Imaginary Mary se junta a Conviction e Notorious entre os cancelamentos mais rápidos do ano

Imaginary Mary se junta a Conviction e Notorious entre os cancelamentos mais rápidos do ano

 

A rede ABC anunciou o cancelamento da série “Imaginary Mary”, e oficializou o status de “Notorious” e “Conviction”. As três eram estreantes e tiveram seu destino decidido logo após a exibição dos primeiros episódios.

“Imaginary Mary” chegou por último, por isso sofreu menos angústia. A série estreou no final de março, com 5 milhões de telespectadores, mas já estava registrando 2,8 milhões em seus episódios mais recentes. Para completar, a crítica americana odiou. Foram apenas 25% de aprovação registrada no site Rotten Tomatoes.

A produção marcou um novo fracasso da atriz Jenna Elfman, que há 15 anos tenta repetir o sucesso de “Dharma and Greg” (1997-2002). Desde o final do sitcom clássico, nenhuma das séries que ela estrelou conseguiu emplacar uma temporada completa de 22 episódios – entre elas, “Courting Alex” (2006), “Accidentally on Purpose” (2009), “1600 Penn” (2012) e “Growing Up Fisher” (2014).

Criada por Adam F. Goldberg (criador de “Os Goldbergs”) e David Guarascio (roteirista de “Os Goldbergs”), a trama acompanhava Alice (Elfman), uma solteirona de trinta e poucos anos que finalmente conhece o amor de sua vida: Ben (Stephen Schneider, da série “Broad City”), um pai divorciado de três filhos. Tudo seria perfeito, não fosse seu medo de relacionamentos e crianças trazer à tona um amigo imaginário da infância, que pretende ajudá-la a voltar a seu plano original de jamais casar e ter filhos. Para isso, a criaturinha fofa, criada por computação gráfica e que só ela vê, faz de tudo para sabotar o relacionamento.

As outras duas séries calouras estavam virtualmente canceladas desde o ano passado. “Conviction”, estrelada por Hayley Atwell (ex-“Agent Carter”), só exibiu os primeiros oito episódios produzidos, enquanto “Notorious” acabou no 10º episódio, e nenhuma encomenda por novos capítulos foi feita.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna