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Top 10: “Judas e o Messias Negro” e os melhores filmes para ver em casa

Consagrado com dois troféus da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, “Judas e o Messias Negro” é o grande lançamento online da semana.

A produção elevou o status de Daniel Kaluuya. Premiado com o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, ele na prática é o verdadeiro protagonista do longa como o Messias Negro do título, o revolucionário Fred Hampton, líder dos Panteras Negras que é traído por William O’Neal, o Judas interpretado por LaKeith Stanfield. Os dois atores já tinham contracenado em “Corra!” e Stanfield também disputou o Oscar como o criminoso recrutado pelo FBI para se infiltrar no movimento dos Panteras Negras em troca de liberdade e dinheiro.

Baseado em fatos reais, o filme se concentra na criação da Coalizão Arco-Íris, uma união de forças com outros segmentos oprimidos da cidade de Chicago para lutar por igualdade e empoderamento político. Esta iniciativa assustou o conservadorismo americano, acirrando a repressão, a violência e os assassinatos (“autos de resistência”) dos líderes do movimento por policiais federais. Produzido por Ryan Coogler (diretor do “Pantera Negra” da Marvel) e endossado pelo filho de Hampton, Fred Hampton Jr, o filme também colocou no primeiro time o diretor Shaka King, atualmente procurado para assumir projetos de grandes orçamentos.

O resto da programação é inédita dos cinemas. Entre os destaques, “O Mauritano” também se baseia em fatos reais impactantes e há suspeitas de que não tenha chegado ao Oscar por questões políticas – como aconteceu com o igualmente excelente “Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”. O drama denuncia os abusos patrióticos cometidos após os ataques de 11 de setembro às Torres Gêmeas, por meio de uma advogada vivida por Jodie Foster (“O Silêncio dos Inocentes”) que assume a defesa de um muçulmano preso e torturado há anos, prestes a ser sentenciado à morte apenas por suas amizades. Ignorado pela Academia americana, concorreu a cinco BAFTAs (o Oscar britânico).

Há também produções europeias eletrizantes, com grande clima de tensão fortíssima, como o thriller “Oxigênio”, do cineasta francês Alexandre Aja (“Predadores Assassinos”), que traz Mélanie Laurent (“Truque de Mestre”) desmemoriada e presa em local desconhecido, lutando para sobreviver com oxigênio limitado. Quem gosta do novo terror cerebral, que tem revitalizado o gênero nos últimos anos, também deve se surpreender com o irlandês “O Rebanho”, vencedor de vários festivais internacionais do gênero, e “Zana”, indicação do Kosovo à vaga de Melhor Filme Internacional do Oscar passado.

A lista também tem obras viscerais de conflitos modernos, passadas no Iraque, na Ucrânia e numa prisão irlandesa, que foram igualmente premiadas no circuito dos festivais. E não, não houve esquecimento de “A Mulher na Janela”, com Amy Adams, na Netflix (estreia que teve só 30% de aprovação no Rotten Tomatoes).

Confira abaixo a curadoria (com os trailers) das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas em streaming nesta semana.

 

 

Judas e o Messias Negro | EUA | 2020

 

 

O Mauritano | EUA | 2020

 

 

Oxigênio | França | 2021

 

 

O Rebanho | Irlanda | 2019

 

 

Zana | Kosovo | 2020

 

 

Memórias de um Amor | EUA | 2020

 

 

Haifa Street – Corações em Guerra | Iraque | 2020

 

 

Os Esquecidos | Ucrânia | 2020

 

 

A Fuga de Maze | Irlanda | 2017

 

 

The Twientieth Century | Canadá | 2019