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    Verdade ou Desafio persegue a mediocridade de forma frenética

    19 de maio de 2018 /

    Alguns filmes de terror servem apenas para fortalecer estereótipos e temáticas moralistas presentes no gênero desde a sua origem. Já outros, seguem o caminho inverso, negando tais elementos e quebrando essas regras – os recentes “A Bruxa” e “Corra!” são bons exemplos disso. Em sua mediocridade, “Verdade ou Desafio” fica num meio termo entre estes dois polos: tenta subverter as expectativas em alguns momentos, mas as reforça em outros. Inicialmente, a impressão que fica é que o longa vai embarcar no moralismo, mostrando a protagonista Olivia (Lucy Hale, da série “Pretty Little Liars”) como uma jovem virginal que quer passar o spring break construindo casas para desabrigados, em vez de ir para o México com seus amigos. Mas logo percebemos que Olivia nutre uma paixão secreta por Lucas (Tyler Posey, da série “Teen Wolf”), namorado da sua melhor amiga Markie (Violett Beane, da série “The Flash”). Ou seja, um jogo de aparências e de verdades escondidas fica estabelecido desde o início. Na fachada, porém, Olivia mantém o seu véu de santidade. Tanto é, que ela só aceita viajar porque, de alguma maneira, sua amiga a convence de que, se ela não for, estará sendo egoísta. Quando ela e seus amigos são convidados por Carter (Landon Liboiron, da série “Frontier”) para irem até uma antiga igreja brincar de Verdade ou Desafio, a primeira pergunta feita para Olivia tem a ver com sacrifício e sinceridade, uma ideia que se concretizará apenas na última cena do filme. Durante a brincadeira, Carter logo revela a sua maldição. “O jogo é real”, diz ele, avisando que as consequências de mentir ou encarar os desafios são mortais. Uma vez amaldiçoados pelo jogo – passando a ter estranhas visões de pessoas com um sorriso extremamente largo e demoníaco –, os jovens são forçados a expor seus segredos mais íntimos, sob a pena de morte. Então, assim como o mendigo que aparece recebendo dinheiro e retorna para ameaçá-la, as atitudes de Olívia voltam constantemente para atormentá-la, explicitando verdades e comportamentos que ela mantinha em segredo. Apesar de “Verdade ou Desafio” propor uma reviravolta acerca das impressões sobre a protagonista, o mesmo não pode ser dito dos personagens coadjuvantes, reduzidos a versões estereotipadas dos segredos que eles escondem (homossexualidade não assumida, problema com alcoolismo, egocentrismo, infidelidade, etc). Da mesma forma, a relação romântica entre Olivia e Lucas é algo que nunca funciona, em parte por causa da apatia dos seus intérpretes, e em parte porque o diretor pesa a mão no romantismo barato. O estilo do cineasta Jeff Wadlow (“Kick-Ass 2”) se caracteriza por não manter a câmera parada por muito tempo. Os constantes movimentos servem muito para criar de tensão em alguns momentos, como quando Penelope (Sophia Ali, da série “Grey’s Anatomy”) é desafiada a caminhar pelo parapeito da casa, mas, em outros, soam um pouco forçados, como quando tentam impor urgência a uma cena na qual as pessoas estão apenas olhando para seus computadores. Mas Wadlow acerta ao incorporar a linguagem das redes sociais no seu filme, utilizando filmagens feitas na vertical para ilustrar a passagem de tempo. A internet, por sinal, é usada frequentemente, não apenas nas pesquisas que os personagens fazem – no Google e no Facebook –, mas também na maneira como se comunicam: quando tenta descrever a tal face demoníaca que ela viu, Olivia diz que parecia um filtro estranho de snapchat – o que é uma forma criativa de explicar um efeito um tanto ridículo. A internet também tem papel essencial na última cena, de longe a mais corajosa e mais interessante. Ao afinal, “Verdade ou Desafio” é frenético em muitos momentos, aproximando-se de um thriller, mas pouco assustador, o que o prejudica a sua apreciação como uma obra de terror. Ou seja, conforme dito antes, fica num meio termo.

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    Todos os Paulos do Mundo presta bela homenagem a Paulo José

    19 de maio de 2018 /

    Paulo José é um dos maiores atores da história do cinema brasileiro. Sua força interpretativa, aliada a uma voz marcante e a uma versatilidade impressionante, povoam o nosso cinema de grandes personagens e alguns filmes históricos. É só lembrar de “Macunaíma”, “O Padre e a Moça”, “Todas as Mulheres do Mundo”, “Edu, Coração de Ouro”, “O Homem Nu”, “Os Deus e os Mortos”, “O Rei da Noite”, “Ilha das Flores”. São incontáveis os trabalhos de Paulo José que marcaram o cinema nacional desde os anos 1960. São seis décadas de atuação desse nosso carismático ícone. Não se pode deixar de lado, também, a contribuição de Paulo José para o teatro. Seu papel como integrante do renovador Teatro de Arena, nos anos 1960 e 1970. E a sua participação ativa na TV, especialmente depois que o Ato Institucional no. 5 aprofundou a opressão da ditadura militar sobre as artes, fechando as portas que tinham sido abertas pelo Cinema Novo e o teatro de resistência do período. Na TV, pôde fazer alguns trabalhos importantes, que serão sempre lembrados, por terem reunido naqueles tempos artistas de muito gabarito, que não conseguiam se expressar melhor por outros meios. Pois bem, Paulo José chega aos 80 anos e é muito justo e oportuno que seja homenageado pelo cinema, para quem tanto contribuiu e ainda contribui, mesmo enfrentando há 25 anos o mal de Parkinson, que acabou por produzir uma perda de voz, ou melhor, uma voz mais fraca e tímida, que se pode ouvir no documentário “Todos os Paulos do Mundo”, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira. O filme costura um vasto material de arquivo de imagens do trabalho magnífico do ator no cinema e também na TV, com momentos atuais de Paulo José. E o faz de uma forma poética, estabelecendo um vínculo entre esse legado e o autorretrato verbal do próprio ator. Paulo José escreve sobre aspectos importantes de sua vida e de sua arte, além de suas reflexões sobre a cultura brasileira e esses textos são interpretados por ele e por seus amigos e parceiros artísticos, como Fernanda Montenegro, Milton Gonçalves, Selton Mello, Helena Ignez, Marieta Severo, Mariana Ximenes, Matheus Nachtergaele, entre outros. Também vemos em cena suas parcerias com Dina Sfat, Marília Pêra, Joana Fomm, Flávio Migliaccio, José Lewgoy e tanta gente mais. É uma profusão de talentos que preenche a tela. Esse formato que acopla textos do próprio ator às suas performances, sem entrevistas de outros, nem avaliações críticas de quem quer que seja, mostra que a arte de Paulo José e seu pensamento falam por si. A importância do sua obra salta aos olhos, até para aqueles mais jovens que só conhecem seus trabalhos mais recentes, como o de “O Palhaço”, dirigido por Selton Mello, em 2011, ou suas participações na TV. Quem viveu e acompanhou a trajetória de Paulo José tem no filme um mergulho na história cultural do país, na realidade brasileira com suas mazelas, utopias, tragédias e alegrias. Inevitavelmente, uma saudade e um sentido nostálgico aparecerão. Não porque ontem tenha sido necessariamente melhor do que hoje, mas porque o vivido foi bonito e envolveu muita luta. Paulo José é uma testemunha de tudo isso, numa trajetória que ele diz que foi mais marcada por fracassos do que por sucessos. É possível. Mas o que fica do seu trabalho é tão denso que o que se vê é o dinamismo e a beleza de sua arte. O resto já se perdeu, ganhou novo significado ou não importa.

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  • Filme

    Ex-Pajé denuncia consequências da evangelização dos índios brasileiros

    19 de maio de 2018 /

    Luiz Bolognesi é um de melhores roteiristas brasileiros de ficção. Só no ano passado, ele assinou o roteiro de dois dos filmes mais importantes do período, “Bingo – O Rei das Manhãs”, de Daniel Rezende, e “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, sua esposa. Isso para citar apenas dois mais recentes. Mas já havia dentro de sua filmografia um interesse muito especial pela Amazônia e pelos índios. Além de documentários sobre a Amazônia, seu longa anterior como diretor foi a animação “Uma História de Amor e Fúria” (2013), que também contava em parte a história do índio brasileiro. “Ex-Pajé” é um documentário que mais parece com ficção. A história de Perpera, o personagem-título, é fascinante em sua dimensão trágica: um homem que se sente proibido de exercer a sua função tão importante na tribo (dos Paiter Suruí) porque virou evangélico e os líderes religiosos dizem que o que ele fazia antes era coisa do diabo. E agora o pobre ex-Pajé tem medo de dormir de luz apagada por causa dos espíritos da floresta, que estariam furiosos com sua atitude de renúncia. Esse mal estar é sentido em cada cena, em cada enquadramento, no modo como a tecnologia e o hábito dos brancos parece invadir aquele espaço. Por outro lado, não há uma vilanização dessa tecnologia. Como julgar um povo que, como nós, está aberto a certos confortos, como um ventilador, uma máquina de lavar roupas ou o acesso à internet? Inclusive, a internet é usada para fins muito nobres por parte dos índios mais jovens, dispostos a denunciar qualquer invasão de madeireiros ilegais no Facebook, com apoio internacional. Mas aí voltamos novamente ao aspecto trágico de Perpera, que veste um terno enorme para ficar de porteiro na igreja, sem entender sequer a língua portuguesa. Passa boa parte do tempo olhando para a natureza que parece lhe chamar a todo instante. O modo como o filme parece se transformar cada vez mais em uma obra de ficção se multiplica no momento em que o ex-Pajé é chamado a voltar à forma. Por manter a atenção do espectador com uma narrativa sem voice-over ou algo que o caracterize mais facilmente como um documentário, “Ex-Pajé” é dessas obras que funciona como denúncia real e drama envolvente. Uma arma em defesa dos direitos dos habitantes do Brasil pré-cabralesco, mas também um exemplo de como utilizar cenas do cotidiano para construir um roteiro tão perfeito que parece ter sido tudo combinado. Muita coisa deve ter sido, mas a mágica do filme e a sua verdade estão presentes o tempo todo. Inteiras.

