Conheça os 81 candidatos ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Conheça os 81 candidatos ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

 

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista dos filmes inscritos para disputar as cinco indicações ao Oscar 2016 de Melhor Filme em Língua Estrangeira. São, ao todo, 81 obras.
O candidato brasileiro é “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, que chega credenciado por premiações internacionais, agraciado com troféus nos festivais de Sundance e Berlim.

Entre os demais concorrentes, os principais títulos também vem da América do Sul, como “O Clã”, de Pablo Trapero, premiado no Festival de Veneza, e “O Clube”, de Pablo Larraín, consagrado no Festival de Berlim. Curiosamente, a Venezuela não selecionou o vencedor do Festival de Veneza, “Desde Allá”, de Lorenzo Vigas, concorrendo com um longa sem expressão internacional. Outra curiosidade é a presença do Paraguai, que figura pela primeira vez na lista com o filme “El Tiempo Nublado”, de Arami Ullón.

Quem inscreve os filmes são comissões formadas em cada país, sem que a Academia tenha interferência no processo. No Brasil, a seleção é feita por intermédio do Ministério da Cultura.

A lista sofrerá o primeiro corte nos próximos meses, sendo reduzida a nove semi-finalistas antes de chegar aos cinco indicados definitivos, que serão anunciados no dia 14 de janeiro de 2016. A cerimônia de entrega do Oscar está marcada para o dia 28 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Los Angeles.

Candidatos ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Afeganistão: “Utopia”, de Hassan Nazer
África do Sul: “The Two of Us”, de Ernest Nkosi
Albânia: “Bota”, Iris Elezi, de Thomas Logoreci
Alemanha: “Labyrinth of Lies”, de Giulio Ricciarelli
Argélia: “Twilight of Shadows”, de Mohamed Lakhdar Hamina
Argentina: “O Clã”, de Pablo Trapero
Austrália: “Arrows of the Thunder Dragon”, de Greg Sneddon
Áustria: “Goodnight Mommy”, de Veronika Franz, Severin Fiala
Bangladesh: “Jalal’s Story”, de Abu Shahed Emon
Bélgica: “The Brand New Testament”, de Jaco Van Dormael
Bósnia e Herzegovina: “Our Everyday Story”, de Ines Tanovic
Brasil: “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert
Bulgária: “The Judgment”, de Stephan Komandarev
Camboja: “The Last Reel”, de Sotho Kulikar
Canadá: “Félix and Meira”, de Maxime Giroux
Cazaquistão: “Stranger”, de Yermek Tursunov
Cingapura: “7 Letters”, de Royston Tan e outros
Chile: “O Clube”, de Pablo Larraín
China: “Go Away Mr. Tumor”, de Han Yan
Coreia do Sul: “The Throne”, de Lee Joon-ik
Costa do Marfim: “Run”, de Philippe Lacôte
Costa Rica: “Presos”, de Esteban Ramírez
Croácia: “The High Sun”, de Dalibor Matanic
Dinamarca: “A War”, de Tobias Lindholm
Eslováquia: “Goat”, de Ivan Ostrochovský
Eslovênia: “The Tree”, de Sonja Prosenc
Espanha: “Flores”, de Jon Garaño, Jose Mari Goenaga
Estônia: “1944”, de Elmo Nüganen
Etiópia: “Lamb”, de Yared Zeleke
Filipinas: “Heneral Luna”, de Jerrold Tarog
Finlândia: “The Fencer”, de Klaus Härö
França: “Mustang”, de Deniz Gamze Ergüven
Geórgia: “Moira”, de Levan Tutberidze
Grécia: “Xenia”, de Panos H. Koutras
Guatemala: “Ixcanul”, de Jayro Bustamante
Holanda: “The Paradise Suite”, de Joost van Ginkel
Hong Kong: “To the Fore”, de Dante LamrnHungria: “Son of Saul”, de László Nemes
Islândia: “Rams”, de Grímur HákonarsonrnÍndia: “Court”, de Chaitanya Tamhane
Irã: “Muhammad: The Messenger of God”, de Majid Majidi
Iraque: “Memories on Stone”, de Shawkat Amin Korki
Irlanda: “Viva”, de Paddy Breathnach
Israel: “Baba Joon”, de Yuval Delshad
Itália: “Don’t Be Bad”, de Claudio Caligari
Japão: “100 Yen Love”, de Masaharu Take
Jordânia: “Theeb”, de Naji Abu Nowar
Kosovo: “Babai”, de Visar Morina
Letônia: “Modris”, de Juris Kursietis
Líbano: “Void”, de Naji Bechara, Jad Beyrouthy, Zeina Makki, Tarek Korkomaz, Christelle Ighniades, Maria Abdel Karim, Salim Haber
Lituânia: “The Summer of Sangaile”, de Alanté Kavaïté
Luxemburgo: “Baby (A)lone”, de Donato Rotunno
Macedônia: “Honey Night”, de Ivo Trajkov
Malásia: “Men Who Save the World”, de Liew Seng Tat
México: “600 Millas”, de Gabriel Ripstein
Montenegro: “You Carry Me”, de Ivona Juka
Marrocos: “Aida”, de Driss Mrini
Nepal: “Talakjung vs Tulke”, de Basnet Nischal
Noruega: “The Wave”, de Roar Uthaug
Paquistão: “Moor”, de Jami
Palestina: “The Wanted 18”, de Amer Shomali, Paul Cowan
Paraguai: “El Tiempo Nublado”, de Arami Ullón
Peru: “NN”, de Héctor Gálvez
Polônia: “11 Minutes”, de Jerzy Skolimowski
Portugal: “As Mil e Uma Noites: Volume 2, O Desolado”, de Miguel Gomes
Quirguistão: “Heavenly Nomadic”, de Mirlan Abdykalykov
Reino Unido: “Under Milk Wood”, de Kevin Allen
República Dominicana: “Dólares de arena”, de Laura Amelia Guzmán, Israel Cárdenas
República Tcheca: “Home Care”, de Slavek Horak
Romênia: “Aferim!” de Radu Jude
Rússia: “Sunstroke”, de Nikita Mikhalkov
Sérvia: “Enclave”, de Goran Radovanovic
Suécia: ” Um pombo pousou num galho refletindo sobre a existência”, de Roy Andersson
Suíça: “Iraqi Odyssey”, de Samir
Taiwan: “The Assassin”, de Hou Hsiao-hsien
Tailândia: “How to Win at Checkers (Every Time)”, de Josh Kim
Turquia: “Sivas”, de Kaan Müjdeci
Uruguai: “Una Noche Sin Luna”, de Germán Tejeira
Venezuela: “Lo que Lleva el Río”, de Mario Crespo
Vietnã: “Jackpot”, de Dustin Nguyen

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna