imagina é que, ao se abrigar em uma pequena igreja evangélica, partes do seu passado voltarão à tona trazendo mais um acontecimento ruim. Normandia Nua | França | Comédia Georges Balbuzard (François Cluzet) é o prefeito da pequena cidade de Mêle sur Sarthe, na Normandia, onde os agricultores vêm sofrendo cada vez mais por conta de uma crise econômica. Quando o fotógrafo Blake Newman (Toby Jones), conhecido por deixar multidões nuas em suas obras, está passando pela região, Balbuzard enxerga nisso uma oportunidade perfeita para salvar seu povo. Só falta convencer os cidadãos a tirarem a roupa. Lembro Mais dos Corvos | Brasil | Documentário Durante uma crise de insônia, a atriz Julia Katharine, uma mulher transexual, conta a história de sua vida através de um monólogo. A intimidade da personagem central é exposta através de relatos reais de resistência e autoaceitação.
Ator de Empire é indiciado pela polícia de Chicago por comunicação falsa de crime
O ator Jussie Smollett, da série “Empire”, foi oficialmente indiciado pela polícia de Chicago na quarta-feira (20/2) por conduta desordeira. O enquadramento aconteceu poucas horas após o porta-voz da Polícia de Chicago, Anthony Guglielmi, ter tuitado que os investigadores estavam apresentando provas do caso. Smollett é suspeito de ter forjado uma agressão contra si mesmo e pode pegar de dois a três anos de prisão por comunicação falsa de crime. Em resposta, os advogados do ator emitiram um comunicado. “Como qualquer outro cidadão, Smollett conta com a presunção de inocência, particularmente quando houve uma investigação como essa em que informações, tanto verdadeiras quanto falsas, foram repetidamente vazadas. Dadas estas circunstâncias, pretendemos conduzir uma investigação completa e montar uma defesa agressiva”, diz o texto. Abertamente gay, Smollett foi atacado por dois homens que gritavam palavras racistas e homofóbicas, ao sair de um restaurante em 29 de janeiro, e o caso inspirou uma grande onda de solidariedade. O caso começou a ficar estranho quando, apesar do ator ter testemunhado que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros, de origem nigeriana, como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. A polícia teria encontrado evidências em suas casas e eles se tornaram colaboradores da investigação, transformando o próprio Jussie Smollett em suspeito. Informações vazadas por fontes ligadas à polícia de Chicago sugerem que os irmãos Abimbola “Abel” e Olabinjo “Ola” Osundairo foram contratados por Smollett para simular o ataque. Eles teriam “confessado” para não enfrentar acusações de agressão, segundo reportou o canal Fox 32 Chicago. No final de semana, a polícia de Chicago emitiu um comunicado afirmando que os testemunhos dos suspeitos tinham causado “uma mudança drástica” na investigação, e que os investigadores gostariam de entrevistar Smollett mais uma vez. O ator contratou advogados e tem se recusado a dar novo depoimento. Por conta disso, a polícia resolveu indiciá-lo. Em meio a esta polêmica, a Fox diminuiu a participação do ator em “Empire”. Suas aparições estariam sendo cortadas e seu papel diminuído para limitar suas vindas ao set de gravação. Ao mesmo, emitiu um comunicado reforçando que não pretende tirar Smollett da série. “Jussie Smollett continua sendo um profissional consumado no set e, como dissemos anteriormente, ele não está sendo cortado do programa”, afirmou a nota. Em hiato desde dezembro passado, “Empire” volta a exibir episódios inéditos em 13 de março nos Estados Unidos. A série é exibida pelo canal pago Fox Life no Brasil.
Chris Hemsworth vai estrelar cinebiografia do lutador Hulk Hogan
Chris Hemsworth vai trocar o martelo de Thor pelos músculos do Hulk em seu próximo trabalho no cinema. Mas não é o Hulk que você está pensando. O astro dos Vingadores vai estrelar uma cinebiografia do lutador Hulk Hogan. Um dos astros mais populares da luta-livre dos Estados Unidos, Hogan foi estrela de diversos programas de TV, games, brinquedos e quadrinhos nos anos 1980 e 1990. Chegou até a aparecer em “Rocky III”, virar desenho animado (“Hulk Hogan’s Rock ‘n’ Wrestling”) e protagonizar sua própria série de ação, “Thunder in Paradise” (dos criadores de “S.O.S. Malibu”). Ainda sem título, o longa deve se concentrar em sua ascensão, funcionando mais como um “filme de origem”, segundo apurou o site The Hollywood Reporter. O filme tem roteiro de Scott Silver e direção de Todd Phillips, dupla que está por trás do vindouro filme do Coringa, da DC Comics. O ator Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”) é um dos produtores e a Netflix já está fazendo ofertas para assumir a distribuição. Vale lembrar que ainda existe outro projeto em desenvolvimento sobre o lutador. Mas esse filme tem foco bem diferente, acompanhando o escândalo da sex tape que abalou o final de sua carreira – e lhe rendeu uma fortuna – , com roteiro de Charles Randolph (vencedor do Oscar por “A Grande Aposta”) e direção de Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança” e “Operação Red Sparrow”). Saiba mais aqui.
Camille Paglia chama o novo Nasce uma Estrela de “desgraça misógina”. Mas é pior
Em ensaio escrito para a revista The Hollywood Reporter nesta quarta (20/2), a escritora, acadêmica e crítica de arte feminista Camille Paglia comparou as quatro versões já filmadas de “Nasce uma Estrela”, concluindo que a nova produção, estrelada por Lady Gaga, dirigida por Bradley Cooper e indicada ao Oscar 2019, é a pior de todas. A expressão usada pela autora de “Sexo, Arte e Cultura Americana” foi “uma desgraça misógina”. Após destacar o pioneirismo de Janet Gaynor ao escolher sua carreira em vez do papel de esposa no filme original de 1937, a androginia ousada de Judy Garland na versão de 1954 e o empoderamento de Barbra Streisand, estrela e produtora em 1976, a escritora ponderou que o novo longa transforma a personagem feminina, vivida por Lady Gaga, em coadjuvante, diminuindo sua importância como mero suporte para o ego de Bradley Cooper, verdadeiro protagonista e diretor do filme. “No filme de Cooper, a história épica de Hollywood foi sequestrada pela vaidade masculina, restringindo o magnífico papel clássico da estrela ascendente, que eclipsa dolorosamente seu marido autodestrutivo e alcoólatra. O que o roteiro deixou para Gaga interpretar não é material de protagonista. Sua performance nunca pertenceu à categoria de Melhor Atriz, porque Cooper a rebaixou a Atriz Coadjuvante desde o início”, escreveu Paglia. O ponto mais baixo, segundo a escritora, é a cena de humilhação do personagem masculino. Nos filmes anteriores, elas ocorreram em momentos de embriaguez que despertavam raiva na plateia contra o homem. No novo filme, a humilhação também se estende à mulher, quando ela tenta esconder o vexame diante de todos, reduzindo-a à mera esposa de astro decadente, no momento que deveria representar a consagração de sua carreira individual. “Esta cena feia, que reduz uma mulher de carreira triunfante a alguém que desajeitadamente tenta esconder um esguicho de urina de seu homem com a aba de seu vestido, é uma desgraça misógina”. Apesar de dura em sua análise, Camille Paglia não reparou no detalhe que representa a maior diferença – e a mais machista de todas – entre o filme de Cooper e os anteriores. Há uma reprovação implícita do sucesso individual da personagem de Gaga, que, supostamente, só faz músicas boas ao lado de seu homem. Quando decide gravar por conta própria, o resultado são bobagens de pop feminino descartável. Como se, sozinha, ela não pudesse fazer rock como qualquer homem – ou mulher, convenhamos – e precisasse se conformar em imitar Madonna nos anos 1980 – pop essencialmente feminino – , obedecendo feito “mulherzinha” a um produtor mandão. Talvez por não ponderar as idiossincrasias da música, Paglia não deu atenção a este subtexto. A personagem de Lady Gaga tem seu talento questionado mesmo quando ganha um Grammy na trama, enquanto as protagonistas anteriores foram todas celebradas pela qualidade artística de suas realizações. Como as estrelas em ascensão do título. Não como artistas sem identidade ou luz própria.
Fox afirma que não pretende cortar Jussie Smollett da série Empire
A rede Fox emitiu um comunicado reforçando que não pretende tirar Jussie Smollett da série “Empire”. O texto foi divulgado após rumores sobre a diminuição da participação do ator na série. Suas aparições estariam sendo cortadas e seu papel diminuído para limitar suas vindas ao set de gravação. Na nota, a rede e o estúdio Fox afirmam: “Jussie Smollett continua sendo um profissional consumado no set e, como dissemos anteriormente, ele não está sendo cortado do programa”. Abertamente gay, Smollett foi atacado por dois homens que gritavam palavras racistas e homofóbicas, ao sair de um restaurante em 29 de janeiro, e o caso inspirou uma grande onda de solidariedade. Mas desde então tudo mudou. Apesar de ter testemunhado que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros, de origem nigeriana, como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. A polícia teria encontrado evidências em suas casas e eles se tornaram colaboradores da investigação, transformando o próprio Jussie Smollett em suspeito. Informações vazadas por fontes ligadas à polícia de Chicago sugerem que os irmãos Abimbola “Abel” e Olabinjo “Ola” Osundairo foram contratados por Smollett para simular o ataque. Eles teriam “confessado” para não enfrentar acusações de agressão, segundo reportou o canal Fox 32 Chicago. A polícia de Chicago emitiu um comunicado afirmando que os testemunhos dos suspeitos tinham causado “uma mudança drástica” na investigação, e que os investigadores gostariam de entrevistar Smollett mais uma vez. O ator contratou advogados e tem se recusado a dar novo depoimento. Em hiato desde dezembro passado, “Empire” volta a exibir episódios inéditos em 13 de março nos Estados Unidos. A série é exibida pelo canal pago Fox Life no Brasil.
The Souvenir: Trailer do filme vencedor do Festival de Sundance destaca filha de Tilda Swinton
A A24 divulgou o pôster e o trailer de “The Souvenir”, drama britânico que venceu a mostra competitiva internacional do Festival de Sundance deste ano. A prévia mostra um relacionamento destrutivo, em que um homem manipula uma mulher apaixonada. Mas o destaque principal está na relação entre as intérpretes de mãe e filha. “The Souvenir” marca o primeiro papel de destaque de Honor Swinton Byrne, que contracena com sua mãe de verdade nas cenas, a atriz Tilda Swinton. As duas já tinham trabalhado juntas há dez anos, no único filme anterior de Honor, feito quando ela ainda era criança – “Um Sonho de Amor” (2009). O terceiro nome do elenco é o ator Tom Burke (o Athos da série “The Musketeers” e o Comoran Strike de “Strike”). Tendo como pano de fundo a indústria cinematográfica, “The Souvenir” acompanha uma estudante de cinema (Swinton Byrne) que conhece um homem misterioso (Burke). Em poucos dias, os dois se envolvem num caso de amor sério, mesmo ignorando as preocupações da mãe (Swinton) da jovem e de seus amigos. A estudante passa a tomar grandes quantias de dinheiro de seus pais, entregando-se ao relacionamento e às necessidades de seu novo amor. Por curiosidade, o título se refere a uma pintura de Jean-Honoré Fragonard, feita em 1778, que é vista na cena final da prévia. O filme tem roteiro e direção de Joanna Hogg, diretora de “Aquipélogo” (2010) e “Exibição” (2013), que se baseou numa experiência de sua vida, e deu tanto o que falar durante sua passagem por Sundance que vai ganhar continuação, atualmente em desenvolvimento. Entre os produtores executivos do longa, ainda tem destaque o nome do diretor Martin Scorsese. “The Souvenir” chega aos cinemas americanos em 17 de maio e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Pantera Negra e A Favorita vencem prêmios do Sindicato dos Figurinistas dos EUA
O Sindicato dos Figurinistas dos Estados Unidos (conhecido pela sigla GDG, em inglês) realizou sua premiação anual, revelando os vencedores na noite de terça-feira (19/2) em Los Angeles. Os CDG Awards classifica os trabalhos dos figuristas de cinema e TV em três categorias diferentes, premiando os melhores em produções de época, contemporâneas e de ficção científica e fantasia. O filme “A Favorita” venceu o prêmio na categoria de época, em mais uma vitória da veterana Sandy Powell. “Podres de Rico” rendou o troféu a Mary E. Vogt na categoria contemporânea. E “Pantera Negra” consagrou Ruth E. Carter na categoria de ficção científica e fantasia. Tanto “A Favorita” quanto “Pantera Negra” estão na disputa do Oscar 2019 de Melhor Figurino, que será entregue no próximo domingo (24/2). A figurista de “Pantera Negra”, Ruth E. Carter, recebeu ainda outro prêmio, numa homenagem especial por sua carreira. Ela trabalhou como figurinista em vários filmes de Spike Lee desde os anos 1980, incluindo “Malcolm X” (1992), pelo qual foi indicada ao Oscar. Também criou as roupas de “Amistad” (1997), de Steven Spielberg, e “Selma” (2014), de Ava DuVernay. “Pantera Negra” foi seu primeiro filme no gênero da fantasia. Na seção televisiva da cerimônia, Donna Zakowska venceu o prêmio da categoria de época por “A Maravilhosa Sra. Maisel” (The Marvelous Mrs. Maisel), Lou Eyrich e Allison Leach levaram a categoria contemporânea por “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” e Sharen Davis ganhou o prêmio de ficção científica e fantasia por “Westworld”. A premiação também reconheceu o trabalho de Natasha Newman-Thomas, pelo clipe “This is America”, de Childish Gambino, e da figurinista Zaldy Goco na competição de drag queens “RuPaul’s Drag Race”.
Sophie Turner revela que Sansa vai ganhar armadura e virar guerreira no final de Game of Thrones
A atriz Sophie Turner revelou que finalmente vai vestir uma armadura como Sansa Stark em “Game of Thrones”. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, ela revelou que finalmente recebeu “uma armadura de verdade” da figurinista Michele Clapton. Levou “apenas” oito temporadas para sua transformação definitiva acontecer, marcando uma mudança radical de seus dias de princesinha. “Eu sempre quis que ela tivesse uma armadura e fosse mais como uma guerreira”, disse a atriz. “Agora, ela se transformou na Guerreira de Winterfell”. A armadura, porém, não será metálica como a de Brienne ou Jaimie, mas “um traje feito de couro reforçado e outros materiais”. “A ideia era que a roupa a deixasse bem protegida, mas também que ela fosse capaz de vesti-la sozinha”, contou. Os novos e últimos episódios de “Game of Thrones” vão estrear em 14 de abril na HBO.









