Divulgação/Universal

Filmes: Queen & Slim é um dos 10 destaques digitais do fim de semana

A Netflix tem uma nova superprodução, que reúne grandes estrelas e efeitos visuais caros, mas é um thriller indie que se destaca na programação digital do fim de semana. “Queen & Slim” é a dica desta sexta (14/8).

Confira abaixo mais detalhes deste e de outro destaques digitais da programação, que reúne os 10 melhores títulos recém-disponibilizados no país – lembrando que a curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos) e produções trash que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo.

Queen & Slim | EUA | 2019

O thriller mostra o que acontece quando um casal de namorados (Daniel Kaluuya, indicado ao Oscar por “Corra!” e Jodie Turner-Smith) é parado por uma pequena infração de trânsito e a situação sai de controle devido ao racismo do policial. O incidente é capturado em vídeo e se torna viral e, enquanto foge da polícia, o casal se torna um símbolo para os negros em todo o país. Refletindo as denuncias de racismo contra a polícia dos EUA, a produção em clima de “Thelma e Louise” marca a estreia no cinema da diretora Melina Matsoukas, após uma carreira de clipes premiados (de Rihanna e Beyoncé), e conta com 82% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Disponível em Apple TV, Google Play, Now, Vivo Play, Sky Play e YouTube Filmes.

Power | EUA | 2020

Estrelado por Jamie Foxx (“Django Livre”), Joseph Gordon-Levitt (“500 Dias com Ela”) e Rodrigo Santoro (“Westworld”), o filme combina super-heróis/supervilões e thriller de ação policial, ao girar em torno do tráfico de uma nova droga sintética, altamente viciante, que dá superpoderes a seus usuários. Foxx vive um pai de família que sofreu uma grande perda e decide rastrear a linha de suprimentos da droga até encontrar o responsável pelo tráfico, papel de Santoro, enquanto Gordon-Levitt interpreta um policial cujo trabalho é tirar a droga das ruas. A direção é de Henry Joost e Nev Schulman, responsáveis pela série “Catfish” e por vários filmes da franquia “Atividade Paranormal”.

Disponível na Netflix.

Creepy | Japão | 2016

O novo suspense de Kiyoshi Kurosawa faz um estudo psicológico sobre deformidade em meio a um mistério de assassinatos em série. A trama gira em torno de um detetive que decide se aposentar após um caso traumático. Um ano depois, recebe o pedido de um colega para investigar o desaparecimento de uma família, que deixou como único membro e testemunha uma jovem garota. Mas o mistério se torna cada vez mais obscuro, a ponto do detetive negligenciar sua esposa, com quem se mudou para a casa ao lado de um vizinho sinistro. Muitas reviravoltas e choques se sucedem, numa trama premiada em festivais de cinema fantástico e com 90% de críticas positivas no Rotten Tomatoes.

Disponível em Vivo Play e Looke.

Western | Alemanha | 2017

O nacionalismo e o ódio contra estrangeiros alimenta o drama exibido em Cannes e premiado no circuito dos festivais. Escrito e dirigido por Valeska Grisebach, que foi consultora de roteiro do sucesso “Toni Erdmann” (2016), o filme acompanha, com abordagem semidocumental, um grupo de trabalhadores alemães, contratados para obras numa região rural da Bulgária. Sem entender a língua e vivendo choque cultural constante, eles se indispõem com os moradores locais, expondo preconceitos e a mentalidade hooligan das classes baixas. Tem impressionantes 92% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Disponível em Apple TV e Looke.

Um Elefante Sentado Quieto | China | 2018

Premiado no Festival de Berlim de 2018, o primeiro e único longa do diretor Hu Bo tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, apesar de suas quase quatro horas de duração. É longo. E lento. E sem sorrisos. Uma jornada deprimente pelas margens da vida na China moderna, seguindo múltiplos personagens em uma cidade industrial, todos vítimas do egoísmo de outras pessoas. O tom sombrio reflete o estado de espírito do próprio diretor, que se matou após terminar o longa, aos 29 anos de idade. “Um Elefante Sentado Quieto” é seu epitáfio.

Disponível em Apple TV, Google Play, Now, Sky Play e YouTube Filmes.

Tesnota | Rússia | 2018

Vencedor do prêmio da crítica no Festival de Cannes de 2018, este drama russo usa locações reais, elenco amador e câmera na mão – com muitos closes – para extrair o máximo de realismo possível de sua história de rapto, religião, choque cultural e diferenças geracionais. Com inclusão de cenas de tortura reais – registradas durante o aprisionamento de soldados russos por forças chechenas durante o massacre do Daguestão, em 1999 – , a estreia de Kantemir Balagov, então com 26 anos, é violenta, incômoda e muitas vezes revoltante. Mas encantou a crítica (87% no Rotten Tomatoes) e lançou a carreira de um dos cineastas jovens mais promissores da Rússia neste século.

Disponível em Apple TV, Looke, Google Play, Vivo Play e YouTube Filmes.

A Tenente de Cargil | Índia | 2020

A história da primeira mulher aviadora da Índia a voar numa zona de combate, durante a guerra de Cargil em 1999, tem sua dose de patriotismo, mas também é subversiva, ao considerar que a Índia mantém uma estrutura patriarcal e extremamente machista até os dias de hoje. Além de ser um drama feminista edificante, o filme de estreia de Sharan Sharma tem cenas aéreas belamente fotografadas para agradar aos fãs de “Top Gun”.

Disponível na Netflix.

O Príncipe Nigeriano | EUA, Nigéria | 2018

O título se refere ao golpe do “príncipe da Nigéria”, conhecido também como “Fraude nigeriana”, que consiste no envio de um e-mail em nome de um príncipe da Nigéria ou outro país da África, dizendo que você foi sido escolhido para receber uma herança, mas para isso precisa responder a mensagem com seus dados. O filme parte dessa premissa para contar a história fictícia de um adolescente americano, obrigado pela mãe a ir para a Nigéria, e que passa a ajudar o primo a dar golpes pela internet. Muito elogiado pela crítica, o filme é uma produção indie que acabou comprada pela Netflix e chega ao streaming dois anos após sua première no Festival de Tribeca.

Disponível na Netflix.

Boys State | EUA | 2019

O documentário vencedor do Festival de Sundance – e com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes – acompanha um grupo de jovens do Texas que participam de um “acampamento político” — uma tradição local onde os jovens organizam-se em partidos e governos para simular a administração real de um Estado. A partir dessa premissa, os diretores Amanda McBaine e Jesse Moss analisam os desdobramentos das ações do grupo e lançam nova luz sobre as divisões políticas que já influenciam as novas gerações.

Disponível na Apple TV+.

Lorna Washington: Sobrevivendo a Supostas Perdas | Brasil | 2020

Ícone do transformismo na cena gay carioca, Lorna Washington fez história em boates que marcaram época no Rio de Janeiro. O documentário mostra este lado glamouroso, com o estilo irreverente e as performances que a popularizaram, mas também as lutas que a tornaram reconhecida como militante, contra o preconceito sexual e pela conscientização sobre HIV.

Disponível em Now e Vivo Play.