Martin Scorsese vai retomar parceria com Leonardo DiCaprio em thriller sobre crimes dos anos 1920
Poucos dias após completar o elenco de “The Irishman”, que vai reunir Robert De Niro, Joe Pesci e Al Pacino, o diretor Martin Scorsese anunciou uma nova parceria com Leonardo DiCaprio. Segundo o site da revista Variety, o cineasta vai adaptar o livro “Killers of the Flower Moon: The Osage Murders and the Birth of the FBI”, best-seller de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca uma sucessão de misteriosos assassinatos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma. A investigação foi um dos primeiros grandes casos da história do FBI. O designer de produção de Scorsese, Dante Ferretti, informou ao site que o diretor planeja filmar no primeiro semestre do próximo ano. Os direitos do livro, sem tradução no Brasil, foram adquiridos em 2016 por US$ 5 milhões e um roteiro estaria sendo escrito pelo veterano Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”). Scorsese e DiCaprio estão desenvolvendo o projeto há alguns meses e, caso tudo dê certo, será a sexta parceria da dupla, após “Gangues de Nova York” (2002), “O Aviador” (2004), “Os Infiltrados (2006), “Ilha do Medo” (2010) e “O Lobo de Wall Street” (2013).
Queen confirma filme sobre a banda com astro de Mr. Robot e diretor de X-Men
O filme sobre a banda Queen foi confirmado no site oficial dos músicos. “Sim pessoal, está acontecendo finalmente”, abre o texto que confirma os rumores sobre a produção. Intitulado “Bohemian Rhapsody”, como o hit mais popular do grupo, o filme será dirigido por Bryan Singer (“X-Men”) e estrelado por Rami Malek (astro da série “Mr. Robot”) como Freddie Mercury, mas o resto do elenco “é notícia para outro dia”, segundo o comunicado. “Rami tem grande presença e ele está totalmente dedicado ao projeto. Ele está vivendo e respirando Freddie, o que é maravilhoso”, disseram os músicos remanescentes da banda, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor. O projeto, que já se arrasta desde 2010, também já chegou a cotar o comediante britânico Sacha Baron Cohen (“Borat” e “O Ditador”) para o papel principal. Ele acabou desistindo de viver o cantor após se desentender com os músicos remanescentes do Queen, que também desaprovaram o roteiro original de Peter Morgan (“A Rainha”). O roteiro atual foi escrito por Anthony McCarten (“A Teoria de Tudo”) e parece ter contornado a principal objeção de May e Taylor: o pudor dos velhos roqueiros em abordar certos aspectos da vida de Mercury, que morreu em decorrência da Aids em 1991. Os dois, por sinal, chegaram a definir Ben Whishaw (“007 Contra Spectre”) como Mercury, Johnny Flynn (“Depois de Maio”) no papel de Taylor e Gemma Arterton (“Gemma Bovary”) como Mary Austin, a namorada/amiga do cantor, mas todo esse elenco ruiu quando o diretor originalmente contratado, Dexter Fletcher (“Sunshine On Leith”), abandonou os trabalhos durante a pré-produção. Agora, segundo o site oficial do Queen, a filmagem está “prestes a começar”. Mais especificamente, o longa já entrou em pré-produção e o início da rodagem está marcado para meados de setembro em Londres.
Zendaya e Tom Holland zoam boatos de que estão namorando
Nesta semana, a publicação mais famosa de celebridades dos Estados Unidos descobriu um namoro entre Zendaya e Tom Holland, estrelas de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, e como no passado outros intérpretes da franquia acabaram mesmo se envolvendo, a notícia da revista People repercutiu em muitos sites. Só que os alvos da fofoca reduziram tudo a piada. Zendaya e Tom Holland riram da publicação nas redes sociais. “Espere espere… a minha parte favorita é quando diz que tiramos férias juntos. HA!”, Zendaya escreveu. “Eu não tiro férias há anos! E você, Tom Holland?” Em resposta, o ator retrucou: “A turnê de divulgação do filme conta?” Claro, nem Zendaya nem Holland negaram os rumores. O fato deles racharem o bico com a notícia confirma que no mínimo são bons amigos. De resto, “a turnê de divulgação do filme conta?” Wait wait…my favorite is when it says we go on vacations together HA! I haven't been on a vacation in years!???hbu @TomHolland1996 ??? https://t.co/zSkvcfzzTa — Zendaya (@Zendaya) July 13, 2017 @Zendaya Does the press tour count ?? https://t.co/2WsstZPyde — Tom Holland (@TomHolland1996) July 13, 2017 I'm done?✋? https://t.co/XEEipLyG4d — Zendaya (@Zendaya) July 13, 2017
Dublador de Kermit, o sapo dos Muppets, é demitido pela Disney
Após 27 anos dando voz e personalidade para Kermit, o sapo dos Muppets, o manipulador de fantoches Steve Whitmire foi demitido pela Disney. Whitmire integrava o elenco de “Os Muppets” desde 1978, mas no começo do programa quem manipulava o sapo era o seu criador Jim Henson. Originalmente, Whitmore fazia a voz do rato Rizzo e outros Muppets de menor expressão, mas, após dublar a versão bebê de Kermit no filme “Os Muppets Conquistam Nova York” (1984), o próprio Henson se convenceu que ele era perfeito para assumir o papel, o que acabou acontecendo em 1990. “Para mim, ‘Os Muppets’ não era apenas um trabalho de uma carreira, nem mesmo uma paixão”, ele desabafou numa publicação em seu blog pessoal. “Eu nunca consideraria abandonar o Caco, porque isso seria abandonar a tarefa confiada a mim por Jim Henson, meu amigo, mentor e também meu herói.” Dizendo-se arrasado, ele contou como soube que seria demitido. “Em outubro de 2016 recebi uma ligação dos executivos dizendo que estavam reformulando o personagem”, escreveu. “Ofereci várias soluções. Queria olhar nos olhos e discutir antes que a decisão fosse tomada.” Whitmire ainda tinha esperanças de voltar ao papel. “Fiquei em silêncio nos últimos nove meses, na esperança de que a empresa Disney pudesse reverter sua decisão”, disse. Mas isso não vai acontecer. Um porta-voz da Disney disse em comunicado que “agradece a Steve por suas grandes contribuições como Caco e também para os Muppets”. Matt Vogel assumirá o comando e a voz do personagem. Sua primeira participação será no vídeo “Muppets Thought of the Week”, que será lançado já na próxima semana.
Ryan Reynolds pode estrelar adaptação da franquia de games Rainbow Six
O ator Ryan Reynolds (“Deadpool”) está sendo cotado para protagonizar um filme baseado na franquia de games “Rainbow Six”. Segundo o site Deadline, o roteirista-produtor Akiva Goldsman fechou um acordo de dois anos com a Paramount e, entre seus projetos, está uma adaptação da obra, inspirada no livro homônimo de espionagem do escritor Tom Clancy (criador do herói-espião Jack Ryan) e nos jogos desenvolvidas pela Red Storm Entertainment, verdadeira febre dos e-sports. Caso as negociações prossigam, Reynolds pode viver John Clark, um ex-agente que comanda uma unidade anti-terrorismo multinacional, composta pelos melhores soldados da OTAN (Organização do Atlântico Norte). No livro de Clancy que inspirou os games, publicado em 1998, a equipe é confrontada por um grupo com poder de destruição global. Vale observar que a premissa original se expandiu com os jogos, e uma das extensões mais recentes, “Skull Rain”, é ambientada no Rio de Janeiro. Agora, as más notícias. Akiva Goldsman é o mais superestimado roteirista-produtor de Hollywood. Ele tem um Oscar, conquistado por “Uma Mente Brilhante” (2001) há 16 anos, mas também colocou seu nome em alguns dos piores lançamentos norte-americanos dos últimos 20 anos, entre eles “Batman e Robin” (1997), “Perdidos no Espaço: O Filme” (1998), “O Código Da Vinci” (2005), “Hancock” (2008), “Jonah Hex” (2010), “Um Conto do Destino” (2014), “A Série Divergente: Insurgente” (2015), “A 5ª Onda” (2016), “O Chamado 3” (2016), “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017), “Transformers: O Último Cavaleiro” (2017) e o vindouro e provavelmente desastroso “A Torre Negra”. Para completar, o roteiro do projeto está sendo escrito pela dupla André Nemec e Josh Appelbaum (ambos de “As Tartarugas Ninja”). Ainda não há previsão para o começo da produção.
