James Corden entra na versão feminina de Onze Homens e um Segredo
O comediante James Corden (“Caminhos da Floresta”) entrou no elenco da versão feminina do filme “Onze Homens e um Segredo” (2001), “Oceans Eight”, que ainda não tem um nome oficial em português, Mais conhecido como apresentador de talk show – famoso pelo quadro “Carpool Karaoke”, em que leva celebridades para cantar com ele dentro de um carro – , Corden vai interpretar um agente de uma seguradora que suspeita da movimentação de um grupo de golpistas na cidade. No filme, Sandra Bullock (“Gravidade”) será a líder do grupo de mulheres que planeja um grande assalto a um dos principais museus de Nova York no dia do baile que reúne celebridades no local. Corden é o segundo homem confirmado no elenco, após a revelação de que Matt Damon faria uma participação como seu personagem da franquia iniciada por “Onze Homens e um Segredo”. Dirigido por Gary Ross, “Ocean’s Eight” reunirá, além de Sandra Bullock, Cate Blanchett (“Carol”), Helena Bonham Carter (“Alice Através do Espelho”), Anne Hathaway (“Interestelar”), Mindy Kaling (série “The Mindy Project”), a novata Awkwafina (“Vizinhos 2”), a cantora Rihanna (“Battleship”), Sarah Paulson (também de “Carol” e da série “American Horror Story”) e Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”). A estreia está marcada para 8 de junho.
John Legend e Ariana Grande vão regravar a premiada música tema de A Bela e a Fera
A canção que os cantores John Legend e Ariana Grande vão gravar em parceria para o filme “A Bela e a Fera” foi revelada. A Disney informou que se trata justamente da premiada música-tema da produção. Composta por Alan Menken e Howard Ashman, a música “The Beauty and the Beast” venceu o Oscar de Melhor Canção Original em 1992, assim como o Grammy de Melhor Dueto do ano. Na animação, a canção foi entoada Angela Lansbury. Mas a versão mais conhecida é a que entrou no disco, gravada por Celine Dion e Peabo Byson. Esta versão foi lançada na trilha sonora oficial da animação, que venceu o Grammy. A nova filmagem de “A Bela e a Fera”, agora com atores, contará com regravações das principais canções originais da animação de 1991, além de três músicas inéditas compostas por Alan Menken, que trabalhou nas novas canções com Tim Rice, reeditando a parceria de “Aladdin” (1992). Um dos comerciais mais recentes da produção chegou, inclusive, a destacar uma canção entoada pela atriz Emma Watson, intérprete da Bela. A direção de “A Bela e a Fera” é de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”) e o roteiro de Stephen Chbosky (que dirigiu Emma Watson no drama adolescente “As Vantagens de Ser Invisível”). A estreia do filme está marcada para o dia 16 de março no Brasil e a trilha sonora chegará nas lojas no dia 10 de março. Por sinal, o disco já está em pré-venda nos EUA.
Amy Adams ganha estrela na Calçada da Fama de Hollywood
Amy Adams, que em 2016 estrelou “Batman vs Superman”, “A Chegada” e “Animais Noturnos”, foi homenageada com uma estrela na famosa Calçada da Fama de Hollywood na última quarta (11/1). O evento deixou a atriz bastante emocionada. Ela agradeceu a família, diretores e amigos. “São os melhores”, disse. Mas confessou nunca ter esperado essa homenagem em sua carreira. A atriz estava acompanhada de sua filha, seu marido, o diretor Denis Villeneuve e o ator Jeremy Renner, ambos parceiros no filme “A Chegada”, que tem surpreendido na temporada de premiações. Enquanto Villeneuve disse, em seu discurso de apresentação que Amy Adams é uma das atrizes “de maior qualidade” do mundo, Jeremy Renner a considerou “uma lenda entre as lendas”, e prometeu que sempre serão amigos. Amy Adams já foi indicada a cinco Oscars ao longo de sua carreira e pode acrescentar mais uma indicação em 2017. Clique nas fotos abaixo para ampliá-las em tela inteira.
Cineastas de La La Land, Moonlight e A Chegada vão disputar prêmio do Sindicato dos Diretores
O Sindicato dos Diretores dos EUA (DGA) divulgou os indicados a seu prêmio anual. E, por coincidência, todos os cinco cineastas selecionados são estreantes no DGA Awards. Eles nunca tinham sido indicados antes. A lista, divulgada na quinta-feira (12/1), inclui Damien Chazelle (por “La La Land”), Garth Davis (“Lion”), Barry Jenkins (“Moonlight”), Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira-Mar”) e Dennis Villeneuve (“A Chegada”). A surpresa fica por conta da ausência de Mel Gibson, muito elogiado por “Até o Último Homem”. Já Martin Scorsese não conseguiu emplacar indicações a nenhum troféu neste ano, com seu épico católico “Silêncio”. E, como de praxe, nenhuma mulher disputa a categoria principal. A premiação dos diretores é um dos principais termômetros para o Oscar da categoria, já que o sindicato reúne boa parte dos votantes da Academia. Mas já houve um caso marcante em tempos recentes de descompasso entre o DGA e a Academia. Ben Affleck venceu o DGA Awards por “Argo” em 2013, mas nem sequer recebeu indicação ao Oscar de Melhor Diretor naquele ano. Vale lembrar que, mesmo assim, ele acabou levando um Oscar para casa, como produtor de “Argo”, que a Academia considerou o Melhor Filme de 2013. Os cinco indicados debutam no DGA, mas apenas um é realmente estreante: Garth Davis. E ele também concorre ao prêmio de Melhor Diretor Estreante do ano, junto de Kelly Fremon Craig (“Quase 18”), Tim Miller (“Deadpool”), Nate Parker (“O Nascimento de uma Nação”) e Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”). Kelly Fremon Craig é a única mulher da lista. O DGA Awards também premia categoria televisivas, e o episódio da “Batalha dos Bastardos”, de “Game of Thrones”, dirigido por Miguel Sapochnik é o favorito na disputa de Melhor Direção em Série de Drama. Confira abaixo a lista completa dos indicados. Os vencedores serão anunciados em 4 de fevereiro. Indicados ao DGA Awards 2017 CINEMA Melhor Direção Damien Chazelle (“La La Land”) Garth Davis (“Lion”) Barry Jenkins (“Moonlight”) Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira-Mar”) Dennis Villeneuve (“A Chegada”) Melhor Estreia na Direção Garth Davis (“Lion”) Kelly Fremon Craig (“Quase 18”) Tim Miller (“Deadpool”) Nate Parker (“O Nascimento de uma Nação”) Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”) Melhor Direção de Documentário Otto Bell (“The Eagle Huntress”) Ezra Edelman (“O.J.: Made In America”) Josh Kriegman e Elyse Steinberg (“Weiner”) Raoul Peck (“I Am Not Your Negro”) Roger Ross Williams (“Life, Animated”) TELEVISÃO Melhor Direção em Série de Drama The Duffer Brothers (“Stranger Things”) Ryan Murphy (“The People V. O.J. Simpson: American Crime Story”) Jonathan Nolan (“Westworld”) Miguel Sapochnik (“Game Of Thrones”) John Singleton (“The People v. O.J. Simpson: American Crime Story”) Melhor Direção de Série de Comédia Alec Berg (“Silicon Valley”) Donald Glover (“Atlanta”) Mike Judge (“Silicon Valley”) Becky Martin (“Veep”) Dale Stern (“Veep”) Melhor Direção de Telefilme ou Minissérie Raymond De Felitta (“Madoff”) Thomas Kail e Alex Rudzinski (“Grease Live!”) Kenny Leon e Alex Rudzinski (“Hairspray Live!”) Jay Roach (“Até o Fim”) Steven Zaillian (“The Night Of”) Melhor Direção de Programa de Variedades Paul G. Casey (“Real Time With Bill Maher”) Nora Gerard (“CBS Sunday Morning”) Jim Hoskinson (“The Late Show With Stephen Colbert”) Don Roy King (“Saturday Night Live”) Paul Pennolino (“Full Frontal With Samantha Bee”) Melhor Direção de Especial de Variedades Jerry Foley (“Tony Bennett Celebrates 90 – The Best Is Yet To Come”) Tim Mancinelli (“The Late Late Show With James Corden – The Late Late Show Carpool Karaoke Primetime Special”) Linda Mendoza (“Smithsonian Salutes Ray Charles: In Performance At The White House”) Paul Myers (“Full Frontal With Samantha Bee – A Very Special Full Frontal Special”) Glenn Weiss (“The 70th Annual Tony Awards”) Melhor Direção de Reality Show Ken Fuchs (“Shark Tank”) John Gonzalez (“Live PD”) Brian Smith (“Strong”) Rupert Thompson (“American Grit”) Bertram Van Munster (“The Amazing Race”) Melhor Direção de Programa Infantil Liz Allen (“The Kicks”) Alethea Jones (“Gortimer Gibbon’s Life On Normal Street”) Michael Lembeck (“A Nutcracker Christmas”) Tina Mabry (“An American Girl Story”) John Schultz (“Uma Aventura de Babás”)
Sarah Paulson e Evan Peters vão voltar na 7ª temporada de American Horror Story
Além da renovação até 2018, a série “American Horror Story” teve algumas novidades adiantadas durante o evento para a imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). O produtor Ryan Murphy adiantou a participação dos atores Sarah Paulson e Evan Peters na 7ª temporada, prevista para estrear ainda neste ano. Na 6ª antologia da série, intitulada “Roanoke”, Sarah e Peters interpretaram um casal de atores que se apaixonou em um set de filmagens. Outra novidade é que a trama vai se passar nos dias atuais. Mais que isso, é segredo. Murphy avisou que vai repetir – em partes – o mistério que envolveu o tema da 6ª temporada até minutos antes de sua estreia. Mas isso se deve também ao fato de que apenas recentemente começou a desenvolver a história, e ainda não decidiu como irá revelar a trama. Murphy chegou a especular que talvez solte uma pista aqui e ali, dando ao público um pouco mais com o que trabalhar do que os enganosos teasers que antecederam Roanoke. Anteriormente, o showrunner havia dito que personagens de “Freak Show” (4ª temporada) poderiam voltar na 7ª temporada. Ele também já comentou a ideia de realizar um crossover com os personagens de “Murder House” (1ª temporada) e “Coven” (3ª). A 7ª temporada deve estrear ainda este ano, provavelmente na época do Halloween.
American Horror Story é renovada até 2018
O canal pago americano FX renovou a série “American Horror Story” para mais duas temporadas, garantindo a exibição da série até 2018. O anúncio foi feito durante evento para a imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA) por John Landgraf, presidente do FX. O FX já havia renovado a série para a 7ª temporada após os sucesso de “American Horror Story: Roanoke”, no começo deste ano. Landgraf dobrou a renovação e destacou que ela inaugurou um novo formato na TV, no que se refere a temporadas limitadas. “Cada capítulo é um evento cultural, adorado por cada nova reviravolta imagética, em estilo, elenco e história”, ele comentou. Criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk em 2011, ao longo de seis temporadas “American Horror Story” já venceu 15 Emmys (o “Oscar da TV”) e dois Globos de Ouro. A 7ª temporada deve estrear ainda este ano, provavelmente na época do Halloween, enquanto a 8ª fica para 2018.
Fox confirma planos de lançar uma série dos X-Men para breve
A Fox vai lançar uma série baseada no universo dos filmes dos “X-Men”. Depois de “Legion”, que estreia no FX em fevereiro, o canal principal do conglomerado prepara uma nova atração, confirmou o presidente da rede, Gary Newman, durante encontro com a imprensa no evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). “Estamos numa fase avançada de desenvolvimento disso”, disse Newman. “Esperamos um roteiro em breve, mas os esboços que vimos até agora têm sido muito, muito promissores.” O roteirista responsável por adaptar os quadrinhos dos mutantes da Marvel é Matt Nix, criador da série “Burn Notice”. Desde o final daquela atração em 2013, ele fracassou em suas tentativas de emplacar outro sucesso – suas séries “The Comedians” e “Complications” foram canceladas na 1ª temporada. A próxima, “APB”, estreia em fevereiro, justamente na Fox Newman acrescentou ainda que “o desenvolvimento geral deste ano está mais lento que o habitual, por isso não estávamos, infelizmente, preparados para fazer um anúncio sobre a série, mas nos sentimos encorajados.” A previsão é que o piloto possa ser gravado nos próximos meses, com o objetivo de uma estreia na temporada televisiva 2017-2018. “Adoraríamos fazer isso e achamos que é possível.” Os detalhes da série têm sido mantidos em segredo, mas rumores sugerem que será centrada num par de pais absolutamente normais que descobrem que os seus filhos são mutantes, juntando-se a uma rede secreta de mutantes, para se esconderem do governo. Esta série – que tomou o lugar do projeto sobre os vilões do “Clube do Inferno” – terá praticamente a mesma equipe de produtores de “Legion”, do FX. A Mat Nix vão se juntar os produtores Bryan Singer, Simon Kinberg e Lauren Shuler Donner, responsáveis pelos filmes dos “X-Men”, além de Jeph Loeb e Jim Chory da Marvel Television.
