Eva Green vai estrelar próximo filme de Roman Polanski
A atriz Eva Green entrou no elenco do próximo filme do cineasta Roman Polanski, a adaptação do premiado romance “Baseado em Fatos Reais”, de Delphine de Vigan. E, para variar, interpretará uma personagem desequilibrada. Ela vai contracenar com a esposa do diretor, Emmanuelle Seigner, que é figura constante nos filmes de Polanski desde “Busca Frenética” (1988). Na trama, Seigner viverá o alter-ego de Delphine de Vigan, uma escritora que passa por um bloqueio criativo após o lançamento do último e bem-sucedido livro. O momento difícil é superado com a ajuda de uma nova e maravilhosa amiga, L, papel de Eva Green. O problema é que a amiga, que trabalha como ghost writer, revela-se uma admiradora obsessiva que, em pouco tempo, tenta se intrometer no texto e até na vida íntima da escritora. Lançado no Brasil pela Intrínseca, o livro venceu diversos prêmios literários no ano passado. A adaptação está sendo escrita por outro cineasta, Olivier Assayas, que recentemente recebeu o prêmio de Melhor Diretor do Festival de Cannes por seu filme “Personal Shopper”, uma história de fantasmas com Kristen Stewart, previsto para estrear em dezembro na França. A produção será financiada pelo estúdio americano Lionsgate, marcando uma volta simbólica de Polanski a Hollywood. Mas, como o cineasta não pode sair da França sob pena de ser preso e extraditado para os EUA, as filmagens de “Baseado em uma História Real” começam em novembro, na cidade de Paris. Não está claro se a produção será falada em inglês ou francês. Curiosamente, Eva Green, que é francesa, não filma em sua língua natal desde seu segundo longa-metragem em 2004.
Moana: Nova princesa da Disney ganha coleção de pôsteres e trailer repleto de aventuras
A Disney divulgou diversos pôsteres internacionais – inclusive brasileiro – e um novo trailer (ainda não dublado) de “Moana: Um Mar de Aventuras”, que explica melhor a aventura da personagem-título, a primeira princesa polinésia do estúdio. A prévia mostra sua jornada para encontrar o semideus Maui, com quem se alia para cruzar o Oceano Pacífico numa jangada, enfrentar criaturas terríveis – mas fofas – e realizar feitos heroicos. Maui e Moana são dublados, respectivamente, pelo astro Dwayne Johnson (da franquia “Velozes & Furiuosos”), que pela primeira vez tem a chance de homenagear sua descendência polinésia no cinema, e a estreante Auli’i Cravalho, de 15 anos de idade, selecionada após diversos testes com jovens havaianas. Além deles, as vozes originais do filme incluem Alan Tudyk (“Maze Runner: Prova de Fogo”) como o galo Heihei, Rachel House (“Encantadora de Baleias”) como a Vovó Tala, Jemaine Clement (“Muppets 2: Procurados e Amados”) como o caranguejo Tamatoa, Temuera Morrison (“Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones”) como o Chefe Tui e Nicole Scherzinger (“Homens de Preto 3”) como Sina. O filme tem direção de John Musker e Ron Clements (responsáveis por “A Pequena Sereia”, “Aladdin”, “Hércules” e “A Princesa e o Sapo”). E entre os roteiristas creditados está Taika Waititi, diretor do vindouro “Thor 3: Ragnarok”. Para completar, Lin-Manuel Miranda, responsável pelo fenômeno da Broadway “Hamilton” (vencedor de 11 Tonys neste domingo), escreveu algumas das canções da trilha sonora. “Moana” tem previsão de estreia para 5 de janeiro no Brasil, mais de 40 dias após o lançamento nos EUA em 23 de novembro.
Cinquenta Tons Mais Escuros bate recorde de Star Wars como trailer mais visto do mundo
O trailer de “Cinquenta Tons Mais Escuros”, a sequência de “Cinquenta Tons de Cinza” (2015), bateu o recorde de visualizações em 24 horas, sendo visto 114 milhões de vezes entre terça (13/9) e quarta. Segundo os sites Variety e The Hollywood Reporter, o total foi atingido em diversas plataformas, como YouTube, Facebook e Instagram, e supera a antiga marca de 112 milhões que ostentava “Star Wars: O Despertar a Força” (2015). Do total, 39,4 milhões de visualizações foram nos Estados Unidos e Canadá. O Reino Unido aparece com 18,9 milhões. E a maior surpresa é o Brasil foi o terceiro país que mais ajudou nesta conta, com 12,4 milhões. Ironicamente, o trailer não mostra nenhuma cena muito excitante, exibindo uma estética de comercial de perfume masculino, e tem mais conflitos de telenovela, com cenas de brigas e ciúmes, que de romance erótico. Mas, aparentemente, é o que o público quer ver. E o estúdio Universal comemora o fato de ainda haver interesse na franquia, após um hiato maior que o ideal na produção da sequência, que poderia dar tempo para uma reavaliação sob a luz das críticas negativas do primeiro filme, vencedor do troféu Framboesa de Ouro de Pior Filme do ano passado. No segundo filme da franquia, James Foley (série “House of Cards”) assumiu a direção no lugar de Sam Taylor-Johnson, que, durante a produção do longa inicial entrou em choque com a escritora E.L. James, autora dos livros. Como James também é produtora dos filmes, conseguiu empregar seu marido Niall Leonard (telefilme “Hornblower: Loyalty”) como roteirista do longa-metragem, garantindo maior controle sobre a adaptação. “Cinquenta Tons Mais Escuros” estreia em 10 de fevereiro de 2017, às vésperas do Dia dos Namorados no hemisfério norte. No Brasil, o lançamento acontece seis dias depois, em 16 de fevereiro.
Kim McGuire (1955 – 2016)
Morreu a atriz Kim McGuire, que interpretou a personagem Mona “Cara de Machado” Malnorowski no filme “Cry-Baby” (1990), de John Waters. Ela faleceu aos 60 anos, após dar entrada num hospital por conta de um caso sério de pneumonia. Ela sofreu duas paradas cardíacas e faleceu na noite de quarta (14/9). A comédia musical de 1990 foi sua estreia no cinema. No filme, ela interpretava uma feiosa, de cara deformada, que namorava ninguém menos que Iggy Pop, além de integrar a gangue do rebelde de brilhantina Wade “Cry-Baby” Walker, um bad boy roqueiro vivido por Johnny Depp no começo de sua carreira. Passado nos anos 1950, o filme também incluía Amy Locane e a estrela pornô Traci Lords em seu elenco eclético. O papel de “Cara de Machado”, porém, foi criado para Divine, o ator transformista que tinha estrelado todos os filmes de John Waters até então. Mas Divine faleceu na véspera das filmagens, levando o diretor a descobrir McGuire. Ela foi contratada no ato, durante seu primeiro teste para o papel. Para Waters, a cena em que “Cara de Machado” irrompe pela tela de um filme 3D, aterrorizando o público, é a mais engraçada de todo filme. De fato, ele gostou tanto da performance que resolveu acrescentar mais cenas da personagem, ampliando a participação de McGuire. O diretor voltou a trabalhar com ela em sua comédia seguinte, “Mamãe É de Morte” (1994), no qual a atriz faz uma pequena aparição, como stage diver. Sua carreira, na verdade, foi bastante curta. Após a aparição em “Cry-Baby”, ela apareceu no terror “Louco, Eu?” (1990) e no telefilme de suspense “Rosas Não Falam”, no sugestivo papel de Bambi. Mas seu maior destaque acabou acontecendo como integrante fixa da série “On the Air” (1992), tentativa dos criadores de “Twin Peaks” de fazer comédia, cancelada após o terceiro episódio, com roteiro e direção de David Lynch. Após mergulhar no palco em “Mamãe É de Morte”, McGuire só voltou a ser vista num episódio de 1995 da série “New York Undercover” e no videogame “Zork: Nemesis” (1996). Sem ofertas de trabalho como atriz, ela se tornou advogada e mudou para o interior do Mississippi com o companheiro, o produtor Gene Piotrowsky (vencedor do Emmy por “The CBS Festival of Lively Arts for Young People”). Infelizmente, os dois perderam tudo o que tinham, menos o troféu Emmy de Piotrowsky, durante a enchente do Furacão Katrina em 2005. No mesmo ano, ela reapareceu numa reunião com o elenco original de “Cry-Baby”, incluindo Johnny Depp, realizada para um documentário produzido especialmente para os extras do lançamento do filme em DVD. McGuire acabou voltando a morar em Los Angeles, agora como advogada, e ainda se reencontrou com toda a turma em 2014, numa sessão especial de 20 anos de “Cry-Baby”, marcando a última vez em que todos estiveram juntos.
