Série de super-heróis Titãs é renovada para a 2ª temporada antes da estreia


A plataforma DC Universe anunciou a renovação de “Titãs” (Titans), sua primeira série original, para a 2ª temporada. O anúncio foi feito na New York Comic Con na noite de quarta (4/10), uma semana antes da estreia prevista da atração nos Estados Unidos, demonstrando grande confiança no material. E também vem logo após a Warner negociar a distribuição internacional da série com a Netflix.

Segundo a sinopse oficial, a história gira em torno de Dick Grayson, que sai da sombra de Batman para se tornar o líder de um grupo destemido de novos heróis, incluindo Ravena (Teagan Croft, da novela “Home and Away”), Estelar (Anna Diop, da série “24: Legacy”) e Mutano (Ryan Potter, da série “Supah Ninjas”, do Nickelodeon).

Além dos citados, outros heróis dos quadrinhos também vão aparecer na série, como a dupla Rapina (Alan Ritchson, da série “Blood Drive”) e Columba (Minka Kelly, da série “Friday Night Lights”), Jason Todd, que é o segundo Robin (vivido por Curran Walters, de “Mulheres do Século 20”), Donna Troy, a Moça-Maravilha/Troia (Conor Leslie, da minissérie “Shots Fired”) e o grupo Patrulho do Destino, que ganhará um spin-off após a estreia em “Titãs”.

Para quem não conhece o histórico dos personagens, a “Turma Titã” original foi criada pelo roteirista Bob Haney em 1964, quando ele juntou Robin, Kid Flash e Aqualad, os parceiros adolescentes (então com 13 anos) de Batman, Flash e Aquaman, numa mesma aventura. Foi um grande sucesso editorial e a DC voltou a reunir os heróis mirins mais duas vezes antes de decidir lançar uma revista com o grupo, batizada de “Teen Titans”, em inglês.



Os Titãs clássicos também incluíram Ricardito (Speedy) e Dianinha, a Moça-Maravilha, que com o tempo viraram Arsenal e Troia, além de Lilith, Rapina, Columba e outros menos famosos. Robin também mudou sua identidade para Asa Noturna nos anos 1980 (e logo Kid Flash virou Flash e Aqualad, Tempestade) e até a Turma Titã teve sua denominação alterada para Novos Titãs, numa fase em que a equipe deixou de ser totalmente teen, trazendo Asa Noturna, Ciborgue, Ravena, Estelar e Mutano, praticamente a equipe da série – e da animação “Jovens Titãs”. Mas as mudanças não acabaram ali. Quando novos membros deram origens a outras formações – e à Justiça Jovem – , a equipe original voltou a se reunir, já adulta, sob o nome simplificado de Titãs, o mesmo escolhido para a produção live action.

“Titãs” está sendo desenvolvida por Akiva Goldsman, roteirista do pior de todos os “Transformers” e do fiasco “A Torre Negra”, em parceria com o produtor Greg Berlanti, responsável pelas séries de super-heróis da DC Comics na rede CW, e Geoff Johns, ex-diretor da DC Entertainment e cocriador de “The Flash”.

A atração vai estrear em 12 de outubro no DC Universe, mas ainda não há previsão para sua estreia na Netflix. É possível que a Warner só libere os episódios após o último capítulo ir ao ar nos Estados Unidos. Como são 13 episódios semanais, isso deixaria o lançamento nacional para janeiro de 2019.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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