Fox aumenta oferta para ficar com os canais pagos da rede britânica Sky

A briga pelo controle da Sky esquenta. A Fox fez uma nova proposta pela rede britânica de canais pagos, passando o valor oferecido anteriormente pela Comcast. O novo lance é de US$ 32,5 bilhões, um pouco mais que os US$ 31 bilhões oferecidos pela Comcast em abril.

A dona da Universal e da rede NBC se meteu na tentativa da Fox de comprar os 61% da Sky que seu grupo ainda não possui em fevereiro, quando a Fox ainda enfrentava resistências do governo britânico, que teriam sido superadas recentemente graças às negociações de venda para a Disney.

Agora, as agências regulatórias do Reino Unido precisam estudar a proposta e o impacto dela, para concretizar ou não o negócio.

Nesta quarta, a Fox afirmou em comunicado: “Estamos profundamente comprometidos para fazer com que essas duas organizações se juntem para criar um negócio mundial posicionado para entregar o melhor do entretenimento no futuro. Em maior escala e com nossas capacidades de combinação, a Sky enriquecerá seu potencial de continuar com sua missão nos próximos anos, especialmente num momento de mudanças dinâmicas nesta indústria.”

Ao receber a proposta, a Sky afirmou: “A oferta da Fox representa um aumento substancial no valor relativo à oferta da Comcast e à proposta original da Fox”.

Especialistas indicam que o valor final desta negociação ainda pode subir, e a venda da Sky pode ficar entre US$ 35 bilhões e US$ 37 bilhões.

Com a compra da Fox, a Disney assumiria a Sky e provavelmente a dívida.

Presente em 23 milhões de lares em toda a Europa, a Sky se tornou um ativo valioso devido aos programas que cria e à relação direta que mantém com os clientes, com um alcance que nenhuma outra rede possui no continente europeu.

Por curiosidade, a Comcast também tenta comprar a Fox, numa disputa que igualmente está perdendo.

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna

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