Diretor de Esquadrão Suicida abandona remake de Scarface
O diretor de “Esquadrão Suicida” (2016), David Ayer, não vai mais comandar o novo remake de “Scarface”. Segundo a revista Variety, o estúdio Universal pretendia apressar o começo das filmagens, o que causou conflito com a agenda do cineasta. Ayer está atualmente trabalhando na pós-produção da sci-fi “Bright”, primeiro filme com orçamento de blockbuster da Netflix, estrelado por Will Smith, e está contratado pela Warner para filmar “Sereias de Gotham”, spin-off de “Esquadrão Suicida” centrado na personagem Arlequina. Ele foi o segundo diretor a abandonar o projeto do novo “Scarface”. Ayer tinha assumido o lugar do diretor Antoine Fuqua (“Sete Homens e um Destino”), que também abandonou o filme por conflito de agenda – no caso, com as filmagens da sequência de “O Protetor” (2014). Com a saída de Ayer, o estúdio está à procura de um novo diretor que possa filmar a produção até o fim do ano. O ator mexicano Diego Luna (“Rogue One — Uma História Star Wars”) continua com o papel principal, como o novo Tony Montana. Inspirada na ascensão de Al Capone, a história de “Scarface” já rendeu dois filmes cultuados: o original de 1931, dirigido por Howard Hawks e, segundo a lenda, aprovado pelo próprio Capone, e o remake de 1982, uma versão latina do gângster levada à extremos pelo diretor Brian De Palma. O enredo de ambas as versões centra-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto na versão dos anos 1980 era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. Nesse contexto, a escalação de Luna, um ator mexicano, deve ter repercussão direta na trama, ao ecoar a política de Donald Trump em relação às fronteiras dos Estados Unidos. A produção está a cargo de Martin Bregman, responsável pela versão lançada nos anos 1980. Vale lembrar que os planos do remake têm uma década, desde que a Universal contratou o próprio David Ayer para escrever o primeiro roteiro. Desde então, a história foi revisada por Paul Attanasio (“Donnie Brasco”), reescrita por Jonathan Herman (“Straight Outta Compton: A História do NWA”), novamente revisada por Terence Winter (criador da série “Boardwalk Empire”) e, há apenas seis meses, mais uma vez reescrita pelos irmãos Coen (de “Fargo” e “Onde os Fracos não Tem Vez”).
Boyd Holbrook não deve participar da 3ª temporada de Narcos
O Pablo Escobar vivido Wagner Moura não deve ser a única ausência entre os protagonistas da 3ª temporada de “Narcos”. O primeiro teaser dos novos episódios não mostra o agente John Murphy, interpretado por Boyd Holbrook. Na vida real, tanto Javier Peña, personagem de Pedro Pascal com destaque no teaser, quanto Murphy deixaram a Colômbia em 1994, após a morte de Escobar. Murphy saiu quatro meses antes. Os dois agentes federais serviram como consultores nas primeiras temporadas de “Narcos”. Como Steve Murphy só se aposentou há dois anos, Holbrook acreditava que seu personagem poderia reaparecer na trama. Em setembro, numa entrevista ao site The Hollywood Reporter, ele lembrou: “Steve foi muito ativo no DEA por um longo tempo, então deixarei isso para vocês descobrirem. Acho que não faltarão oportunidades, porque Pablo traficava drogas diretamente para Miami, mas, após ele morrer, o Cartel de Cali que assumiu o poder optou por traficar para o México e deixar os mexicanos lidarem com a polícia americana. E essa foi a origem de El Chapo e coisas assim”, completou. Murphy também narrava a série até a 2ª temporada, mas Holbrook estava confiante de que o material falaria por si: “Eu acho que há outras oportunidades para a série manter a mesma estética, aparência, sensação e hiperrealismo”. Mesmo sem confirmação oficial, Holbrook não deve ser visto na 3ª temporada, o que não impede seu retorno no próximo ano. “Narcos” encontra-se renovada até a 4ª temporada pela Netflix.
