Série clássica Perdidos no Espaço vai ganhar remake no Netflix

Série clássica Perdidos no Espaço vai ganhar remake no Netflix

 

O serviço de streaming Netflix vai produzir um remake da série clássica “Perdidos no Espaço”. Segundo o site Deadline, a produção despertou o interesse de vários canais, levando-a a ser disputada numa espécie de leilão, com o Netflix dando o maior lance.

O novo “Perdidos no Espaço” será um remake, desenvolvido pela dupla Matt Sazama e Burk Sharpless, responsável pelos roteiros de “Drácula: A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e do vindouro “Deuses do Egito” (2016). Os dois trabalham no projeto há um ano, junto da produtora Legendary TV e do produtor Kevin Burns (“Poseidon”), da Synthesis Entertainment, que detém os direitos da atração original.

A série clássica foi criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen, o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”. A trama se passava no futuro (que na época era 1997), no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar uma base num planeta na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith (o papel da vida de Jonathan Harris) sabota a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço.

“Perdidos no Espaço” era transmitida pela rede americana CBS e durou três temporadas, terminando depois de 83 episódios, devido a um misto de baixa audiência e corte de custos, sem nunca trazer resolução para sua trama. Mesmo assim, acabou ganhando inúmeras reprises na programação televisiva de todo o mundo, virando um fenômeno cult, que inspirou quadrinhos, brinquedos e até um filme em 1998.

O Netflix ainda não divulgou o cronograma da produção nem a previsão para a estreia da nova série.

Comente

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna