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    Série derivada de 24 Horas ganha primeiro trailer repleto de ação

    18 de maio de 2016 /

    A rede americana Fox divulgou o trailer de “24: Legacy”, série derivada do sucesso “24 Horas”. A prévia revela que a ligação com a série original se resume à menção da CTU (Unidade de Contra-Terrorismo), a organização ficcional de onde saiu o agente Jack Bauer. Uma ex-diretora da agência, vivida por Miranda Otto (que estrelou a última temporada de “Homeland”), é acionada pelo novo protagonista, um militar de elite em fuga (Corey Hawkins, o Dr. Dre de “Straight Outta Compton”), que sofre retaliação de terroristas após voltar de uma missão no Oriente Médio. Assim como a série original, a ação é trepidante e acontece em tempo real, com produção da mesma equipe, liderada por Howard Gordon, Manny Coto e Evan Katz. O elenco ainda inclui Jimmy Smits (série “Sons of Anarchy”), Dan Bucatinsky (série “Scandal”), Anna Diop (série “The Messengers”), Teddy Sears (série “The Flash”), Ashley Thomas (série “Beowulf: Return to the Shieldlands”) e Charlie Hofheimer (série “Mad Men”). A série vai estrear nos EUA em 5 de fevereiro, com apenas 13 episódios.

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    Prison Break: Primeiro trailer da 5ª temporada revela destino de Michael e nova fuga de prisão

    18 de maio de 2016 /

    A Fox divulgou o primeiro trailer do revival de “Prison Break”. A prévia apresenta uma nova fuga da prisão e revela como a “morte” do protagonista, que aconteceu na final da trama original da série, será revertida na 5ª temporada. Nos novos capítulos, Sarah (Sarah Wayne Callies) e Lincoln (Dominic Purcell) descobrem que Michael (Wentworth Miller) está vivo numa prisão que, pelo que dá a entender o trailer, fica no Oriente Médio. Para realizar uma nova fuga espetacular, eles contarão novamente com a ajuda de antigos comparsas, como C-Note (Rockmond Dunbar) e Sucre (Amaury Nolasco). A prévia ainda mostra uma aparição do vilão Theodore “T-Bag” Bagwell (Rober Knepper), como o responsável por revelar o destino do “herói” da série. O time da produção original, que durou quatro temporadas e um telefilme entre 2005 e 2009, também está de volta, incluindo o criador Paul T. Scheuring e os produtores Neal Moritz (franquia “Velozes e Furiosos”), Mary Adelstein (série “Aquarius”) e Dawn Olmstead (série “The Whispers”). As gravações começaram em abril em Vancouver, no Canadá, para uma estreia na midseason nos EUA, entre janeiro e março de 2017. Veja abaixo o trailer original e uma versão legendada pelos fãs brasileiros da série.

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    Carrossel 2 ganha primeiro trailer em clima de programa de competição

    18 de maio de 2016 /

    A Paris filmes divulgou o pôster e o trailer de “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”. A prévia mostra uma trama ainda mais infantil que a do primeiro filme, grande sucesso de bilheterias do ano passado. Desta vez passada na cidade, a continuação resgata os vilões de “Carrossel – O Filme”, que resolvem se vingar das crianças raptando Maria Joaquina e exigindo que elas participem de várias provas para resgatá-la. A história, assim, vira o registro de uma gincana. Basicamente, um programa de competição filmado em cenários reais, com direito à participação de convidados em cada etapa, como a ex-jurada do “Show de Calouros” Elke Maravilha, o craque de futebol de salão Falcão e o chef Carlos Bertolazzi. A presença mais importante, porém, pertence à Rosanne Mulholland, a intérprete da professora Helena na novela do SBT. Ela ficou de fora do primeiro filme, devido às gravações da novela “Alto Astral”, da Globo, mas já está de volta para a continuação da franquia. A trama vai, inclusive, mostrar que ela tem uma amiga fora da escola, vivida por Miá Mello (“Meu Passado Me Condena”). O filme ainda inclui as voltas de Paulo Miklos e Oscar Filho como os vilões Gonzales e Gonzalito, além de todo o elenco infantil da novelinha, com destaque para Larissa Manoela como Maria Joaquina. Os diretores Alexandre Boury e Maurício Eça retornam para comandar a sequência, que foi novamente escrita por Mirna Nogueira e Márcio Alemão. Tudo, porém, foi produzido às pressas, com cerca de cinco meses entre o início das filmagens e a estreia, marcada para 7 de julho.

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    Ator da série Suits é preso após agredir casal em discussão política

    18 de maio de 2016 /

    Acham que é só no Brasil que discutir política pode fazer a temperatura subir? O ator Wendell Pierce, conhecido pelas séries “The Wire”, “Treme”, “Suits” e “Odd Couple”, foi preso no último domingo (15/5) por agredir um casal que apoia a candidatura do democrata Bernie Sanders à presidência dos Estados Unidos. De acordo com o site TMZ, Pierce, que é eleitor de Hillary Clinton, adversária de Sanders na corrida eleitoral do Partido Democrata, envolveu-se na confusão em um hotel na cidade de Atlanta. Segundo funcionários do local, o casal e o ator iniciaram uma discussão sobre política, e Pierce, irritado, teria empurrado o homem e, em seguida, segurado a mulher pelos cabelos e batido na cabeça dela. A polícia foi acionada pelos seguranças do hotel e encaminhou o ator à delegacia para prestar esclarecimentos. Ele foi liberado após pagar fiança de US$ 1 mil. Procurado pela imprensa local, Wendell não quis se pronunciar sobre o assunto.

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    Trainspotting 2 ganha primeiro teaser oficial

    18 de maio de 2016 /

    A Sony Pictures do Reino Unido divulgou o primeiro teaser de “Trainspotting 2”, que começou a ser filmado nesta semana. A iniciativa dá ideia do quanto a continuação é aguardada. O vídeo só traz cenas do filme original, mas confirma o título, abreviado para “T2”, e a participação do quarteto central, Renton (Ewan McGregor), Sick Boy (Jonny Lee Miller), Spud (Ewen Bremner) e Begbie (Robert Carlyle), além de adiantar a data de estreia da sequência nos cinemas. Além deles e do diretor Danny Boyle, o roteirista John Hodge, que escreveu a adaptação do romance original de Irvine Welsh, também retorna à produção. Mas desta vez ele não vai se prender à trama literária – no caso, o livro “Porno”, escrito por Welsh, que continua a trama de “Trainspotting”. O filme vai mostrar uma nova história, revelando o que aconteceu com os personagens após duas décadas. Welsh, por sinal, estará no Brasil em junho. Ele é uma das principais atrações da 14ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Infelizmente, a continuação não ficará pronta a tempo de marcar os 20 anos do filme original. Mas por pouco. A estreia está marcada para 27 de janeiro no Reino Unido.

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    Cannes: Pedro Almodóvar não quer ser uma vaca sagrada

    18 de maio de 2016 /

    Pedro Almodóvar não participou da première de “Juliete” na Espanha para fugir das perguntas sobre o escândalo conhecido como Panama Papers, que revelou contas secretas de políticos e celebridades em paraísos fiscais, inclusive dele e do irmão. Mas não conseguiu escapar do aperto da imprensa em Cannes, onde seu filme concorre à Palma de Ouro. “Meu nome e o do meu irmão estão entre os menos importantes que aparecem na relação dos Panama Papers. Se fizessem um filme sobre o tema, sequer seríamos figurantes. Mas a imprensa espanhola nos tratou como protagonistas”, defendeu-se Almodóvar, na entrevista coletiva. “Nem sabemos direito o que era porque não se investigou. O essencial é que isso não impeça o público de assistir ao filme”, completou. De fato, com tanta proselitismo no festival, pouco tem se falado dos filmes. O brasileiro “Aquarius”, por exemplo, foi ofuscado pelo agitprop. Do mesmo modo, “Julieta” despertou pouco entusiasmo da plateia de jornalistas, mais interessados no escândalo financeiro que na volta do diretor ao melodrama de personagens femininos. Almodóvar aceitou todas as perguntas. E explicou que participa da competição à Palma de Ouro deste ano porque ainda é um cineasta sujeito à críticas e não uma “vaca sagrada”. “Eu, por enquanto, não tenho o talento de Woody Allen e nem de Steven Spielberg”, comparou, nomeando os dois diretores que apresentaram seus novos filmes em Cannes fora de competição. “Já que venho a Cannes, eu prefiro participar da competição. O filme vai receber críticas e prefiro estar em competição porque é mais excitante. Demonstro que não sou uma vaca sagrada”. Pelo mesmo motivo, diz que jamais aceitaria que escrevessem sua biografia. “Não quero biografias nem autorizadas e nem não autorizadas. Não permito que ninguém faça uma biografia minha, mas transmita ao futuro a mensagem que minha vida está nessas 20 filmes”, disse, aludindo à totalidade de sua filmografia. O filme de número 20 é uma adaptação de três contos da autora canadense Alice Munro, vencedora do Nobel de Literatura, e é centrado na figura da personagem-título, assombrada pela fuga da filha adolescente, 12 anos atrás. O diretor disse ter se encantado com a obra por conta seus mistérios. “Quando termino de ler Alice Munro, parece que sei menos do que antes”. A ideia original era usar a obra da escritora para fazer seu primeiro filme americano. “Pensei em filmar em inglês, em Nova York. Cheguei até a falar com uma atriz americana. Mas quando peguei a versão em língua inglesa do roteiro, fiquei inseguro. Afinal, não há nada mais distante de uma família americana do que uma família espanhola”, ele explicou. O que começou como uma adaptação literária, porém, logo começou a ganhar o estilo característico dos filmes do escritor. Ele confessa que é um impulso que não consegue evitar. “Não sou um adaptador fiel. Eu tiro um parágrafo como ponto de partida e preencho o resto com a minha imaginação”, apontou. A trama, que se desenrola ao longo de três décadas, entre 1985 e 2015, conta com duas atrizes diferentes interpretando o papel principal, Emma Suarez (“Buscando a Eimish”) e Adriana Ugarte (“Combustión”). “Queria que se observasse na atriz o tempo que passou, os anos de dor no olhar. Isto é impossível de se criar apenas com a maquiagem”, ele ponderou. “E, por outro lado, também queria imitar o meu mestre Luis Buñuel”, disse o cineasta, referindo-se ao filme “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977), em que a protagonista foi vivida por duas intérpretes. Almodóvar não fazia um filme centrado em uma personagem feminina desde “Volver”, há dez anos. Mas “Julieta” não é só um filme de mulher, é um filme de mãe, um de seus temas favoritos. “Fiz muitos filmes sobre mães, mas acredito que de todas as mães que retratei, Julieta é a mais frágil e vulnerável, com menos capacidade de luta”, comparou. “Ela tem uma desesperada resistência passiva, se é que isso é possível. As outras mães dos meus filmes são poderosas. Julieta vai perdendo a força. Em dado momento, é uma espécie de zumbi que caminha pelas ruas”, disse. “A personagem começa aberta à aventura. O tempo e as circunstâncias a tratam muito mal. A fatalidade é muito presente. Não são coisas enormes que ela faz errado. Mas a vida a trata muito mal. É um drama trágico.” Apesar do tom trágico, “Julieta” também marca a retomada da palheta de cores vivas – vermelho, laranja e azul – , que caracterizam as produções mais alegres do cineasta espanhol. “Sou filho do technicolor. Os primeiros filmes de que me lembro como criança eram em technicolor, cores muito claras e contrastantes. Meus filmes podem ser algo barrocos, e é claro que sou um filho dos anos 1960… tudo isso levou a um uso exagerado das cores”, ele justificou. A lembrança nostálgica o faz lembrar da própria idade, 67 anos, e citar o escritor Philip Roth: “‘A velhice não é uma doença, mas um massacre’. É assim que sinto a passagem do tempo”.

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    Cannes: Crítica recebe novo filme de Kristen Stewart com vaias

    17 de maio de 2016 /

    Após um início de reinado sob os auspícios da popularidade de “Café Society”, Kristen Stewart, coroada rainha de Cannes pelo presidente do festival em sua apresentação da programação oficial, sucumbiu às vaias em seu segundo filme no evento. Bastou um fantasma aparecer, cinco minutos após o início da projeção de “Personal Shopper”, para a crítica se manifestar com o vento de suas entranhas. Kristen, claro, não tem culpa do vexame, que, de resto, é dos próprios críticos, que parecem orgulhosos por agir como moleques em Cannes, mas depois ficam indignados com as turmas barulhentas que não sabem se comportar no cinema. A atriz está majestosa em todos os fotogramas do longa, que marca seu reencontro com o diretor francês Olivier Assayas, após o premiado “Acima das Nuvens” (2014). De fato, ela é hipnótica, dissolvendo o cenário com sua presença ubíqua, diante de uma câmera que a idolatra ao ponto de nunca abandoná-la, mantendo-a o tempo inteiro em cena. Como na parceria anterior, ela volta a viver uma assistente-escrava de um celebridade. Maureen, a personagem de Kristen, aceita os abusos da patroa irritante porque o trabalho lhe permite ficar em Paris “esperando”. Seu Godot vem de outro mundo. Trata-se do fantasma de seu irmão gêmeo. Os dois compartilhavam a mesma condição congênita, um coração fraco, e tinham um acordo mediúnico sobre esta situação. Aquele que morresse primeiro romperia a quarta parede definitiva para falar com o outro diretamente do além. E é o que ela espera que aconteça, após o irmão morrer na capital parisiense. E não demora, após ela contar seus planos, para começar a receber mensagens de celular que podem vir do além, mas que funcionam como Sexting místicos, motivando-a a abandonar os pudores. Em “Personal Shopper”, a rainha não só fica nua como se masturba. “Eu faço qualquer coisa. E gosto de tudo o que fizer. Maureen sofre uma enorme crise de identidade. Por isso senti que eu precisava ser o mais irracional, presente e nua que pudesse”, ela explicou, na entrevista coletiva. O filme, sem dúvida, é sexy. Mas o desdobramento como plano criminoso (whudunit fácil de decifrar) e o excesso de sustinhos forçados do roteiro parecem feitos sob medida para provocar vaias, especialmente em seu final desapontador. Seria esta a intenção? “Quando você vem para Cannes, você tem que estar preparado para tudo”, declarou Olivier Assayas sobre a reação da crítica. “Um filme tem vida própria. Quando nasce, é como uma explosão, e os elementos do filme se chocam com os elementos da realidade. Isso é ainda muito maior num festival como Cannes. É um pouco como num parto, como dar à luz”, completou. “Sim, mas depois desse parto pode haver vaias”, emendou, com sarcasmo, o ator alemão Lars Edinger, que está no elenco do filme. Sem jeito, Kristen bem que gostaria de fazer o oposto de sua personagem diante da situação, correr para longe. “A natureza da vida é muito assustadora. Como agora. Eu não posso sair daqui! Não posso sair!”, ela desabafou, aos risos. Pode ter perdido a majestade, mas não a graça.