Rodrigo Lombardi viverá o juiz Sérgio Moro no filme da Lava-Jato
O ator Rodrigo Lombardi (novela “Velho Chico”) vai viver o juiz federal Sérgio Moro no filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, que vai mostrar a trajetória da operação Lava-Jato. O longa será co-dirigido por Marcelo Antunez e Roberto Santucci, especialistas em besteiróis, que trabalharam juntos antes em “Qualquer Gato Vira-Lata 2” (2015), “Até que a Sorte nos Separe 3: A Falência Final (2015)” e “Um Suburbano Sortudo” (2016). Com estas credenciais, o que se pode esperar do projeto? Segundo o produtor Tomislav Blaziac, o filme será o primeiro de uma trilogia e também deve render uma série de televisão. A produção está orçada em R$ 12 milhões e ainda não tem data de estreia definida. Vale lembrar que o cineasta José Padilha (série “Narcos”) também está preparando uma série sobre a Lava Jato para a plataforma de streaming Netflix.
Estreia da nova série do universo de Star Trek é adiada para maio de 2017
Os fãs de “Star Trek” vão ter que esperar um pouco mais para conhecer a nova série derivada da franquia cinquentenária. A estreia de “Star Trek: Discovery” foi adiada em quatro meses, para maio de 2017. Segundo comunicado da rede americana CBS, os motivos foram criativos e de produção. No texto, os responsáveis pela série afirmam que não querem comprometer a qualidade da pós-produção e o resultado final por ter de cumprir o cronograma da estreia, e que decidiram, junto com a CBS, adiar o lançamento. “Relançar ‘Star Trek’ na televisão implica uma responsabilidade e uma missão: agradar tanto os fãs como os novatos com a série que alimentou nossa imaginação desde a infância”, diz o texto, assinado em conjunto por Alex Kurtzman (série “Fringe”) e Bryan Fuller (série “Hannibal”). Neste sentido, eles argumentaram que “Star Trek” merece “o melhor” e destacaram que esses “meses extras” ajudarão a criar uma série da qual todos possam “estar orgulhosos”. Os dois tem uma ligação afetiva com a franquia e representam duas gerações distintas de roteiristas de “Star Trek”. Kurtzman escreveu os filmes recentes “Star Trek” (2009) e “Além da Escuridão – Star Trek” (2013), enquanto Fuller começou a carreira em 1997 como roteirista das séries “Star Trek: Deep Space Nine” e “Star Trek: Voyager”. Além deles, a série também conta com Nicholas Meyer, diretor-roteirista do melhor filme da franquia, “Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan” (1982), que representa ainda uma terceira geração de autores trekkers na produção. Por enquanto, pouco se sabe sobre a trama da série, a sétima da franquia iniciada em 1966 com o lançamento de “Jornada nas Estrelas” na televisão americana. Durante a última edição da Comic-Con de San Diego, Fuller disse que a nova série seguirá apostando numa mensagem de esperança para o futuro. “Uma das coisas mais bonitas de ‘Star Trek’ é que as pessoas que assistem o programa querem se transformar em cientista, querem ir ao espaço”, comentou Fuller. “Temos que festejar a progressão de nossa espécie, porque atualmente parece que precisamos de um pouco de ajuda”, acrescentou o produtor, que lembrou também que “Star Trek” celebra a diversidade e a aceitação das diferenças. Mais recentemente, durante evento da TCA (Associação de Críticos da TV dos EUA), Fuller adiantou que, em vez de um capitão, o membro de escalão mais alto da tripulação da nave Discovery será um tenente. Segundo o criador da atração, a decisão permitirá à série explorar histórias de um ponto de vista diferente. E este ponto de vista será de uma mulher. A trama vai se passar dez anos antes do Capitão Kirk subir à bordo da Enterprise. Na cronologia, isto representa o elo perdido entre “Star Trek: Enterprise” e a série clássica “Jornada nas Estrelas”. Além disso, Fuller revelou que a missão da Discovery deverá se concentrar num evento já referido na mitologia de “Star Trek”, mas que “nunca foi totalmente explorado”. “Star Trek: Discovery” será lançada no Brasil pelo Netflix.
