Promotora retratada em Olhos que Condenam processa Netflix

A promotora Linda Fairstein, personagem real da minissérie “Olhos que Condenam” (When They See Us), está processando a Netflix pela forma que foi retratada na produção. Em documento obtido pelo site TMZ, Fairstein contesta a premissa do programa, que a mostrou como alguém que manipulou os fatos, usou expressões racistas e escondeu evidências que provariam a inocência dos Cinco Exonerados.

Segundo Fairstein, sua personagem – vivida por Felicity Huffman – é “uma vilã racista e sem ética que está determinada a prender crianças inocentes de cor, custe o que custar”. Por conta disso, ela está processando a plataforma e também as roteiristas Ava DuVernay e Attica Locke por difamação.

A Netflix rapidamente respondeu à ameaça de processo, afirmando que se posiciona ao lado da minissérie. “O processo leviano de Linda Fairstein não tem mérito algum. Nós pretendemos defender ‘Olhos que Condenam’ vigorosamente, assim como Ava DuVernay, Attica Locke e a incrível equipe por trás da série.”

A série também é processada pela empresa que criou a “técnica Reid” de interrogatório policial, que denunciou caracterizações falsas para criticar a técnica.

A premiada minissérie, criada e dirigida por DuVernay, aborda a história real de cinco adolescentes de Nova York que foram condenados por um estupro que ocorreu no Central Park, em 1989, mas foram inocentados mais de uma década depois, por exames de DNA.

“Olhos que Condenam” virou a minissérie mais assistida da plataforma de streaming nos Estados Unidos.