3ª temporada de Narcos ganha primeiro teaser, fotos e data de estreia
A Netflix divulgou seis fotos e o teaser oficial com a data de estreia da 3ª temporada de “Narcos”. A série voltará no dia 1º de setembro, agora sem Wagner Moura. Mas não sem o Brasil. A prévia abre com uma imagem aérea do Rio de Janeiro, com destaque para o Cristo Redentor, mostrando grande alcance do tráfico internacional. Após o fim da caçada sangrenta por Pablo Escobar, interpretado pelo ator brasileiro nas temporadas anteriores, o agente do DEA Javier Peña, personagem de Pedro Pascal, volta sua atenção à organização do tráfico de drogas mais rica do mundo: o Cartel de Cali. Liderado por quatro poderosos chefões, este cartel opera de forma bem diferente do de Escobar, preferindo subornar oficiais do governo e manter suas ações violentas longe das manchetes. O Carel é formado por Gilberto Rodriguez Orejuela (Damian Alcazar), líder do negócio, Miguel Rodriguez Orejuela (Francisco Denis), irmão de Gilberto, Pacho Herrera (Alberto Ammann), assassino e responsável pela conexão mexicana do cartel e sua distribuição internacional, e Chepe Santacruz Londono (Pepe Rapazote), que chefia o império-satélite de Nova York da rede de drogas colombiana.
Morre dublê que se acidentou no set de The Walking Dead
O dublê americano John Bernecker, que caiu de uma plataforma de quase dez metros de altura durante as gravações da 8ª temporada de “The Walking Dead”, teve a morte declarada, segundo o site TMZ. Ele estava em estado grave e respirava com a ajuda de aparelhos no Atlanta Medical Center desde a tarde de quarta-feira (12/7), quando sofreu o acidente e ficou com uma lesão grave na cabeça. De acordo com o site americano, ele estava rodeado de parentes, amigos e da namorada, Jennifer Cocker, que também é dublê, no momento em que os aparelhos foram desligados. A produtora responsável informou que as gravações foram suspensas após o acidente. O dublê de 33 anos começou a trabalhar há nove anos na profissão, tendo participado de vários sucessos do cinema. Entre eles, estão “Logan”, “Corra!”, “Velozes e Furiosos 8” e três filmes da série “Jogos Vorazes”. Em “Logan”, ele também faz uma pequena aparição como ator, interpretando um policial. O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) informou que vai investigar as causas do acidente fatal. No Facebook, antes da confirmação da morte de Bernecker, a namorada do dublê considerou “injusto” o acidente.
Festival Anima Mundi chega aos 25 anos comemorando um século de animações brasileiras
O Anima Mundi, uma das mais importantes eventos internacionais de animação, começa nesta sexta (14/7) no Rio de Janeiro, comemorando 25 anos do festival. O festival também vai celebrar os 100 anos da animação no Brasil. O primeiro registro do gênero no país foi “O Kaiser”, uma charge animada do cartunista fluminense Álvaro Martins, em referência ao contexto geopolítico internacional da época, em plena 1ª Guerra Mundial. Infelizmente, a produção de 1917 se perdeu no tempo, mas continua sendo lembrada e inspirou oito animadores a refazer o filme a partir de uma imagem que sobreviveu para um documentário de 2013 (“Luz Anima Ação”). O resultado é “Reanimando O Kaiser”, que misturou diversas técnicas para recriar a história refletindo a atual diversidade da animação feita no Brasil. Este é apenas um dos trabalhos que integram a programação do Anima Mundi 2017, composta por 470 títulos de 45 países, que incluem mostras especiais e retrospectivas. Uma delas, claro, vai mapear um século de animações brasileiras. Mas há também destaque para a animação canadense, numa retrospectiva que inclui o célebre mestre Norman McLaren. Entre os convidados estrangeiros, há outro mestre, o cineasta uruguaio Walter Tournier, com 38 anos de carreira como diretor, que dará uma masterclass sobre stop-motion durante o evento. As mostras competitivas reúnem 182 produções nas categorias de curta (82 títulos), curta infantil (49), longa-metragem (4), longa-metragem infantil (3), galeria (20 filmes experimentais) e portfólio (24 filmes publicitários ou feitos sob encomenda). Como o festival é qualificado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, o curta vencedor do Grande Prêmio Anima Mundi é selecionado para a disputa do Oscar. Já os três longas infantis na programação deste ano são “Barkley”, de Li-Wei Chiu (Taiwan), “The Oddsockeaters”, de Galina Miklínová (República Tcheca/Eslováquia) e “Pixi Post and the Gift-Bringers”, de Gorka Sesma (Espanha). Além disso, haverá a exibição de episódios inéditos da 2ª temporada da série “Irmão do Jorel”, do Cartoon Network, com participação do criador, Juliano Enrico. Em São Paulo, o Anima Mundi também terá a première do longa “Lino”, com o making of da animação da Fox Films que estreia em setembro no Brasil. O filme narra as agruras de um azarado animador de festas que vira “monstro” e conta com as vozes dos atores Selton Mello, Paolla Oliveira e Dira Paes. O evento tem ingressos populares (R$ 10) e algumas exibições gratuitas. Vai desta sexta (14/7) até 23 de julho no Rio, e depois acontece de 26 a 30 de julho em São Paulo. Confira a programação completa no site oficial.
