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  • Filme

    Ben Affleck dá boas vindas ao novo diretor de Batman com foto inédita no Twitter

    24 de fevereiro de 2017 /

    Após a confirmação de que Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: O Confronto”) vai dirigir e produzir o novo filme solo de Batman, Ben Affleck usou o Twitter para parabenizar o cineasta e aproveitou para divulgar uma foto inédita em que aparece com o uniforme do herói na Batcaverna, provavelmente numa cena de “Liga da Justiça”. “Seja bem-vindo à Batcaverna, Matt Reeves”, diz a legenda. Reeves foi anunciado oficialmente como diretor de “The Batman” (título original em inglês da produção) na quinta-feira (23/2), menos de um mês após Ben Affleck desistir de dirigir o filme, alegando preferir se concentrar na atuação. O astro teria decidido não estrelar mais filmes que dirigir, após o fracasso clamoroso de “A Lei da Noite” nos EUA – superprodução de valores não revelados que rendeu apenas US$ 10 milhões nas bilheterias. A data de estreia, anteriormente estabelecida em 2018, é considerada indefinida. Welcome to the Batcave, @MattReevesLA pic.twitter.com/JsB4sGGux2 — Ben Affleck (@BenAffleck) February 24, 2017

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  • Filme

    Ben Foster vai estrelar novo drama da diretora de Inverno na Alma

    24 de fevereiro de 2017 /

    O ator Ben Foster, destaque do filme indicado ao Oscar “A Qualquer Custo”, será o protagonista do novo filme de Debra Granik, a cineasta do drama indie “Inverno na Alma” (2010), que revelou a atriz Jennifer Lawrence. Intitulado “My Abandonment”, o projeto será o primeiro longa de ficção da cineasta desde então. Segundo o site da revista Variety, o longa é baseado no romance homônimo de Peter Rock e foi roteirizado por Anne Rosellini. A trama gira em torno um pai e sua filha de 13 anos, que vivem próximos a uma floresta nas cercanias da cidade de Portland. Quando as autoridades resolvem tirá-los de suas vidas pacíficas, os dois embarcam em uma jornada errática à procura de um novo lar. O papel da filha será vivido por Thomasin McKenzie (“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”). A data de estreia de “My Abandonment” ainda não foi anunciada.

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  • Série

    Série baseada no game Castlevania ganha primeira arte

    24 de fevereiro de 2017 /

    O produtor Adi Shankar divulgou nas redes sociais o pôster da série de “Castlevania”, adaptação do game clássico que ele está desenvolvendo para a plataforma de streaming Netflix. Trata-se de uma imagem do castelo de Drácula diante de uma lua vermelha, dando um gostinho de como será a arte visual da produção. A arte também deixa claro que se trata de uma animação, algo que ainda gerava dúvidas entre os fãs. A série vai adaptar a trama game “Castlevania III: Dracula’s Curse”, em que “o último membro sobrevivente do desonrado clã Belmont, tenta salvar a Europa Oriental da extinção pela mão do próprio Drácula“. Shankar também confirmou que a série terá classificação para maiores de idade, o que vai garantir uma boa dose de violência e sangue na tela. Segundo o produtor, “esta será a mais fodástica adaptação de videogames já feita até hoje!“. Lançado em 1989, “Castlevania III: Dracula’s Curse” tem como protagonista Trevor Belmont no ano de 1476. Além do caçador de vampiros, há outros três importantes personagens na história: Sypha Belnades, uma jovem sacerdotisa, com vários poderes mágicos, Grant DaNasty, um ágil pirata com a habilidade de escalar paredes e tetos, e Alucard, o filho de Drácula. O responsável pela adaptação é o aclamado escritor inglês de quadrinhos Warren Ellis, criador dos quadrinhos adaptados nos filmes “Red – Aposentados e Perigosos” (2010) e “Homem de Ferro 3” (2013).