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  • Etc

    Veja as fotos do casamento real de Meghan Markle e o Príncipe Harry

    19 de maio de 2018 /

    Meghan Markle teve seu casamento de princesa, com direito a carruagem que não vira abóbora à meia-noite e num castelo de reino encantado por sua simpatia. O aguardado casamento entre a atriz americana e o Príncipe Harry do Reino Unido aconteceu neste sábado (19/5), celebrado na capela de São Jorge, dentro do castelo de Windsor, na Inglaterra. A noiva entrou na igreja em um longo assinado por Clare Waight Keller e ostentando a tiara de rainha Mary, feita em 1932 e emprestada por Elizabeth II, enquanto o jovem príncipe usou sua farda de Capitão General da Marinha Real, seguindo a tradição. Mas Meghan quebrou o protocolo ao entrar sozinha na capela – o pai não pôde viajar, após passar por uma cirurgia no coração – , sem ser “entregue” ao noivo, o que imprimiu um tom feminista na cerimônia. O casal também quebrou a tradição ao se beijar diante da capela, após a cerimônia, e no trajeto de carruagem por Windsor. Por não terem se casado em Londres, não puderam repetir o costume do beijo na sacada do Palácio de Buckingham, como aconteceu com Kate Middleton e o Príncipe William, em 2011, e Diana Spencer e o Príncipe Charles, em 1981. Além da família real britânica, estrelas do entretenimento também marcaram presença entre os convidados do matrimônio, como o ator americano George Clooney, o britânico Idris Elba, a indiana Priyanka Chopra, que é uma das melhores amigas de Meghan, a apresentadora Oprah Winfrey, a tenista Serena Williams, o cantor Elton John, que chegou a cancelar alguns shows especialmente para a ocasião, o ex-jogador David Beckham e a estilista Victoria Beckham, amigos do noivo, e alguns nomes do elenco de “Suits”, série estrelada pela noiva. Confira abaixo mais de 80 fotos do casamento da agora duquesa de Sussex, condessa de Dumbarton e baronesa Kilkeel.

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  • Série

    13 Reasons Why: Novo trailer legendado reforça que a 2ª temporada já está disponível

    18 de maio de 2018 /

    A Netflix divulgou um novo trailer legendado de “13 Reasons Why” para reforçar que a 2ª temporada já está disponível. A prévia evoluiu do clima triste causado pela lembrança de Hannah (Katherine Langford) até a constatação de que ela não foi a única vítima de bullying na escola, culminando em cenas de agressão, correria e sirenes de polícia. Segundo a sinopse oficial, a 2ª temporada vai acompanhar “as consequências da morte de Hannah e a difícil jornada de nossos personagens rumo à recuperação. A escola Liberty se prepara para ir a julgamento, mas alguém quer impedir a todo custo que a verdade sobre a morte de Hannah venha à tona. Fotos ameaçadoras levam Clay (Dylan Minnette) e seus colegas à descoberta de um segredo terrível – e uma conspiração para encobri-lo”. Embora toda a história do livro “Os Treze Porquês”, de Jay Asher, que inspirou a atração, tenha sido contada na 1ª temporada, o próprio escritor encorajou o showrunner Brian Yorkey a continuar a série ao dizer que gostaria de ver uma 2ª temporada. Os novos episódios foram disponibilizados nesta sexta (18/5) na plataforma de streaming.