Elis lidera lista de indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2016
A Academia Brasileira de Cinema, que elege com bastante atraso os melhores artistas, técnicos e filmes nacionais do ano anterior, divulgou a lista de indicados à 16º edição de sua premiação, batizada singelamente de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Com 12 indicações, o drama biográfico “Elis”, de Hugo Prato, que conta a história da cantora Elis Regina, lidera a lista de produções selecionadas. Outros filmes que se destacam são “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, “Mãe Só Há Uma”, de Anna Muylaert, e “Nise — O Coração da Loucura”, de Roberto Berliner. Em compensação, “Sinfonia da Necrópole” e “O Roubo da Taça” foram subestimados com apenas uma indicação cada, o que ainda assim é melhor do que ter sido simplesmente ignorado, como aconteceu com “O Silêncio do Céu”, “Campo Grande”, “Para Minha Amada Morta” e “Ponto Zero”, quatro filmes melhores que, por exemplo, “Elis”. Já o pior filme brasileiro de 2016 está na lista, entre as comédias. Adivinhe qual. Além da distribuições de troféus, haverá homenagens ao ator Antonio Pitanga, à atriz e diretora Helena Ignez, ao centenário de empresa distribuidora Grupo Severiano Ribeiro (hoje Kinoplex) e à Cinemateca Brasileira. A cerimônia de premiação vai acontecer em 5 de setembro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob direção de Bia Lessa. Confira abaixo a lista completa dos indicados. Indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2016 Melhor Filme “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro “Elis”, de Hugo Prata “Mãe Só Há Uma”, de Anna Muylaert “Nise – O Coração da Loucura”, de Roberto Berliner Melhor Documentário “Cícero Dias, o Compadre de Picasso”, de Vladimir Carvalho “Cinema Novo”, de Eryk Rocha. Curumim, de Marcos Prado. “Eu Sou Carlos Imperial”, de Renato Terra e Ricardo Calil “Marias”, de Joana Mariani “Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil”, de Belisario Franca “Quanto Tempo o Tempo Tem”, de Adriana L. Dutra Melhor Comédia “BR716”, de Domingos Oliveira “É Fada!”, de Cris D’Amato “Minha Mãe É Uma Peça 2”, de César Rodrigues “O Roubo da Taça”, de Caito Ortiz “O Shaolin do Sertão”, de Halder Gomes Melhor Direção Afonso Poyart (“Mais Forte Que O Mundo – A História De José Aldo”) Anna Muylaert (“Mãe Só Há Uma”) David Schurmann (“Pequeno Segredo”) Gabriel Mascaro (“Boi Neon”) Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”) Melhor Atriz Adriana Esteves (“Mundo Cão”) Andréia Horta (“Elis”) Glória Pires (“Nise – O Coração da Loucura”) Julia Lemmertz (“Pequeno Segredo”) Sonia Braga (“Aquarius”) Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”) Melhor Ator Caio Blat (“BR716”) Cauã Reymond (“Reza a Lenda”) Chic Diaz (“Em Nome da Lei”) Domingos Montagner (“Um Namorado Para Minha Mulher”) Juliano Cazarré (“Boi Neon”) Lázaro Ramos (“Mundo Cão”) Melhor Atriz Coadjuvante Alice Braga (“Entre Idas e Vindas”) Andréa Beltrão (“Sob Pressão”) Laura