Vilões da série espacial Dark Matter decidem sua próxima missão no trailer da 3ª temporada
O canal pago americano SyFy divulgou o pôster e o trailer da 3ª temporada de “Dark Matter”, no qual os tripulantes da nave Raza decidem sua próxima missão: enfrentar um de seus próprios integrantes. A série acompanha um grupo formado pelos criminosos espaciais mais procurados do mundo, que, após perder a memória, começa a agir como se fosse um time de heróis. A história foi originalmente publicada como uma minissérie de quadrinhos em 2012, desenvolvida pelos roteiristas Joseph Mallozzi e Paul Mullie, responsáveis pela cultuada série espacial “Stargate Universe”. O elenco canadense destaca alguns atores conhecidos do gênero, como Roger R. Cross (série “Continuum”), Anthony Lemke (série “The Listener”), Zoie Palmer (série “Lost Girl”), Jodelle Ferland (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1”) e Alex Mallari Jr. (série “True Justice”), mas quem rouba a cena é a estreante Melissa O’Neil (revelação do reality show “Canadian Idol”). “Dark Matter” retorna com novos episódios em 9 de junho nos Estados Unidos.
Trailer mostra o que acontece quando Will Ferrell e Amy Poehler transformam sua casa num cassino ilegal
A New Line divulgou os pôsteres e um novo trailer da comédia “The House”, estrelada por Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) e Amy Poehler (série “Parks and Recreation”). Eles vivem um casal suburbano que resolve iniciar um cassino ilegal no porão de sua casa, depois de gastarem toda a poupança destinada à faculdade da filha, recém-aprovada numa ótima universidade. O elenco de apoio inclui vários atores conhecidos de séries de comédias da TV americana, como Allison Tolman (série “Two and a Half Man”), Jason Mantzoukas (série “Brooklyn 9-9”), Michaela Watkins (série “Casual”), Andrea Savage (série “Episodes”), Sam Richardson (série “Veep”), Jessie Ennis (série “Better Call Saul”), Andy Buckley (série “The Office”), Rob Huebel (série “Transparent”), Cedric Yarbrough (série “Speechless”) e Lennon Parham (série “Lady Dynamite”). Além de estrelar o filme, Ferrell também assina a produção ao lado de seu sócio Adam McKay, cineasta premiado e vencedor do Oscar de Melhor Roteiro por “A Grande Aposta” (2015). “The House” marca a estreia na direção do roteirista Andrew Jay Cohen, que também escreveu a história com Brendan O’Brien. Os dois foram parceiros anteriormente nos roteiros de “Vizinhos” (2014) e “Os Caça-Noivas” (2016). O filme chega aos cinemas americanos em 30 de junho, mas apenas três meses depois, em 14 de setembro, no Brasil.
3ª temporada de Legends of Tomorrow ganha primeira imagem promocional
O ator Brandon Routh divulgou, em seu Twitter, a primeira imagem promocional da 3ª temporada de “Legends of Tomorrow”. A foto reúne o time de super-heróis, mostrando a mesma formação da temporada recém-finalizada. Uma das curiosidades é que Rip Hunter (Arthur Darvill) continua no grupo, embora tenha perdido a liderança para Sara Lance/Canário Branco (Caity Lotz), que domina a imagem em posição central. Outro detalhe é a continuidade de Amaya/Vixen (Maisie Richardson-Sellers), que decidiu não voltar ao passado após o término de sua missão. A série retorna a partir de outubro com exibição às terças-feiras pela rede CW nos Estados Unidos. No Brasil, “Legends of Tomorrow” faz parte da programação do canal pago Warner.