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  • Filme

    Curta brasileiro vence prêmio LGBT do Festival de Cannes 2018

    18 de maio de 2018 /

    O curta brasileiro “O Órfão”, de Carolina Markowicz, ganhou a Palma Queer 2018, premiação paralela do Festival de Cannes que elege o melhor filme de temática LGBT+ exibido nas mostras do evento. Exibido na mostra Quinzena dos Realizadores, “O Órfão” é inspirado em uma história real e narra a história de Jonathas, adotado e depois devolvido por causa do seu “jeito diferente”. O adolescente, interpretado por Kauan Alvarenga, gosta de passar batom e usar vestidos femininos. Quando a família descobre seus hábitos, obriga-o a voltar ao orfanato. “O Órfão” é o quinto curta-metragem de Carolina Markowicz, que em 2008 ganhou o prêmio de Melhor Curta no Festival do Rio com “69-Praça da luz”. Este foi o segundo curta com diretora brasileira premiado na Quinzena dos Realizadores de 2018. Além dele, o curta “Skip Day”, documentário codirigido pelo americano Patrick Bresnan e a brasileira Ivete Lucas, venceu o prêmio de Melhor Curta da mostra. Já o vencedor da Palma Queer de longa-metragem foi “Girl”, do belga Lukas Dhont, exibido na seção Um Certo Olhar, sobre adolescente que nasceu menino e sonha se tornar uma bailarina. Criado em 2010, a Palma Queer deste ano foi selecionada por um júri presidido pela produtora francesa Sylvie Pialat, que produziu “Timbuktu”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2015, e “Um Estranho no Lago”, vencedor da Palma Queer de 2013.

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  • Filme

    Kristen Stewart vai estrear como diretora de longas em adaptação literária

    18 de maio de 2018 /

    A atriz Kristen Stewart (“Branca de Neve e o Caçador”) revelou, durante sua participação no Festival de Cannes 2018, que vai consumar sua passagem para trás das câmeras com uma adaptação literária. Ela está escrevendo o roteiro e pretende dirigir a versão cinematográfica do livro “The Chronology of Water”, de Lidia Yuknavitch. “Eu amo os romances dela”, disse a atriz no festival, onde integra o juri da mostra competitiva. “Ela está no meu sangue e, assim que a encontrei, embarcamos nessa corrida sem senso de competição”. “Pretendo filmar no verão”, acrescentou. “Mas no momento meu objetivo é terminar logo o roteiro e contratar uma atriz realmente espetacular. Eu vou escrever o papel feminino mais f*dido. Vou escrever um papel que eu adoraria loucamente interpretar, mas não vou interpretá-lo”. Stewart já dirigiu curtas e clipes em preparação para sua estreia na função em longas. O primeiro curta, “Come Swim”, foi exibido no próprio Festival de Cannes em 2017, e pode ser conferido na íntegra neste link. “Come Swim”, por sinal, já ensaia temas de “The Chronology of Water”, que conta a história de uma ex-nadadora transformada em artista e explora questões de natureza sexual e vício em drogas. A história é baseada nas memórias de Yuknavitch, que foi nadadora profissional, com aspirações olímpicas, antes de virar escritora.

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  • Filme

    Exibição de filme maldito de Terry Gilliam frustra expectativas alimentadas por obsessão de duas décadas

