Globo de Ouro muda regras para incluir filmes não lançados nos cinemas na premiação


A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), que organiza a premiação do Globo de Ouro, anunciou nesta quinta (26/3) que as regras para sua cerimônia de 2021 serão mudadas em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

A determinação é que, para concorrer aos prêmios, os estúdios não precisarão lançar os longas primeiro nos cinemas, podendo liberá-los inicialmente em um “formato televisivo” (serviço de streaming, canal de TV aberta ou fechada, etc.) e, mesmo assim, competir nas categorias cinematográficas.

Por enquanto, a nova regra tem valor “temporário”, aplicando-se apenas a lançamentos realizados no período em que os cinemas permanecerem fechados devido à pandemia.



A Associação também revogou a regra que obrigava estúdios a promover exibições especiais de filmes para os seus (por volta de 90) membros. Em vez disso, os produtores poderão enviar DVDs ou links através dos quais os membros poderão assistir às obras candidatas à premiação.

O Globo de Ouro de 2021 ainda não tem data definida, mas já definiu as comediantes Tina Fey e Amy Poehler como apresentadoras.

Enquanto a HFPA tomou uma decisão rapidamente, os diretores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (responsável pelo Oscar) ainda estão deliberando sobre possíveis mudanças nas regras para 2021. A Academia, claro, é um entidade muito maior, com mais de 8 mil membros.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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