Mostra de São Paulo divulga cartaz de 2016 com arte do cineasta Marco Bellocchio
A organização da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (15/9) o pôster de sua 40ª edição, que traz arte assinada pelo cineasta italiano Marco Bellocchio. Ele é o homenageado do evento em 2016, que acontece entre 20 de outubro e 2 de novembro. Bellocchio vai receber o Prêmio Leon Cakoff por sua carreira e, além de ganhar uma retrospectiva (veja a lista dos filmes abaixo), apresentará seu filme mais recente, “Belos Sonhos”. A inspiração do cineasta para a criação do poster foi um de seus maiores clássicos, “Bom Dia, Noite” (2003), baseado no livro “Il Prigioneiro”, de Anna Laura Braghetti, sobre o sequestro do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro. “Quando me pediram para fazer uma arte original para o cartaz da Mostra, eu a compus com uma parte do desenho que eu fiz para o filme ‘Bom Dia, Noite’, reelaborando-o – fazendo assim um desenho original. Não sei se é bonito ou feio, mas me parecia, em relação ao meu trabalho e à minha imagem, bastante significativo”, explicou o cineasta em comunicado. “Tentei aproximar formas diversas que tivessem um forte significado referente à minha história e ‘Bom Dia, Noite’ é como o centro do meu trabalho. É um filme feito no início dos anos 2000, mas ao mesmo tempo concentra também toda uma série de experiências minhas, também de envolvimento político”. Confira os filmes que formarão a retrospectiva de Marco Bellocchio na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: “De Punhos Cerrados” (1965) “O Diabo no Corpo” (1986) “Intrusa” (1999) “A Hora da Religião” (2002) “Bom Dia, Noite” (2003) “Irmãs Jamais” (2006) “Vincere” (2009) “A Bela que Dorme” (2012) “Sangue do Meu sangue” (2015) “Belos Sonhos” (2016) Curta “Pagliacci” (2016)
Annabelle 2: Boneca do mal retorna no primeiro teaser legendado da continuação
A Warner divulgou o primeiro teaser legendado de “Annabelle 2”, continuação do terror recordista de público de 2014. O vídeo traz a boneca macabra, introduzida no primeiro “Invocação do Mal” (2013), mas também uma menina sinistra. E é a criança quem apavora a personagem de Miranda Otto (“Flores Partidas”) na prévia, a ponto dela apelar para um crucifixo. Novamente escrito por Gary Dauberman, o filme traz novos personagens e sugere uma história de origem. Segundo a sinopse, para compensar a perda da filha, um fabricante de bonecas e sua mulher resolvem abrigar em sua casa uma freira e as crianças de um orfanato recém-fechado, apenas para ver um espírito maligno se apossar delas. A direção está a cargo de David F. Sandberg, que estreou em longas neste ano com o terror “Quando as Luzes se Apagam”, e o elenco ainda inclui duas atrizes daquele filme: Alicia Vela-Bailey e Lotta Losten. Também integram a produção os atores Anthony LaPaglia (série “Without a Trace”), Stephanie Sigman (“007 Contra Spectre”), Adam Bartley (série “Longmire”), Philippa Coulthard (série “Secrets and Lies”), Grace Fulton (série “Revenge”) e as meninas Talitha Bateman (“A 5ª Onda”), Lulu Wilson (que ainda estará no terror “Ouija: A Origem do Mal”). A estreia está marcado para 17 de agosto no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.