    18 de maio de 2018 /

    A exibição de “The Man Who Killed Don Quixote” (o homem que matou Dom Quixote) no encerramento do Festival de Cannes 2018 era aguardada como um momento mágico, já que representaria o rompimento de uma maldição de mais de duas décadas da vida do diretor Terry Gilliam. A própria projeção foi precedida por um anúncio que lembrava os traumas de sua realização, além de destacar que o cineasta brigou por 25 anos para tirar o projeto do papel. Mas se não bastassem seus infortúnios causados por catástrofes naturais e financeiras, agora o filme terá que lidar com mais um obstáculo inesperado para sua afirmação: as críticas negativas. A maioria achou o filme muito fraco, para não dizer ruim. E quase todos se perguntam o que teria alimentado tamanha obsessão para filmar o que seria, basicamente, uma obra medíocre sem o brilho artístico que se supunha existir. A trama de “The Man Who Killed Don Quixote” parte das frustrações de Toby (Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”), um diretor de publicidade arrogante, que durante a filmagem de um comercial no interior da Espanha, lembra do filme em preto e branco que fez sobre Don Quixote naquela mesma região, e com moradores locais, na época da faculdade. Ao ir atrás dos atores de seu filme de estudante, descobre que a jovem e inocente intérprete de Dulcineia (Joana Ribeiro, da versão portuguesa de “Dancin’ Days”) virou mulher de um mafioso, e o sapateiro que viveu Don Quixote (Jonathan Pryce, que trabalhou com Gilliam em “Brazil”) continuava incorporando o personagem de Miguel Cervantes. Vestido de armadura e lança em punho, ele parece reconhecer Toby, mas como seu escudeiro Sancho Pança. O reencontro logo se transforma em uma aventura insana, em que delírios e realidade se alternam e se confundem, com referências tanto à obra original de Cervantes quanto ao mundo contemporâneo, de imigrantes ilegais, mafiosos russos, Estado Islâmico e um presidente chamado Trump. Revistas de prestígio como Variety e The Hollywood Reporter descreveram o longa como uma bagunça sem sentido ou finalidade, um equívoco completo metido a engraçado e sem um pingo de graça. Entretanto, houve críticos (boa parte deles brasileiros) que acharam uma obra-prima. Isto equilibrou a nota no Rotten Tomatoes na altura da mediocridade e não da podridão, com 57% de aprovação. Os maiores elogios foram para a atuação de Adam Driver, num papel que originalmente seria interpretado por Johnny Depp. Por sinal, as várias versões inacabadas da obra foram lembradas numa dedicação do filme ao ator francês Jean Rochefort (“A Viagem de Meu Pai”) e ao britânico John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), que participaram de filmagens incompletas e não viveram para ver o filme projetado. Vale lembrar que o filme só foi exibido graças à vitória liminar do Festival de Cannes na Justiça francesa. Gilliam e os atuais produtores de “Dom Quixote” travam uma disputa legal contra o produtor português Paulo Branco, que tentou impedir que o longa fosse visto, alegando não ter permitido sua filmagem como detentor legal dos direitos da obra. Para entender os percalços dessa história, é preciso lembrar a história amaldiçoada de “The Man Who Killed Dom Quixote”, iniciada há 25 anos, quando as primeiras páginas do roteiro foram escritas. A pré-produção começou em 1998 e as primeiras filmagens aconteceram em 2000, com Johnny Depp no papel principal. Já neste momento, foram tantos problemas, incluindo inundações, interferências das forças armadas espanholas e uma hérnia sofrida pelo astro Jean Roquefort, que a produção precisou ser interrompida e o filme abandonado. Todas as dificuldades enfrentadas pelo projeto foram registradas num documentário premiado, “Lost in La Mancha” (2002). Uma década depois, em 2010, Gilliam voltou a ficar perto de realizar o longa, chegando a filmar Ewan McGregor (“Trainspotting”) como protagonista e Robert Duvall (“O Juiz”) no papel de Dom Quixote, mas a produção precisou ser novamente interrompida, desta vez por problemas financeiros. Em 2015, ele chegou a anunciar uma nova tentativa, agora estrelada por Jack O’Connell (“Invencível”) e John Hurt, mas a briga com o produtor português Paulo Branco adiou o projeto. Os dois se desentenderam durante a pré-produção, o que levou o diretor a entrar na justiça francesa para anular a cessão de direitos, enquanto realizava o longa com apoio de outra produtora. Neste meio tempo, John Hurt acabou morrendo e precisou ser substituído na quarta filmagem anunciada, desta vez definitiva. Assim, quem acabou nos papéis principais foram, finalmente, Adam Driver e Jonathan Pryce. Mas enquanto Gilliam comemorava a conclusão das filmagens amaldiçoadas no ano passado, um tribunal de Paris se pronunciou em primeira instância em favor do produtor português, embora tenha rejeitado seu pedido de interromper a produção. O cineasta recorreu e uma nova audiência da justiça francesa foi marcada para 15 de junho, data em que se saberá qual será o destino do filme. Por enquanto, apenas o público do Festival de Cannes pôde ver a obra. Alguns dizem que a obra é prima, outros que é perda de tempo. Pelo sim, pelo não, a maldição continua. A revista The Hollywood Reporter publicou que a Amazon, parceira americana da produção, teria desistido de financiar a distribuição do filme nos Estados Unidos após a sessão no festival francês.

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    Filme sobre índios brasileiros é premiado no Festival de Cannes 2018

    18 de maio de 2018 /

    A mostra Um Certo Olhar 2018, principal seção paralela do Festival de Cannes, consagrou o longa luso-brasileiro “Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos”, codirigido pelo português João Salaviza e a brasileira Renée Nader Messora, com seu Prêmio Especial do Júri. Filmado no Brasil, o longa embaralha os limites entre ficção e registro documental. Com elenco extraído de uma aldeia de índios Krahô, no estado de Tocantins, a obra recria na tela histórias e dramas da comunidade, encenados pelos indígenas em seu próprio idioma. Exibido na noite de quarta-feira (16/5), o filme teve uma première marcada por protestos no tapete vermelho do festival. Os dois cineastas e os protagonistas do filme, Ihjac Kraho e Koto Kraho, desfilaram de preto com cartazes vermelhos, com os dizeres “Parem o genocídio dos povos indígenas” e “Pela demarcação das terras dos povos indígenas”. O protesto ecoa a mobilização de líderes indígenas no Brasil, diante de favorecimentos a empresários agrários – alguns, inclusive, famosos delatores de propinas – , além dos desastres ecológicos causadas por obras faraônicas do antigo PAC (Programa de Aceleração de Crescimento da administração de Dilma Rousseff), como a usina de Belo Monte. A situação apenas se agravou com a ascensão do vice da coligação PT-PMDB-PP, Michel Temer. Ao final da projeção, o filme e sua equipe foram aclamados com palmas demoradas pela plateia do cinema Debussy, na Riviera Francesa. “Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos” foi o terceiro filme com integrantes brasileiros premiado nas mostras paralelas do Festival de Cannes 2018. Os anteriores foram “Skip Day”, documentário codirigido pelo americano Patrick Bresnan e a brasileira Ivete Lucas, vencedor do prêmio de Melhor Curta da mostra Quinzena dos Realizadores, e “Diamantino”, coprodução de Brasil, Portugal e França, dirigida pelos portugueses Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, que conquistou o Grande Prêmio da Semana da Crítica de Cannes. “Border”, de Ali Basi, coprodução entre Suécia e Dinamarca que flerta com a ficção científica, ficou com o troféu de Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar.

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    Trailer do novo filme de Garpar Noé, premiado em Cannes, vai da festa ao horror sexual

    18 de maio de 2018 /

    A Wild Bunch divulgou o primeiro trailer, três fotos e o pôster de “Climax”, novo filme de Gaspar Noé, que venceu a Quinzena dos Realizadores 2018, mostra paralela do Festival de Cannes. A prévia em ritmo pulsante é embalada pela trilha criada especialmente para a produção por Thomas Bangalter, integrante do Daft Punk, e vai do clima de festa ao terror escancarado, com escala numa orgia generalizada. No filme, uma companhia de dança faz uma festa pós-ensaio que ganha rumos inesperados quando os jovens dançarinos percebem que alguém batizou o ponche com LSD. O ápice da loucura é a cena de orgia coletiva. Mas há momentos de horror puro. O elenco reflete a falta de limites do diretor, abrangendo da estrela de cinema Sofia Boutella (“A Múmia”) à estrela pornô Giselle Palmer (“She Likes It Rough”), além de uma seleção de atores amadores. Especialista em filmes sexualmente agressivos, Noé ficou conhecido por “Irreversível” (2002), que apresentou uma cena de 9 minutos de estupro da personagem de Monica Bellucci. Seu filme mais recente, “Love” (2015), tinha cenas reais e explícitas de sexo filmadas em 3D. O mais curioso é que o próprio Noé ficou surpreso com a recepção positiva a “Climax” durante a première em Cannes. Em entrevistas, ele disse que o seu agente o alertara para reações piores do que aos longas “Love” ou “Viagem Alucinante” (2009), exibidos em edições anteriores do festival francês. Mas aconteceu o oposto. A estreia comercial está marcada para 19 de setembro na França e ainda não há previsão de lançamento em outros países.

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    Novo filme de Gaspar Noé é premiado no Festival de Cannes 2018

    18 de maio de 2018 /

    O filme “Climax”, do polêmico diretor Gaspar Noé, foi o grande vencedor da Quinzena dos Realizadores 2018, mostra paralela ao Festival de Cannes. A produção é outra obra de sexo explícito do cineasta argentino radicado na França, que chegou a ser descrita pelo jornal britânico The Guardian como “delírio satânico de sexo e desespero de uma trupe de dança”. No filme, uma companhia de dança faz uma festa pós-ensaio que ganha rumos inesperados quando os jovens dançarinos percebem que alguém batizou o ponche com LSD. O ápice da loucura é uma cena de orgia coletiva. Mas há momentos de terror puro. Veja o trailer aqui. Especialista em filmes sexualmente agressivos, Noé ficou conhecido por “Irreversível” (2002), que apresentou uma cena de 9 minutos de estupro da personagem de Monica Bellucci. Seu filme mais recente, “Love” (2015), tinha cenas reais e explícitas de sexo filmadas em 3D. O mais curioso é que o próprio Noé ficou surpreso com a reação positiva ao filme. Em entrevistas, ele disse que o seu agente o alertara para reações piores do que aos longas “Love” ou “Viagem Alucinante” (2009), exibidos em edições anteriores do festival francês. Mas aconteceu o oposto. Já o prêmio de melhor curta-metragem foi para “Skip Day”, documentário codirigido pelo americano Patrick Bresnan e a brasileira Ivete Lucas, que vive atualmente nos Estados Unidos. A dupla já tinha sido premiada no festival SXSW em 2016 pelo curta documental “Send Off” e prepara um documentário em longa-metragem sobre a cidadezinha retratada nos dois, “Pahokee”, uma comunidade majoritariamente negra e jovem da Flórida.