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  • Etc

    Eclipse Solar de domingo vai virar programa de cinema em São Paulo

    24 de fevereiro de 2017 /

    O cinema Reserva Cultural, na avenida Paulista, região central de São Paulo, vai exibir o eclipse do sol, que está previsto para acontecer na manhã de domingo (26/2), em pleno carnaval. Organizado em parceria com a artista Carlota Manson, a sessão exibirá a partir das 11 horas o fenômeno em alta resolução e tempo real, com ingressos gratuídos. “A vontade de poder ver um eclipse sempre foi muito grande, mas também carregada de frustração, pois a olho nu toda a grandiosidade do acontecimento se perde”, afirma Carlota. “E fica a imaginação e a vontade de poder ver melhor.” Em São Paulo, o eclipse começará às 10h02, quando a Lua nova começará a “tocar” o disco do Sol. Ela ocultará o disco solar progressivamente, até o ápice do fenômeno, às 11h30. A partir daí, o satélite começará a cobrir uma área cada vez menor do disco solar, até as 12h59, quando terminará o “espetáculo”. O cinema informou que a sessão está sujeita à lotação da sala.

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  • Filme

    Festival de Toronto anuncia redução de tamanho após sofrer críticas por seu inchaço

    24 de fevereiro de 2017 /

    O Festival de Toronto, um dos mais importantes do mundo, anunciou que a partir deste ano reduzirá a programação e exibirá 20% menos filmes, em reação a críticas sobre seu inchaço. Na próxima edição, que será realizada em setembro deste ano, o evento passará de 16 para 14 mostras. Além disso, diminuirá o número de salas de exibição – de 11 para 9. O diretor artístico do festival, Cameron Bailey, justificou a iniciativa como uma forma de concentrar a programação em filmes de maior impacto e qualidade. “Temos o desafio de proporcionar uma generosa escolha de filmes às mais de 400 mil pessoas que comparecem ao festival, então manteremos um forte enfoque na seleção de filmes”, afirmou Bailey em comunicado. Considerado o evento preferido pelos grandes estúdios para testar filmes com potencial para disputar o Oscar, Toronto recebeu duras críticas nos últimos anos por conta de seu crescimento desmedido, que dificulta o trabalho de críticos, produtores, distribuidores e do público, durante os dez dias de exibições. A revista Variety chegou a publicar um artigo que questionava se o tamanho do evento estava prejudicando o festival, já que, sem poder ver tudo, os críticos tinham suas avaliações prejudicadas. Além disso, o texto criticava a preferência sobre candidatos ao Oscar e estrelas de Hollywood em detrimento de outros filmes menos comerciais. No ano passado, o festival exibiu quase 400 filmes, entre longas-metragens e curtas de 83 países do mundo. O objetivo da redução é limitar a exibição a 300 filmes.

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  • Filme

    Diretor de Os Dez Mandamentos filmará cinebiografia de Edir Macedo

    24 de fevereiro de 2017 /

    O filme sobre a vida de Edir Macedo, intitulado “Nada a Perder”, será dirigido por Alexandre Avancini, o responsável pela novela e o filme “Os Dez Mandamentos”. Segundo a Paris Entretenimento, Avancini se dedicará exclusivamente ao cinema durante todo o primeiro semestre do ano, segundo a Paris Entretenimento. “Nada a Perder” começa a ser rodado em abril, em São Paulo. Baseado numa trilogia biográfica do bispo evangélico líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da rede Record, a produção também terá cenas filmadas no Rio de Janeiro, em Nova York, em Jerusalém, e em Joanesburgo, na África do Sul. Além de “Os Dez Mandamentos”, Alexandre Avancini dirigiu novelas como “Prova de Amor”, “Vidas Opostas”, “Caminhos do Coração”, “Os Mutantes”, “Promessas de Amor”, “Vidas em Jogo” e as séries “A Lei e o Crime” e “José do Egito”. A produção iniciará uma trilogia, em que cada filme adaptará um dos volumes biográficos, escritos por Douglas Tavolaro, vice-presidente de Jornalismo da TV Record. O primeiro filme será baseado no livro homônimo, “Nada a Perder”, lançado em 2012. Os demais são “Nada a Perder 2 – Meus Desafios Diante do Impossível” e “Nada a Perder 3 – Do Coreto ao Templo de Salomão: A Fé Que Transforma”. Tavolaro também foi produtor-executivo do longa “Os Dez Mandamentos”. Cada filme está orçado em cerca de R$ 16 milhões e os produtores não pretendem usar leis de incentivo para financiá-los. Para dar a dimensão grandiosa do projeto, a média do orçamento dos filmes nacionais comerciais gira em torno dos R$ 7,5 milhões.

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  • Música

    Vin Diesel vira cantor em gravação de dueto com Selena Gomez

    24 de fevereiro de 2017 /

    Vin Diesel também canta. O ator divulgou nas redes sociais uma gravação que realizou para o DJ norueguês Kygo. Trata-se de uma versão alternativa para a música “It Ain’t Me”, originalmente cantada por Selena Gomez. A nova versão acrescenta a voz grave de Groot, ou melhor Diesel, na canção, originando um dueto com Selena. Ouça abaixo. “Saí da minha zona de conforto pra fazer isso. Me digam o que acham. Obrigado Kygo por produzir esse hit de 2017. Obrigado por acreditar em mim o suficiente para me pedir pra cantar. Obrigado Selena Gomez por trazer essa linda e mágica voz!”, comentou ele no Instagram, após divulgar o vídeo no Facebook.

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  • Filme

    José Padilha vai filmar julgamento histórico que marcou a luta contra o racismo nos EUA

    24 de fevereiro de 2017 /

    O cineasta brasileiro José Padilha vai dirigir um filme de época sobre um famoso caso de tribunal, que marcou a luta contra o racismo nos Estados Unidos. Segundo o site Deadline, ele assumiu o comando da adaptação do livro “Arc of Justice: A Saga of Race, Civil Rights, and Murder in the Jazz Age”, de Kevin Boyle, que narra a história verídica de um incidente racial ocorrido em Detroit em 1925, que levou o médico negro Ossian Sweet ser levado a julgamento por um suposto assassinato. O médico e sua esposa tinham acabado de se mudar para sua casa nova num bairro de classe média de Detroit, revoltando os moradores locais, que se juntaram para forçá-los a ir embora. Cerca de mil moradores brancos do bairro criaram um tumulto na frente da casa dos Sweet, atirando pedras contra a residência e disparando tiros. No meio da confusão, um homem foi morto. E a polícia decidiu prender o médico por homicídio. A história acompanha em paralelo os primeiros passos da organização NAACP (sigla, em inglês, de Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor), pioneira na luta pelos direitos civis, que financiou a defesa de Sweet, realizada pelo famoso advogado Clarence Darrow, uma lenda dos tribunais americanos. O discurso final de Darrow durou mais de oito horas e convenceu o júri de que todas as pessoas têm o direito de defender seu lar, independente da cor da pele. O veredito chocou a população branca da cidade. Anos depois, a casa dos Sweet foi tombada e virou patrimônio histórico de Detroit, com uma placa erguida diante de sua fachada para homenagear seus antigos moradores. A Mark Gordon Company comprou os direitos da adaptação, que será escrita por Max Borenstein (“Godzilla” e “Kong: A Ilha da Caveira”) e Rodney Barnes (séries “Todo Mundo Odeia o Chris” e “The Boondocks”). Padilha finalizou recentemente a filmagem do thriller “Entebbe”, outra produção de época, sobre a ação terrorista de um grupo palestino que sequestrou um avião nos anos 1970. Ele também está envolvido com a 3ª temporada da série “Narcos” e desenvolvendo uma série para a Netflix baseada na Operação Lava Jato.

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  • Filme

    Fragmentado se torna terror mais bem-sucedido dos últimos quatro anos

    24 de fevereiro de 2017 /

    O sucesso “Fragmentado”, de M. Night Shyamalan, ultrapassou os US$ 125 milhões de arrecadação e virou o maior sucesso do gênero terror nos EUA dos últimos quatro anos. O filme já superou grandes sucessos como “Invocação do Mal 2”, que faturou US$ 102 milhões em 2016, “O Homem nas Trevas”, com US$ 89 milhões também em 2016, e “Annabelle”, com US$ 84 milhões na bilheteria doméstica de 2014. E ainda pode superar o grande campeão do gênero, o primeiro “Invocação do Mal”, que arrecadou US$ 137 milhões em 2013. No filme, James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) vive um psicopata de múltiplas personalidades, que rapta três garotas com propósitos sombrios. O elenco inclui Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”), Haley Lu Richardson (série “Ravenswood”) e Jessica Sula (série “Recovery Road”). Apesar desse sucesso todo, “Fragmentado” continua inédito no Brasil. O lançamento nacional ainda vai demorar um mês, já que está marcado apenas para 23 de março.

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  • Filme

    Pesquisa revela que 60% dos americanos não sabe citar nenhum filme que concorre ao Oscar

    23 de fevereiro de 2017 /

    Pesquisa encomendada pela revista The Hollywood Reporter para o National Research Group revelou que 60% dos americanos não sabem o nome de nenhuma produção indicada ao Oscar 2017. Por outro lado, 70% dos entrevistados afirmam que irão assistir à cerimônia no próximo domingo (26/2) de qualquer jeito. A pesquisa foi feita com 800 pessoas em fevereiro, dividindo o público entre 400 eleitores de Donald Trump e 400 de Hillary Clinton. Para ambos os grupos, “La La Land” é o filme mais conhecido (39% para os democratas e 26% para os republicanos). O título menos conhecido é o policial “A Qualquer Custo” (5% para os dois lados). Os eleitores de Hillary informaram que pretendem ver a maioria dos filmes indicados ao Oscar, enquanto os de Trump se mostraram mais interessados no drama de guerra “Até o Último Homem”, dirigido por Mel Gibson. Quanto ao motivo que os faz querer assistir ligado a premiação estão, por ordem de interesse, os resultados, os números musicais e o apresentador. Já os comentários e as entrevistas no tapete vermelho e os discursos de agradecimento são os que os detalhes que despertam o menor interesse.

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  • Filme

    Moonlight é um poema em três estrofes sobre desilusões e masculinidade

    23 de fevereiro de 2017 /

    “Moonlight – Sob a Luz do Luar” tem o encanto de se apresentar como um poema em três estrofes. A primeira trata de uma criança franzina, tímida e de olhos assustados (interpretada pelo estreante Alex Hibbert), que depois revela-se um adolescente frágil (Ashton Sanders) que sofre bullyng na escola e, por fim, torna-se um traficante adulto de aparência intimidadora (Trevante Rhodes). Chiron adulto é um gigante. Usa uma prótese de ouro na boca para lembrar quem manda no pedaço. A natureza e o significado da masculinidade é uma das principais preocupações que o filme tira da peça “In Moonlight Black Boys Look Blue”, escrita por Tarell Alvin McCraney , e adaptada e dirigida para o cinema por Barry Jenkins. Numa periferia violenta de Miami, o que você deve aprender? O quão duro você tem que ser? E o quanto deve ser cruel? A iniciação de Chiron em tais perguntas parece ser através do medo e da confusão. Primeiro, encontramos o menino em fuga, escapando de um monte de outras crianças. Chiron é menor que a maioria deles – seu apelido humilhante é Little. Seu esforço para entender essa diferença – para descobrir a conexão entre a homofobia do pátio de escola de seus pares e seus próprios desejos confusos – é uma das pistas ao longo do qual sua crônica episódica prossegue. Outra, igualmente dolorosa e complicada, diz respeito ao relacionamento dele com a mãe, Paula (Naomie Harris, de “007 – Operação Skyfall”). O crack dissolve qualquer laço de afetividade da mulher com o filho. Sem condições de ser educado, Chiron busca refúgio na casa de um narcotraficante (o ótimo Mahershala Ali, da série “Luke Cage”). O menino idolatra o fora da lei como se esse fosse um cantor de rap. Apesar de barra pesada, o sujeito tem desenvoltura, uma fala suave e uma certa vergonha de admitir para o garoto, que ironicamente ele é o responsável pelo vício e o processo de destruição da matriarca. Olhando por um viés realista, é muito difícil acreditar no dono de uma boca de tráfico como um sujeito com pendor humanista. Ainda que Mahershala seja um ator de categoria para nos convencer que o personagem tem lá suas contradições, esse humanismo é um exagero. Se analisarmos com mais profundidade, não é apenas o personagem do traficante que soa artificial, pouco de “Moonlight” se sustenta se olharmos para o filme como um drama realista. Não há policiais na rua, nem tensão, e mesmo a violência nunca aparece em primeiro plano. O próprio Chiron sofre injustiças, mas é desenhado como um personagem leve. Ele é fofo, um Simba da periferia. E mesmo quando finalmente cresce e assume a boca de fumo de seu pai postiço, sabemos que, no fundo, Chiron continua a ser um cara legal. Neste sentido, é impressionante como “Moonlight” se aproxima muito de “La La Land”. Quando a realidade se pronuncia de uma forma muito aguda, os protagonistas de ambos os filmes tendem a se refugiar num mundo imaginário. Em “La La Land”, a evasão se dá pelo canto e pela dança, em “Moonlight”, o refúgio está no mar e numa noite ao luar. Mas “Moonlight” não é apenas o filme indie do momento, é o candidato ao Oscar (concorrendo em oito categorias) que melhor afronta a América que elegeu o presidente Donald Trump. O filme trata da identidade do homem pobre, negro e gay norte-americano, algo que não está inscrito na atual agenda política e social republicana. Nele, há uma ausência quase completa de pessoas brancas. Mesmo assim, o diretor Jenkins é um cineasta inteligente demais para reduzir seus personagens a símbolos. Ele não generaliza. Ele simpatiza. Cada momento é infundido com o que o poeta Hart Crane chamou de “consanguinidade infinita”, o vínculo misterioso que nos liga uns aos outros e que só uma imaginação artística alerta e sensível pode tornar visível. Jenkins aposta nessa consanguinidade, e vende isso pra gente como poesia. Uma poesia cheia de nuances, que inquieta e emociona.

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    Irmãos Dardenne dissecam o sentimento de culpa em A Garota Desconhecida

    23 de fevereiro de 2017 /

    Como os escultores que retrabalham o mesmo granito em formas familiares, os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne sempre contam histórias naturalistas, imediatas e contemporâneas, enraizadas na paisagem cinza e industrial da Seraing de língua francesa, perto de Liège. Nesse “A Garota Desconhecida”, a atriz francesa Adèle Haenel (da comédia “Amor à Primeira Briga”) interpreta Jenny Davin, uma médica local, sensível, consumida pela culpa quando uma jovem prostituta é encontrada morta perto do rio perto de seu consultório. A mulher morta tinha batido na porta de Jenny antes de ser assassinada – mas a médica ignorou o sinal. Claro, ela não tinha ideia de que a vítima estava correndo perigo, mas agora é atormentada pelo pensamento de que se tivesse aberto a porta, a menina ainda estaria viva, e é este tormento que alimenta o motor dramático de um filme que é sobre os fardos, mas também sobre o papel de observador que um médico assume ao exercer a profissão. A vida de Jenny parece se dividir em antes e depois do incidente. Antes, ela exercia sua função com um controle e um equilíbrio, que levaram seu auxiliar a desistir de ser médico. A austeridade, o rigor de Jenny em lidar com os pacientes incomodaram o pupilo. Depois do incidente, contudo, Jenny tornou-se instável. Até mesmo a firmeza que revelava ao tratar de seus pacientes, já não se opera da mesma forma. Ela passa a ser acometida por insegurança e dúvidas. Tudo isso é colocado em cena de forma sutil pelos irmãos Dardenne. Eles continuam a explorar os ritmos e rituais do dia a dia, mostrando o desequilíbrio em pequenos gestos. Na segunda parte do filme, Jenny compra um lote no cemitério para a garota não identificada e lança sua própria investigação sobre a morte. Nesse trecho, ocorre uma ruptura. Há uma abundância de suspeitas, e para um filme dos Dardenne, que sempre trabalham com histórias mínimas, chega a ser surpreendente nos deparamos com cenas mais movimentadas do que o esperado e duas reviravoltas. Será que os irmãos estariam rompendo com o estilo? Não, trata-se apenas de impressão. No final, é claro que Jenny ficará frente a frente com o culpado, mas a resolução do crime se estrutura de forma bem original: parece mais uma consulta do que uma revelação e apresenta inclusive um diagnóstico. É frio, certeiro e técnico-científico como uma sala cirúrgica. No fundo, durante todo o filme, a médica vive o mesmo dilema moral dos personagens de “O Filho” (2002) e também de “A Criança” (2005): será que há atos totalmente imperdoáveis, ou toda ação humana pode ser compreendida dentro de seu contexto, sempre individual e não-categorizável? A resposta, como sempre no cinema dos irmãos, aponta para o caminho da compreensão – menos porque os personagens o tornem realidade do que pela soma daquilo que acompanhamos e sentimos.

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    Asa Noturna vai virar filme com direção do responsável por Lego Batman

    23 de fevereiro de 2017 /

    “Lego Batman” conseguiu o que nenhum lançamento de super-herói da DC Comics foi capaz de fazer nos últimos anos: agradar em cheio à crítica. Isto ajuda a explicar o mais inesperado anúncio de produção cinematográfica do ano: a Warner está negociando com Chris McKay, que estreou no cinema à frente de “Lego Batman”, para dirigir o filme do herói Asa Noturna. Segundo o site The Hollywood Reporter, McKay vai trocar os bonecos Lego por atores de carne e osso. O detalhe é que eles estarão fantasiados como os personagens do mesmo universo de sua animação. Afinal, Asa Noturna é o Robin adulto, Dick Grayson (que foi dublado por Michael Cera na animação) quando amadureceu o suficiente para virar sua própria versão do Batman. O roteiro está sendo escrito por Bill Dubuque (“O Contador”), mas não há indicação de qual história será abordada. Dick Grayson foi criado por Bob Kane, Bill Finger e o desenhista Jerry Robinson em 1940, como o mais jovem trapezista de uma família circense, que fica órfão quando seus pais são assassinados e acaba tendo sua custódia legal assumida por Bruce Wayne. Como Robin, ele foi responsável por introduzir maior leveza nas histórias do Batman. Mas os conflitos geracionais dos anos 1960 o levaram a procurar sua própria turma, dando origem à Turma Titã (hoje, Jovens Titãs), um grupo de heróis adolescentes em que desenvolveu sua liderança e mostrou todo o seu potencial. Foi só na década de 1980 que Grayson rompeu definitivamente com Batman, discordando de seu modo de ver o mundo. Após uma grande discussão, ele abandonou de vez a identidade de Robin. Batman encontrou outros substitutos para o lugar do ex-Menino Prodígio, mas o original continuou mais popular que todos eles, ganhando ainda mais destaque como Asa Noturna. Asa Noturna nunca apareceu num filme da Warner. Mas a atual continuidade já se referiu à Robin, que teria sido morto pela Arlequina e/ou o Coringa (nos quadrinhos, o Coringa matou o primeiro substituto de Greyson, Jason Todd). Não há previsão para o início das filmagens nem para a estreia do filme do Asa Noturna.

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