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As <a href="https://pipocamoderna.com.br/2019/12/primeiras-impressoes-de-star-wars-a-ascensao-de-skywalker-vao-do-elogio-rasgado-a-decepcao/">primeiras reações divisivas</a> à première de <a href="https://pipocamoderna.com.br/tag/star-wars-a-ascensao-skywalker">“Star Wars: A Ascensão de Skywalker”</a> refletiram-se nas primeiras críticas publicadas em inglês a respeito do filme. Enquanto alguns textos refletiram grande empolgação com o desfecho da saga, a maioria reprovou o resultado com frustração. O que variou foi o tamanho da decepção.A polarização fez o filme entrar no Rotten Tomatoes nesta quarta (18/12), dia em que o embargo foi levantado, com uma média de somente 53% de aprovação. Ao longo do dia, o resultado melhorou um pouco, chegando a 57% após 156 resenhas avaliadas.Trata-se da pior avaliação da nova trilogia, bem distante dos 93% de "O Despertar da Força" e os 91% de "Os Últimos Jedi".Considerando toda a saga, supera apenas os 53% de "A Ameaça Fantasma", de 1999, que até os fãs consideram o pior filme desse universo.Entretanto, a aprovação cai ainda mais entre os "críticos top", subdivisão do Rotten Tomatoes dedicada à imprensa tradicional (sem os blogues geeks), atingindo 49%, abaixo da linha da mediocridade.Os principais veículos da imprensa americana e britânica foram unânimes em considerar o filme decepcionante em muitos sentidos, falando em covardia, ao evitar tópicos que precisariam ser abordados, falta de criatividade para surpreender o público e amadorismo narrativo, por repetir temas já vistos, com idas e vindas que não levam a nada. O resultado seria um filme de comitê, uma obra criada para vender brinquedos, que recicla ideias antigas da saga e termina como "um conglomerada sem vida".O jornal Los Angeles Times enumerou a lista de problemas que fazem a produção ser considerada covarde. "O problema não é só a sucessão de reviravoltas baratas que ameaçam mudar o que pensamos sobre os personagens, mas que depois voltam atrás, pintando um retrato otimista da realidade. O problema não é só o quanto eles deixaram Rose Tico (Kelly Marie Tran) de lado após os ataques racistas contra ela em 'Os Últimos Jedi'. O problema não é só a cena muito rápida em que aparecem duas mulheres de beijando - uma migalha para os fãs que esperavam que a química entre Poe e Finn seria algo além de uma amizade. O problema é que todas essas escolhas nos revelam as sensibilidades conflitantes que moldaram este filme, e moldarão a saga 'Star Wars' a partir dele".A rede britânica BBC disse que ele é simplesmente desnecessário, por repetir o que já tinha sido feito nos anos 1980. "Assim como os filmes anteriores da nova trilogia, este 'A Ascensão Skywalker' caminha por território familiar ao repetir 'O Retorno de Jedi'. O problema é que 'O Retorno de Jedi' era uma conclusão perfeita para a saga 'Star Wars', finalizando tudo o que precisava ser finalizado. Tudo o que este novo filme faz é repetir esse feito, respondendo às mesmas perguntas e revisitando os mesmos temas. É algo tão constrangedor quanto aquele momento em que você topa com um velho amigo por acidente, logo depois de ter se despedido dele".A revista Time Out considerou o filme um grande retrocesso. "'A Ascensão Skywalker' marca o retorno de uma penosa aridez, do tipo que o próprio George Lucas imprimiu em sua segunda trilogia. É um filme cheio de tramas circulares, intrigas imperiais e heroísmo barato. [Em comparação a 'Os Últimos Jedi'], é como um recuo enorme, e só os fãs mais leais vão gostar de ver isso".A revista Entertainment Weekly foi além, ao considerar que “Star Wars: A Ascensão de Skywalker” nem sequer é um filme, mais um pedaço de conglomerado sem vida. "Sempre houve um pouco de cinismo nos filmes de J.J. Abrams para as sagas Star [Trek e Wars], que injetam adrenalina na cultura pop de sua juventude e evitam qualquer material original ou imaginativo. Agora, ele está procurando por coisas que ainda não conseguiu replicar - uma montagem de 'A Ascensão Skywalker' imita aquela incluída em 'O Retorno de Jedi' em sua edição especial de 1997. Precisamos de um novo nome para este hábito de transformar uma grande franquia em um conglomerado sem vida. 'A Ascensão Skywalker' não é um final, uma sequência ou um reboot. É um zumbi".A revista Time seguiu a mesma linha de raciocínio, apontando que o filme é previsível, covarde e totalmente artificial. "Em sua ansiedade de não ofender, resultou mais como fanfiction que a criação de cineastas profissionais autênticos. Um robô seria capaz de conceber um filme mais surpreendente".De modo sintomático, mesmo os que aprovaram, lançaram ressalvas. Como o site The Wrap, que considerou o filme "uma máquina bem-azeitada". "Para muitos públicos - os fãs de 'Star Wars' entre eles - a devoção do diretor J.J. Abrams em entregar exatamente o que eles esperam será o bastante". Ou o jornal britânico The Guardian, para quem o "filme é montado com um quebra-cabeça, com uma série de pontos de conclusão que parecem inevitáveis e perfeitos, e concebidos para agradar a todas, contanto que ninguém questione muito sua lógica".Para completar o viés do "copo meio cheio", o jornal britânico London Evening Standard apresentou uma boa síntese do que o público pode esperar. "'Star Wars IX' pode ser imperfeito, mas oferece aos caçadores de nostalgia a odisseia espacial de seus sonhos".“Star Wars: A Ascensão de Skywalker” estreia nesta quinta (19/12) nos cinemas brasileiros.