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  • Filme

    Deadpool 2 é reclassificado para maiores de 16 anos no Brasil

    18 de maio de 2018 /

    Após estrear nos cinemas do país na quinta-feira (17/5) com classificação etária para maiores de 18 anos, “Deadpool 2” conseguiu ser reclassificado para 16 anos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pela Fox Film do Brasil, que distribui o longa-metragem. Menores de 16 terão a entrada autorizada desde que acompanhados pelos pais ou responsáveis legais. A distribuidora brasileira fez o anúncio por meio de sua página no Twitter e aproveitou a natureza irônica e sarcástica do personagem para fazer piada: “Eu disse que era um filme família!”. Veja abaixo Segundo informações do site Filme B, que acompanha o mercado audiovisual brasileiro, “Deadpool 2” entrou em cartaz na quinta com público estimado de 238 mil pessoas, desempenho 41% menor do que a performance do o primeiro título, que levou 404 mil espectadores aos cinemas no dia da estreia, apesar de distribuído em menos cinemas. A expectativa, com a nova classificação indicativa, é que os números melhorem no fim de semana. O primeiro filme tinha sido classificado para maiores de 16 anos. O Departamento de Políticas de Justiça do Ministério da Justinha afirmou ter proibido a continuação para menores de 18 anos por conter exibição de “drogas, violência extrema e conteúdo impactante”. Se esta classificação não fosse revertida, espectadores com idades abaixo dessa faixa não seriam admitidos nas salas nem se estiverem acompanhados de seus pais ou responsáveis. Por conta isso, algumas redes de exibição e serviços online de vendas de ingressos, como o Cinemark, chegaram a orientar os menores de idade que tinham adquirido ingressos para o filme em pré-venda a pedirem reembolso. A repercussão nas redes sociais foi grande, com manifestações a favor e contra a medida. Boa parte das reclamações veio de fãs menores que estavam se programando para assistir ao filme. Ninguém lembrou, entretanto, da polêmica de “Aquarius”. O filme de Kleber Mendonça Filho também foi classificado para maiores de 18 anos. Tinha cenas de consumo de drogas e nudez masculina frontal, com pênis ereto e sexo grupal. Mas protestos politizaram a discussão da recomendação etária, que acabou revista para 16 anos após o diretor insinuar que se tratava de perseguição política. Aquele filme era para adultos. “Deadpool 2” é um besteirol adolescente. Eu disse que era um filme família. OFICIAL: A classificação indicativa de #Deadpool2 (que antes era 18 anos) agora é 16 anos. ASSISTA HOJE NOS CINEMAS! Compre aqui: https://t.co/OHaSJ3sHBk pic.twitter.com/9CgW6EaxJV — Fox Film do Brasil (@FoxFilmdoBrasil) May 18, 2018

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  • Série

    Saiba quais spin-offs e remakes de atrações famosas foram rejeitados e não vão virar séries em 2018

    18 de maio de 2018 /

    “Wayward Sisters”, spin-off de “Supernatural”, não foi o único projeto tido como certeiro que acabou recusado para a temporada de outono na TV aberta dos Estados Unidos. Outras atrações derivadas de franquias conhecidas e com elencos e produtores famosos ficaram pelo caminho, decepcionando não apenas os envolvidos em seus pilotos, mas a expectativa dos fãs. Ao todo, os pilotos rejeitados incluem três remakes e três spin-offs, totalizando seis desdobramentos de franquias reprovados. Destes, os spin-offs são os que possuem mais chances de reviver em outro canal ou em outra data. Confira abaixo os cinco projetos inesperadamente recusados pelas redes de TV americanas na temporada de pilotos de 2018. Clique nos títulos de cada atração para saber mais detalhes sobre seus desenvolvimentos. “Cagney & Lacey” Remake de uma das séries mais bem-sucedidas dos anos 1980, que durou sete temporadas, entre 1981 e 1988, sobre o trabalho e a amizade de duas detetives da polícia de Nova York. Desenvolvido por Bridget Carpenter (criadora da minissérie “11.22.63”), o piloto contava com Sarah Drew (recém-saída de “Grey’s Anatomy”) como Cagney e Michelle Hurd (da série “Blindspot”) como Lacey, numa revisão racial da trama original. Além delas, o ator Ving Rhames (da franquia “Missão Impossível”) integrava o elenco, como o chefe da delegacia de polícia de Los Angeles – numa mudança também de locação. Na hora de definir sua programação, a rede CBS preferiu aprovar apenas o remake de “Magnum”. Caso prosseguisse com “Cagney & Lacey”, poderia virar um canal de nostalgia, acrescentando mais um remake à exibição de “Hawaii 5-0”, “MacGyver” e o anunciado “Magnum P.I.”. “Greatest American Hero” Remake da série de comédia dos anos 1980 exibida no Brasil como “Super-Herói Americano”. A série original foi criada por Stephen J. Cannell (“Anjos da Lei”, “Esquadrão Classe A”) e durou três temporadas, entre 1981 e 1983, acompanhando um professor (William Katt) que encontrava uma roupa que lhe dava superpoderes. O problema é que ele perdia o manual de uso, tendo que aprender suas novas habilidades por meio de tentativa e erro. A atualização previa não apenas uma mudança racial, mas também de sexo. Desenvolvido por Rachna Fruchbom (roteirista-produtora de “Fresh Off the Boat”), o piloto girava em torno de Meera, uma mulher de 30 anos que ama tequila e karaokê, e cuja falta de responsabilidade sempre causou grande desgosto em sua família tradicional indiana. Hannah Simone (a Cece da série “New Girl”) tinha o papel principal. “Get Christie Love” Remake da atração homônima de 1974, batizada de “Anjo Negro” no Brasil. A versão original foi a primeira série dramática protagonizada por uma atriz negra (Teresa Graves) na TV americana, inspirada pelas heroínas valentonas dos filmes de blaxploitation. O piloto foi desenvolvido por Courtney Kemp Agboh, criadora da série “Power”, maior sucesso do canal pago Starz, e em vez de uma policial infiltrada, Christie Love seria uma agente da CIA altamente treinada e mestre de disfarces. A atriz Kylie Bunbury (séries “Under the Dome” e “Pitch”) viveria o papel principal e a produção estava a cargo da One Race Television, produtora do ator Vin Diesel (da franquia “Velozes e Furiosos”), em parceria com a Universal e a Lionsgate Television. Apesar disso, foi recusada pela rede ABC. “L.A.’s Finest” Spin-off da franquia cinematográfica “Bad Boys”, que rendeu dois filmes estrelados por Will Smith e Martin Lawrence há mais de 15 anos. O projeto era centrado na personagem Syd Burnett, irmã do detetive Marcus Burnett (Martin Lawrence), introduzida em “Bad Boys 2” (2003). A série estava sendo desenvolvido pelos roteiristas Brandon Margolis e Brandon Sonnier (ambos da série “The Blacklist”) e mostraria o trabalho de Syd para o Departamento de Combate ao Tráfico de Drogas. Ela voltaria a ser interpretada pela mesma atriz, Gabrielle Union. E, replicando a dinâmica do filme, teria uma parceira feminina, papel que marcaria o retorno de Jessica Alba (“Sin City”, “Machete”) para a TV, 16 anos após o final da série sci-fi “Dark Angel” (2000–2002). A produção estava a cargo de Jerry Bruckheimer (da franquia “CSI”), que produziu os filmes. E, segundo o site The Hollywood Reporter, só não virou série devido a impasses na negociação entre a Sony TV e a rede NBC. Ou seja, não houve rejeição do piloto e sim dos custos. Por conta disso, a Sony pretende levar o projeto para outros interessados, e ainda é possível que vire série. “Gone Baby Gone” Spin-off do filme homônimo, o primeiro dirigido pelo ator Ben Affleck, lançado em 2007 no Brasil com o título “Medo da Verdade”. A cargo de Robert Levine, co-criador de “Black Sails”, o piloto se concentrava nos personagens do livro de Dennis Lehane em que o filme original foi baseado, os detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro. Na sinopse, eles eram descritos como uma dupla armada com inteligência, conhecimento de rua e uma química inegável para tentar corrigir os erros da lei no bairro pobre de Dorchester, na cidade de Boston. Joseph Morgan (Klaus em “The Originals”) e Payton List (atualmente na série “Colony”) interpretariam os protagonistas, que no cinema foram vividos por Casey Affleck e Michelle Monagham. O elenco do piloto também incluía a veterana Christine Lahti (série “The Blacklist”) como a mãe de Angela, e a canadense-brasileira Laysa Oliveira (“Lea to the Rescue”) como a namorada de Patrick, uma médica de pronto socorro. O projeto era o primeiro piloto desenvolvido pela Miramax, empresa que foi fundada em 1979 por Bob e Harvey Weinstein, mas que atualmente pertence ao BEIN Media Group. Mas a Fox não aprovou o resultado. “Wayward Sisters” Spin-off com as personagens femininas de “Supernatural”, cuja premissa foi apresentada num episódio da atual temporada da série original. O projeto estava sendo desenvolvido por Robert Berens e Andrew Dabb, ambos roteiristas de “Supernatural”, e seria centrado na xerife Jody Mills (Kim Rhodes) e nas adolescentes problemáticas que ela adotou: Claire Novak (Kathryn Newton), filha do receptáculo humano de Castiel (Misha Collins), Alex Jones (Katherine Ramdeen), jovem raptada por vampiros, a médium Patience Turner (Clark Backo) e possivelmente Kaia (Yadira Guevara-Prip, da série “Mad Dogs”), que pode se projetar astralmente em outras dimensões. Sob o treinamento e proteção das xerifes Jody Mills e sua amiga Donna Hanscum (Briana Buckmaster), as jovens formariam uma equipe de caçadoras de monstros, num contraponto feminino à série original – sobre dois irmãos, Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles), originalmente treinados por um pai caçador. Mas a rede CW preferiu aprovar o spin-off de “The Originals”, intitulado “Legacies”, em vez deste. Como as personagens continuarão em “Supernatural”, sempre é possível retomar o projeto numa próxima temporada.

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