Liga da Justiça: Diretor revela foto do novo uniforme de Batman
O diretor Zack Snyder postou, em seu Twitter, uma foto que revela o novo uniforme de Batman no filme “Liga da Justiça”. Trata-se de uma verdadeira armadura, com “acolchoamento” esculpido na forma de músculos rígidos, óculos de proteção e totalmente negra. Na imagem também é possível ver um pouco do Batmóvel, ao lado do herói, com a porta aberta. Na legenda, o diretor indicou que aquela seria a última filmagem do personagem com esse novo “uniforme tático”. A sinopse oficial diz: “Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.” Novamente escrito por Chris Terrio e dirigido por Zack Snyder (ambos de “Batman vs Superman”), o filme tem estreia marcada para novembro de 2017.
Domingos Montagner (1962 – 2016)
Morreu o ator Domingos Montagner, que interpretava o personagem Santo na novela “Velho Chico”, da Globo, e está nos cinemas na comédia “Um Namorado para Minha Mulher”. A Globo informou seu falecimento, após revelar seu desaparecimento na tarde desta quinta (15/9). Montagner morreu afogado durante a tarde, após um mergulho no rio São Francisco, na cidade de Canindé de São Francisco. As equipes de busca encontraram seu corpo preso nas pedras a 30 metros de profundidade, perto da Usina de Xingó, em Sergipe. A atriz Camila Pitanga foi a última a vê-lo com vida. Ela revelou, em depoimento à polícia, que os dois estavam de folga das gravações e, depois de almoçar, resolveram mergulhar no rio, num local conhecido como prainha do Canindé. “Os dois entraram na água e a correnteza ficou forte de repente. Camila nadou rápido e conseguiu abraçar uma pedra. Ela chegou ver o Domingos nadar contra a correnteza, mas ele cansou e afundou”, disse o delegado ao UOL, confirmando que o local é perigoso, embora sem sinalização de alerta para os turistas. Por ironia, em “Velho Chico”, o personagem de Montagner havia sido dado como morto após sofrer um atentado e levar três tiros, mas foi encontrado por índios e “ressuscitado” com um beijo da amada Tereza (Camila Pitanga). Domingos Montagner nasceu em São Paulo em 26 de fevereiro de 1962. Ele começou a carreira no circo, em 1980, integrando a companhia de teatro La Mínima, e só chegou na TV em 2008, quando participou da série “Mothern”, do canal pago GNT. Ele engatou outros trabalhos em séries, como “Força Tarefa” e “Divã”, antes de estrear nas novelas em 2011, com “Cordel Encantado”. Desde então, vem fazendo várias novelas da Globo, como “Salve Jorge” (2012), “Joia Rara” (2013) e “Sete Vidas” (2015), e ainda iria estrelar “O Que nos Une”, novela de Lícia Manzo prevista para 2017. Sua filmografia também era recente. Ele estreou no filme “Paredes Nuas” (2009), de Ugo Giorgetti, e só voltou ao cinema três anos depois, como o Coronel Raimundo do sucesso “Gonzaga: De Pai pra Filho” (2012). Mas nos últimos dois anos engatou uma sequência forte de produções, aparecendo em “A Grande Vitória” (2014) e “Através da Sombra” (2015), até fazer sua estreia como protagonista em “De Onde Eu Te Vejo” (2016), de Luiz Villaça. Recém-lançados, “Vidas Partidas” (2016) e “Um Namorado da Minha Mulher” (2016), ainda em cartaz, serviram como testes para seu novo status de galã da meia-idade. No drama, inverteu expectativas para dar a seu personagem um contorno abusivo. Já na comédia, extrapolou para criar um tipo de sedutor profissional. Seu último trabalho foi uma pequena participação no filme “O Rei das Manhãs”, sobre o palhaço Bozo, que deve estrear no próximo ano. O ator deixa a mulher, Luciana Lima, e três filhos.
Sofia Vergara é a atriz mais bem paga da TV americana pelo quinto ano seguido
A revista Forbes divulgou a sua lista anual das atrizes mais bem pagas da TV mundial. E a atriz colombiana Sofia Vergara manteve a coroa pelo quinto ano consecutivo. Ela lidera a lista desde 2012 e este ano faturou US$ 43 milhões. Para se ter ideia, o valor é apenas US$ 3 milhões menor que o recebido pela atriz mais bem paga do cinema em 2016, Jennifer Lawrence. Mas não vem só da participação na série “Modern Family”. Sofia tem sua linha própria de móveis e é requisitada para vários comerciais. O 2º lugar ficou com Kaley Cuoco, que teve rendimentos bem menores, US$ 24,5 milhões, alimentados basicamente por seu cachê na série de comédia “The Big Bang Theory”. Ela chega a faturar US$ 1 milhão por episódio, o salário feminino mais alto da TV americana. Em 3º lugar aparece Mindy Kaling, da série “The Mindy Project”, que recebeu US$ 15 milhões também como produtora da atração, além de escrever livros e fazer dublagens. Ellen Pompeo, da série “Grey’s Anatomy”, e Mariska Haritay, que estrela a atração mais longeva da atualidade, “Law & Order: SVU”, são as principais estrelas dramáticas da relação, completando o Top 5 com US$ 14,5 milhões, cada. Vale ressaltar, ainda, que o Top 10 registrou uma surpresa, a aparição da novata Priyanka Chopra, estrela de Bollywood que estreou no ano passado na TV americana, na série “Quantico”. A indiana já aparece em 8º lugar, com US$ 11 milhões.
Mostra Indie traz filmes alternativos e retrospectiva de Walerian Borowczyk a São Paulo
Após passagem por Belo Horizonte, onde foi originalmente concebido há 16 anos, a mostra Indie 2016 finalmente chega a São Paulo para apresentar aos cinéfilos um recorte singular da produção independente e alternativa mundial, que não se vê no circuito comercial ou mesmo no mercado de home video. Com duração de uma semana, a nova edição precisou se compactar, mas a qualidade da seleção resiste. A programação é dividida em três mostras. Na Mostra Mundial, 13 títulos dão conta de apresentar um panorama da produção de destaque em alguns países a partir da realização de veteranos, como Kiyoshi Kurosawa (“Creepy”), Albert Serra (“A Morte de Luís XIV”) e Philippe Grandrieux (“Apesar da Noite”), e novatos, como Zhang Hanyi (“A Vida Após a Vida”) e Ted Fendt (“Short Stay”). Já a Mostra Clássica trará quatro obras icônicas do cinema. São elas: “Blow-Up – Depois Daquele Beijo” (1966), de Michelangelo Antonioni, “Estranhos no Paraíso” (1984), de Jim Jarmusch, “Hiroshima Meu Amor” (1959), de Alain Resnais, e “O Homem que Caiu na Terra” (1976), de Nicolas Roeg. Como tradição, a mostra Indie dedica uma retrospectiva a um diretor, com uma obra geralmente pouco acessível ao público. O homenageado da vez é o polonês Walerian Borowczyk. Falecido em fevereiro de 2006, o artista se desdobrava em diversas funções além do comando atrás das câmeras. Com dezenas de créditos como diretor, Borowczyk também assinou o roteiro, a montagem, a direção de arte e a fotografia de alguns de seus filmes – na Indie, serão exibidos dele sete longas e seis curtas. A mostra Indie 2016 começa nesta quinta-feira (15/9) no CineSesc. No site do evento, é possível consultar a programação na íntegra.
Desculpe o transtorno, mas sete filmes nacionais estreiam nesta semana
Um terror é o principal lançamento no circuito nacional pela segunda semana consecutiva. Retomando a franquia que popularizou a estética dos vídeos encontrados (found footage) em 1999, “Bruxa de Blair” dará sustos no escuro de 734 cinemas pelo Brasil. A continuação acompanha uma nova equipe de documentaristas na floresta onde os integrantes do filme original desapareceram, e foi rodado em segredo por Adam Wingard (“Você É o Próximo”), um dos diretores mais incensados da nova geração do terror/suspense. A surpresa dividiu opiniões, com 53% de aprovação no site Rotten Tomatoes – bem melhor que a primeira sequência, lançada em 2000 com apenas 13%. O segundo filme americano nos shoppings é “Conexão Escobar”, que traz Bryan Cranston (série “Breaking Bad) como um agente da alfândega que enfrenta o cartel do narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Chega em 119 salas após implodir nas bilheterias dos EUA e sem ter gerado um terço do hype da série “Narcos” sobre o mesmo tema. Mas a crítica gringa gostou (67% de aprovação). De todo modo, o que chama atenção na semana é a quantidade de estreias nacionais. São nada menos que sete longas: dois documentários e cinco obras de ficção, com destaque para um drama adolescente absolutamente imperdível. Apesar disso, apenas um dos lançamentos conta com distribuição ampla. “Desculpe o Transtorno” leva a 318 telas a tentativa de Gregório Duvivier emplacar como protagonista de comédia romântica, na esteira do colega de Porta dos Fundos Fábio Porchat. Nesta missão, ele contou com ajuda dos incautos que tornaram viral um texto de propaganda, publicado em sua coluna num grande jornal, supostamente como declaração de amor à ex-esposa, que, “por coincidência”, é seu interesse amoroso no filme. Houve quem achasse o texto profundo. Mas a comédia não passa de uma versão besteirol de “O Médico e o Monstro”, em que Duvivier faz o público sofrer com suas duas personalidades, um estereótipo de paulista e um clichê de carioca. O roteiro foi escrito por Adriana Falcão e Tatiana Maciel, que assinaram juntas “Fica Comigo Esta Noite” (2006), e a direção é de Thomas Portella, que retorna ao humor de sua estreia, “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011), após o terror banal “Isolados” (2014) e o ótimo policial “Operações Especiais” (2015). O contraste é brutal com o outro lançamento do gênero, “Turbulência”, que chega em apenas quatro salas no interior do Rio. Acompanhando os encontros e desencontros de dois casais, o filme tem uma história de aeroporto como pano de fundo, como em “Ponte Aérea” (2014), mas é muito amador, com elenco de coadjuvantes de novela, cenografia “Casas Bahia”, falta de timing humorístico e tom histérico permanente. A equipe vem da produção de séries da TV Rio Sul, braço da Globo no interior carioca, e é sub-Globo em tudo. Igualmente televisivo, “Os Senhores da Guerra” tem ambição épica, porém suas cenas de batalha são encenadas como minissérie da Globo – ou, no caso, da RBS TV, cujo padrão é bem mais elevado que o da TV Rio Sul. Assim como nos longas anteriores de Tabajara Ruas (“Netto Perde Sua Alma”), a produção foca conflitos históricos do Rio Grande do Sul, desta vez a Revolução Federalista do século 19. A carga dramática ganha contornos folhetinescos com a divisão política de uma família, que coloca irmão maragato contra irmão ximango. A distribuidora não revelou o circuito, mas o lançamento chega, além do RS, ao menos em São Paulo. Também rodado no Sul do país, “Lua em Sagitário” é um drama adolescente que acompanha uma garota entediada com seu cotidiano, numa cidadezinha catarinense na fronteira com a Argentina. Em busca de novidades, ela descobre o amor, o rock e os últimos hippies brasileiros. Um deles, claro, é Sergei. A outra é a recém-falecida Elke Maravilha, em seu derradeiro papel. Mas vale prestar atenção na jovem protagonista, a estreante Manuela Campagna, que passa meiguice extrema. Com vivência em documentários, a diretora Marcia Paraiso faz uma boa estreia na ficção, apesar de alguns problemas de dicção de seu elenco. Já o melhor da lista é, disparado, “Mate-me por Favor”, filme de estreantes, que mesmo assim rendeu os prêmios de Melhor Atriz e Direção para a Valentina Herszage e Anita Rocha da Silveira, respectivamente. Interessante como as melhores estreias da semana são dois primeiros filmes de novas diretoras, focados em adolescentes e sem atores globais. “Mate-Me por Favor”, inclusive, seguiu carreira internacional, exibido nos festivais de Veneza, Munique, IndieLisboa e SXSW, arrancando elogios da imprensa internacional – mas não foi submetido à comissão do Oscar. Escrito pela própria diretora, “Mate-me por Favor” explora medo e desejo, manifestando as pulsões de eros e thanatos na descoberta da sexualidade de um grupo de adolescentes numa região violenta, marcada pelo assassinato de meninas da sua idade, com reflexo na repressão feminina. Redondinho, rende várias leituras, prende a atenção do começo ao fim e já tem lugar garantido na seleção de melhores do ano da Pipoca Moderna. Mas pode ser difícil vê-lo, pois a distribuição é limitada e não teve seu circuito divulgado. Por falar em pulsão, há ainda um documentário nacional, “Hestórias da Psicanálise – Leitores de Freud”, que chega em 20 telas, dedicado a refletir a leitura de Sigmund Freud no Freud. Bem feito e convencional. O outro documentário é parte ficção. “Olympia” reflete sobre a realização das Olimpíadas no Rio e seu impacto, repisando o pisoteado tema da corrupção. O diretor Rodrigo Mac Niven (“O Estopim”) parte da construção do campo de golfe num terreno de reserva ambiental, mas o escândalo se passa numa cidade fictícia chamada Olympia, onde as pessoas nascem com asas, que logo são cortadas. A alegoria dilui a denúncia, colateralmente lembrando que no Rio tudo inspira carnaval. A programação se completa com dois lançamentos europeus em circuito limitado. Apesar da popularidade dos personagens, a animação espanhola “Mortadelo & Salaminho – Em Missão Inacreditável” estará disponível em cerca de 20 salas com exclusividade na rede Cinépolis. A produção usa computação gráfica para dar novas dimensões à obra clássica de Francisco Ibáñez e terá, inclusive, algumas exibições em 3D, mas seu humor não reflete a graça dos quadrinhos originais. Por fim, o francês “Meu Rei” chega a oito salas do Rio de Janeiro. Sorte dos cariocas, pois é o melhor filme internacional da semana. Dirigido pela bela atriz, que virou brilhante cineasta Maïween (vejam também “Polissia”), acompanha um romance que se torna um relacionamento abusivo, com cenas de amor e violência doméstica, estendendo-se por anos. Emmanuelle Bercot foi premiada como Melhor Atriz do Festival de Cannes por seu papel, e o elenco ainda inclui Vincent Cassel e Louis Garrel – todos, mais a diretora, indicados ao César, o “Oscar francês”. A expectativa é que o circuito se expanda nas próximas semanas para outras cidades.