Filme|18 de dezembro de 2019

Críticas revelam que A Ascensão de Skywalker é um dos piores filmes da saga Star Wars

As primeiras reações divisivas à première de “Star Wars: A Ascensão de Skywalker” refletiram-se nas primeiras críticas publicadas em inglês a respeito do filme. Enquanto alguns textos refletiram grande empolgação com o desfecho da saga, a maioria reprovou o resultado com frustração. O que variou foi o tamanho da decepção.

A polarização fez o filme entrar no Rotten Tomatoes nesta quarta (18/12), dia em que o embargo foi levantado, com uma média de somente 53% de aprovação. Ao longo do dia, o resultado melhorou um pouco, chegando a 57% após 156 resenhas avaliadas.

Trata-se da pior avaliação da nova trilogia, bem distante dos 93% de “O Despertar da Força” e os 91% de “Os Últimos Jedi”.

Considerando toda a saga, supera apenas os 53% de “A Ameaça Fantasma”, de 1999, que até os fãs consideram o pior filme desse universo.

Entretanto, a aprovação cai ainda mais entre os “críticos top”, subdivisão do Rotten Tomatoes dedicada à imprensa tradicional (sem os blogues geeks), atingindo 49%, abaixo da linha da mediocridade.

Os principais veículos da imprensa americana e britânica foram unânimes em considerar o filme decepcionante em muitos sentidos, falando em covardia, ao evitar tópicos que precisariam ser abordados, falta de criatividade para surpreender o público e amadorismo narrativo, por repetir temas já vistos, com idas e vindas que não levam a nada. O resultado seria um filme de comitê, uma obra criada para vender brinquedos, que recicla ideias antigas da saga e termina como “um conglomerada sem vida”.

O jornal Los Angeles Times enumerou a lista de problemas que fazem a produção ser considerada covarde. “O problema não é só a sucessão de reviravoltas baratas que ameaçam mudar o que pensamos sobre os personagens, mas que depois voltam atrás, pintando um retrato otimista da realidade. O problema não é só o quanto eles deixaram Rose Tico (Kelly Marie Tran) de lado após os ataques racistas contra ela em ‘Os Últimos Jedi’. O problema não é só a cena muito rápida em que aparecem duas mulheres de beijando – uma migalha para os fãs que esperavam que a química entre Poe e Finn seria algo além de uma amizade. O problema é que todas essas escolhas nos revelam as sensibilidades conflitantes que moldaram este filme, e moldarão a saga ‘Star Wars’ a partir dele”.

A rede britânica BBC disse que ele é simplesmente desnecessário, por repetir o que já tinha sido feito nos anos 1980. “Assim como os filmes anteriores da nova trilogia, este ‘A Ascensão Skywalker’ caminha por território familiar ao repetir ‘O Retorno de Jedi’. O problema é que ‘O Retorno de Jedi’ era uma conclusão perfeita para a saga ‘Star Wars’, finalizando tudo o que precisava ser finalizado. Tudo o que este novo filme faz é repetir esse feito, respondendo às mesmas perguntas e revisitando os mesmos temas. É algo tão constrangedor quanto aquele momento em que você topa com um velho amigo por acidente, logo depois de ter se despedido dele”.

A revista Time Out considerou o filme um grande retrocesso. “‘A Ascensão Skywalker’ marca o retorno de uma penosa aridez, do tipo que o próprio George Lucas imprimiu em sua segunda trilogia. É um filme cheio de tramas circulares, intrigas imperiais e heroísmo barato. [Em comparação a ‘Os Últimos Jedi’], é como um recuo enorme, e só os fãs mais leais vão gostar de ver isso”.

A revista Entertainment Weekly foi além, ao considerar que “Star Wars: A Ascensão de Skywalker” nem sequer é um filme, mais um pedaço de conglomerado sem vida. “Sempre houve um pouco de cinismo nos filmes de J.J. Abrams para as sagas Star [Trek e Wars], que injetam adrenalina na cultura pop de sua juventude e evitam qualquer material original ou imaginativo. Agora, ele está procurando por coisas que ainda não conseguiu replicar – uma montagem de ‘A Ascensão Skywalker’ imita aquela incluída em ‘O Retorno de Jedi’ em sua edição especial de 1997. Precisamos de um novo nome para este hábito de transformar uma grande franquia em um conglomerado sem vida. ‘A Ascensão Skywalker’ não é um final, uma sequência ou um reboot. É um zumbi”.

A revista Time seguiu a mesma linha de raciocínio, apontando que o filme é previsível, covarde e totalmente artificial. “Em sua ansiedade de não ofender, resultou mais como fanfiction que a criação de cineastas profissionais autênticos. Um robô seria capaz de conceber um filme mais surpreendente”.

De modo sintomático, mesmo os que aprovaram, lançaram ressalvas. Como o site The Wrap, que considerou o filme “uma máquina bem-azeitada”. “Para muitos públicos – os fãs de ‘Star Wars’ entre eles – a devoção do diretor J.J. Abrams em entregar exatamente o que eles esperam será o bastante”. Ou o jornal britânico The Guardian, para quem o “filme é montado com um quebra-cabeça, com uma série de pontos de conclusão que parecem inevitáveis e perfeitos, e concebidos para agradar a todas, contanto que ninguém questione muito sua lógica”.

Para completar o viés do “copo meio cheio”, o jornal britânico London Evening Standard apresentou uma boa síntese do que o público pode esperar. “‘Star Wars IX’ pode ser imperfeito, mas oferece aos caçadores de nostalgia a odisseia espacial de seus sonhos”.

“Star Wars: A Ascensão de Skywalker” estreia nesta quinta (19/12) nos cinemas brasileiros.

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Marcel Plasse

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna.

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