Filme do He-Man contrata roteiristas de Homem de Ferro



Há dois anos, a Sony anunciou que lançaria um filme do He-Man em 2019. Só esqueceu de dizer que não tinha roteiro. Detalhe que tenta corrigir agora, com a contratação de Art Marcum e Matt Holloway, roteiristas do primeiro “Homem de Ferro” (2008) e do novo “MIB: Homens de Preto – Internacional” (2019). Obviamente, a data anunciada, de dezembro de 2019, virou mais fantasiosa que o herói da franquia.

O estúdio tem encomendado histórias para o filme dos “Mestres do Universo” desde 2009. A pilha das páginas descartadas inclui textos dos computadores de Terry Rossio (“O Cavaleiro Solitário”), Alex Litvak (“Predadores”) e Michael Finch (“Hitman: Agente 47”). A versão mais recente da história foi escrita por Jeff Wadlow (“Kick-Ass 2”), que, por sinal, tinha a pretensão de dirigir o longa.

Outro cotado a assumir o filme, McG (“Guerra é Guerra!”) chegou a dizer, em entrevistas, que Kellan Lutz (o vampiro malvado de “Crepúsculo” e o “Hércules” menos bombado) era um de seus favoritos para viver o herói de brinquedo. Há quem tenha comemorado esse delírio nunca ter se materializado nas telas.

A dificuldade enfrentada pela Sony para tirar o projeto do papel também se deve à frustração com o primeiro e único filme da franquia, lançado em 1987 com Dolph Lundgren (“Os Mercenários”) no papel de He-Man e Frank Langella (“Frost/Nixon”) como o vilão Esqueleto. Com efeitos precários e resultado discutível, “Mestres do Universo” é mais lembrado por ter lançado a carreira da atriz Courteney Cox (séries “Friends” e “Cougar Town”). E ter sido dirigido por um suposto pedófilo, denunciado por oito ex-atores mirins.



Ao contrário daquela produção, o novo longa não deverá se passar na Terra, preservando a inspiração dos desenhos e servindo como filme de origem. A história deve mostrar a transformação do príncipe Adam no guerreiro He-Man, que representa a última esperança da terra mágica chamada Eternia contra a ameaça do Esqueleto.

Originalmente, o personagem foi lançado numa linha de bonecos pela Mattel, em 1982. Acabou se tornando desenho animado com direito a um spin-off comandando pela irmã de He-Man, a She-Ra, ambos com muito sucesso nas manhãs da TV Globo nos anos 1980.

Como She-Ra acaba de ganhar uma nova série na Netflix, finalmente pode ter chegado a hora do He-Man convencer como homem de verdade no cinema.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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