Cardoso (“De Onde Eu Te Vejo”) Maeve Jinkings (“Aquarius”) Maeve Jinkings (“Boi Neon”) Sophie Charlotte (“BR716”) Melhor Ator Coadjuvante Caco Ciocler (“Elis”) Dan Stulbach (“Meu Amigo Hindu”) Flavio Bauraqui (“Nise – O Coração da Loucura”) Gustavo Machado (“Elis”) Irandhir Santos (“Aquarius”) Melhor Roteiro Original Afonso Poyart e Marcelo Rubens Paiva (“Mais Forte Que O Mundo – A História de José Aldo”) Anna Muylaert(“Mãe Só Há Uma”) Domingos Oliveira (“BR716”) Gabriel Mascaro (“Boi Neon”) Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”) Melhor Roteiro Adaptado Fil Braz e Paulo Gustavo (“Minha Mãe É Uma Peça 2”) Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco (“Big Jato”) Lusa Silvestre e Julia Rezende (“Um Namorado Para Minha Mulher”) Neville D’Almeida e Michel Melamed (“A Frente Fria Que a Chuva Traz”) Walter Lima Jr (“Através da Sombra”) Melhor Direção de Fotografia Adrian Teijido (“Elis”) André Horta (“Nise – O Coração da Loucura”) Diego Garcia (“Boi Neon”) Marcelo Corpanni (“Reza a Lenda”) Mauro Pinheiro Junior (“Meu Amigo Hindu”) Melhor Direção de Arte Clovis Bueno, Isabel Xavier e Caroline Schamall (“Meu Amigo Hindu”) Daniel Flaskman (“Nise – O Coração Da Loucura”) Frederico Pinto (“Elis”) Juliana Ribeiro (“O Shaolin do Sertão”) Juliano Dornelles e Thales Junqueira (“Aquarius”) Melhor Figurino Cássio Brasil (“Reza A Lenda”) Cris Kangussu (“Nise – O Coração da Loucura”) Cristina Camargo (“Elis”) Flora Rebollo (“Boi Neon”) Luciana Buarque (“O Shaolin do Sertão”) Melhor Maquiagem Alex De Farias (“Boi Neon”) Anna Van Steen (“Elis”) Bruna Nogueira (“Meu Amigo Hindu”) Cristiano Pires (“O Shaolin do Sertão”) Tayce Vale (“Reza a Lenda”) Melhores Efeitos Visuais Binho Carvalho e José Francisco (“Reza a Lenda”) Eduardo Amodio (“Aquarius”) Guilherme Ramalho (“Elis”) Marcelo Siqueira (“Pequeno Segredo”) Mari Figueiredo (“Mais Forte Que O Mundo – A História de José Aldo”) Melhor Montagem Eduardo Serrano (“Aquarius”) Fernando Epstein e Eduardo Serrano (“Boi Neon”) Gustavo Giani (“Meu Amigo Hindu”) Karen Harley (“Big Jato”) Tiago Feliciano (“Elis”) Melhor Montagem de Documentário Alexandre Lima (“Curumim”) Gabriel Medeiros (“Geraldinos”) Jordana Berg (“Eu Sou Carlos Imperial”) Renato Vallone (“Cinema Novo”) Yan Motta (“Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil”) Melhor Som Alfredo Guerra e Érico Paiva (“O Shaolin Do Sertão”) Fabian Oliver, Mauricio D’orey e Vicent Sinceretti (“Boi Neon”) Gabriela Cunha, Daniel Turini, Fernando Henna e Paulo Gama (“Sinfonia da Necrópole”) Jorge Rezende, Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond Lima (“Elis”) Nicolas Hallet e Ricardo Cutz (“Aquarius”) Paulo Ricardo Nunes, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Paulo Gama (“Reza a Lenda”) Melhor Trilha Sonora Original Alceu Valença (“A Luneta do Tempo”) Antonio Pinto (“Pequeno Segredo”) Dj Dolores (“Big Jato”) Jaques Morelenbaum (“Nise – O Coração da Loucura”) Otavio De Moraes (“Elis”) Melhor Trilha Sonora Alexandre Guerra (“O Vendedor