Conheça a abertura de Desventuras em Série – com música cantada por Neil Patrick Harris
A Netflix divulgou a abertura de “Desventuras em Série”, a série baseada na coleção literária homônima de Daniel Handler, mais conhecido pelo pseudônimo Lemony Snicket. A música tema é cantada por Neil Patrick Harris (série “How I Met Your Mother”), que tem o papel do vilão Conde Olaf, responsável pelas maldades descritas na canção. Além disso, o vídeo também confirma que o primeiro episódio é dirigido pelo cineasta Barry Sonnenfeld, o que ajuda a explicar como a produção atingiu seu clima de conto de fadas sombrio. Sonnenfeld fez seus melhores trabalhos nesse gênero, à frente dos dois filmes de “A Família Addams” nos anos 1990 e como diretor-produtor da série “Pushing Daisies” (2007-2008), que tinha o mesmo espírito da nova atração. Ele também é produtor de “Desventuras em Série”, junto com o roteirista Mark Hudis (série “True Blood”) Hudis assina a adaptação dos livros de Handler/Snicket, publicados entre 1999 e 2006, mostrando como os irmãos órfãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire enfrentam provações, tribulações, infortúnios e um tio maldoso que quer se apoderar de sua fortuna. Tudo isso enquanto buscam descobrir o segredo da morte de seus pais. A franquia já vendeu mais de 65 milhões de exemplares e foi traduzida para 43 línguas, além de ter sido transformada no filme “Desventuras em Série”, de 2004, que tinha Jim Carrey (“Kick-Ass 2”) no papel do vilão Olaf, Emily Browning (“Sucker Punch”) como Violet e Jude Law como a voz de Lemony Snicket. Na nova versão, além de Neil Patrick Harris como Olaf, o elenco inclui as crianças Malina Weissman (a jovem Kara nos flashbacks da série “Supergirl”) e o estreante Louis Hynes como Violet e Klaus Baudelaire, e Patrick Warburton (série “Rules of Engagement”) no papel de Lemony Snicket, narrando as tragédias. A estreia vai acontecer nesta sexta, dia 13 de janeiro.
Trailer de iBoy traz adolescente com poderes de celular (!) e Maisie Williams em perigo
A Netflix divulgou o trailer de “iBoy”, que parece uma espécie de versão juvenil e masculina de “Lucy”, o filme da super Scarlett Johanson. Ainda sem legendas, a prévia mostra como um rapaz, que sobrevive a uma tentativa de assassinato, sai da cirurgia cerebral com poderes de celular (sério). Por coincidência, tudo é precipitado pela garota em perigo que ele gosta, chamada justamente de Lucy. Produção inglesa, o filme adapta o livro homônimo, escrito por Kevin Brooks, sobre um adolescente londrino, que, ao ser assaltado por uma gangue de rua, acaba com fragmentos de um celular em seu cérebro. Ele descobre que ganhou a capacidade de acessar dispositivos eletrônicos e assim adquirir segredos digitais – e, possivelmente, usá-los para conseguir sua vingança. Bill Milner, que já foi mutante no cinema, como o jovem Magneto de “X-Men: Primeira Classe” (2012), vive o iBoy do título, enquanto Maisie Williams, intérprete de Arya na série “Game of Thrones”, é seu crush Lucy. O elenco ainda inclui Miranda Richardson (a Rita Skeeter da franquia “Harry Potter”) e Rory Kinnear (o monstro de Frankenstein na série “Penny Dreadful”). A adaptação foi escrita por Joe Barton (roteirista da série “Humans”) e dirigida por Adam Randall (“Level Up”) para um lançamento em 27 de janeiro.
Selena Gomez volta mais sexy que nunca ao Instagram
Selena Gomez apareceu mais sexy que nunca no Instagram nesta quinta (12/1). Ela posou seminua, com uma toalha e fio dental, para uma foto do fotógrafo Mert Alas, que postou a imagem na rede social. “A bela e a fera”, escreveu ele na legenda, já que também aparece na imagem, refletido no espelho do selfie sensual. O fotógrafo é o mesmo que clicou Kim Kardashian nua para a revista masculina GQ. Afastada das redes sociais desde agosto, quando anunciou uma pausa na carreira para tratar da saúde, ela voltou com tudo à mídia no começo do ano, conquistando um contrato milionário para ser garota propaganda da grife Coach, sugerindo a gravação de nova música, gravando vídeos de reencontro com David Henrie no aniversário de cinco anos do final de “Os Feiticeiros de Waverly Place” e até trocando beijos publicamente com The Weeknd.
Mais que um musical, La La Land é um milagre que inspira sonhar
Numa das cenas mais belas de “La La Land”, Ryan Gosling vagueia ao longo de um píer, olha para o skyline de Los Angeles e entoa uma canção que começa assim: “Cidade das estrelas, / você está brilhando apenas para mim?”. Leva uns segundos pra gente entrar no clima, mas o entusiasmo do personagem é tão grande, que pouco importa se a voz de Gosling é pequena. O mesmo espírito toma a maravilhosa abertura, num viaduto engarrafado. Primeiro, temos numa panorâmica vertiginosa sob os carros apinhados, a mistura dissonante de ritmos, cada um ouvindo um tipo de música, num arremedo que deveria soar histérico e sufocante. As máquinas gritam, as buzinas ressoam, e de repente uma indiana desce do carro cantando, e todo o operariado em volta (latinos, asiáticos, africanos), e também ciclistas, skatistas e tantos outros “istas”, entram no clima, escalando os capô e os telhados de seus veículos, para entoar “Another Day of Sun”. O número coreográfico é de uma sensibilidade e uma graça quase surreais. Em vez da massacrante rotina de dirigir para o trabalho, é como se todos estivessem rumando contentes para as férias num desbunde cinematográfico grandioso. A câmera alça vôo para mostrar um quilômetro de alegria onde não devia haver. Damien Chazelle, o diretor que antes nos deu “Whiplash”, aquele drama sobre o jovem baterista obcecado em ser maior que a vida, aqui parece o próprio músico ambicioso, só que, no lugar da bateria, seu instrumento é todo um gênero: o musical. E ele não se intimida frente à comparação com os clássicos. Ama tanto os musicais icônicos que lhes extrai toda a seiva possível. De “Sinfonia de Paris” (1951) a “Amor, Sublime Amor” (1961), passando por “Cantando na Chuva” (1952) e “A Roda da Fortuna” (1953), transita pelo vocabulário com maestria, e ainda pisca o olho para as experiências francesas de Jacques Demy, reverenciando “Os Guarda Chuvas do Amor” (1964) e “Duas Garotas Românticas” (1967). Claro, não é preciso conhecer a tradição para entender ou gostar do filme. “La La Land” é uma reinvenção do musical tentando colorir de alegria esse miserável futurismo distópico e corrupto que não larga a mão do cidadão do século 21. Chazelle sabe que são outros tempos, outra indústria, outra mentalidade e ele jamais alcançaria o requinte dos tempos dourados. Naqueles clássicos estrelados por Fred Astaire, Gene Kelly, Debbie Reynolds, Cyd Charisse e tantos outros, cada passo, cada toque de mãos, cada repique de sapateado, buscava uma harmonia, uma classe, que não existe mais, e a sincronicidade falava não só de almas gêmeas, mas de um ideal que transcendia o simples entretenimento. Este era o ideal platônico de Hollywood, sugerindo uma perfeição formal negada ao resto de nós, em nossos desajeitados tropeços. Era uma outra fase, um outro sonho. Nostalgia inocente? Não. “La La Land” não cai nesta armadilha saudosista. Propõe, sim, uma nova suposição: com o que dois artistas, uma aspirante a atriz (vivida por Emma Stone) e um pianista (Ryan Gosling) podem almejar na Los Angeles de hoje? Com muito pouco, já que o significado de arte mudou extremamente do que era há 50 anos. Arte hoje é a celebração do mundo da mercadoria. Jazz, samba, música regional, clássica, de vanguarda não são o que interessam a indústria. Busca-se, sim, a massificação do gosto. E tudo que vai ao contrário do movimento é deglutido ou isolado. Mas no meio das prateleiras e passarelas para o consumo, é possível trombar com resistentes. O casal de protagonistas de “La La Land”, Mia (Stone) e especialmente Sebastian (Gosling) são os desajeitados remanescentes deste grupo. Ambos lutam para não serem contaminados pela rotina da música de supermercado. Sebastian ama o jazz e leva Mia para um bar completamente fora de moda, para que ela sinta como funciona uma jam-session como uma tradicional banda de veteranos. “Observa como os instrumentos dialogam”, ele explica, “o lindo disso tudo é que eles tocam toda noite e cada vez é uma emoção diferente”. Em seguida, o casal sai a rua e, tomado pela poesia do jazz, cantam e dançam entusiasmados. Pouco importa se um canta pequeno e o outro dança melhor. O cativante em “La La Land” reside no fato de que se percebe que os protagonistas não são peritos na arte, e isso, no fundo, é o de menos. Eles humanizam o número musical, olhando para a platéia e convidando-nos para fugir do óbvio e procurar a magia nas emoções simples. A história do filme, aliás convida a observar a essência das coisas. Dos sentimentos, das ideologias, das fragilidades, dos desejos e de suas contradições. Mia persegue o sonho de se tornar atriz, mas, em cada teste, ela sofre um tipo de humilhação ou desdém. O plano de Sebastian é mais ambicioso: ele sonha em ser o dono de um bar de jazz, um lugar onde poderá trazer todos os mestres do riscado, cultivando um gênero que ele não quer que se extingua. Isso funciona num mundo idealizado, mas no real, Sebastian se sujeita a tocar nas piores espeluncas. Enfim, Mia e Sebastian não fazem o que pregam. Os dois vendem-se ao sistema. Ah, mas como isso tudo podia ser diferente. Então os dois são sugados para o escapismo de uma sessão num velho cinema, o lendário Rialto (uma sala que não existe mais) para assistir a uma sessão de “Juventude Transviada” (1955). E, de repente, quando o filme enrosca e a sessão é interrompida, eles se recusam a deixar o reino de faz de conta. Os dois saem do cinema direto para o Observatório de Griffith, uma das locações de “Juventude” para viver, na realidade, o que só se pode viver no cinema. Planetas e galáxias rodam, enquanto eles levitam e dançam no ar. Nesse momento, corre-se o risco do academicismo, do olhar complacente, do encerramento num sistema autista ou pretensioso. Acontece o contrário. Quanto mais Chazelle refaz os caminhos já percorridos pelo cinema, mais cada plano parece novo, inesperado, de um frescor vivo e ainda mais fecundo. É uma espécie de milagre que um filme como “La La Land” ainda exista, e meu conselho seria ignorar os cínicos e os críticos, como eu, que buscam falhas num trabalho como esse. Pegue o filme na maior tela que você puder encontrar, com um sistema de som correspondente. Quem nunca conheceu um musical legitimo no cinema pode se surpreender ao descobrir que emoções podem florescer sem que um filme precise recorrer a explosões e violência.
Filha de Michael Jackson diz que série em que o cantor é interpretado por ator branco lhe dá vontade de vomitar
O trailer de “Urban Myths”, série antológica de comédia, que mostra Michael Jackson interpretado pelo inglês Joseph Fiennes, continua a repercutir de forma negativa nas redes sociais. Aos protestos dos fãs de Michael Jackson, agora se juntou a própria filha do cantor, Paris Jackson. A garota de 18 anos de idade foi ao Twitter registrar que sentiu vontade de vomitar ao ver o ator, branco, interpretando o seu pai, falecido em 2009. Ela também lamentou a forma como sua madrinha, Elizabeth Taylor, foi retratada e o fato de a produção desrespeitar todo um “legado artístico construído com sangue, suor e lágrimas”. “Estou incrivelmente ofendida por isso, assim como tenho certeza que muitas outras pessoas também estão. E, honestamente, isto me dá vontade de vomitar”, ela tuitou. Veja abaixo. Criada por Neil Forsyth (minissérie “Bob Servant”), “Urban Myths” é uma antologia episódica do canal pago britânico Sky Arts, que encena encontros curiosos, que podem ou não ter acontecido, já que fazem parte do folclore das lendas das urbanas. Um deles é uma “road trip” de Michael Jackson, Elizabeth Taylor e Marlon Brando, interpretados, respectivamente, por Fiennes, Stockard Channing (“Grease”, série “The Good Wife”) e Brian Cox (“A Identidade Bourne”, minissérie “War & Peace”). Os fãs do cantor planejam boicotar a série, que estreia dia 19 de janeiro no Reino Unido.
A Criada reúne surpresas, reviravoltas e tensão sexual num filme arrebatador
Cineasta com uma assinatura visual já consolidada e reconhecida, Park Chan-wook é também um mestre na arte de manipular o público, direcionando-o por vezes a territórios que os despistam quanto a grande história que está se costurando. Se em sua estreia em inglês, “Segredos de Sangue” (2013), as influências hitchcockianas renderam um belo e perturbador registro sobre o surgimento da psicopatia, com “A Criada” Chan-wook regressa à Coreia do Sul levando de sua estadia ocidental um romance da britânica Sarah Waters para fazer o seu “Azul é a Cor Mais Quente” (2013). Claro que a associação com o filme de Abdellatif Kechiche, que também disputou a Palma de Ouro em Cannes, ressoa somente na voltagem erótica. Já levado para a tevê em formato de minissérie com Elaine Cassidy, Sally Hawkins e Imelda Staunton no elenco, o texto original de “Fingersmith” é revirado por Chan-wook, cercando de perversão a premissa falsamente folhetinesca de uma jovem, Sook-hee (a promissora estreante Kim Tae-ri), persuadida pelo Conde Fujiwara (Ha Jung-woo, de “O Caçador”) a ser a criada de Lady Hideko (Kim Min-hee, de “Certo Agora, Errado Antes”), com quem pretende se casar e herdar toda a sua fortuna. Ao preparar o terreno para Fujiwara agir, Sook-hee se vê simpatizando com Lady Hideko, principalmente ao investigar o poder que o tio Kouzuki (Cho Jin-woong, de “Um Dia Difícil”) exerce sobre a sua vida. Mesmo de origens distintas e exercendo papéis sociais opostos, uma atração mútua se manifesta a partir de pequenas ações físicas que desencadeiam o desejo sexual de ambas. Como o tenso auxílio que Sook-hee presta ao readequar um dente de Lady Hideko que a incomoda enquanto chupa um pirulito – mais sugestivo, impossível! Como bem provou em sua trilogia da Vingança (“Mr. Vingança”, “Oldboy” e “Lady Vingança”), Park Chan-wook se diverte trabalhando com aparências, fazendo que o espectador descarte todo um raciocínio construído após uma boa demanda de tempo. Não é diferente em “A Criada”, tirando da manga uma surpresa narrativa, na metade da projeção, que fará tudo recomeçar praticamente do zero. Ou melhor: ofertará o privilégio de perseguir um novo ponto de vista, que dará um sentido muito mais amplo para todo o contexto. De todos os cineastas contemporâneos atraídos por narrativas não lineares, o sul-coreano é o que melhor as domina, usando o flashback não como uma ferramenta para mastigar os dados que devem preencher as lacunas sobre os históricos de personagens, mas para mostrar como o passado destes é essencial para redimensioná-los. Isso se aplica principalmente à Lady Hideko, ocultando um meio de vida tão doentio que o melhor a fazer é deixar o espaço para a imaginação. Acima de todo esse jogo entre criaturas dissimuladas, é incrível como “A Criada” ainda assim consegue ser tão verdadeiro no amor atípico que encena. Encontrar o fator humano em um freak show é um desafio, porque nenhuma violência é mais intensa e explícita do que o choque entre dois corpos que se desejam. Sem ninguém esperar, Park Chan-wook entrega o romance mais arrebatador dos últimos tempos.