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    Cannes: Brasileiros levam protestos de esquerda para a terra do caviar

    17 de maio de 2016 /

    Elenco e diretor de “Aquarius”, filme brasileiro em competição no Festival de Cannes, aproveitaram o tapete vermelho para mostrar ao mundo o que é a chamada “esquerda caviar” nacional. Os artistas que usam “black-tie” (para ficar na expressão da peça de Gianfrancesco Guarnieri) marcaram sua passagem pela terra do caviar empunhando cartazes contra o “golpe” no Brasil, escritos em inglês. Muito chiques e politizados, chamaram atenção internacional para a República de Bananas, onde golpes vitimam a liberdade da expressão e por isso resulta imprescindível sair do país para denunciá-los. “Brazil is not a democracy anymore”, dizia um dos cartazes mais estarrecedores, erguidos de forma heroica pelos novos exilados da ditadura brasileira. Outro defendia o repúdio mundial ao estado de exceção: “The world cannot accept this illegitimate government”. The world. E Cuba e Venezuela já se manifestaram em coro, países onde os sabiás não gorjeiam como cá. “We will resist”, prometeram os guerrilheiros de grife. 68% da população brasileira não vê golpe algum, segundo pesquisa do Datafolha, mas ir à França e não se deixar levar pela “imaginação ao poder” seria como ir ao Rio e não passear pela poluída Copacabana, achando-se chique no último. A esquerda no país do caviar deve se imaginar em maio de 1968, uma época em que as tensões políticas levaram o próprio Festival de Cannes a ser interrompido. Azar se a principal liderança brasileira daquela época hoje esteja na cadeia, amargando duas sentenças consecutivas por corrupção. O guerreiro do povo brasileiro. The warrior from the brazilian people. Em Cannes, teve até punho erguido. O gesto que guerreiro faz quando vai pra prisão por roubar dinheiro do the people. “Eu moro nos Estados Unidos, mas também no Brasil, tenho família e amigos lá e penso que o que está acontecendo, a manipulação da tomada do poder, tem que ser exposto ao mundo inteiro”, disse Sonia Braga, estrela de “Aquarius”, às principais agências internacionais de notícias. Mas logo adiante, um ato falho surge em seu caminho. “Tudo o que se fez desde o fim da ditadura, desde a abertura do Brasil, fizemos juntos. Temos que entender que em dois anos, de todas as formas, vamos votar para presidente. Temos que voltar a fazer as coisas juntos”, ela apela, esquecendo que “Brazil is not a democracy anymore”. O diretor de “Aquarius”, contudo, não vê essa contradição. “O que está acontecendo é um golpe de Estado”, definiu Kleber Mendonça Filho, imperativo, segurando um cartaz com o texto “Un coup d’état a eu lieu au Brésil”, em francês para ficar tão chique quanto seu black-tie. Dressed so sharp, dressed so neat, como descrevia a letra punk de “Coup d’État”, o clássico do Circle Jerks que falava em militares nas ruas e prisões políticas indiscriminadas, o provável retrato do Brasil atual, conforme representam os brasileiros canninos. Por certo, não voltarão ao país, temerosos que devem estar de serem presos e torturados por sua denúncia contundente. Como é elegante ser guerreiro de black-tie e protestar à vontade sem receio. A liberdade de expressão é garantia da desacreditada, mas felizmente real democracia brasileira. Curioso é que não se viu cartazes contra a extinção do Ministério da Cultura. Talvez porque esta questão não possa ser expressada por palavras de ordem dos anos 1960 e seja realmente de interesse nacional. Uma discussão, ressalte-se, plenamente justificada, que até foi abordada em entrevistas, como “um reflexo do grande retrocesso que está acontecendo no Brasil”, no dizer de Eryk Rocha, que trouxe seu documentário “Cinema Novo” ao festival. “Há dois erros gravíssimos. O primeiro é desarticular um ministério da Cultura que em todos os países do mundo – como na França – é um eixo fundamental do desenvolvimento. O outro é desarticular o da Educação”, ele disse, de forma racional, ainda que, ao cometer generalização, desconheça que a França não tenha um Ministério da Cultura exclusivo – é integrado com a Comunicação – , como também não tem os EUA, o Reino Unido e a maioria dos países do Primeiro Mundo. A extinção do MinC também foi evocada como um paradoxo, nas palavras de Maeve Jinkins em entrevista ao UOL, o “paradoxo tão grande (de) estar em Cannes representando o cinema nacional nesse momento”. “Existe um trabalho colossal por trás dessa seleção do filme em Cannes. O cinema só está produzindo uma média de 130 longas por ano porque tivemos leis de incentivo”, disse a atriz, acreditando que isso possa mudar, embora o governo garanta que não será o caso. “Na última vez em que sofremos um grande baque, na era Collor, produzimos um ou dois filmes por ano apenas. Não podemos nunca voltar a isso”, manifestou-se Maeve, provavelmente referindo-se ao fim da Embrafilme, sucata-símbolo da época em que o Estado patrocinava o cinema. Porém, ai porém… O fim da Embrafilme e a era Collor, por outro lado, também legaram a Lei Rouanet, responsável pela “retomada” do cinema nacional e os incentivos que agora são defendidos pela própria atriz tão apaixonadamente. A falta de sentido entrega a fragilidade do discurso ideológico.

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    Cannes: Adam Driver encarna a poesia de Jim Jarmusch em Paterson

    17 de maio de 2016 /

    O ator Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) é um predestinado. Seu sobrenome, em inglês, significa motorista. E a melhor interpretação de sua carreira surge nas telas do Festival de Cannes justamente com esta profissão. As coincidências em torno dos nomes não param aí. Seu personagem, Paterson, dirige um ônibus numa cidade chamada Paterson, num filme intitulado “Paterson”. A redundância faz parte da estratégia do diretor Jim Jarmusch (“Amantes Eternos), que busca apresentar a banalidade do cotidiano, de onde seu protagonista extrai poesia. Literalmente. Enquanto não dirige seu ônibus pela cidadezinha de Nova Jersey, o motorista Driver escreve poemas. E a trama é contada em estrofes, uma para cada dia da semana, ao longo de uma semana em sua vida. “O filme é uma celebração dos pequenos detalhes da vida, por mais simples que sejam”, definiu Jarmusch, na entrevista coletiva do festival. A escolha da locação não foi casual. Paterson foi lar dos poetas Allen Ginsberg e William Carlos Williams. Ambos tinham em comum o uso da linguagem coloquial e versos que refletiam o cotidiano. Paterson, o personagem, também escreve sobre o que vive. Mas sua vida é monótona, com uma mulher dona de casa (a iraniana Golshifteh Farahani, de “Êxodo: Deuses e Reis”) e um cachorro. Se William Carlos Williams trazia profundidade à descrição de um carrinho de mão vermelho, Paterson luta para que caixinhas de fósforos e cadernos encontrem rimas. Mesmo assim, sua vida seria mais banal se não fosse a poesia. Logo, ele descobre que outras pessoas da cidade também escrevem poemas. E o filme sugere que qualquer um, seja um motorista de ônibus, uma dona de casa ou um mero espectador de cinema, pode se tornar o poeta de sua vida. Outra alternativa é enlouquecer, como a mulher de Paterson, que, quando não está sonhando em virar uma cantora, pinta a casa (e a roupa e os cupcakes) em padrões de preto e branco. Jarmusch confessa-se fã de padrões. Ele já manifestou obsessão por tons de xadrez em “Coffee and Cigarettes” (2003). Agora busca a padronagem da monotonia, da vida em preto e branco. “Cada dia de nossas vidas é apenas uma pequena variação da nossa vida do dia anterior”, ele filosofou em Cannes. Mas, às vezes, quando se presta bastante atenção, a rotina pode revelar surpresas. No caso de “Paterson”, elas incluem dois passageiros inusitados no ônibus de Paterson, o casal adolescente de “Moonrise Kingdom”, de Wes Anderson. Trata-se de uma das muitas citações que Jarmusch escondeu em plena vista, na paisagem. “Sou fã de Wes Anderson. Penso que seus últimos filmes estão cada vez mais belos e infantis”, ele elogiou. Porém, não quis citar outras referências do longa, que os cinéfilos se divertirão em descobrir por conta própria. Driver, que tirou uma folga das filmagens de “Star Wars: Episódio VIII” para vir à França acompanhar a première, explicou que também precisou submergir na paisagem para entronizar a rotina de Paterson. “Para me preparar, procurei apenas ouvir o som ambiente, passear pela cidade e me desligar do celular. Era parte desse personagem ser totalmente offline”, disse na coletiva. “O roteiro era muito forte, e os personagens muito transparentes. Eu tentei simplesmente não me intrometer no processo”, resumiu. Sua performance foi muito elogiada pela crítica internacional. Mas há quem aposte na premiação de outro astro do filme, o expressivo buldogue Marvin, o cachorro de Paterson, que deve ganhar a “Palma Dog” (versão da Palma de Ouro para animais). “Ele foi excelente nas improvisações. E se mostrou muito bom para escrever os seus próprios diálogos”, brincou o diretor. Jarmusch já foi selecionado diversas vezes para o Festival de Cannes, desde sua estreia, “Stranger Than Paradise”, premiada com a Câmera de Ouro em 1984, passando por “Flores Partidas”, vencedor do Prêmio do Júri em 2005, até seu longa anterior, “Amantes Eternos”, cuja première aconteceu há dois anos. “Paterson” é seu 9º filme em competição. Mas, fora da competição, ele também exibe seu 9º trabalho no festival, o documentário “Gimme Danger”, sobre Iggy Pop e os Stooges. “Os dois filmes são muito diferentes estilisticamente, mas ambos reforçam a ideia de que você pode escolher o seu caminho”, o diretor comparou. “Você pode escolher o que quer fazer de sua vida. No fundo, ‘Paterson’ é simplesmente sobre isso.”

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    Cannes: Shia LaBeouf lidera uma nova geração em American Honey

    16 de maio de 2016 /

    “American Honey”, da diretora britânica Andrea Arnold (“Aquário”), dividiu a critica presente no Festival de Cannes. Enquanto os blogueiros vaiaram, reclamando da longa duração e do fato de que “nada acontece”, além de cenas de sexo, as publicações impressas (a velha geração) rasgaram elogios ao filme, o primeiro que a cineasta rodou nos EUA. A produção é um road movie que acompanha uma trupe de adolescentes chapadões pela “América profunda”, cruzando o Oeste a reboque do carisma do personagem de Shia LaBeouf (“Transformers”), que recruta jovens pobres para vender assinaturas de revistas. Entre eles, destaca-se Star, vivida pela estreante Sasha Lane. Ela não é boa de vendas, mas compensa sendo muito boa de sexo. O roteiro foi inspirado em um artigo publicado em 2007 no jornal The New York Times, sobre grupos de jovens desajustados contratados por empresas para vender produtos pelo país. O filme explora o contraste entre os protagonistas sem perspectivas e as ricas comunidades do interior americano. E, conforme a diretora explicou, também foi baseado em sua própria experiência de pegar a estrada para conhecer os EUA. “Eu tive alguns momentos muito difíceis viajando por conta própria, me deparando com aquele deserto aberto”, disse Arnold, na entrevista coletiva do festival, revelando que chegou a ter aulas sobre como sobreviver a um tornado, ao chegar no Alabama. “Foi bastante interessante, mas também bastante solitário”. O resultado foi aproveitado na tela. “‘American Honey acabou sendo uma mistura da América que eu cresci vendo em Hollywood – a minha ideia romantizada dela – e a América contemporânea que eu vi durante minhas viagens”. Um país que, ela descobriu, é muito mais miserável que imaginava. “Fiquei impressionada pela miséria que vi. Quando as pessoas não tem dinheiro nos EUA, elas não tem direito à saúde pública nem podem ir ao dentista, como os pobres no Reino Unido. Esse tipo de coisa realmente me chocou.” Mas o que mais lhe chamou a atenção foi o tipo de comércio que viu prosperar nos lugares mais afastados, onde encontrou farmácias lotadas. “Perguntei-lhes o que vendia mais e eles disseram analgésicos para as pessoas mais velhas e antidepressivos para pessoas mais jovens. Todos tinham algum vício.” Shia LaBeouf acrescentou sua própria experiência pessoal ao relato. “Em Bakersville, onde meu pai viveu por um tempo, a única coisa que existe é uma prisão. Então, todo mundo trabalha na prisão. Eu sou parte dessa subclasse. É de onde eu venho, então eu sei sobre isso.” “Nessas cidades pequenas, em que não há presença industrial, a única opção de trabalho para quem está saindo da escola são lanchonetes de fast food. E, embora isso pareça muito triste, identifica quem são os personagens do filme”, explicou a cineasta. “A van dos garotos é um microcosmo do sonho americano, com pessoas tentando ganhar dinheiro para realizar seus sonhos”. Assim como o protagonista, Arnold também recrutou seu elenco ao redor da América, selecionando jovens sem muita experiência dramática para contracenar com LaBeouf e Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), entre eles um trabalhador da construção civil, um skatista e uma ex-dançarina exótica. A grande estrela, Sasha Lane, foi descoberta tomando sol numa praia, durante o spring break, um mês antes do início das filmagens. A princípio, Sasha desconfiou do projeto, já que incluía muitas cenas de sexo. “Mas embarquei na vibe de Andrea”, disse a atriz. “Eu não entedia nada do que ela falava, mas sempre me pareceu muito doce para ser maldosa. Logo vi que ela era alguém importante e que não se tratava de um truque para me fazer filmar uma pornografia barata”. Sasha não foi a única que precisou ser convencida para entrar na “viagem” da diretora. Ela também precisou seduzir Rihanna. A cena em Shia LaBeouf encontra Sasha Lane, dentro de um Walmart, foi feita ao som de “We Found Love”, da cantora. E para conseguir usar a música, ela precisou insistir muito. “Eu adoro começar uma carta com ‘querida Rihanna’”, ela brincou. “Eu tive que escrever várias delas, explicando de que forma usaríamos a música e qual era a proposta do filme e da cena”. Shia, que dança a canção, também precisou de algum convencimento. “Eu me lembro de Andrea chegando perto de mim no primeiro dia e dizendo ‘eu preciso que você dance Rihanna na frente de todo mundo’”, riu. “Foi bem constrangedor, não foi minha parte preferida das filmagens”. Por outro lado, o ator participou de outras situações mais, digamos, agradáveis. Assim como em “Ninfomaníaca” (2013), ele filmou várias cenas de sexo, algumas coletivas, outras raivosas, embaladas por música country e rap. O sexo entrou na trama pelo conceito básico da cineasta. “Ninguém compra revista hoje dia. O que aqueles jovens fazem não é vender papel, mas a si mesmos”, explicou Arnold. E como eles vendem bem. Vendem-se inclusive como futuros astros. Não por acaso, Sasha Lane é a grande revelação do Festival de Cannes 2016.

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    Cannes: Park Chan-wook seduz com lesbianismo explícito em The Handmaiden

    16 de maio de 2016 /

    Cannes ficou mais picante com a exibição do thriller erótico “The Handmaiden” (Ah-ga-ssi), do diretor sul-coreano Park Chan-wook (“Oldboy”). O filme é uma adaptação do romance lésbico “Na Ponta dos Dedos” da escritora galesa Sarah Waters, mesma autora do livro que inspirou a minissérie britânica “Toque de Veludo” (Tipping the Velvet, 2002) e o filme “Afinidade” (Affinity, 2008), todos de temática lésbica e passados na Inglaterra vitoriana. Park manteve o enredo, mas avançou algumas décadas, mudou a locação e alterou a etnia das personagens. Passada na Coreia nos anos 1930, durante o período de domínio colonial japonês, a trama acompanha Sook-Hee, uma espécie de “Oliver Twist” lésbica, garota órfã de bom coração que mora num cortiço com ladrões e vigaristas, que se vê envolvida num elaborado golpe do baú planejado por um vigarista profissional. O trapaceiro consegue empregar a jovem órfã como criada na casa de uma família japonesa rica, esperando que ela convença Lady Hideko, herdeira de uma fortuna, a casar-se com ele. Seu plano, porém, não conta com o sentimento que surge entre as duas mulheres. Não por acaso, o título de duplo sentido do romance original alude tanto aos dedos leves dos larápios quanto ao prazer sexual provocado por massagens no clitóris. A encenação das cenas de sexo evoca o frisson provocado por “Azul É a Cor Mais Quente”, vencedor da Palma de Ouro no festival de 2013. Durante o encontro com a imprensa, Park Chan-wook defendeu o lesbianismo explícito dizendo que evitar o sexo seria como fazer “um filme de guerra, sem cenas de batalha”. “É claro que o amor entre estas duas mulheres é o elemento chave do filme”, ele explicou. “Na interpretação deste amor, não há nenhuma maneira de contornar o ato que surge a partir de tanta emoção e desejo”. Mas quando o golpe de sedução falha e vira paixão, o filme adentra outra área, em que Park Chan-wook já se mostrou especialista: a vingança. Juntas, as duas mulheres traçam um plano sangrento contra os homens que tentaram destruí-las. O resultado é uma fantasia de vingança lésbica, que pode ser considerada apelativa para alguns, mas nem por isso deixa de ser lindamente fotografada, muito bem dirigida e absolutamente excitante. Se não estourar nos cinemas, vai virar cult. “Com tantos pequenos detalhes suculentos aqui e ali, eu diria que é a minha obra mais colorida”, acrescenta o cineasta. “The Handmaiden” é o terceiro longa do diretor exibido em Cannes, que reverenciou suas participações anteriores, “Oldboy” (2003) e “Sede de Sangue” (2009), com o Prêmio do Júri. A produção também marca o retorno de Park Chan-Wook ao seu país de origem, após filmar nos EUA o suspense “Segredos de Sangue” (2013). Além do filme, que vai ser lançado nos EUA pela Amazon, o diretor pretende lançar um livro com as fotografias em preto e branco que ele registrou no set durante as filmagens. Ainda não há previsão para a estreia.

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    Cannes: Com Loving, Jeff Nichols mostra como o amor pode mudar o mundo

    16 de maio de 2016 /

    A corrida do Oscar iniciou mais cedo este ano, com a exibição de “Loving”, do cineasta americano Jeff Nichols, na competição do Festival de Cannes. Drama sobre uma união interracial ambientado no começo dos anos 1960, o longa tem as qualidades cinematográficas e a relevância social que costumam ser premiadas pela Academia, embora seja mais comportado que filmes de outros países, com os quais disputa a Palma de Ouro. O filme reencena a história verídica do casal Loving, vivido por Joel Edgerton (“O Grande Gatsby”) e Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”), que foi sentenciado a deixar o estado de Virginia por 25 anos, sob pena de prisão, por terem se casado no Distrito de Washington, onde o casamento entre um branco e uma negra era aceito pela lei. O caso acabou ganhando repercussão nacional, com envolvimento do então procurador da república Robert Kennedy e uma reportagem da revista Life, e foi parar na Suprema Corte americana. Como resultado, a decisão da justiça federal serviu para derrubar as restrições ao casamento entre pessoas de raças diferentes nos Estados Unidos. Ao contrário de outro filme sobre o período, “Selma” (2014), não se trata de um registro de confronto civil, mas uma exaltação do amor. Apesar de envolver racismo, “Loving” não vai para as ruas nem passa muito tempo em tribunais, preferindo focar na relação do casal, de temperamento tranquilo e amoroso, sem qualquer histórico de militância ou rebeldia. “Eu poderia ter feito um drama de tribunal tradicional, gênero que acho fascinante. Mas meu objetivo era contar a história de duas pessoas apaixonadas, cuja história pessoal é afetada por decisões políticas”, explicou o diretor, no encontro com a imprensa internacional em Cannes. “O que mais me espanta é que este tipo de filme tenha eco na atualidade. Custo a entender porque duas pessoas que se amam não podem ficar juntas”, aprofundou o protagonista do filme, o ator australiano Joel Edgerton, lamentando que isso seja “um debate político atual” em muitos países. A atriz irlandesa Ruth Negga ecoou o colega, lembrando a situação política de seu país. “A Irlanda passou agora pela votação de um referendo em prol da oficialização do casamento gay, o que me deu orgulho e me fez reconhecer a importância de manter vivo o debate sobre diferentes formas de preconceito”, ela destacou. Além do casal principal, “Loving” também destaca Michael Shannon (“O Homem de Aço”), ator-fetiche do diretor, presente em quatro de seus cinco filmes, que interpreta o repórter fotográfico Grey Villet, da revista Life, cujas imagens ajudaram os Lovings em sua luta. O lançamento vai chegar aos cinemas num ano extremamente politizado, quando a questão da igualdade racial, sexual e religiosa ocupa o centro do debate da eleição presidencial americana. E Nichols tem plena ciência disso. “Espero que ‘Loving’ ajude as pessoas a pensar nesse tipo de assunto em ano de eleição”, disse o diretor, que aos 38 anos é considerado um dos grandes nomes do cinema indie americano.

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  • Filme

    Madeleine Lebeau (1923 – 2016)

    16 de maio de 2016 /

    A atriz francesa Madeleine Lebeau, que ficou conhecida ao interpretar Yvonne, a amante abandonada de Rick Blaine (Humphrey Bogart), em “Casablanca” (1942), morreu no dia 1 de maio, na Espanha, depois de quebrar o fêmur. A informação só foi confirmada agora pelo enteado dela, Carlo Aberto Pinelli. Lebeau chamava atenção no filme ao aparecer cantando “A Marselhesa” num duelo com os alemães no Rick’s Cafe. Ao final do hino francês, gritava “Viva la France!”, para consternação dos nazistas. Ela era a última integrante do elenco clássico que permanecia viva. Madeleine nasceu em 1923 na França e, assim como sua personagem em “Casablanca”, ela também fugiu do país após a ocupação nazista. Em Hollywood, ela ainda participou de “Paris nas Trevas” (1943), sobre a resistência francesa, e “Música para Milhões” (1944), um musical de grande sucesso. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, ela voltou à terra natal, onde seguiu carreira no cinema europeu, causando furor ao aparecer nua na comédia picante “Et Moi j’te Dis qu’elle t’a Fait d’l’oeil!” (1950). Entre os clássicos que estrelou em seu retorno à França ainda se destacam o noir “Encruzilhada do Pecado” (1951), que foi seu principal desempenho dramático, a cinebiografia “Napoleão” (1955), as comédias “Ele, Ela… e o Outro” (1956), do mestre Marcel Carné, e “O Príncipe e a Parisiense” (1957), com Brigitte Bardot, o drama “Mercado Negro” (1958), com Alain Delon. Ao final da carreira, ela ainda atuou em dois clássicos que, de modos diferentes, marcaram a história do cinema: a obra-prima italiana “8 1/2” (1963), de Federico Fellini, e um dos maiores sucessos do cinema francês, o romance de época “Angélica, a Marquesa dos Anjos” (1964), de Bernard Borderie.

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