de Sonhos”) Bernardo Uzeda (“Mate-Me por Favor”) Domingos Oliveira (“BR716”) Mateus Alves (“Aquarius”) Mauricio Tagliari (“Mundo Cão”) Melhor Longa-Metragem Estrangeiro “A Chegada”, de Denis Villeneuve “A Garota Dinamarquesa”, de Tom Hooper “Animais Noturnos”, de Tom Ford “Elle”, de Paul Verhoeven “O Filho de Saul”, de László Nemes “Spotlight – Segredos Revelados”, de Tom Mccarthy Melhor Curta “A Moça que Dançou com o Diabo”, de João Paulo Miranda Maria “Constelações”, de Maurílio Martins “E o Galo Cantou”, de Daniel Calil “Não Me Prometa Nada”, de Eva Randpolph “O Melhor Som do Mundo”, de Pedro Paulo De Andrade Melhor Curta de Documentário “A Morte do Cinema”, de Evandro De Freitas “Abissal”, de Arthur Leite “Aqueles Anos de Dezembro”, de Felipe Arrojo Poroger “Buscando Helena”, de Ana Amélia Macedo e Roberto Berliner “Índios no Poder”, de Rodrigo Arajeju “Orquestra Invisível Let’s Dance”, de Alice Riff Melhor Curta de Animação “Cartas, de David Mussel “O Caminho dos Gigantes, de Alois Di Leo “O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria Maria “Quando os Dias Eram Eternos”, de Marcus Vinicius Vasconcelos “Tango”, de Francisco Gusso e Pedro Giongo “Vento”, de Betânia Furtado “Vida de Boneco”, de Flávio Gomes
Blake Lively vai viver superespiã em filme dos produtores da franquia 007
A atriz Blake Lively (“Águas Rasas”) vai viver uma perigosa espiã britânica num filme que pode inaugurar uma nova franquia. Intitulado “The Rhythm Section”, o longa é baseado no primeiro volume de uma quadrilogia literária do escritor inglês Mark Burnell e será produzido pela Eon Productions, empresa dos produtores dos filmes de “007”. A personagem de Lively se chama Stephanie Patrick e o tom da produção, de acordo com o site The Hollywood Reporter, será mais próximo dos filmes de Jason Bourne do que de James Bond. A direção está a cargo de Reed Morano, que tem longa carreira como cinematógrafa, mas curta como diretora. Após assinar três episódios da série distópica “The Handmaid’s Tale”, ela atualmente dá os retoques finais na sci-fi apocalíptica “I Think We’re Alone Now”, com Peter Dinklage (série “Game of Thrones”) e Elle Fanning (“Demônio de Neon”). Uma curiosidade sobre o autor de “The Rhythm Section” é que ele cresceu no Brasil e já afirmou que a principal influência na criação de Stephanie Patrick, também conhecida como Petra Reuter, foi o filme “Nikita – Criada Para Matar” (La Femme Nikita, 1990), de Luc Besson. O projeto da adaptação é antigo. Em 2005, a New Line negociou os direitos com Burnell, que chegou, ele próprio, a escrever um roteiro. Como a filmagem nunca aconteceu em 12 anos, ele recuperou os direitos e negociou com a Eon. Será a primeira vez que a família Broccoli irá produzir um filme de espionagem que não é centrado em James Bond. A expectativa dos produtores é começar as filmagens no outono, entre setembro e novembro no Reino Unido, com financiamento da IM Global. As locações também vão incluir a Irlanda, a Espanha, a Suíça e os Estados Unidos.
AMC revela emails pesados do criador de The Walking Dead para justificar sua demissão
O site The Hollywood Reporter teve acesso aos emails trocados entre o cineasta, roteirista e produtor Frank Darabont e os executivos e equipe técnica de “The Walking Dead”. Criador da série, Darabont trava uma batalha legal com o canal AMC por ter sido demitido na 2ª temporada da série e revindica uma fortuna em direitos. A correspondência foi usada como prova dos executivos da AMC para justificar sua demissão. Os emails abrangem o período em que Darabont esteve à frente da atração, entre 2010 e 2011, e são repletos de palavrões e ameaças físicas. Sua baixa estima pelos profissionais da série é evidente, mas não há uma linha de reclamação sobre o elenco, demonstrando que seu problema era com a equipe contratada pelo AMC para trabalhar na produção. Ele descreve roteiristas como “malditos idiotas preguiçosos” e “enganadores superpagos” e diz que não deveria “apenas ter demitido, mas caçado e matado os fdp à tijoladas, e depois queimado suas casas”. “Eu falei para os c*zões uma dúzia de vezes. Por que eles não escutam quando EU DIGO a forma de fazer? Entra em um ouvido e sai no outro… É como se eles intencionalmente me dissessem para ir me f*der.” Irritado com um executivo da AMC que insistia em falar dos roteiristas, ele retrucou: “Por favor, pare de falar em sala de roteiristas. Não há sala de roteiristas, o que você sabe tão bem quanto eu. Eu sou a sala dos roteiristas. Os malditos c*zões preguiçosos que supostamente seriam meus showrunners me deixaram essa responsabilidade depois de perderem cinco meses do meu tempo”. A situação acirra ainda mais quando Darabont vê as gravações do começo da 2ª temporada e decide que o material é inutilizável. Após reclamar que tinha dito para limitarem as gravações com câmera na mão, ele percebeu que a maioria das cenas foi filmada com câmera na mão. “Quando eu disse, não era uma sugestão aleatória, e os operadores devem ser dito para manter a p*rra da câmara na mão”, resultando em imagens de “crise epiléptica”, “uma m*rda completamente demente e inutilizável”. “Diga a esses operadores que se eles não conseguem fornecer imagens que funcionem, precisamos substituí-los por pessoas que podem. Por que diabos nós estamos pagando? Ray Charles poderia fazer melhor”, completa. Sobra até para os diretores. “É como se tivéssemos arrancado um garoto sem nenhuma experiência do ensino médio e o colocado para dirigir uma série”, escreveu Darabont. “Melhor acordar logo e prestar a p*rra da atenção. Ou vou começar a matar pessoas e atirar os corpos porta afora”. Num desabafo enviado para a produtora Gale Anne Hurd e outros, ele deixou claro seu estado de espírito: “F*dam-se todos por me dar dores no peito por causa da incrível incompetência, da cegueira absoluta aos momentos importantes e da falta de consideração por tudo o que está escrito e não é exibido no set todos os dias. Eu mereço melhor do que um ataque cardíaco, porque pessoas são muito estúpidas para ler um script e entender as palavras. Alguém está em desacordo comigo? Então juntem-se ao operador de câmera demitido e vá encontrar outro trabalho que não consista em deliberadamente atrapalhar a minha série cena por cena”. Em seu depoimento no processo, Darabont defendeu o tom dos emails, dizendo que eles foram escritos no calor do momento, durante uma produção profundamente conturbada e que suas reclamações eram válidas. “Cada um desses emails deve ser considerado no contexto”, ele explicou. “Eles foram enviados durante um período intenso e estressante de dois anos de trabalho, durante o qual eu estava lutando como uma mãe leoa para proteger essa série – não apenas por mim, mas ironicamente também pelo AMC. Cada um desses emails foi enviado porque um ‘profissional’ demonstrou que sua preguiça, indiferença ou incompetência ameaçava afundar o navio. Meu tom foi o resultado do estresse e da magnitude extraordinária da crise. A linguagem e hipérbole dos meus emails são duras, mas as circunstâncias também eram.” A estratégia do AMC é mostrar que o comportamento de Darabont não condizia com a função que ele deveria exercer e por isso foi justamente demitido. O produtor alega que o canal foi responsável por criar esta situação por economizar os mínimos centavos em tudo, contratando profissionais baratos e incapacitados porque não acreditava no potencial de uma série de zumbis. E como foi ele quem tirou o projeto do papel, graças a muito esforço e comprometimento, deveria ter sido melhor considerado e compensado. O roteirista-produtor Glen Mazzara, que substituiu Darabont na metade da 2ª temporada, testemunhou a favor do cineasta, dizendo que o considerava um “bom showrunner”, trabalhando 24 horas no programa e que o AMC o tratou de forma injusta.












