Divulgação/Berlinale

Johnny Depp se diz vítima de boicote de Hollywood

Johnny Depp se apresentou como vítima de uma boicote de Hollywood em entrevista deste domingo (15/8) para o jornal britânico The Sunday Times. Ele aponta como evidência o fato de seu último filme, “Minamata”, não ter sido lançado nos Estados Unidos.

Depois que perdeu um processo por difamação no ano passado, que ele mesmo abriu contra o tabloide britânico The Sun por ser chamado de “espancador de esposa” devido à denúncias de sua ex-mulher Amber Heard, a MGM supostamente abandonou os planos de lançamento de “Minamata”, último filme feito pelo ator. Depp também foi forçado a sair da franquia “Animais Fantásticos”, da Warner. E encontra-se sem nenhum trabalho em vista desde então.

Depp disse que “MInamata” merece ser visto, independentemente de seus problemas pessoais.

“Olhamos essas pessoas nos olhos e prometemos que não iríamos explorá-las”, ele disse sobre a produção, em que interpreta um fotojornalista que registrou os horríveis efeitos de uma doença causada pela poluição no Japão nos anos 1970. “Que o filme seria respeitoso. Acredito que mantivemos nossa parte no trato, mas aqueles que vieram depois também deveriam manter a deles.”

“Alguns filmes tocam as pessoas”, acrescentou. “E isso afeta aqueles em Minamata e pessoas que vivenciam coisas semelhantes. E por qualquer coisa … Pelo boicote de Hollywood a mim? Um homem, um ator em uma situação desagradável e complicada, nos últimos anos?”

Em frases truncadas com pouco sentido, o ator de 58 anos definiu os últimos “cinco anos surreais” que resultaram em sua queda como um “absurdo da matemática da mídia”. E declarou que está “se movendo em direção a onde eu preciso ir para fazer tudo isso… para trazer as coisas à luz”.

Ele vai enfrentar mais dois processos judiciais em 2022, um que abriu contra Amber Heard e outro que ela abriu contra ele, que podem lhe custar US$ 100 milhões de indenização.

Mas já começou a trabalhar para reconstruir sua imagem com a ajuda dos festivais de cinema de San Sebastian e Karlovy Vary, na Espanha e na República Tcheca, que decidiram homenagear sua carreira com prêmios especiais. Consideradas polêmicas, as homenagens já começaram a render protestos de associações femininas.