Fotos do final da temporada de Gotham reúnem legião de vilões
A rede Fox divulgou 31 fotos do final da temporada da série “Gotham”. E pelas imagens, o desfecho do arco, nomeado “Heroes Rise”, vai reunir os principais vilões da atração num grande confronto, digno das tramas das histórias em quadrinhos. Além dos ex-amigos Pinguim (Robin Lord Taylor) e Charada (Cory Michael Smith), as fotos destacam o Sr. Frio (Nathan Darrow), Vagalume (Camila Perez), Fish Mooney (Jada Pinkett Smith), Professor Hugo Strange (BD Wong), Chapeleiro Louco (Benedict Samuel), Barbara Kean (Erin Richards), Butch (Drew Powell), a agora malvada Dra. Leslie Thompkins (Morena Baccarin), sem esquecer dos ninjas da Liga dos Assassinos e o clone de Bruce Wayne (David Mazouz). Enquanto isso, os mocinhos contam apenas com o detetive James Gordon (Ben McKenzie), o chefe interino da polícia Harvey Bullock (Donal Logue) e o mordomo Alfred (Sean Pertwee), em situação muito delicada. Criada por Bruno Heller (criador também da série “Mentalist”), o programa acompanha a juventude do futuro Comissário Gordon (Ben McKenzie), em seus primeiros dias como detetive policial em Gotham City e a adolescência de Bruce Wayne (David Mazouz), logo após o assassinato de seus pais. A série também mostra a juventude da Mulher Gato, do Pinguim e do Charada, revelando os eventos que os transformaram nos vilões dos quadrinhos de Batman. O final da 4ª temporada vai acontecer com um episódio duplo, com exibição marcada para 5 de junho nos EUA. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.
Ryan Murphy compartilha foto de Billie Lourd na 7ª temporada de American Horror Story
O produtor Ryan Murphy publicou em seu Instagram uma foto para promover a 7ª temporada de “American Horror Story”, que traz a atriz Billie Lourd. Será a estreia da filha de Carrie Fisher na atração, mas os dois já trabalharam juntos na série “Scream Queens”, que também era produzida por Murphy e foi cancelada após duas temporadas. Na legenda, Murphy diz que mal pode esperar “para que todos vejam o que a incrível Billie Lourd faz nesta temporada de AHS”. Veja abaixo. Apesar do que diz o produtor, será preciso esperar muito, sim. Os novos episódios só começarão a ser exibidos em setembro nos EUA, no canal pago FX. Winter is coming. Can't wait for everybody to see what the incredible Billie Lourd does this season on AHS. Uma publicação compartilhada por Ryan Murphy (@mrrpmurphy) em Mai 24, 2017 às 10:42 PDT
John Barrowman se despede dos fãs de Arrow declarando-se chateado por sair da série
As notícias de morte de personagens nas séries da DC Comics costumam ser à moda de Mark Twain – exageradas. Mesmo assim, o ator John Barrowman, intérprete de Malcolm Merlyn, foi às redes sociais se despedir dos fãs e agradecer pelo carinho demonstrado por seu personagem, que foi um vilão cheio de nuances cinzas, capaz de inesperados atos nobres. Por sinal, foi o que aconteceu no final da 5ª temporada, exibido na quarta (24/5) nos EUA. Spoiler: Malcolm Merlyn se sacrificou para salvar a vida de sua filha Thea. Mas, detalhe cruel, os produtores só mostraram seu fim à distância, com o barulho e a fumaça de uma explosão. E se nem close em cadáver impede a série de resgatar personagens mortos, imagine quando a cena da morte não é sequer registrada pelas câmeras. De todo modo, num vídeo publicado em seu Instagram, o ator pareceu realmente chateado por sair da série. “Estou muito triste por estar deixando o Arrowverse. Eu adoro interpretar Malcolm Merlyn – simples assim. Por mais triste que possa ser, eu entendo que as séries devem mudar e também os personagens devem mudar e evoluir. Mas isso não significa que eu não esteja triste e chateado com isso. Agradeço o apoio e amo todos vocês”. Confira abaixo. part 1 of 2 Spoiler Alert! Thank you to all the fans, cast and crew for an amazing 5 years #Arrow #Merlyn #YouMakeMyLifeAwesome I love you. JB Uma publicação compartilhada por John Barrowman MBE (@johnscotbarrowman) em Mai 24, 2017 às 9:43 PDT Spoiler Alert! Part 2 of 2 again thanks for all the support over the last 5 years. Now look out for the USA revised autobiography. JB Uma publicação compartilhada por John Barrowman MBE (@johnscotbarrowman) em Mai 24, 2017 às 10:19 PDT
Leandro Hassum vai estrelar continuação de O Candidato Honesto
Leandro Hassum vai estrelar uma continuação do besteirol “O Candidato Honesto” (2014). Em entrevista ao G1, o ator afirmou que a situação política atual, desde o Impeachment de Dilma Rousseff, será refletida pelo filme. Mas, na verdade, o que não falta é inspiração para a história, e isso acabou se revelando um problema. “Estávamos com o roteiro pronto, mas infelizmente o Brasil, cada dia mais, cria novas versões. Certamente vamos ter que mexer no roteiro”, declarou o ator. O roteirista Paulo Cursino disse que a história só será finalizada na véspera das filmagens, marcadas para outubro. “O roteiro está dependendo muito de como o Brasil vai ficar para ser feito”, explicou. Cursino também escreveu a história do primeiro filme e pensava em buscar uma analogia com Donald Trump na continuação. A premissa de “O Candidato Honesto 2” é mostrar João Ernesto se entregando para a polícia após ser acusado de corrupção. Condenado a 400 anos de prisão, ele acaba cumprindo só 4 anos e é solto, voltando a se eleger graças à sinceridade. “Ele será uma espécie de Trump brasileiro, que fala altas bobagens na campanha e, mesmo assim, é eleito. As pessoas estão tão cansadas da política que elegem alguém que fala barbaridades, porque, pelo menos, ele é autêntico”. Com 2,2 milhões de espectadores, “O Candidato Honesto” foi o segundo longa nacional mais visto de 2014, perdendo apenas para “Até Que a Sorte nos Separe 2”. Por curiosidade, os dois filmes foram estrelados por Hassum, escritos por Cursino e dirigidos por Roberto Santucci. Santucci também deve dirigir “O Candidato Honesto 2”, que está autorizado pela Ancine a captar R$ 6,65 milhões incentivados. A previsão de estreia é próxima das eleições presidenciais de 2018.
Ator de The Strain será vilão de Deadpool 2
O ator Jack Kesy, intérprete do metaleiro que vira mestre dos vampiros em “The Strain”, interpretará um vilão em “Deadpool 2”. A informação da revista Variety não especifica qual será o seu papel, nem se será o principal antagonista da trama. Ele vai se juntar ao elenco liderado por Ryan Reynolds, que voltará a viver o personagem-título, além de Josh Brolin (“Homens de Preto 3”) como Cable, e Zazie Beetz (série “Atlanta”), como Dominó. O novo filme terá os mesmos roteiristas, Rhett Reese e Paul Wernick, com reforço de Drew Goddard (“Perdido em Marte”), mas uma mudança de direção, com David Leitch (“De Volta ao Jogo”) no lugar de Tim Miller. A estreia está prevista para meados de 2018. Jack Kesy poderá ser visto em breve na comédia “Baywatch” e na nova série “Claws”. Ambas estreiam em junho.
Rihanna e Lupita Nyong’o vão estrelar filme que começou como meme
A cantora Rihanna (série “Bates Motel”) e a atriz Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”) vão estrelar um filme, que começou como um meme. As duas foram fotografas juntas em um desfile de moda da Miu Miu em 2014, e um comentário da foto no Tumblr acabou viralizando, ganhando 96 mil tuítes. A imagem é exatamente esta aí de cinema. “Rihanna parece uma golpista que ataca homens brancos e Lupita é a amiga especialista em tecnologia que ajuda nos planos”, dizia o texto. Três anos depois, esta legenda virou premissa de filme. Ambas as estrelas expressaram interesse na ideia assim que ela surgiu no Twitter. E o que começou como brincadeira acabou ganhando roteiro de Issa Rae, criadora e estrela da série “Insecure”. Para completar, a Netflix assumiu a frente da produção, e a direção está a cargo de Ava DuVernay (“Selma”) Ainda sem título, o projeto deve começar a ser filmado assim que DuVernay terminar a pós-produção da fantasia “Uma Dobra no Tempo”, que estreia em março de 2018.
Drama iraniano clandestino vence a mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes
O drama iraniano “Lerd” (A Man Of Integrity) foi o vencedor da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2017. Filmado em segredo pelo diretor Mohammad Rasoulof, o longa é uma crítica ao regime opressor iraniano. A trama se concentra num professor perseguido politicamente por ter feito protestos contra a qualidade da comida de uma fábrica. É a terceira vez que Rasoulof é premiado na mostra Um Certo Olhar. Em 2011, conquistou o prêmio de Melhor Diretor por “Goodbye”, mas já na ocasião enfrentou censura política, tendo sido proibido de sair de seu país para participar do festival francês. Ele acabou condenado a seis anos de prisão pela mensagem “subversiva” de seus filmes. Mesmo assim, rodou clandestinamente “Manuscritos não Queimam”, justamente sobre a experiência de ser um preso político, premiado pela crítica na Um Certo Olhar de 2013. Destinada a exibir obras com uma linguagem mais experimental, a mostra Um Certo Olhar é a seção paralela de maior prestígio de Cannes, seguida pela Semana da Crítica, cuja edição deste ano foi vencida pelo filme brasileiro “Gabriel e a Montanha”, de Fellipe Barbosa O júri presidido pela atriz Uma Thurman também premiou o americano Taylor Sheridan como Melhor Diretor, por “Wind River”, um thriller violento sobre a morte de uma jovem numa reserva indígena nos Estados Unidos, estrelado por Jeremy Renner e Elizabeth Olsen (ambos de “Vingadores: Era de Ultron”). Neste ano, Sheridan já tinha sido indicado ao Oscar como Roteirista, por “A Qualquer Custo”. Os demais premiados foram o mexicano “Las Hijas de Abril”, de Michel Franco, sobre a gravidez de uma adolescente, que venceu o Prêmio do Júri, a atriz italiana Jasmine Trinca, como Melhor Intérprete por “Fortunata”, e o francês Mathieu Almaric com uma Menção Honrosa pela direção “Barbara”. Vencedores da Mostra Um Certo Olhar 2017 Melhor Filme “Lerd” (A Man Of Integrity) – Irã Melhor Direção Taylor Sheridan (“Wind River”) – Estados Unidos Melhor Atuação Jasmine Trinca (“Fortunata”) – Itália Prêmio do Juri “Las Hijas de Abril” – México Menção Honrosa Mathieu Almaric (“Barbara”) – França
Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson formam um Dupla Explosiva em trailer repleto de ação
Foram divulgados novos pôsteres e trailer repleto de tiros da comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds (“Deadpool”) e Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”), que no Brasil será lançada como “Dupla Explosiva”. Na verdade, será o quarto filme lançado com este título no país – sem considerar a série homônima. Em todos, por sinal, a história acompanha dois parceiros que não querem ser parceiros. Na trama, Reynolds vive um guarda-costas contratado para proteger uma testemunha desaforada (Jackson), que é um matador profissional, alvo de vários outros assassinos. O trabalho evolve sobreviver a muitos tiros, perseguições e explosões, além de piadinhas. O elenco ainda inclui Gary Oldman (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), Salma Hayek (“O Conto dos Contos”), Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”) e Elodie Yung (a Elektra da série “Demolidor”). O roteiro é de Tom O’Connor (“Fogo contra Fogo”) e a direção de Patrick Hughes (“Os Mercenários 3”), dois especialistas em filmes B, o que, inclusive, é alimentado pela “tradução” nacional do filme. A estreia do quarto “Dupla Explosiva”, que não é parte de uma franquia, está marcada para 28 de agosto, dez dias após o lançamento nos EUA.
Dégradé acompanha cotidiano de um salão de beleza da Palestina
Num salão de beleza cheio de mulheres, rola papo sobre os relacionamentos com os homens, as fofocas, notícias e amenidades. Num salão de beleza em dia de verão, na Faixa de Gaza, com a energia ligada, também. Entretanto, o clima é muito mais tenso e incerto. Para começar, porque a energia pode acabar a qualquer momento e aí tudo se complica. O salão de Christine tem até um precário gerador próprio, para amenizar a situação. Mas lá fora podem-se ouvir tiros, há um leão, o único do zoo local, que foi roubado e circula pela rua monitorado por bandidos. O exército israelense exerce um controle opressor sobre o pedaço. Imagine se o grupo terrorista Hamas decidir acertar as contas por lá. Tudo muito difícil. Só que um salão desses continua funcionando, ainda que nas condições aqui descritas. Uma noiva, uma grávida, uma religiosa, uma divorciada insatisfeita, uma viciada em remédios tarja preta e uma interessada demais na vida dos outros estão por lá, tentando se arrumar e se cuidar. Convivem num microcosmos que pretende refletir a realidade das mulheres daquela sociedade e o seu entorno infernal. É disso que trata o longa palestino “Dégradé”, dirigido pelos jovens irmãos gêmeos Tarzan e Arab Nasser (nomes artísticos de Ahmad e Mohammed Abou Nasser), que contou com a participação financeira da França e do Qatar, e teria se inspirado em fatos reais, ocorridos em 2007. É estranho, mas perfeitamente possível. A realidade, por vezes, supera a mais audaciosa ficção. O filme, sem ser nenhuma obra de arte, é um bom trabalho, com boas sequências e boas atrizes, com destaque para a excelente Hiam Abbass, que já estrelou muitas produções do Oriente Médio, como “A Noiva Síria” (2004), “Paradise Now” (2005), “Uma Garrafa no Mar de Gaza” (2007), “A Fonte das Mulheres” (2011) e até longas hollywoodianos, como “Munique” (2005), de Steven Spielberg, e “Êxodo: Deuses e Reis” (2014), de Ridley Scott. Não é todo dia que se pode ver um filme da Palestina, que consegue nos trazer as emoções do que se vive por lá, nessa zona conflagrada, onde parece não haver espaço para a vida comum do dia a dia. A vida a que todos têm o direito de ter.
Joaquin Phoenix encerra Festival de Cannes com brutalidade
O thriller “You Were Never Really Here”, da escocesa Lynne Ramsay, dividiu a crítica no encerramento da competição do 70º Festival de Cannes entre aplausos e vaias. Ininteligível, segundo algumas resenhas. Sublime, de acordo com outras. Mas brutal, em todas. Na trama, Joaquin Phoenix interpreta mais um personagem sombrio de sua filmografia, um ex-policial e veterano de guerra de barba espessa, chamado Joe, que faz bico como brutamontes para uma empresa de segurança e acaba trabalhando no resgate de uma adolescente sequestrada (Ekaterina Samsonov) por traficantes de escravas brancas. Por conta da violência que o acompanha desde a infância, traumas o assombram o tempo inteiro, evocando as imagens macabras do filme anterior da diretora, “Precisamos Falar sobre o Kevin” (2011). “Não estou interessada em explorar o que vemos muito por aí”, disse a diretora sobre a forma, repleta de elipses e metáforas, com que filmou a trama. “Até aprecio o balé e a glamourização da violência, mas é uma coisa que também me entedia”, completou. Ramsay definiu o longa, adaptado de um livro do escritor Martin Amis, como uma obra de “pós-violência”. Talvez isso explique porque, muitas vezes, a violência apareça fora de foco ou de enquadramento. Além disso, o roteiro intercala as cenas de extrema brutalidade com humor. “Achei que estivéssemos fazendo uma comédia”, brincou Phoenix, sobre o tom da produção. “Joe cresceu em meio a muitos traumas, então há nele essa necessidade de se tornar o mais poderoso possível. Ele já chegou à meia idade e muito desse poder já se foi”, comentou o ator, explicando as motivações de seu personagem. “Queríamos que ele tivesse uma dimensão corporal grande, como que usando uma armadura, mas que demonstrasse que está se deteriorando também. A ideia era se afastar o máximo possível da noção de herói masculino. Chamamos de impotência da masculinidade. Ele se sente capaz de tudo, mas na verdade, não é. É a vítima que se salva. Ele só dá uma ajuda”. De forma especialmente simbólica, a arma que ele usa na trama é um pequeno martelo, comprado numa loja de ferragens. “O martelo é uma peça ridícula e maravilhosa. Estamos acostumados a ver muitas armas de fogo em filmes, e eu não estava interessada em coisas já mostradas milhões de vezes”, disse a diretora, sem lembrar de “Oldboy” (2003), que usa um martelo numa coreografia de violência antológica. O filme que todos lembraram foi outro: o clássico de Martin Scorsese “Taxi Driver” (1976). A comparação se deve à ambiguidade moral do protagonista, que, como o Travis Bickle de Robert De Niro, é um militar veterano traumatizado que tenta salvar uma garota abusada sexualmente. “‘Taxi Driver’ é provavelmente um dos filmes que realmente me fez querer ser ator, um tipo particular de ator, então eu tenho certeza que sua influência estava lá, mas não houve nenhuma decisão consciente de copiar”, disse Phoenix. Anti-herói solitário, a única companhia de Phoenix durante a maior parte da projeção é a trilha sonora composta por Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead. Os arranjos exasperantes enfatizam o crescente estado de confusão mental do protagonista, mas servem principalmente para preencher seu vazio. A música é praticamente um ator coadjuvante na história. Tanto que, se o filme dividiu opiniões, a trilha foi um consenso absoluto: melhor trabalho da carreira de Greenwood, superando inclusive a trilha de “Sangue Negro” (2007), que lhe rendeu indicação ao BAFTA (o Oscar britânico).












